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Deputado Jeová Campos desmente boatos de rompimento e suposta ameaça contra o governador João Avezêdo

Tudo isso é mentira de alguns membros da imprensa, digo e repito, tudo mentira

Após ser veiculada a informação em vários sites e blogs da Paraíba e região do Sertão, que o deputado Jeová Campos (PSB) teria se reunido com um dos secretários de estado mais influentes do Governo da Paraíba, para falar sobre a indicação de cargos e a nomeação da direção do Hospital Regional de Cajazeiras sem que o referido parlamentar tomasse conhecimento, ou até mesmo ser consultado com antecedência, notícias foram divulgadas dando conta de um possível rompimento com o governo João Azevêdo e suposta ameaça do seu posicionamento na Assembleia Legislativa.

Segundo nos informou, no início da noite desta segunda-feira (06), o irmão do deputado, o ex-vice-prefeito de São José de Piranhas – Marquinhos Campos, que as informações veiculadas são falsas e que Jeová não compactua com esse tipo de comportamento mesquinho, mentiroso e do quanto pior melhor.

De acordo com algumas publicações o deputado Jeová teria se queixado da nomeação do novo diretor do HRC, que o mesmo não foi consultado e o sertanejo havia dado um recado ao governador João Azevêdo; “Não tem nada, não secretário. Quando a cassação do governador chegar à Assembleia eu saberei como me comportar”, fato que Jeová desmente veementemente.

Quero dizer que acabei de conversar com meu irmão, Jeová. Portanto, ele desmente essas informações de rompimento e que fez algum tipo de ameaça ao nosso governador João Azevêdo. Tudo isso é mentira de alguns membros da imprensa, digo e repito, tudo mentira”, ressaltou Marquinhos Campos.

 

Redação

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Parentes vivem angústia na busca por desaparecidos em tragédia em MG

Dezenas de familiares se aglomeram todos os dias em busca de informações. A cena se repete desde a última sexta-feira (25), quando a Barragem 1 de rejeitos da mineradora Vale se rompeu e deixou um rastro de lama e mais de 270 desaparecidos em Brumadinho, no interior mineiro. O número de mortos chega a 84.

Na porta de um dos centros de atendimento montados no município, encontramos dois irmãos que buscavam, com fotos nas mãos, qualquer notícia da irmã Gislene, de 53 anos. Edir Lazaro do Amaral é comerciante e conta que ela estava dentro do refeitório da empresa Vale na hora do rompimento da barragem. “Ela passou mensagens às 12h21 para algumas amigas. [Poucos minutos depois], uma vizinha viu a notícia e me avisou lá no restaurante. Até pediu para não avisar a minha mãe. Aí entrei em desespero”, relembra.

Gislene é uma das 276 pessoas consideradas desaparecidas até o momento. Ela trabalhava há 17 anos na Vale e, segundo o irmão, comemorava a compra de um carro novo e ainda cuidava da mãe idosa. “A gente está muito chateado, chorando muito. Está uma tristeza danada. Nem estou abrindo o meu restaurante. Estamos neste sofrimento. Minha mãe é acamada, nós não tivemos condições de avisá-la de imediato, ela ficou sabendo pela televisão”, conta.

Apesar da saudade e da tristeza, para Edir, o mais importante agora é conseguir enterrar a irmã. “A esperança nossa é encontrar pelo menos o corpo dela para a gente ter um enterro digno, porque ela não merecia essa morte”, acrescenta emocionado.

Do outro lado da cidade de Brumadinho, aos pés do que já foi um riacho, encontramos o mecânico Nelson José da Silva Junior. De olhar perdido, observando o mar de lama, ele relembra que nasceu e foi criado ali. São 36 anos aqui, ao lado da barragem. “Não imaginava [isso], né, porque é tudo fiscalizado. Não sabia que a situação era dessa forma. Muita gente que trabalhava lá próximo dizia que tinha perigo [de rompimento], que estava vazando, mas eu mesmo não sabia disso.”

A parabolic antenna is seen over mud after a dam owned by Brazilian miner Vale SA that burst, in Brumadinho, Brazil January 26, 2019. REUTERS/Adriano Machado
Mar de lama destruiu casas e deixou 84 mortos até o momento
Reuters/Adriano Machado/Direitos Reservados

Todos os moradores da região onde vivia Nelson precisaram sair do local assim que a barragem de rejeitos se rompeu. Ele estava trabalhando longe dali. A esposa e o filho, que estavam em casa, conseguiram fugir. Mas, a irmã que trabalhava na Vale continua desaparecida. “Ela trabalhava na medicina do trabalho. E até hoje não temos notícia, nada, nada. Já fomos a hospital, IML, já andei essas matas todas e não encontrei nada.’’

A busca é pela irmã mais nova Fernanda, de 32 anos. Ela comemorava a conclusão recente da tão sonhada faculdade de psicologia. Mas, infelizmente, não poderá participar da Colação de Grau. “Ela estava tão feliz. Chegou a tirar todas as fotos. O pessoal da faculdade ligou pra nossa família, nós ficamos sem saber o que dizer. É muita tristeza.’’

 

Agência Brasil