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entenda o que é e como tratar a doença

Mulher com queda de cabelo // Foto: Reprodução Magnific (https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/mulher-recebendo-tratamento-para-queda-de-cabelo-em-uma-clinica_19966412.htm#fromView=search&page=1&position=5&uuid=9f3e5b51-b37d-4b91-8f92-a2daec94aa9b&query=queda+capilar?log-in=google). Jornal da Paraíba

A alopecia areata é uma doença autoimune que atinge homens e mulheres e pode causar uma queda rápida de cabelo. O tema voltou a ganhar destaque após a mãe do cantor Lucas Lucco revelar que enfrenta uma nova crise da doença, mesmo durante o tratamento.

De acordo com a dermatologista Marcela Vidal, as crises de queda de cabelo são ocasionadas por uma desordem do sistema imunológico.

É como se fosse o sistema imunológico do paciente, ele está bagunçado e começa a encarar o folículo como inimigo e gera células inflamatórias que vão atacar esse pelo e que vai cair e gerar falhas que começam às vezes com placas, ovais, mas podem evoluir para perda total do couro cabeludo e os pelos do corpo também”, disse.

A alteração no sistema imunológico pode ser desencadeada por diferentes fatores, como estresse emocional, infecções, viroses e gripes.

Os gatilhos para a crise, pode ser um estresse emocional, isso é muito frequente, pode ser uma virose, uma infecção, uma vacinação, algo que vai desorganizar aquele sistema imunológico, pode funcionar como um gatilho para a crise”, explicou a dermatologista.

Tratamento

O tratamento da doença age diretamente no sistema imunológico, como forma de “contenção” da crise.

“O tratamento é baseado em medicações que controlam o sistema imunológico do paciente, então corticóides, medicações imunossupressoras. Hoje em dia tem os inibidores da AJAC, que são uma nova terapia para essa forma de queda de cabelo”, detalhou.

Outro ponto sensível da doença é que apesar do acompanhamento contínuo e do tratamento, ela pode reincidir causando novos pontos de queda capilar. Segundo a dermatologista, é importante manter o tratamento, justamente por conta das oscilações características da doença.

É muito angustiante para o paciente, impacta muito na autoestima, principalmente das mulheres, então é um quadro às vezes muito dramático. Antigamente se falava que o paciente tem uma plaquinha só,foi um episódio na vida, não vamos tratar, que às vezes o cabelo repila espontaneamente, isso pode acontecer. Mas hoje em dia a literatura fala que quanto antes você fizer as pazes entre o folículo e o sistema imunológico melhor”, defendeu.

A médica também destacou que os tratamentos para a alopecia têm evoluído, aumentando a esperança de pacientes com os casos mais graves da doença.

“Procure atendimento o quanto antes. Hoje em dia, com a evolução da ciência, estão surgindo medicamentos novos, então até mesmo aqueles pacientes que tinham desistido, que estavam sem esperança, vale a pena revisitar o problema, porque pode ser encontrada uma solução”, concluiu.