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Vídeo: Ex-secretário no governo de Ricardo Coutinho revela como transportava dinheiro nos aviões por todo o Brasil

O mais recente trecho de delação do ex-secretário Ivan Burity impressiona pela ousadia como agia a organização criminosa comandada pelo ex Ricardo Coutinho e desbaratada pela Operação Calvário. Com lances de risco e aventura que, certamente, vai terminar como uma série da Netflix, a delação de Ivan traz detalhes de uma trama cinematográfica.

O dinheiro da propina se movia por terra e pelo ar, em aviões fretados, com dribles ousados e audaciosos para fugir da Polícia Federal, com pilotos e demais funcionários regiamente pagos em operações dignas de um agente James Bond. A narrativa de Ivan é notável pela riqueza de detalhes, mas também da impetuosidade de uma organização criminosa que agia com destemor e certeza da impunidade.

Ponte área – Ivan, de barba longa, revelou que, em 2012, por exemplo, viajou a Curitiba, atendendo a uma orientação logística da então secretária Livânia Farias para receber R$ 1 milhão de uma empresa que tinha contratos com a Secretaria de Educação. Supostamente a Brink Mobil.

Noutra viagem, dois anos depois, Ivan confidenciou ter transportado do Paraná para a Paraíba nada menos do que R$ 800 mil, da mesma empresa. Ainda em 2014, ele foi a Fortaleza pegar R$ 1,2 milhão de uma empreiteira. Parte do valor, R$ 300 mil, foi usada “para saldar compromisso urgente de campanha”. O restante, R$ 900 mil, teria sido entregue ao então vice-governador Rômulo Gouveia.

Com informações de Helder Moura 

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Áudio: Daniel revela que havia uma “fila da vida e outra da morte” no Hospital de Trauma durante o governo de Ricardo Coutinho

No filme “A escolha de Sofia”, uma mãe (Maryl Streep) é forçada por um soldado nazista a escolher um dos dois filhos para ser sacrificado nos fornos do campo de concentração. Ou escolhia um, ou perderia os dois. Na Paraíba, sob a gestão de Ricardo Coutinho, o Hospital de Trauma (e outras unidades hospitalares) chegou a patrocinar essa prática nazista, criando uma espécie de fila da morte.

Pelo menos a julgar pela delação do empresário Daniel Gomes da Silva, cabeça e sócio de Ricardo Coutinho na organização criminosa desbaratada pela Operação Calvário. Segundo Daniel, havia uma relação de pessoas que deveriam ser atendidas mediante indicação do governo e demanda de aliados, dentre deputados, vereadores e demais lideranças políticas de sua base.

Disse Daniel: “Prática comum do governo Ricardo Coutinho era a determinação de atendimento e realização de exames médicos prioritários a determinados pacientes indicados por seu grupo político. De fato, me recordo que a secretaria do Hospital de Trauma de João Pessoa possuía uma lista de pessoas que eram atendidas por demanda dos políticos da base do governo. Inicialmente, deputados e vereadores da base contatavam diretamente a secretaria do Hospital de Trauma ou o Superintendente da CVB (Cruz Vermelha), quando havia um caso mais delicado.”

Ou seja, a grosso modo, havia uma fila da vida para aliados e uma fila da morte para as demais pessoas que não tinham laços políticos com o governo Ricardo Coutinho.

Confira abaixo, trecho de sua delação:

Fonte: Blog do Helder Moura

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O Cabral socialista: Mídia nacional aponta que ex-governador instalou complexa organização criminosa na Paraíba

“Crusoé teve acesso à íntegra do material amealhado pelos promotores.

São quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico, gravações ambientais, organogramas e relatórios que esmiúçam o funcionamento da máquina de corrupção a serviço do socialista.

O material entregue por um dos colaboradores, o lobista Daniel Gomes, ligado à Cruz Vermelha Brasileira, estende as suspeitas a magistrados de outras partes do país.

Ele gravou conversas com o ex-procurador-geral da Paraíba, o advogado Gilberto Carneiro, apontado como a ‘ponte’ de Ricardo Coutinho com o Judiciário”.

Material inédito obtido pela Crusoé mostra como uma complexa organização criminosa se instalou na Paraíba durante o governo de Ricardo Coutinho, do PSB. O esquema se espraiava por outros estados, informa Fabio Serapião.

Para ter acesso à íntegra da reportagem, CLIQUE AQUI!

 

Fonte: Crusoé

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Promotor que investiga Ricardo Coutinho na Operação Calvário vira colaborador no gabinete de Augusto Aras

O trabalho do procurador Octávio Paulo Neto, coordenador do Gaeco, ganha repercussão nacional, especialmente por operações com o Xeque-Mate e Calvário. Octávio foi nomeado, no final do ano passado, “membro colaborador” do gabinete do procurador-geral Augusto Aras.

A nomeação foi de 20 de dezembro e consta de uma portaria (nº 1350) da PGR. Octávio atuará na Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise, porém “sem prejuízo de suas atribuições no Ministério Público do Estado da Paraíba e com ônus para o Órgão cedente”. A nomeação é, certamente, um prêmio ao trabalho desenvolvido pelo Gaeco.

Significa que Octávio passará a ter um vínculo federal com a PGR, em Brasília, mas manterá suas atribuições como coordenador do Gaeco. Ou seja, ganha mais musculatura para enfrentar as organizações criminosas desbaratadas pelas mais recentes operações comandadas pelo grupo.

 

Com Helder Moura 

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Em áudio, delator da Calvário cita ministros Fux e Barroso em caso de Ricardo Coutinho no TSE

Daniel Gomes, delator da Operação Calvário, apresentou ao Ministério Público gravações de conversas com o ex-governador Ricardo Coutinho sobre tratativas para evitar sua cassação no TSE em 2018. Nos diálogos, eles citam os ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso.

Segundo o delator, os dois ministros teriam sido contatados por meio de terceiras pessoas. No caso de Fux, Daniel menciona Antônio Carlos Amorim, ex-presidente do TJ do Rio, que manteria canal com a filha do ministro, a desembargadora Mariana Fux.

Já com Barroso, segundo o delator, o contato teria sido feito pelo ex-procurador de Justiça Gilberto Carneiro.

Em abril de 2018, o TSE absolveu Coutinho e sua vice das acusações de abuso de poder político e econômico, por promover isenções fiscais às vésperas das eleições de 2014, incluindo o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

O relator do caso foi o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, que também concedeu, semanas atrás, habeas corpus para tirar da prisão o ex-governador. Na votação do TSE, acompanharam o relator os ministros  Jorge Mussi, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira de Carvalho, Barroso e Fux. A ministra Rosa Weber foi a única a votar pela perda do mandato. 

Leia a transcrição de trechos da conversa:

DANIEL: Outra coisa! … acho que o GILBERTO tá … tá me informando aí que tá trabalhando pra caramba lá o negócio do … do FUX … né? Complicado. É… O GILBERTO me atualizou hoje a conversa … que … que … parte da conversa eu não sabia … o negócio do sogro. Enfim… eu, segunda-feira, eu vou pessoalmente conversar com DOUTOR ANTONIO CARLOS AMORIM que é o EX-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA … foi quem conversou com a filha …dele … e me deu toda as garantias do mundo que estariam ok …

RICARDO COUTINHO: Certo!

***

RICARDO COUTINHO: ANTONIO CARLOS é o pai?

DANIEL: É o… não… ANTONIO CARLOS AMORIM foi Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro … ele tem uma ótima relação com a filha de FUX …
RICARDO COUTINHO: Hum!
DANIEL: Conversou com(sic) e a filha levou ao FUX. Eles se conhecem também de … DESEMBARGADOR enfim …
RICARDO COUTINHO: Claro!
DANIEL: É … tem uma boa relação … e explicou o caso … eu já tinha mandando ela, detalhado tudo. O GILBERTO já tinha me explicado, mas eu … (ininteligível)… falei tudo … pegou tudo lá o advogado … eu conheço há muito tempo … de ótima confiança, enfim … Trabalha pra mim em diversos projetos … Já é um senhor de 70 e poucos anos … É um dos ícones lá … O prédio do TRIBUNAL DE JUSTIÇA do RIO DE JANEIRO … Tá lá a placa dele. Foi ele que inaugurou… Então o pessoal tem um carinho muito grande por ele … e..ele depois me ligou e falou “olha, tá garantido … ele falou que vai acompanhar o voto do TRE … ”Ou seja …
RICARDO COUTINHO: Foi bem, mas

***

DANIEL: Olha a gente vai reso… Vamos trabalhar todo mundo junto pra resolver isso mas … O BARROSO eu não consegui, mas o GILBERTO disse que já conseguiu um caminho com BARROSO … BARROSO eu não…

RICARDO COUTINHO: É o BARROSO é …
DANIEL: É difícil! … é um filho, oh! … “toma até cuidado que ele é um cara”
RICARDO COUTINHO: É …
DANIEL: Difícil … até pra conversar é difícil …
RICARDO COUTINHO: É …

***

DANIEL: Mas enfim … a princípio o FUX… presidente hoje né!? Seria um voto importante né? E eles tão votando juntos de novo né, ou seja … o pessoal do SUPREMO tá votando todo mundo junto no TSE…

RICARDO COUTINHO: Tudo mundo junto … tudo junto …
DANIEL: Então … se a gente tiver a garantia de um certo … a grande dos outros irem juntos …
RICARDO COUTINHO: O problema rapaz que pra esse povo …que é vitalício (bate as mãos) Porra! Olha … não vale porra nenhuma … o que o povo.. Tá nem aí… Isso é, são uns… malucos
DANIEL: Num tem … num tem essa história… Ali num tem … é difícil …

 

Por O Antagonista 

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Calvário: em áudios, RC cita relação complicada com família Feliciano

Em novos áudios do ex-governador Ricardo Coutinho gravados por Daniel Gomes e repercutidos na tarde desta sexta-feira, 03, pelo programa Correio Debate, Ricardo aparece falando da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), que ocupava o mesmo posto durante a sua gestão.

Na conversa com Daniel, Ricardo revela o medo de Lígia dar um “cangapé” em todo o mundo envolvido na organização.

Ainda de acordo com a fala do ex-governador, o problema não era tanto a vice-governadora mas seus familiares, incluindo o marido deputado Damião Feliciano (PDT e um dos filhos do casal.

O marido já fez. O filho é horrível, horrível, tanto é que o filho eu nem deixo entrar na sala que eu tou. É pesado, aí eu não posso porque se tivesse um instrumento aí tudo bem, que dissesse oh, tá aqui você não pode mudar nenhum membro do governo aí eu tocava até dezembro e ela viraria governadora, o problema é que ela e Damião vão dizer, não tudo bem aí chega lá arruma uma confusão” diz.

 

Com informações de PBAgora

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Senador diz que existe um esquema para transformar o Brasil no maior produtor e exportador de maconha e acusa ex-governador da Paraíba

O senador Eduardo Girão (Podemos) comentou em uma rede social notícia publicada pela mídia nacional, no fim do ano passado, sobre o possível envolvimento do ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho em um verdadeiro esquema para produzir e exportar canabidiol.

“O lobby da indústria da maconha é poderoso, intrigante e sórdido. O objetivo dele é tornar o Brasil — a qualquer custo — no maior produtor e exportador da droga no mundo”, escreveu no Instagram o parlamentar.

Girão argumentou que há uma estratégia para “glamourizar a droga” e que, para isso, “trabalham nos bastidores mais sombrios da política”.

 

Com informações de O Antagonista

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Delator da Calvário envolve ex-governador da Paraíba em lobby do canabidiol

O esquema envolvendo a compra do Laboratório Público da Paraíba (Lifesa) pelo delator Daniel Gomes, em sociedade oculta com Ricardo Coutinho, visava habilitar o laboratório junto ao governo federal para a produção de canabidiol.

Os diálogos obtidos pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Calvário, ocorreram em abril de 2017.

No início deste mês, a Anvisa liberou a comercialização de produtos à base de canabidiol e sua fabricação no Brasil a partir do substrato importado.

 

Por Claudio Dantas/O Antagonista

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PGR recorre ao STF e pede prisão ‘com urgência’ de ex-governador Ricardo Coutinho

De acordo com o pedido de suspensão de liminar, a PGR pede que o ex-governador seja preso ‘com urgência’.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (27), da decisão do ministro Napoleão Maia, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que concedeu habeas corpus ao ex-governador Ricardo Coutinho.

O habeas corpus livrou o ex-governador da prisão preventiva determinada pelo desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

De acordo com o pedido de suspensão de liminar, a PGR pede que o ex-governador seja preso ‘com urgência’. Confira o documento (Suspensão-Liminar-Paraíba-STF-inicial-assinada)

O recurso é assinado pelo Vice-Procurador-Geral Eleitoral, em plantão na Procuradoria-Geral da República, Humberto Jacques de Medeiros. O documento é direcionado ao presidente do STF, Dias Toffoli.

O pedido de suspensão de liminar atinge, além de Ricardo Coutinho,  Cláudia Veras, Francisco das Chagas Ferreira, David Clemente e a prefeita de Conde, Márcia de Figueiredo Lucena Lira.

A PGR sustenta que a liberdade dos citados representa risco às investigações e ressalta que o ex-governador Ricardo Coutinho é líder de uma ‘organização criminosa’.

Confira um trecho abaixo:

 

Com informações de ClickPB

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“Você viu o imbecil do Ministério Público, escroto, querendo extorquir o Estado”

O blog de Fausto Macedo, no Estadão, trouxe novos áudios do ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, em conversa com o empresário Daniel Gomes da Silva, que delatou o esquema de pagamento de propina, no âmbito da Operação Calvário.

Como noticiamos, o delator usou um gravador e registrou mais de mil horas de reuniões e pedidos de propina em conversas com Coutinho e outros integrantes do governo.

Segundo o empresário, Coutinho teria liderado o esquema por pelo menos oito anos, entre 2010 e 2018.

Nos novos trechos da conversa com Daniel Gomes, o ex-governador paraibano diz: “Você viu o imbecil do Ministério Público, escroto, querendo extorquir o Estado com a história do [inaudível], a primeira contratação, porque não teve processo licitatório”.

“Mas isso é antigo, esse processo não é novo, não. O TCE [Tribunal de Contas do Estado] já julgou isso”, responde Daniel.

A conversa prossegue:

Ricardo Coutinho: Tá lá um recado…

Daniel Gomes: Esse caso específico, o TCE já fez o julgamento e… é o Gilberto [Carneiro da Gama, ex-procurador-geral do Estado] que está [inaudível]?

Ricardo Coutinho: E era emergência.

Daniel Gomes: Era emergência, a lei prevê. Seis meses, mais seis meses.

Como informamos na última terça-feira, a vice-presidente do STJ, Maria Thereza de Assis Moura, rejeitou um pedido da PGR para reverter a decisão que soltou Ricardo Coutinho e mandá-lo de volta para a cadeia.

Já o irmão do ex-governador, Coriolano Coutinho, pediu liberdade ao STF após ter um habeas corpus negado pela ministra Laurita Vaz no STJ.

 

Fonte: Blog do Fausto Macedo – Estadão