Campinense e Treze atravessam um período de forte tensão no Campeonato Paraibano Pixbet 2026. Com campanhas marcadas por oscilação, desempenho aquém do esperado e pouca margem para novos tropeços, os dois principais clubes de Campina Grande entram em uma fase decisiva da competição, pressionados tanto pela tabela quanto pelos ambientes interno e externo. Em comum, além da irregularidade, está o fato de que ambos têm quatro jogos disputados e veem seus respectivos técnicos sob vigilância constante.
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No Treze, a derrota por 2 a 1 para o Sousa, fora de casa, na quarta rodada, funcionou como mais um indicativo de problemas estruturais que vêm acompanhando a equipe desde o início do torneio. O bom começo, com vitórias sobre Serra Branca e Pombal, não se sustentou. Desde então, o Galo da Borborema passou a apresentar um padrão instável, alternando momentos competitivos com longos trechos de desorganização coletiva.
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A equipe tem dificuldade para manter intensidade, equilíbrio tático e concentração ao longo das partidas, além de demonstrar dependência excessiva de ações individuais. Quando essas iniciativas não surgem, o rendimento cai de forma significativa. As derrotas seguidas para Atlético-PB e Sousa interromperam qualquer tentativa de consolidação do Alvinegro no Campeonato Paraibano de 2026.
Esse cenário aumentou a pressão sobre Roberto Fernandes. Internamente, há reconhecimento do momento delicado, mas a diretoria entende que a manutenção do treinador pode oferecer condições para uma reação imediata. O próximo compromisso será no domingo (1º), às 17h, no Amigão, contra o Confiança-PB, em um confronto que ganha contornos decisivos para o G-4 e para a estabilidade do trabalho.
No Campinense, a situação é ainda mais sensível. O empate em 2 a 2 com o Confiança-PB ampliou para três jogos a sequência sem vitórias e manteve o Rubro-Negro na sétima colocação, com cinco pontos somados em quatro partidas. Em um campeonato curto e com equilíbrio na disputa pelas vagas, o desempenho atual coloca o clube sob risco de distanciamento do grupo que briga pela semifinal.
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A única vitória da Raposa aconteceu na estreia, diante do Atlético-PB. Desde então, o time acumulou uma derrota em casa para o Nacional de Patos e empates fora contra Pombal e Confiança-PB, em um recorte que expõe dificuldade para transformar atuação em resultado. O aproveitamento de 41,67% está abaixo do esperado para um clube que não alcança a fase final do estadual há três temporadas e trata o Paraibano como prioridade esportiva.
Apesar das especulações, a diretoria assegura a permanência de Evaristo Piza até o fim da competição. O treinador, contratado ainda em 2025 e com participação direta na montagem do elenco, segue respaldado nos bastidores, mesmo diante do cenário adverso e da crescente cobrança externa. O calendário, porém, não oferece alívio. A Raposa inicia uma sequência de confrontos diretos contra adversários que disputam espaço na parte de cima da tabela.
O primeiro deles será no sábado (31), às 16h30, no Amigão, no Clássico Emoção contra o Botafogo-PB. Na sequência, encara o Treze no Clássico dos Maiorais, além de duelos contra Serra Branca e Sousa, jogos que podem redefinir completamente a campanha rubro-negra.
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