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Câmara derruba afastamento do deputado federal paraibano Wilson Santiago (PTB)

Ele teve o mandato suspenso no mês passado pelo ministro Celso de Mello, relator no STF de investigação por suposta prática de corrupção e organização criminosa.

Orientaram pela volta ao mandato PT, PTB, PL, Solidariedade, PP, PMDB, Avante e PDT. A manutenção do afastamento foi defendida pelo PSL, Cidadania, PSOL e Novo. PSC, PSD, Podemos, PV e PSB liberaram a bancada.

Por 233 a 170, a Câmara derrubou o afastamento do deputado Wilson Santiago (PTB-PB), acusado de receber R$ 1,2 milhão de propina, de obras superfaturadas de abastecimento de água no Nordeste.

Abaixo, a lista de quem votou pela volta do deputado (SIM) e pela manutenção do afastamento (NÃO):

 

Com O Antagonista

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Wilson Santiago que é alvo da “Operação Pés de Barro” seria o líder do PTB em 2020

O deputado federal Wilson Santiago, do PTB da Paraíba, afastado do cargo no dia (21/12/2019) por decisão do ministro Celso de Mello, assumiria a liderança de seu partido na Câmara em fevereiro deste ano.

Ele foi alvo da Operação Pés de Barro, que investiga o superfaturamento em obras no interior de seu estado. Como foi noticiado nesta quarta-feira (08), a ordem de afastamento dele será pautada na primeira sessão de 2020.

Apurou-se que, mesmo com a hipótese de ser mantido no cargo pelos pares, não há clima para que Santiago seja o novo líder — o que seria ainda mais bizarro. O líder reflete o sentimento da bancada, define integrantes das comissões e orienta as votações em plenário.

No início desta legislatura, houve um acordo na bancada de 10 deputados para que os líderes nos próximos quatro anos fossem Pedro Lucas Fernandes (MA), que é o atual, Wilson Santiago (PB), Maurício Dziedricki (RS) e Nivaldo Albuquerque (AL).

Com o escândalo envolvendo Santiago, agora tudo pode mudar. Por telefone, Fernandes disse hoje a este site que alguns colegas defendem que ele continue na função.

Vamos ter a eleição no próximo dia 30, vamos aguardar”, afirmou, não querendo entrar em detalhes.

O atual líder acrescentou que as prioridades do Parlamento em 2020 devem ser a reforma tributária e o pacto federativo. Para ele, a relação com o Planalto “vai continuar da mesma forma, não vai mudar” e o Congresso precisará manter o foco na agenda reformista.

 

Com O Antagonista 

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Investigação da PF contra deputado flagrou 11 entregas de propina, uma delas em hotel de Cajazeiras

Deputado federal Wilson Santiago e prefeito de Uiraúna, Dr Bosco, são investigados por propina em obra de construção de adutora no Sertão da Paraíba, orçada em R$ 24 milhões.

A operação Pés de Barro, deflagrada pela Polícia Federal neste sábado (21) contra o deputado federal Wilson Santiago (PTB-PB), flagrou 12 encontros para entregas de propina por supostos desvios de recursos na construção de uma adutora em Uiraúna, Sertão da Paraíba. Onze, foram feitas no estado.

Conforme a investigação, a empresa COENCO foi contratada por R$ 24,8 milhões para construir a adutora, após negociações entre Wilson Santiago e o empresário George Ramalho Barbosa, em que ficou acertado, sobre o valor do contrato, o repasse de propinas no montante de 10% para o parlamentar e 5% para o Prefeito de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes (Dr. Bosco).

De acordo com a PF, o inquérito surgiu de informações obtidas em uma proposta de delação premiada, que está sob sigilo. Neste sábado, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão no gabinete do deputado José Wilson Santiago (PTB-PB), na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, que autorizou as buscas, também determinou o afastamento de Santiago do cargo. A operação teve outros sete alvos, incluindo três assessores e um funcionário de Wilson Santiago, além do prefeito de Uiraúna um funcionário dele e um empresário.

No total, são 13 mandados de busca e apreensão, em João Pessoa, São João do Rio do Peixe, Uiraúna (PB) e Brasília (DF). Há ordens de afastamento das funções públicas para o deputado e mais seis alvos da operação. Segundo a Polícia Federal, os investigados podem responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude licitatória e formação de organização criminosa.

Em nota, o deputado federal Wilson Santiago afirma que “o delator busca a todo momento, construir relações que possam nos implicar de forma pessoal e criminalizar o trabalho parlamentar. […] Temos certeza que esse tipo ação criminosa será coibida. Não podemos aceitar que a ação política fique refém dessas práticas. Dessa forma, tomaremos as medidas cabíveis para que a verdade venha à tona, com o esclarecimento das questões objeto da investigação e nossos direitos sejam restabelecidos”.

A Defesa do Prefeito de Uiraúna, Bosco Fernandes, disse que está se inteirando dos fatos apontados pela polícia federal para se pronunciar.

Operação Pés de Barro

A Polícia Federal deflagrou na manhã deste sábado (21) a operação Pés de Barro, que investiga desvios de recursos para obras da “Adutora Capivara”, sistema adutor entre São José do Rio do Peixe e Uiraúna, no Sertão da Paraíba.

A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de prisão preventiva, mas o deputado José Wilson Santiago não é um dos alvos. A PF pediu a prisão do deputado, mas o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, indeferiu o pedido.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, entre eles no gabinete do deputado José Wilson Santiago (PTB-PB), na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Dinheiro na cueca de prefeito

Em imagem feita durante a investigação da Polícia Federal, o Prefeito de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes, aparece depois de um encontro para entrega de propina com um volume em dinheiro escondido dentro da cueca.

O prefeito foi preso neste sábado, durante o cumprimento de mandados da Operação Pés de Barro, assim como Evani Ramalho e Israel Nunes de Lima, ambos assessores de Santiago, e Severino Batista do Nascimento Neto, motorista do prefeito Bosco.

Entregas de propinas flagradas na Paraíba e em Brasília

Cinco encontros foram feitos em edifício de Tambaú, João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco.

Cinco encontros em edifício de Tambaú, João Pessoa

Segundo a investigação da Polícia Federal, houve pelo menos cinco entregas de propina feitas no edifício Holanda´s Prime, em Tambaú, João Pessoa. No dia 13 de setembro, na garagem do subsolo do prédio, foi feita a entrega de R$ 50.000. No mesmo edifício foram feitos repasses no dia 18 de setembro, com entrega de R$ 50.000. No dia 25 de setembro, foi feita a entrega de R$ 40.000 e no dia 27 de setembro, houve repasse de R$ 60.250. Todos os repasses foram feitos a Evani Ramalho, que é assessora do deputado federal Wilson Santiago.

Propina entregue em flat, em Cajazeiras

Gravatá Flat Hotel – Cajazeiras, PB.

Foi feita a entrega de R$ 50.000 a João Bosco Fernandes, no dia 19 de setembro, no Gravatá Flat Hotel, em Cajazeiras.

Propina entregue em pousada de Manaíra, João Pessoa

Foi feita a entrega de R$ 20.000 a João Bosco Nonato Fernandes, no dia 23 de setembro durante conversa na Pousada Verde Mar, em Manaíra

Propinas entregues em sedes do PTB, em João Pessoa

Foi feita a entrega de R$ 40.000 a João Bosco Nonato Fernandes, no dia 24 de setembro. O repasse ocorreu na sede do Partido Trabalhista Brasileiro, no bairro Miramar, em João Pessoa. No dia 3 de outubro, também foi feita a entrega de R$ 25.000, na sede do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), na Avenida Epitácio Pessoa. A secretária parlamentar Evani Ramalho, lotada no gabinete de Wilson Santiago, foi a responsável por agendar a data e o local da entrega dos valores.

Entrega de propina em hotel, em Sousa

Segundo a PF, foi feita a entrega de de R$ 25.000 a João Bosco Nonato Fernandes, prefeito de Uiraúna, para repasse ao deputado dederal Wilson Santiago. A entrega ocorreu no Hotel “Vó Ita”, município de Sousa, no dia 23 de outubro.

Entrega de propina no aeroporto de Brasília

Foi feita a entrega de R$ 50.000 no aeroporto de Brasília, no dia 7 de novembro, ao deputado federal Wilson Santiago, por intermédio do secretário parlamentar Israel Nunes de Lima.

Entrega de propina em supermercado, em João Pessoa

Houve entrega de R$ 50.000 a Evani Ramalho, no dia 8 de novembro, dentro do supermercado Pão de Açúcar, em João Pessoa, para repasse ao Prefeito de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes.

 

G1-PB

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Operação Pés de Barro: Assessor de Wilson Santiago recebeu mochila com propina no aeroporto de Brasília

Segundo a Polícia Federal, um encontro na praça de alimentação do aeroporto de Brasília sacramentou o repasse de propina no esquema de corrupção desbaratado pela Operação Pés de Barro.

Um secretário parlamentar do gabinete do deputado federal Wilson Santiago recebeu uma mochila do empresário George Ramalho Barbosa com R$ 50 mil.

O montante foi entregue no dia 7 de novembro deste ano e o assessor o transportou até o gabinete do parlamentar.

Cinco dias depois, uma secretária do deputado recebeu mais R$ 50 mil e depois seguiu para a sede do PTB.

As movimentações foram acompanhadas por ações controladas da PF.

Ao todo, a propina acertada seria de R$ 1,8 milhão, sendo que o montante efetivamente pago pelo empresário seria de R$1,2 milhão, o que provocou “desconfiança” do deputado.

George, delator do esquema, apontou 29 repasses de propinas entre novembro de 2018 e novembro de 2019, mas apenas 15 teriam sido gravados.  O empresário começou a documentar o esquema no segundo semestre de 2019.

Em um dos áudios gravados, a assessora de Wilson Santiago cobra celeridade nos repasses:

Assessora: Deixa eu lhe dizer qual é o segredo dessa situação, é curto prazo. Entendeu? A gente tem que aprender a ser curto prazo. Entendeu?

Empresário: Estão reclamando muito?

Assessora: O problema não é nós nos encontrarmos, e se falar, e demorar, essas coisas. Tem que ser curto prazo. Entendeu? Essas coisas tem que ser mais rápido, mais ágil. Entendeu? A gente está muito conversa longa, anda. A gente tem que ter cuidado com essas situações.

Empresário: É.

 

Fonte: O Antagonista 

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Pés de Barro: deputado Wilson Santiago emite nota de esclarecimento sobre seu envolvimento em operação da Polícia Federal

Na manhã de hoje (sábado 21/12/2019), fomos surpreendidos por Operação da Polícia Federal. A operação em questão foi baseada na delação do empresário George Ramalho, o qual foi preso em abril de 2019 na Operação Feudo. Segundo as informações preliminares, o delator iniciou no segundo semestre de 2019 a construção de um roteiro, que servisse como base para acordo que lhe favorecesse na operação que foi alvo de prisão. O delator busca a todo momento, construir relações que possam nos implicar de forma pessoal e criminalizar o trabalho parlamentar.

Fica evidente, que o delator usa um princípio jurídico que veio para ser um instrumento de promoção de justiça, como artifício para favorecimento pessoal e evitar condenação na Operação Feudo. Temos certeza que esse tipo ação criminosa será coibida. Não podemos aceitar que a ação política fique refém dessas práticas. Dessa forma, tomaremos as medidas cabíveis para que a verdade venha à tona, com o esclarecimento das questões objeto da investigação e nossos direitos sejam restabelecidos. Estamos à disposição da Justiça para colaborar em todo o processo.

 

Wilson Santiago

Deputado Federal