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MPF pede medidas para evitar lançamento irregular de esgoto em rios que deságuam no Litoral da PB

MPF solicita medidas para conter lançamento irregular de esgoto em rios que deságuam no Litoral – Foto: Divulgação. Mabel Pontes

O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) solicitou medidas para conter o lançamento irregular de esgoto e resíduos sólidos em rios que deságuam na área litorânea da Paraíba. A representação foi encaminhada para o Ministério Público da Paraíba (MPPB) para apurar esses eventuais lançamentos irregulares. A medida foi divulgada nesta quarta-feira (22).

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De acordo com a representação, comunidades instaladas às margens de rios como Jaguaribe, Cabelo e Aratu, que ficam localizadas na área do litoral do estado, lançam esgoto doméstico e resíduos diretamente nos cursos d’água em razão da ausência de infraestrutura de saneamento.

O MPF também informou que uma forma de enfrentamento da poluição marinha decorrente desse lançamento irregular inclui a recuperação das bacias hidrográficas que deságuam no oceano.

Entre as providências sugeridas pelo órgão está a elaboração, pelo município de João Pessoa e pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), de um diagnóstico das comunidades ribeirinhas existentes nas oito bacias hidrográficas da capital.

Esse levantamento permitiria identificar o número de famílias e moradores, o tempo de ocupação, a situação fundiária, infraestrutura de saneamento disponível e a estimativa da carga de esgoto lançada nos rios.

Também foi sugerido na representação que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) apresente estudo sobre a possibilidade de expansão da rede coletora de esgoto para essas comunidades.

O MPF quer saber se essa possibilidade de expansão da rede coletora de esgoto é tecnicamente viável, em razão de características de terreno ou da influência das marés.

Medidas transitórias

O órgão também apontou medidas provisórias que podem ser adotadas enquanto as soluções definitivas para impedir o lançamento irregular de esgoto ainda não são implementadas. Entre as alternativas sugeridas estão as chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SBN).

Entre as medidas estão a implantação de áreas úmidas construídas na foz dos canais, fossas verdes e biodigestores para o tratamento descentralizado de esgoto doméstico, além de biovalas e jardins de chuva para retenção da poluição difusa e barreiras vivas para evitar que resíduos sólidos cheguem aos leitos dos rios.

Segundo o MPF, essas ações têm caráter transitório até a adoção das soluções definitivas. O órgão avalia que a remoção imediata das comunidades não representa uma alternativa viável e defende que a proteção dos recursos hídricos deve ser conciliada com o direito à moradia e com o dever do Estado de ampliar o acesso ao saneamento básico.