Arquivo de tag Operação Calvário

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O varal do Gaeco: Vem mais prisão por ai!

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, responsável pela Operação Calvário, lavou e colocou para secar 50 malotes usados para apreensões.

Estão quase prontos para serem usados novamente.

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Delator da Calvário cita presidente e vice da Cruz Vermelha em negócio com loteria da Paraíba

Na denúncia da Operação Calvário, o Ministério Público reproduz trechos da delação de Daniel Gomes que sugerem que a cúpula nacional da Cruz Vermelha Brasileira tinha ciência do esquema de propinas de Ricardo e seu irmão Coriolano Coutinho com a Loteria da Paraíba.

Além disso, segundo o delator, parte da “excelente receita” obtida pela filial paraibana da CVB, por um contrato de ‘raspadinha’ com a Lotep, teria sido repassada a “Júlio Cals Alencar e Victor Hugo Costa Cabral”, presidente e vice-presidente da Cruz Vermelha nacional, respectivamente.

Até agora, a cúpula da CVB tem negado participação no esquema criminoso e atribuído o envolvimento de Daniel Gomes, ex-conselheiro, a uma atuação independente e não institucional.

Nas gravações entregues pelo delator, porém, Daniel Gomes diz ter conversado pelo menos com Victor Cabral sobre o tema. Os diálogos entregues ao MP são de Daniel com Coriolano, que controlava a Lotep por meio de laranjas.

Num trecho da gravação, o irmão do ex-governador pressiona a CVB a firmar um novo contrato com a Lotep que contemplasse o pagamento de propina. E ironiza: “Uma coisa é você fazer uma coisa pontual, outra coisa é você fazer uma ação toda semana. Isso perde a característica ‘ah, é uma ação beneficente’. Instituição beneficente vai ter sorteio toda semana, mestre? Pra cima de mim?”

Em outro trecho da gravação entregue ao MP, Daniel Gomes diz ter conversado com o VP nacional da CVB e garante que a cúpula da entidade estava disposta a chegar a uma solução – o que acabou acontecendo.

“Conversei contigo, liguei para o VICTOR ( … ) ‘porra Victor, deu um estresse da porra aqui, a gente tem uma relação com o Estado, grande ( … ) e falei ‘vem pra cá que vai ter uma reunião lá com uma pessoa que eu gosto muito’, enfim, eu tenho um relacionamento realmente muito próximo com o COR!, a gente já tá aqui no governo há 6 anos, a gente não quer ter problema com o governo( … ) A Cruz Vermelha tá à disposição para buscar uma solução, o que for possível de resolver.”

A solução, como confirmou o Ministério Público, foi romper o contrato anterior e firmar um novo, de uma raspadinha (que vigora até hoje), com pagamento de propina ao esquema do ex-governador.

Apesar da citação, o MP não incluiu Victor ou Júlio na denúncia.

Questionado o presidente da Cruz Vermelha não esclareceu a suposta divisão de lucros do contrato da loteria. Disse apenas que “todos os denunciados foram sumariamente afastados e não possuem qualquer ingerência na administração da Cruz Vermelha Brasileira”.

“Nesta nova ação penal, após rigorosa apuração promovida pelos órgãos de persecução, não consta da relação de acusados qualquer pessoa que ainda mantenha vínculo com a instituição, não tendo sido identificados indícios de prática de infrações penais por parte de nenhum dos atuais integrantes do quadro diretivo tanto das filiais estaduais quanto do órgão central da Cruz Vermelha Brasileira.”

Em nota, disse também que a “Cruz Vermelha Brasileira reitera seu compromisso com a apuração de todos os ilícitos praticados contra sua organização, visto que é também vítima dos atos delitivos de seus ex-colaboradores”.

“A instituição mantém sua política de afastamento sumário de todo e qualquer envolvido em suspeitas de ilícitos penais. Dessa forma, havendo elementos indicativos de ações criminosas, procederá como vem procedendo desde a deflagração da Operação Calvário, em que atua como Assistente de Acusação ao Ministério Público.”

 

Com MPPB e O Antagonista

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Alvo da Calvário, Cruz Vermelha é beneficiária de ‘apostas esportivas’

A Cruz Vermelha Brasileira, alvo da Operação Calvário, é uma das entidades beneficiárias da arrecadação das loterias esportivas, conforme a Lei 13.756 de dezembro de 2018, sancionada por Michel Temer no apagar das luzes de seu governo.

Diz o artigo 19 que “a renda líquida de três concursos por ano da loteria de prognósticos esportivos será destinada alternadamente” para a Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Fenapaes), a Cruz Vermelha Brasileira e a Federação Nacional das Associações Pestalozzi (Fenapestalozzi).

O inciso 1º ressalta que essas mesmas entidades terão de prestar contas públicas do dinheiro que receberem.

 

Com informações de O Antagonista 

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Os braços da Operação Calvário no STJ

A denúncia oferecida pelo Ministério Público da Paraíba não encerra as frentes de investigação da Operação Calvário. Além do trabalho desenvolvido pelos promotores locais, o Superior Tribunal de Justiça também apura fatos que atingem conselheiros do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba e o atual governo local.

O MPF já apontou que o grupo criminoso comandado pelo ex-governador Ricardo Coutinho continua agindo na gestão de João Azevêdo, que assumiu em 2019, por meio da indicação dos seus agentes para compor a cúpula da nova administração.

Na denúncia, o MP da Paraíba também reforça que Coutinho foi  o principal pivô da eleição do atual governador e que capitaneou a manutenção, no Poder Executivo, do seu staff de Secretários no centro das decisões políticas”.

Os promotores ressaltam ainda que Coutinho recorreu ao Tribunal de Contas do Estado para maquiar condutas criminosas.  “Parte dessa submissão está sendo apurada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma vez que se detectou, no curso das investigações, que o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), por parcela de seus conselheiros, tornou-se um dos principais instrumentos para encobrir as práticas criminosas e, em determinados momentos, potencializá -las, tendo papel central no ‘modelo de negócio’ da empresa criminosa, que passou a deixar a intimidação como ‘força de reserva’ para adotar a ‘infiltração’ nos setores públicos”, afirmam os promotores.

 

Por Márcio Falcão – O Antagonista

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Ligada a Ney Suassuna, diretora financeira de centro de pesquisas da Eletrobras está entre denunciados da Calvário

A engenheira Aracilba Alves da Rocha, diretora financeira do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), está entre os denunciados pelo Ministério Público da Paraíba na Operação Calvário.

Aracilba é apontada como “pessoa de confiança” do ex-senador Ney Suassuna e teria sido responsável pela “intermediação da Orcrim com vários operadores, agentes políticos e lobistas”.

Ela também teria atuando como “relevante elo de ligação para o ingresso de Daniel Gomes e sua estrutura de OSS na empreitada criminosa”.

Para o MP, Aracilba Rocha “dolosamente integrou a Orcrim”.

“Com atuação principal no núcleo administrativo, sobretudo exercendo as atividades de angariar financiadores (sob a promessa de realização de contratos fraudulentos com o Estado da Paraíba), pavimentando suas atuações no tempo, de manter e receber os desvios de recursos públicos, por meio das organizações sociais, bem como de ocultar provas de atuação da mencionada empresa delinquente, quando necessário e ao comando de seu líder, Ricardo Coutinho”.

A engenheira tem negado participação no esquema e participou normalmente da reunião de fim de ano da diretoria executiva do Cepel, ocasião em que “elencou diversas atividades realizadas ao longo do ano, com foco na racionalização de custos, redução de não conformidades”.

 

Por Claudio Dantas

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Bomba: Ministério Público denuncia Ricardo Coutinho e mais 34 pessoas na Operação Calvário

O Ministério Público da Paraíba denunciou à Justiça o ex-governador Ricardo Coutinho e mais 34 pessoas por suspeita de participação numa organização criminosa que teria desviado milhões do Estado em ações na saúde e na educação. As investigações são da Operação Calvário.

Segundo a acusação, o grupo mantinha “um modelo de governança regado por corrupção e internalizado nos bastidores dos poderes Executivo e Legislativo do Estado da Paraíba, o qual se destacou, com maior intensidade, a partir da ascensão do denunciado Ricardo Vieira Coutinho ao governo estadual”.

Os promotores afirmam que as investigações revelaram “uma corrupção entendida como sistêmica que, com uma voracidade jamais vista, sequestrou o Poder Executivo do Estado da Paraíba, penetrou no Legislativo e, fazendo escola, conseguiu fazer morada, com a expansão deliberada de seu “modelo de negócio”, em diversas Prefeituras desta unidade federativa (relembre o que se disse sobre o projeto de pulverização dos contratos de gestão pactuada, na área da saúde)”.

 

Por Márcio Falcão

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Livânia revela que ex-secretário de Cássio e Romero levou a Roberto Santiago para distribuir propinas em campanhas eleitorais

Livânia Farias revelou em delação premiada como conheceu o empresário Roberto Santiago. De acordo com ela, o ex-secretário de Administração da gestão de Cássio Cunha Lima e de Romero Rodrigues em Campina Grande, Gustavo Nogueira, a levou a procurar o empresário pouco antes do primeiro turno da eleição de 2010.

A ex-secretária detalhou que faltavam quatro dias para as eleições quando Gustavo Nogueira a levou ao escritório de Roberto Santiago, em frente ao Manaíra Shopping, para pedir ajuda para a campanha. O empresário teria dito que não dava mais tempo, pela proximidade do pleito, mas Livânia insistiu que precisava levar dinheiro para Campina Grande. Roberto Santiago pediu então que ela assinasse um cheque para ele.

Livânia Farias deixou um cheque no valor de R$ 250 mil e, em troca, o dinheiro foi enviado para Gustavo Nogueira no “Dia D”, na eleição em Campina Grande. A ex-secretária contou que pagou a dívida no ano seguinte, ocasião em que o cheque foi devolvido para ela.

Gustavo foi secretário do ex-prefeito Cássio Cunha Lima e do atual prefeito Romero Rodrigues em Campina Grande e é considerado um homem de confiança do grupo.

Veja o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=ubv447qL12w&feature=youtu.be

 

Redação 

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Vídeo: Ex-secretário no governo de Ricardo Coutinho revela como transportava dinheiro nos aviões por todo o Brasil

O mais recente trecho de delação do ex-secretário Ivan Burity impressiona pela ousadia como agia a organização criminosa comandada pelo ex Ricardo Coutinho e desbaratada pela Operação Calvário. Com lances de risco e aventura que, certamente, vai terminar como uma série da Netflix, a delação de Ivan traz detalhes de uma trama cinematográfica.

O dinheiro da propina se movia por terra e pelo ar, em aviões fretados, com dribles ousados e audaciosos para fugir da Polícia Federal, com pilotos e demais funcionários regiamente pagos em operações dignas de um agente James Bond. A narrativa de Ivan é notável pela riqueza de detalhes, mas também da impetuosidade de uma organização criminosa que agia com destemor e certeza da impunidade.

Ponte área – Ivan, de barba longa, revelou que, em 2012, por exemplo, viajou a Curitiba, atendendo a uma orientação logística da então secretária Livânia Farias para receber R$ 1 milhão de uma empresa que tinha contratos com a Secretaria de Educação. Supostamente a Brink Mobil.

Noutra viagem, dois anos depois, Ivan confidenciou ter transportado do Paraná para a Paraíba nada menos do que R$ 800 mil, da mesma empresa. Ainda em 2014, ele foi a Fortaleza pegar R$ 1,2 milhão de uma empreiteira. Parte do valor, R$ 300 mil, foi usada “para saldar compromisso urgente de campanha”. O restante, R$ 900 mil, teria sido entregue ao então vice-governador Rômulo Gouveia.

Com informações de Helder Moura 

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Empresa investigada na Paraíba tinha contratos com cidades paulistas

Responsável pelas revelações que levaram o ex-governador Ricardo Coutinho à prisão, o delator Daniel Gomes relatou que Organizações Sociais (OSs) que atuavam no esquema criminoso na Paraíba também mantinham contratos em cidades paulistas.

Segundo anexo da colaboração de Daniel, “a metodologia de desvios aplicada na Paraíba é utilizada pela OSs-ABBC em todos os demais contratos de gestão” em São Paulo.

 

Por Fabio Serapião – Crusoé

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Áudio: Daniel revela que havia uma “fila da vida e outra da morte” no Hospital de Trauma durante o governo de Ricardo Coutinho

No filme “A escolha de Sofia”, uma mãe (Maryl Streep) é forçada por um soldado nazista a escolher um dos dois filhos para ser sacrificado nos fornos do campo de concentração. Ou escolhia um, ou perderia os dois. Na Paraíba, sob a gestão de Ricardo Coutinho, o Hospital de Trauma (e outras unidades hospitalares) chegou a patrocinar essa prática nazista, criando uma espécie de fila da morte.

Pelo menos a julgar pela delação do empresário Daniel Gomes da Silva, cabeça e sócio de Ricardo Coutinho na organização criminosa desbaratada pela Operação Calvário. Segundo Daniel, havia uma relação de pessoas que deveriam ser atendidas mediante indicação do governo e demanda de aliados, dentre deputados, vereadores e demais lideranças políticas de sua base.

Disse Daniel: “Prática comum do governo Ricardo Coutinho era a determinação de atendimento e realização de exames médicos prioritários a determinados pacientes indicados por seu grupo político. De fato, me recordo que a secretaria do Hospital de Trauma de João Pessoa possuía uma lista de pessoas que eram atendidas por demanda dos políticos da base do governo. Inicialmente, deputados e vereadores da base contatavam diretamente a secretaria do Hospital de Trauma ou o Superintendente da CVB (Cruz Vermelha), quando havia um caso mais delicado.”

Ou seja, a grosso modo, havia uma fila da vida para aliados e uma fila da morte para as demais pessoas que não tinham laços políticos com o governo Ricardo Coutinho.

Confira abaixo, trecho de sua delação:

Fonte: Blog do Helder Moura