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Hospital do Bem realiza com sucesso cirurgia de tumor raro no ovário de uma paciente da cidade de Teixeira

A dona de casa Francisca Maria do Carmo, de 65 anos, moradora da cidade de Teixeira, passou os últimos seis meses viajando de sua cidade de origem para Campina Grande e João Pessoa tentando ajuda para realização de uma cirurgia no ovário. Com um imenso tumor nesta região, que a incomodava e preocupava bastante, a paciente, enfim, encontrou no Hospital do Bem, em Patos, o acolhimento e os cuidados que tanto necessitava. Em menos de 15 dias, entre a primeira consulta e o procedimento, a cirurgia de Dona Francisca foi realizada. Na última segunda-feira (21), a paciente se viu livre de um tumor que pesava 12kg.

O procedimento, realizado pelos cirurgiões oncológicos, Dr. Wostenildo Crispim e Dr. Júlio César Palmeira, com o suporte do anestesista, Dr. Rene Caroca e com o instrumentador, Fabrício, duro cerca de quatro horas. A cirurgia, segundo Dr. Wostenildo, foi um sucesso e a expectativa é que a paciente tenha alta no segundo dia após o pós-operatório. “Retiramos um tumor anexial esquerdo, raro, de um tamanho relevante, que agora será encaminhado para exame anatomo patológico, pois ainda não dispomos de biopsia de congelação no centro cirúrgico da unidade”, disse o médico.

Ainda segundo Dr. Wostenildo, caso a biopsia não acuse malignidade no tumor, a conduta será acompanhamento de três em três meses, durante o primeiro ano após a cirurgia. Noutra situação, ela será encaminhada para a oncologia clínica do Hospital do Bem para definição da conduta de quimioterapia. “De qualquer forma, a paciente foi acolhida e se necessitar de outro tratamento, também receberá todos os cuidados do Hospital do Bem”, destaca o médico.

Essa paciente, segundo relatos dela própria, chegou até a vender um imóvel para custear despesas das viagens para Campina Grande e João Pessoa. Para a diretora do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, o qual o Hospital do Bem faz parte, Liliane Sena, casos como o da paciente Francisca, de Teixeira, mostram o quanto faz a diferença na vida das pessoas dispor de um serviço destes no sertão. “Essa paciente necessitava deste procedimento, buscou isso em outros centros e foi aqui, em Patos, na nossa unidade e próximo da casa dela, que ela foi acolhida, teve sua demanda atendida e terá todo nosso aporte, caso necessite de outros cuidados. Isso reforça a importância do Hospital do Bem e quanto bem ele tem feito a tanta gente, desde que foi inaugurado, no ano passado”, reforça Liliane, lembrando que, no primeiro ano de funcionamento, o Hospital do Bem realizou 759 sessões de quimioterapia, 3331 consultas ambulatoriais, 726 internamentos e ainda 422 cirurgias, em pacientes de 80 municípios do interior.

Assessoria de Comunicação – Hospital Regional Deputado Janduhy Carneiro

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CÂNCER DE ESTÔMAGO: Doença deve atingir mais de 21 mil pessoas no Brasil

No Brasil, o câncer de estômago é o terceiro tipo que mais ocorre entre os homens e o quinto entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, a estimativa de novos casos é de cerca de 21 mil, sendo mais de 13.500 homens e mais de 7.700 mulheres. Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, alguns sinais podem indicar a doença, como explica o diretor da Divisão de Cirurgia Oncológica do INCA, Odilon de Souza Filho.

“Os sintomas são de acordo com a localização do tumor. A pessoa vai ter dificuldade de ingerir, vai ter aquela eruptação, vai ter uma queimação chamada pirose. Esses são os sintomas mais altos. No estômago, propriamente dito, a pessoa vai ter queimação, vai ter refluxo, perda de peso, perda do apetite e, às vezes, você repulsa uma massa abdominal, esse tumor cresce e palpa no abdome uma massa”.

Outro dado importante de se prestar atenção é o número de mortes decorrentes da doença, que está em 14.264, sendo 9.132 em homens e 5.132 mulheres. Odilon de Souza Filho comenta quais as pessoas estão mais suscetíveis a contrair o câncer de estômago.

“Dependente de alguns fatores de risco que a gente tem, por exemplo, pessoa obesa, a pessoa que come muito gordura, a pessoa que fuma, que bebe [álcool], ela tem muito mais chances de ter câncer de estômago”.

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor em fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento e cura. O tratamento do câncer de estômago vai ser de acordo com a área afetada e o tipo de tumor. O importante é realizar um acompanhamento médico para avaliar qual a melhor forma de tratar da doença.

 

Reportagem – Janary Damacena

Fonte: Agência do Rádio