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Governador da Paraíba levou mais de R$ 1,3 milhão de esquema de corrupção, diz ex-secretária Livânia Farias

O atual governador da Paraíba, João Azevêdo, recebeu mais de R$ 1,3 milhão do esquema de corrupção que desviou ao menos R$ 134 milhões dos cofres do estado.

Os pagamentos foram detalhados na delação premiada de Livânia Farias, ex-secretária de Administração da gestão de Ricardo Coutinho, fiador da candidatura de Azevêdo em 2018.

O dinheiro foi pago pela Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul, que administrava hospitais do estado e pagava propina a Coutinho, segundo as investigações da Operação Calvário.

Detalhes dos pagamentos a Azevêdo foram narrados hoje, durante sessão do STJ que manteve o afastamento de dois conselheiros de contas da Paraíba que também teriam recebido suborno.

Na delação, Livânia Farias disse que, em abril de 2018, Coutinho pediu a ela que conseguisse uma mesada de R$ 120 mil para Azêvedo se manter durante a campanha, uma vez que teve que se afastar do cargo de secretário para concorrer a governador.

Foram pagas quatro parcelas, que somaram R$ 480 mil, entre abril e julho.

Posteriormente, a Cruz Vermelha pagou mais R$ 900 mil para fornecedores de campanha de Azevêdo, segundo a ex-secretária.

A entidade recebeu mais de R$ 1,4 bilhão entre 2011 e 2018 para gerir hospitais do estado.

As investigações da Operação Calvário mostram que Azevêdo buscou manter o esquema do antecessor, Ricardo Coutinho.

 

O Antagonista

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Azevedo recebia mensalão de R$ 120 mil da Cruz Vermelha por ordem de Ricardo Coutinho, afirma Livânia

Se alguém tinha alguma dúvida, agora não se tem mais: a julgar como verdadeira a delação de Livânia Farias, o governador João Azevedo recebeu, entre maio e julho de 2018, propinas da Cruz Vermelha em parcelas mensais de R$ 120 mil. É o que está na colaboração de Livânia, gravada com o Gaeco em abril do ano passado, após ser presa.

De julho em diante, as contas de João Azevedo continuaram a ser pagas pela propina, mas pela operação eleitoral. Ou seja, mudou só de rubrica. A fonte era a mesma: dinheiro na forma de propina desviada da Cruz Vermelha gaúcha.

Segundo Livânia, a ordem para o pagamento a João foi dada pelo ex Ricardo Coutinho e seria para cobrir as “despesas pessoais” de João, quando ele deixou a Secretaria de Infraestrutura para assumir a candidatura ao governo.

João nega – Nesta segunda (dia 13), após a veiculação da delação, o governador João Azevedo afirmou à Imprensa: “Jamais recebi recursos de quem quer que seja para fazer uso pessoal. A campanha (ao governo) foi bancada com recursos do partido. Repito: jamais autorizei que alguém recebesse recursos ilegais para bancar essa despesa.”

Confira aqui – Delação-de-Livânia-anexo-de-João Azevêdo

 

Fonte: Estadão/Blog do Helder Moura

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Delatora da Calvário cita também o deputado federal Hugo Motta e cinco deputados estaduais

Em acordo de colaboração premiada com o Ministério Público da Paraíba, no âmbito da Operação Calvário, a ex-secretária de Administração do estado Livânia Farias citou também o deputado federal Hugo Motta, do Republicanos (antigo PRB).

Segundo ela, Hugo e o pai, o deputado estadual Nabor Wanderley, também do Republicanos,  (PRB), teriam sido beneficiados com o esquema de desvio de recursos da saúde e da educação (leia abaixo trecho da delação).

Livânia também envolve os deputados estaduais Edmilson Soares (Podemos), Branco Mendes (Podemos), Lindolfo Pires (Podemos), Tião Gomes (Avante) e Genival Matias (Avante), além de Arthurzinho, suplente de deputado estadual e filho do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do estado Arthur Cunha Lima, que é primo do ex-governador Cássio Cunha Lima.

Todos os citados negam as acusações.

Livânia foi presa em março de 2019 e acabou sendo solta após firmar o acordo de colaboração premiada.

 

Fonte: MPPB com O Antagonista

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Operação Calvário: Delação de Livânia cita repasses ao deputado federal Efraim Filho e outros seis estaduais. Veja!

Um novo trecho da delação feita pela ex-secretária de Administração do Estado da Paraíba, Livânia Farias, no âmbito da Operação Calvário, traz novos nomes à cena do repasse de recursos irregulares para campanhas eleitorais. A delatora disse ao Ministério Público Estadual que o deputado federal Efraim Filho (DEM) teria negociado por R$ 2 milhões o apoio à chapa de Ricardo Coutinho (PSB). Metade do valor teria sido entregue pelo ex-secretário executivo de Turismo, Ivan Burity, no dia em que o acordo foi fechado. O restante teria sido repassado em parcelas de R$ 250 mil.

Além disso, Livânia contou que mais seis deputados estaduais teriam sido beneficiados pelo mesmo esquema com o aval do então governador Ricardo Coutinho. Segundo ela, R$ 1,6 milhão teriam sido entregues a Edmilson Soares para serem rateados entre ele, Branco Mendes, Lindolfo Pires, Tião Gomes e Genival Matias. Outro contemplado seria o então deputado Arthur Cunha Lima Filho, o Arthurzinho, que teria ficado descontente por receber menos que Edmilson. Por causa disso, teria ameaçado utilizar a influência do pai, Arthur Cunha Lima, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, afastado do cargo durante a sétima fase da Operação Calvário.

Outro lado – Em nota, o deputado federal Efraim Filho comentou o caso. Confira a íntegra:

Quem não deve, não teme: coloco meu sigilo bancário, telefônico e fiscal a disposição da justiça.

Tomei ciência pela imprensa da citação do meu nome, nas investigações em curso, como que no ano de 2014 tivesse recebido ajuda de campanha para apoiar a chapa do então governador. Absolutamente nego essa ilação feita contra mim, sem apresentar uma prova ou sequer uma data. As contas da minha eleição 2014 foram analisadas, julgadas e aprovadas pela justiça eleitoral.

Ao rechaçar totalmente essa inverídica acusação, e mesmo sem estar no rol de investigados pela operação, coloco meu sigilo bancário, telefônico e fiscal a disposição da justiça. Quem não deve não teme.

 

O deputado Tião Gomes se pronunciou sobre o caso:

Nota do deputado Tião Gomes

Rechaço com veemência toda e qualquer citação inverídica que aponta recebimento de recursos ilegais por minha pessoa. Estou indignado, mas absolutamente tranquilo que a verdade será restabelecida. Em 40 anos de atuação na vida pública, tendo oito mandatos de deputado, nunca me envolvi em nenhum ato ilícito e meu patrimônio é condizente com minha realidade. Neste momento, coloco-me inteiramente à disposição da Justiça, mesmo sabendo que meu nome não está inserido entre os investigados.

Nunca tratei qualquer assunto sobre recursos com o deputado Edmilson Soares e tampouco autorizei que alguém tratasse ou recebesse valores em meu nome.

Coloco meu sigilo bancário, telefônico e fiscal à inteira disposição, reafirmando que nossas campanhas foram realizadas dentro da lei e feitas com dinheiro limpo tendo todas as contas aprovadas pela justiça eleitoral. Portanto, nada devemos e nada tememos. Confiamos na Justiça.

Tião Gomes
Deputado Estadual

 

Genival Matias também emitiu nota:

Nota de Esclarecimento do deputado estadual Genival Matias

Em primeiro lugar, quero deixar claro que confio e apoio as investigações da Operação Calvário em todas as suas fases, porém, me causou surpresa a citação sem provas do meu nome em depoimento, sobre uma suposta entrega de recursos.

Afirmo que não tenho qualquer participação nesses fatos e tenho a tranquilidade de não ter recebido absolutamente nada além do que foi declarado oficialmente no período eleitoral.

Estou à disposição da Justiça para esclarecer quaisquer fatos e desde já disponibilizo meu sigilo bancário e fiscal.

Sigo confiando na justiça e respeitando às instituições.

Genival Matias, deputado estadual

 

Branco Mendes também se manifestou:

Nota do deputado Branco Mendes

Durante toda a minha vida sempre procurei me nortear pelos princípios da ética, moralidade, verdade e transparência. Tanto é verdade que nesses quase 30 anos de vida pública não tenho uma mancha, processo ou conta rejeitada. Posso andar de cabeça erguida em qualquer lugar, pois prezo por valores sagrados, pelos ensinamentos dos meus saudosos pais e, principalmente, pela admiração das minhas três filhas.

Não abaixarei a minha cabeça um minuto, pois não serão acusações irresponsáveis e mal interpretadas que macularão o maior patrimônio que conquistei na vida, que são a minha honra, seriedade e a vontade de fazer o BEM pelos paraibanos. Digo tudo isso sem hipocrisia e sem medo algum. Seguirei firme nos meus propósitos e crenças, tendo a certeza de que o tempo há de restabelecer toda a verdade.

Branco Mendes

 

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MPPB deflagra terceira fase da Operação Calvário

Atendendo à solicitação do MPPB, em desfavor de Livânia Maria da Silva Farias.

Foi deflagrada, na manhã desta quinta-feira (14/03), a terceira fase da Operação Calvário, pelo Ministério Público da Paraíba, através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB) e Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp).

O objetivo desta fase foi cumprir 11 mandados de busca domiciliar, expedidos pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, atendendo à solicitação do MPPB, em desfavor de Livânia Maria da Silva Farias, Elvis Rodrigues Farias, Haroldo Rivelino da Silva, Haller Renut da Silva, Gabriella Isabel da Silva Leite, Lucas Winnicius da Silva Leite, Carlos Pereira Júnior (Kolorau Júnior), Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, Josildo de Almeida Carneiro, Saulo Pereira Fernandes e Keydson Samuel de Sousa Santiago, nos autos da medida cautelar ajuizada para fins de coleta de elementos de prova, ainda na fase anterior à denúncia.

A Operação Calvário, no Estado da Paraíba, investiga núcleos de uma organização criminosa comandada por Daniel Gomes da Silva, que é responsável por desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato, através de contratos firmados junto a unidades de saúde do Estado, com valores chegando a R$ 1,1 bilhão, possuindo atuação em outras unidades da federação, e exemplo do Rio de Janeiro.

Os mandados estão sendo cumpridos pelo Gaeco/MPPB, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Rio de Janeiro, nos municípios de João Pessoa, Sousa e Santa Cruz, nesse Estado, e no Estado do Rio de Janeiro.

Maiores esclarecimentos serão disponibilizados pelo Ministério Público da Paraíba depois da conclusão das diligências e análise do material recebido.

 

Assessoria de Imprensa – MPPB