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Saída da Lemon e redução de pessoal são sinais de ‘mudança de chave’ em Cabedelo

Porto de Cabedelo, na Paraíba. divulgação/Secom-PB

A semana deverá ser decisiva para a gestão municipal de Cabedelo, na região metropolitana de João Pessoa. Depois de conseguir na Justiça o direito de quitar débitos salariais junto aos funcionários da empresa Lemon, afastada da administração municipal, o prefeito Evilásio Cavalcanti deve firmar um contrato emergencial com uma nova prestadora de serviço.

Pelo que apurou o Blog, a nova empresa poderá ser a mesma que já presta serviços de terceirização semelhantes ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Uma sinalização de que a nova administração quer afastar de vez o risco de novos desdobramentos das apurações da PF, que miraram a Lemon e a Avlis por suspeitas de empregar pessoas ligadas a uma facção – estando mais próxima dos órgãos de controle.

Entre a saída das antigas prestadoras e o novo contrato emergencial, uma redução no quadro de funcionários. É que a Lemon e a Avlis empregavam cerca de 550 trabalhadores, quantitativo que será reduzido para 450, segundo a prefeitura.

Na avaliação de auxiliares de Evilásio, sinais de uma ‘mudança de chave’ na gestão. Algo prometido por ele no dia da posse, no mês de maio. Um movimento extremamente necessário, diga-se de passagem, após os escândalos recentes envolvendo três ex-prefeitos.

Contexto

A prefeitura de Cabedelo está sob a administração interina de Evilásio Cavalcanti desde o início de maio. Ele tomou posse após ser diplomado vice-prefeito eleito, na eleição suplementar de abril, diante da impossibilidade do ex-prefeito interino Edvaldo Neto assumir o cargo.

Edvaldo está afastado por uma decisão do desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba, a pedido do Gaeco e da Polícia Federal.

As investigações apontam que na gestão dele o suposto esquema de loteamento de empregos na Lemon e na Avlis para pessoas indicadas pela facção, iniciado ainda na gestão Vitor Hugo, teria tido continuidade.