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Manchas de óleo chegam à praia de Canoa Quebrada

Uma força-tarefa formada pela Prefeitura e voluntários recolheu as substâncias. O material coletado será levado para análise em Fortaleza

Mutirão está sendo feito para limpeza de óleo da faixa de praia entre Canoa e o Rio Jaguaribe. Foto: Sidney Sena.

A mancha de óleo cru que atinge o litoral do Nordeste há mais de 50 dias chegou à praia de Canoa Quebrada, no município de Aracati, a 150 km da capital cearense. A substância foi vista por moradores na tarde da última quarta-feira(23). Em fotos e vídeos enviados ao Sistema Verdes Mares é possível observar a substância preta na costa.

Em nota divulgada na quinta-feira (24) pelas redes sociais, a Prefeitura de Aracati informou que uma ação emergencial retirou cerca de 700 Kg da substância do mar e da faixa de areiaSegundo a Prefeitura, a retirada do material foi realizada pela “intervenção da Marinha, por meio da Capitania dos Portos de Aracati, e o material recolhido será levado para análise em Fortaleza”.

Voluntário

O morador Rodrigo da Rocha Freire, de 39 anos, conta que costuma frequentar a praia e se juntou ao grupo de voluntários. Segundo ele, indícios do óleo já eram observados desde o início da manhã de quarta-feira. “Ontem de manhã eu já consegui tirar algumas manchas pequenas, nada ainda muito grande, mas já tirei cerca de 6 quilos, lembra.

Por volta das 16h30, outros voluntários se mobilizaram para retirada do óleo e, nesta quinta-feira, uma força-tarefa formada pela Prefeitura e voluntários recolheu as substâncias.

Conforme nota da prefeitura, o restante do óleo observado na quarta-feira no mar não chegou a encalhar na faixa de praia, mas poderá ocorrer na quinta (24) ou pode chegar a outras praias vizinhas de municípios da região.

Fonte: Diário do Nordeste 

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Alcolumbre anuncia MP que libera recursos a cidades atingidas por óleo

Presidente em exercício viajou para AL e SE para ver situação in loco

O presidente em exercício, Davi Alcolumbre, disse nesta quinta-feira (24) que vai editar uma Medida Provisória (MP) para liberar recursos emergenciais aos municípios nordestinos atingidos pela mancha de óleo. “[Uma MP] para que os recursos cheguem na ponta, para que os estados e municípios possam de fato promover um aporte num contingente de trabalhadores nessas regiões, que já tiraram mais de mil toneladas desse rejeito das praias do Nordeste”, disse, em entrevista coletiva em Alagoas.

Alcolumbre viajou para Alagoas e Sergipe para acompanhar a situação das praias da região. Ele esteve na praia da Barra de São Miguel, em Alagoas, e nesta tarde visita a praia de Aruana, em Aracajú (SE).

“Será mais cômodo e produtivo se o governo federal, de maneira direta, possa, do ponto de vista legislativo, auxiliar o Nordeste brasileiro, os governos e prefeituras afetadas. Nós partimos do princípio de que uma MP pode sim, de fato, resolver imediatamente o custeio e a manutenção das despesas”, disse, explicando que essa é uma ferramenta eficaz no combate a episódios da natureza desse desastre ambiental. À noite, o presidente retorna para Brasília, onde vai ser reunir com o ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, e a equipe de governo para editar a MP.

Soldados do exército brasileiro trabalham para remover um derramamento de óleo na praia de Itapuama, em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, Brasil, 22 de outubro de 2019. REUTERS / Diego Nigro

Soldados do exército brasileiro trabalham para remover um derramamento de óleo na praia de Itapuama, em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco – REUTERS/Diego Nigro/Direitos reservados.

Seguro defeso

O presidente do Senado, no exercício da Presidência, também anunciou a assinatura de um decreto para prolongar, por mais 2 meses, o pagamento do seguro-defeso a 60 mil pescadores afetados pela tragédia ambiental. Na terça-feira (22), o secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Jorge Seif Júnior, havia anunciado uma parcela extraordinária do seguro-defeso para os pescadores artesanais da Região Nordeste.

O seguro-defeso é um benefício previdenciário destinado aos pescadores profissionais que ficam impossibilitados de desenvolver suas atividades durante o período de reprodução das espécies, quando a pesca é proibida. O valor do benefício é de um salário mínimo (R$ 998).

Até o dia 22, mais de 1 mil toneladas de resíduos foram recolhidas das praias do Nordeste. Na comitiva presidencial estão o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, autoridades e parlamentares da região.

“Esse drama é um episódio único e de proporções inimagináveis na história do nosso país. Sem entrar nas minúcias técnicas dos últimos acontecimentos, a nossa vinda é um gesto político e institucional com o nosso país. A nossa estada como presidente em exercício, acompanhado do ministro Ricardo Salles e das autoridades políticas do Nordeste, é um gesto com uma região que tem nosso reconhecimento pela sua capacidade de desenvolvimento econômico a partir do turismo, mas é também uma preocupação do governo central: o que fazer para diminuirmos os danos causados?”, disse Alcolumbre.

Causas

Durante a entrevista coletiva acompanhando o presidente em exercício, o ministro Ricardo Salles,  destacou novamente que o petróleo encontrado nas praias no Nordeste não tem origem nas bacias brasileiras, mas na Venezuela. Segundo ele, o governo federal, a Marinha e outros órgãos “tem feito tudo que tem ao seu alcance, em termos de tecnologia, equipes e colaboração internacional”, para identificar as causas do problema.

“Não se sabe direito como o óleo chegou aqui, dentre outras razões, porque para escoar sua produção de maneira clandestina há uma série de navios fantasmas que saem da Venezuela e transitam, inclusive em frente à costa brasileira, com seu sistema de transporte desligado e uma série de outras medidas dissuasórias que não permitem o rastreamento”, disse Salles.

Na terça-feira, o comandante da Marinha, Ilques Barbosa, explicou que a maior probabilidade é que o vazamento tenha partido de um navio irregular, chamado de dark ship. Em função de alguma restrição ou de embargo, esse tipo de embarcação navega com uma carga que não pode ser comercializada e, por isso, não alimenta os sistemas de identificação.

Agência Brasil

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Senador Veneziano lamenta omissão do Governo Federal em combater manchas de óleo que se espalham nas praias nordestinas

Durante entrevista à BandNews FM de João Pessoa, nesta segunda-feira, 21, o Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) criticou o que chamou de “omissão” do Governo Federal em atuar para combater as manchas de óleo que se espalham pelas praias nordestinas e afirmou que vai tratar do assunto na Tribuna do Senado nesta semana.

“Os números mais recentes constatam que já são mais de 600 toneladas de óleo que foram retiradas das praias, num grave prejuízo ambiental. Existe omissão, negligência e demora em combater o problema por parte do Governo”, afirmou o Senador.

Veneziano destacou que os governadores do Nordeste se uniram para combater as manchas, diante da ausência efetiva do Governo Federal para minimizar os efeitos sobre as costas marítimas.

O Senador paraibano ainda falou dos prejuízos para o Nordeste nesse período quente, em que milhares de pessoas dependem do turismo. “O Nordeste é um local aprazível ao turismo e, se não fosse o trabalho solidário de entidades, OGNs, a sociedade em geral, o prejuízo seria ainda maior”.

Veneziano disse que, neste, como em outros casos, ao invés de ações efetivas, atuando fortemente para minimizar os prejuízos, o Governo só se preocupa em lançar pavor na sociedade. “Já são quase 11 meses e temos visto se lançar pavor sobre as instituições acadêmicas, reduzindo suas verbas, atingindo também a Embrapa, CNPQ, Institutos Federais de Educação. Há uma intenção clara, para fragilizar tudo que é debate com a sociedade, tudo que for democratizar o debate com a sociedade”, enfatizou o Senador.

Assessoria de Imprensa