Um peixe-boi foi resgatado do rio Jaguaribe na manhã desta segunda-feira (3), em João Pessoa. De acordo com moradores da região do trecho do rio na altura do bairro São José, o animal foi avistado pela primeira vez durante o final de semana.
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De acordo com o projeto Cetáceos da Costa Branca, iniciativa de pesquisa e resgate da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte focada na conservação de mamíferos marinhos, o animal, que já era monitorado por uma equipe de acompanhamento, passou pelos rios Paraíba e Mandacaru até chegar no rio Jaguaribe.
“Monitoramos esses animais através da radiotelemetria, no qual a equipe que está em campo diariamente evidenciou que esse animal vinha se deslocando em diversas áreas. Quando a equipe evidenciou o deslocamento desse animal até essa região, a gente pediu o apoio da Fundação Mamíferos Aquáticos para fazer uma intervenção em prol da saúde do animal”, disse a ecóloga Iara Medeiros, em entrevista à TV Cabo Branco.
O resgate chamou atenção de diversos moradores, que acompanharam o processo de entrada da equipe no rio e o lançamento da rede para recuperar o animal, que precisou ser retirado da água por aproximadamente sete homens.
Segundo a veterinária Vanessa Rabelo, após resgatado, o animal vai ser solto em uma área com condições adequadas para a vida aquática.
“[O rio Jaguaribe] não tem as condições necessárias para o animal, então por isso a importância de retirar o animal desse local e soltá-lo em uma área adequada, com disponibilidade de alimento e fontes de água doce para que ele consiga se desenvolver”, explicou a veterinária.
Poluição no rio Jaguaribe
Em abril de 2026, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) entrou com uma ação por danos ambientais contra a Cagepa, a Sudema e os municípios de João Pessoa e Cabedelo, requerendo uma série de medidas em relação ao quadro apurado pelo órgão de “grave degradação ambiental” no rio Jaguaribe.
O MPPB apontou uma série de problemas nas águas do rio, como a alteração da qualidade da água, presença de espuma branca com odor químico, turbidez acentuada, mortandade de peixes, formação de manchas escuras, escoamento de águas visualmente poluídas em direção ao mar e comprometimento da balneabilidade da zona costeira.
