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painel debate impactos para mulheres no turismo e no esporte

A Copa do Mundo Feminina de 2027, a primeira da história realizada na América do Sul, foi apresentada como uma oportunidade para promover transformações que vão além dos gramados durante um painel realizado no Fórum Internacional de Turismo para Mulheres, na última quarta-feira (4), em João Pessoa. O debate reuniu especialistas para discutir como o torneio pode contribuir para ampliar direitos, fortalecer a participação feminina e deixar um legado duradouro para o país.

Painel realizado no Fórum Internacional de Turismo para Mulheres. (Foto: Rizemberg Felipe)

O Brasil será sede da competição, que acontece em um contexto marcado pelo crescimento do futebol feminino nacional. A modalidade, que chegou a ser proibida no país por quase quatro décadas, hoje ocupa cada vez mais espaço no cenário esportivo. Nesse sentido, o Mundial é visto como uma oportunidade para ampliar a visibilidade das mulheres tanto no esporte quanto em outros setores da sociedade.

Durante o encontro, foi destacado que o planejamento para a Copa já inclui discussões sobre mobilidade, sustentabilidade, turismo e segurança sob uma perspectiva voltada para as mulheres. A proposta é que as ações desenvolvidas para o torneio resultem em protocolos permanentes e melhorias que permaneçam após o encerramento da competição.

Marta não descarta a possibilidade de jogar mais uma Copa do Mundo. (Foto: Getty Images)

O potencial econômico do evento também esteve entre os temas debatidos. A FIFA prevê um investimento recorde de cerca de R$ 4,2 bilhões para a edição de 2027, enquanto a Confederação Brasileira de Futebol projeta aplicar R$ 685 milhões nas competições femininas nacionais. A expectativa é que esses recursos impulsionem não apenas o esporte, mas também áreas ligadas ao turismo e ao empreendedorismo feminino.

As participantes do painel ressaltaram ainda que a Copa pode acelerar políticas voltadas à autonomia econômica das mulheres, ampliar oportunidades de capacitação e fortalecer negócios liderados por elas. Além disso, a competição é vista como uma ferramenta capaz de inspirar novas gerações e ampliar a presença feminina em espaços de liderança.

As participantes do painel ressaltaram ainda que a Copa pode acelerar políticas voltadas à autonomia econômica das mulheres. (Foto: Rizemberg Felipe)

Outro ponto destacado foi o papel da comunicação na construção do legado do torneio. A avaliação é que a Copa deve ser encarada como um evento esportivo, cultural e turístico de grande relevância, capaz de ampliar a visibilidade das mulheres no futebol e contribuir para uma sociedade mais igualitária. A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada entre os dias 24 de junho e 25 de julho.

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