O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) vai mesmo se filiar ao MDB para disputar a reeleição de deputado estadual na Assembleia Legisltiva da Paraíba (ALPB). Ele confirmou a informação nesta terça-feira (27), durante entrevista à Rádio CBN.
A decisão de Tovar ocorre com o enfraquecimento do PSDB estadual e com a migração do grupo político dele para o PSD, partido que deve formar aliança com o MDB nas próximas eleições. “Irei me filiar, como sempre fui um homem de grupo, ligado e aliado ao meu grupo”, justificou.
Tovar deve participar, na próxima sexta-feira (30), do evento em que o PSD, do ex-deputado Pedro Cunha Lima, oficializará apoio a pré-candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo do Estado.
A expectativa é que duas chapas proporcionais devam ser formadas para as eleições de 2026 na aliança entre o PSD e o MDB, com postulantes à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, respectivamente. “Diante de diálogos com o senador Veneziano, vamos migrar para o MDB na janela partidária”, disse.
A saída de Tovar do PSDB não é única. O partido também deve perder os deputados estaduais Camila Toscano e Manoel Ludgério.
Apoio de Bruno a Efraim Filho
Apesar da filiação ao MDB, alinhando-se ao projeto do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ao Governo do Estado, Tovar admitiu que a família Cunha Lima deve sair dividida para as próximas eleições.
Ele considerou como legítima a inclinação do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União) de apoiar a pré-candidatura do senador Efraim Filho (União) ao Governo. Ele citou a boa relação que tem com o senador.
“Eu quero deixar claro que todos nós temos o senador Efraim, que faz um papel importante, trazendo recursos, mas com voz e com altivez na posição política que ele tem no país. Ele é nosso senador hoje, e ainda hoje acreditamos na proposta de trabalho dele”, disse.
Tovar disse que espera a unidade oposicionista na segunda etapa das eleições. “Esse mesmo grupo precisa discutir entre si para tomar uma decisão. Não vejo retorno, essa candidatura está posta, então diante dessa discussão senão no primeiro turno, haverá uma união no segundo turno”, avaliou.
