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MULUNGU/PB: Em situação de risco desde 2016, infestação do transmissor de dengue, zika e chikungunya preocupa agentes de saúde da cidade

Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), o índice está em 5% este ano

Febre, pele avermelhada e dores intensas nas juntas são alguns dos sintomas da chikungunya, doença transmitida pela picada do Aedes aegypti. Em Mulungu, uma das vítimas do mosquito foi o professor Romário dos Santos, de 24 anos, que pegou a infecção em 2017.

“O corpo ficou todo doendo, todas as articulações. Caminhar doía, segurar alguma coisa doía. Tudo realmente estava doendo. E o que eu mais me lembro era a língua, eu não conseguia sentir gostos das coisas”, conta.

O município da região metropolitana de Guarabira está em situação de risco para surto de dengue, zika e chikungunya desde 2016. Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), o índice está em 5% este ano. Classificação do Ministério da Saúde considera que para estar em condições satisfatórias, os imóveis pesquisados em determinada da cidade devem apresentar taxa de infestação menor que 1%.

Para o médico sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz, Cláudio Maierovitch, a população precisa entender que a forma mais eficaz de evitar as doenças causadas pelo mosquito é impedir que ele nasça.

“A principal prevenção – para as três doenças – se refere à transmissão. A primeira coisa é quanto à eliminação dos criadouros dos mosquitos. Então, qualquer objeto, qualquer coisa que possa acumular água parada, especialmente água limpa dentro dos quintais, dentro de casa, mesmo em apartamento, em locais de trabalho, pode se transformar em um criadouro para o mosquito Aedes aegypti”, afirma.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

Agência do Rádio

 

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CÂNCER DE ESTÔMAGO: Doença deve atingir mais de 21 mil pessoas no Brasil

No Brasil, o câncer de estômago é o terceiro tipo que mais ocorre entre os homens e o quinto entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, a estimativa de novos casos é de cerca de 21 mil, sendo mais de 13.500 homens e mais de 7.700 mulheres. Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, alguns sinais podem indicar a doença, como explica o diretor da Divisão de Cirurgia Oncológica do INCA, Odilon de Souza Filho.

“Os sintomas são de acordo com a localização do tumor. A pessoa vai ter dificuldade de ingerir, vai ter aquela eruptação, vai ter uma queimação chamada pirose. Esses são os sintomas mais altos. No estômago, propriamente dito, a pessoa vai ter queimação, vai ter refluxo, perda de peso, perda do apetite e, às vezes, você repulsa uma massa abdominal, esse tumor cresce e palpa no abdome uma massa”.

Outro dado importante de se prestar atenção é o número de mortes decorrentes da doença, que está em 14.264, sendo 9.132 em homens e 5.132 mulheres. Odilon de Souza Filho comenta quais as pessoas estão mais suscetíveis a contrair o câncer de estômago.

“Dependente de alguns fatores de risco que a gente tem, por exemplo, pessoa obesa, a pessoa que come muito gordura, a pessoa que fuma, que bebe [álcool], ela tem muito mais chances de ter câncer de estômago”.

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor em fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento e cura. O tratamento do câncer de estômago vai ser de acordo com a área afetada e o tipo de tumor. O importante é realizar um acompanhamento médico para avaliar qual a melhor forma de tratar da doença.

 

Reportagem – Janary Damacena

Fonte: Agência do Rádio