Estudantes do Colégio Estadual Padre Hildon Bandeira, no bairro da Torre, em João Pessoa, estão denunciando as condições de infraestrutua da escola. Um grupo fez um protesto nesta quinta-feira (18), bloqueando um trecho da Avenida Júlia Freire. Os alunos também usaram o momento para denunciar os problemas do ensino técnico e integral, que foi interrompido sem compensação a quem já estava no meio do ano letivo.
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Em entrevista para a CBN Paraíba, os estudantes relataram problemas no calendário escolar e na climatização do colégio.
“A gente não aguenta mais, o calor está de matar. Não tem como passar cinco minutos dentro da sala de aula. A fiação da escola é toda antiga. Estamos há oito anos na luta na estrutura da escola, ar-condicionado, climatização”, detalhou o estudante Caio Henrique.
O auditório da escola também é afetado pela falta de climatização e infraestrutura.
“Nosso auditório não é praticamente auditório, não tem cadeira. A gente tem que trazer aquelas cadeiras plásticas para sentar, a climatização é horrível”, afirmou o estudante Herenilson dos Santos.
Após o protesto, a comunidade escolar foi informada que as gerências de obras, administração, protagonismo e educação integral vai fazer uma visita técnica e escuta dos estudantes.
Outra denúncia
O Colégio Militar da Paraíba também foi alvo de denúncias. Segundo os pais dos alunos, estão faltando professores para o ensino médio, e o ano letivo do ensino fundamental está atrasado.
O início das aulas está previsto para o dia 30 de março, mas com rodízio entre as turmas, que devem ter um dia de aula por semana.
“No final do ano passado, o Colégio da Polícia Militar lançou um edital a mais, um adendo, um edital extra de vagas, sendo que eram muito mais vagas do que é comum, pois era para uma unidade nova. Só que o prédio novo não é uma reforma de um prédio que já existe, é um prédio novo. Então, é uma reforma muito mais complexa e muito mais demorada. O prédio, até então, hoje, dia 19 de março, não está pronto. Então, são mais de 400 alunos sem aulas”, contou Tássia París, uma das mães.
De acordo com o diretor do colégio, o tenente-coronel Edmilson de Castro, em contato com a CBN, a empresa responsável pela construção garantiu que até o dia 31 de março o colégio será entregue. Ele também confirmou que espera mais professores enviados pela Secretaria de Educação da Paraíba.
O Jornal da Paraíba tentou contato com a Secretaria de Educação do Estado da Paraíba e não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O tenente-coronel Edmilson de Castro também foi questionado sobre a regularização do calendário escolar para os alunos do ensino fundamental do Colégio Militar, mas também sem retorno.
