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Falta de pagamento: Cerca de 9 mil pessoas ficam sem água após paralisação de carros-pipa em Cajazeiras

Carros-pipa abasteciam zona rural da cidade. Pipeiros, que paralisaram os trabalhos desde a última segunda-feira (4), alegam que estão sem receber salários há cerca de três meses.

Cerca de 9 mil moradores da zona rural de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, estão sem abastecimento de água após a paralisação dos trabalhos dos carros-pipa que atuam na região. De acordo com a coordenadora de Recursos Hídricos de Cajazeiras, Maria de Fátima Freitas, os pipeiros paralisaram os trabalhos desde a última segunda-feira (4) e, desde então, os moradores estão sem o serviço.

Segundo Maria de Fátima, os pipeiros alegam que estão sem receber os salários há cerca de três meses e, por não conseguirem manter os custos necessários para os trabalhos, decidiram paralisar o abastecimento de água no início de novembro. “Esse pagamento acontece através do Quartel do Exército lá em Bayeux, por meio do programa emergencial de distribuição de água potável do Governo Federal”, disse.

Na manhã desta quarta-feira (6), o G1 entrou em contato com o 16º Regimento de Cavalaria Mecanizada (RCMEC), que fica em Bayeux e é responsável pela operação dos carros-pipa em Cajazeiras. A informação repassada é de que quem fará pronunciamento oficial pelo Exército sobre a situação é a Comunicação Social do Comando Militar do Nordeste, mas, até a publicação desta reportagem, as ligações não haviam sido atendidas.

Conforme a coordenadora de Recursos Hídricos de Cajazeiras, 14 carros-pipas distribuem água em 311 pontos da região. “Antes eram 306 pontos de abastecimento, agora já são 311 e, após a paralisação dos pipeiros, esses pontos estão sem receber água desde a segunda-feira”, pontuou.

Após a paralisação dos pipeiros, 10 escolas da zona rural do município também ficaram sem o abastecimento de água. De acordo com a Secretária de Educação de Cajazeiras, Corrinha Delfino, as escolas continuam funcionando porque há ainda uma reserva de água no local. Mas, segundo ela, caso a água acaba e o abastecimento não seja retomado, as aulas nessas escolas terão que ser suspensas.

Além das escolas, o Presídio Regional de Cajazeiras e a Delegacia de Polícia Civil também estão sem abastecimento de água. “Não só Cajazeiras está sem o abastecimento, outros municípios vizinhos estão na mesma situação”, afirmou a coordenadora de Recursos Hídricos da cidade.

G1

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Empresas acordam pagamento de salários na quarta-feira e motoristas suspendem paralisação que aconteceria neste dia 22

A paralisação dos motoristas de transporte público de João Pessoa, anunciada para acontecer nesta terça-feira (22), não será mais realizada. A decisão foi tomada durante uma reunião que aconteceu na sede da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), na noite desta segunda-feira (21), entre empresários do setor e representantes do Sindicato da categoria. Ficou acordado durante o encontro, intermediado pelo superintendente da Semob, Adalberto Araújo, que as empresas pagarão a quinzena dos motoristas nessa quarta-feira (23)

Com dificuldades que se agravam há anos, resultado de uma crescente perda de arrecadação, em função da brusca queda de passageiros do sistema de transporte, as empresas há muito estão operando no limiar e, em muitas ocasiões, tendo que recorrer a bancos para complementar o pagamento de suas contas, entre as quais se destaca o custo com a folha de pessoal, a maior despesa do setor, seguida com os custos com combustíveis. “A conta não fecha há algum tempo, haja vista o número de empresas que faliram, fecharam e saíram do mercado. A tarifa hoje é alta para a população, porque cada vez mais, menos gente divide os custos do transporte público, e também não remunera a operação, porque sempre está defasada em relação aos aumentos de insumos e custos do setor. É uma equação difícil”, destaca o diretor da Unitrans, Alberto Pereira.

Entre os fatores que levaram as empresas a essa situação, destaca-se a concorrência desleal dos transportes clandestinos, a migração dos passageiros para outros modais, como motos e bicicletas e, mais recentemente, a invasão dos serviços de veículos que fazem transporte remunerado via aplicativos.

 “Vivemos o pior momento do setor no país e isso não é discursos de quem quer impressionar, mas uma triste realidade que precisa ser mostrada a sociedade porque é ela que, fatalmente, sofrerá o maior impacto com o comprometimento de um serviço essencial para o dia a dia das cidades”, reitera o diretor institucional do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa (Sintur-JP), Isaac Júnior Moreira. O sistema de transporte público de João Pessoa é formado por dois consórcios: Navegantes, com as empresas Santa Maria, São Jorge, Mandacaruense e Marcos da Silva e o Unitrans, integrado pela Transnacional e Reunidas.

Assessoria de Imprensa