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Professora denuncia remoção de setor por perseguição política do prefeito de Poço Dantas

A professora Erivalda Paulina Deniz, ocupante do quadro efetivo da Educação Básica I foi removida através de portaria assinada no dia 04 de fevereiro de 2020 pelo prefeito José Gurgel Sobrinho – Dedé de Zé Cândido – (PTB), da Escola Municipal Rosa Dias do Nascimento localizada na sede do Município para a Escola Municipal Agrimar Peixoto no Distrito de São João Bosco por perseguição política.

A professora Erivalda Paulina Deniz é concursada do Município de 1996. São 24 anos de serviços prestados à educação de Poço Dantas. A educadora sempre teve uma atuação ativa nos movimentos sociais e sindicais. Sempre lutou em defesa dos direitos dos professores. Em razão disso foi removida em 2013 para a Escola Municipal João Cesário na Comunidade de Lagoa de Cesário, uma comunidade muito distante da sede e de difícil acesso.

A professora acionou a Justiça e em 2017 por força de uma sentença judicial de um juiz da Comarca de Uiraúna a servidora começou a lecionar na Escola Municipal Rosa Dias do Nascimento em Poço Dantas até a presente data.

Com o trajeto da sede do Município para a Escola Agrimar Peixoto no Distrito de São João Bosco a professora gastará em média 300 reais mensais, além de correr o risco de atentado contra sua vida na estrada vicinal.

A professora Erivaldo Paulina Deniz atribui a perseguição política ao fato de ser amiga das Famílias Almeida e Castro, ser amiga da ex-primeira-dama e pré-candidata a vereadora, Branca Pereira, pela sua atuação como sindicalista e ativista política, por não rezar pela cartilha dos donos do poder e ao engajamento político com a pré-candidatura do empresário Zé Almeida.

O motivo dessa atitude do Poder Executivo local é óbvio: mascarar a ilegitimidade e a ilegalidade do ato administrativo praticado pelo prefeito, com o intuito único de prejudicar a servidora pública, sua adversária política. A improbidade administrativa passa a existir a partir da realização de qualquer conduta pelo agente público de modo a contrariar as normas morais, a lei e os costumes, agindo com falta de honradez e honestidade.

Trata-se da desobediência a preceitos constitucionais básicos que norteiam a administração pública. Essa situação configura assédio moral, pois sobressai nítida a intenção de prejudicar a servidora, desmoralizando-a e humilhando-a, quer pessoalmente, quer perante os outros servidores públicos. Caracterizou-se efetivamente a improbidade administrativa em razão do desrespeito, por parte do requerido, aos princípios constitucionais que norteiam toda a atividade administrativa.

“A perseguição política é uma forma comum de punir o servidor público em decorrência do que ele defende como ideal, seja por questões partidárias, sindicais ou até mesmo religiosas. A perseguição é uma forma de mostrar aos demais colegas de repartição que aquele modelo não deve ser seguido. Coragem para denunciar é uma das principais virtudes que o servidor assediado deve ter, caso queira dar um basta à opressão”, disse a professora Erivalda Paulina Deniz.

 

Por Abdias Duque de Abrantes

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Perseguição: radialista é afastada de emissora de rádio a pedido do prefeito de Cajazeiras. Escute!

“O prefeito quer minha cabeça, ele quer que eu me cale”!

Goretty Videres, radialista sousense radicada em Cajazeiras há mais de uma década, foi contratada para prestar seus serviços à Secretaria Municipal de Educação de Cajazeiras e, tudo corria tranquilo, mas a partir do momento que a referida profissional continuava a receber críticas e diversas denúncias – principalmente dos seus de ouvintes em desfavor da gestão do prefeito José Aldemir Meireles de Almeida (PP), a mesma tentava resolver cada solicitação perante um secretário da pasta que lhe cabia uma intervenção, porém, os auxiliares do governo desconversavam e não buscavam nenhuma solução dos problemas da sociedade cajazeirense.

Insatisfeita e incomodada com o “alheísmo” de uma resposta à comunidade e seus ouvintes, Goretty passou a registrar as demandas por meio de vídeos e publicá-los nas redes sociais.

De acordo com áudios vazados nos grupos do WhatsApp, um auxiliar da gestão havia tentado intimidar Videres com ameaças, não tão distante desse tipo de comportamento, o próprio prefeito José Aldemir fez uma ligação em tom bastante agressivo, intimidador e ameaçador.

Foi ai que Goretty procurou a Delegacia de Polícia Civil, para registrar um Boletim de Ocorrência. Logo que tomou conhecimento do B.O, o gestor providenciou uma nota de esclarecimento, para dar sua versão. Por existir um contrato entre a Prefeitura de Cajazeiras e a empresa que Goretty trabalha, supõe-se que houve um pedido do prefeito à direção da emissora, para afastar a profissional como maneira de amedronta-la.

Abaixo, ela postou uma nota direcionada aos seus ouvintes e desabafo em áudios:

Prezados ouvintes e amigos:

Comunico a todos que tive minhas férias antecipadas na Rádio Patamuté FM, tudo parece providência de Deus, pois na hora em que meu profissionalismo e coragem são postos em desafio, bem como sendo alvo de muitas acusações e ameaças, terei dias de merecido descanso. Todavia, também aproveitarei – dada a demanda crescente – para estar junto de vocês, pessoalmente, ouvindo a todos e continuando com essa campanha orgânica de esclarecimentos à população, cobranças aos gestores públicos e debate com a comunidade. Em breve voltaremos a nos encontrar nas ondas da Rádio Patamuté FM, e atualizarei ao meu querido público acerca de assuntos relevantes para toda sociedade paraibana. Forte abraço, Goretty Videres”.

 

Redação – fmrural.com.br