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Ao morrer Lena não deixa apenas um legado como jornalista, mas como cidadã que soube ser autêntica, ter luz própria e coerência, diz Jeová

Filha da Família Guimarães, parente do velho Sabino Guimarães, o grande comunista de Cajazeiras, Lena desde a juventude já mostrava a que veio, ao integrar um grupo de jovens que resistia contra a ditadura, que lutava por dias melhores, recorda o deputado estadual Jeová Campos, conterrâneo de Lena, ao lamentar a morte da jornalista, ocorrida nesta segunda-feira (18), em João Pessoa. Para o parlamentar, o jornalismo paraibano, especialmente, o político perde com a ausência de Lena Guimarães um grande quadro. “Lena era autêntica, independentemente, de qual órgão de Imprensa ela estivesse. Ela tinha faro e luz própria, a ela o meu carinho e à família, a minha solidariedade”, disse Jeová.

O parlamentar lembra que Lena nasceu na Rua Dr. Coelho, em Cajazeiras, mas sua capacidade de ler os fatos, ser autêntica e analisar a política como poucos, a projetou para além do sertão paraibano. “Você até podia não concordar com alguma colocação ou ponto de vista dela, mas, era sempre enriquecedor conversar com Lena, uma mulher aguerrida, competente, inteligente, autêntica e que tinha uma capacidade extraordinária de se comunicar”, afirma Jeová.

Ainda segundo o parlamentar, Lena é um exemplo de mulher que venceu na vida pessoal e profissional. “Ela era, antes de tudo forte, ocupou espaços nunca antes ocupado por mulheres, não parou nos inúmeros obstáculos que lhes apareceu pela frente e manteve a altivez até o fim. A ela, minhas melhores reverências. Viva Lena Guimarães”, finaliza Jeová.

Sobre Lena

Lena Guimarães estava internada em um hospital particular da capital paraibana e morre em função de falência múltipla de órgãos, em decorrência de um câncer no pâncreas. Lena deixa um filho, Daniel Guimarães e uma trajetória na Imprensa paraibana, onde ocupou diversas funções, desde repórter, redatora e chefe de reportagem do Jornal A União, além de editora dos cadernos de Cultura, Cidades, Economia e Política no Jornal Correio da Paraíba. Ela também ocupou o cargo de diretora de jornalismo do Sistema Correio de Comunicação e de secretária de Comunicação do Estado, no governo José Maranhão (2009-2010). A jornalista foi ainda editora-geral do jornal O Momento e repórter regional da Folha de São Paulo e do Jornal do Brasil. Atualmente, ela mantinha uma coluna no jornal Correio d Paraíba, que era leitura cotidiana de todos que quisessem se manter bem informados.

Assessoria de Imprensa 

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Presidente da API parabeniza Veneziano por PEC que permite ao jornalista exercer a profissão em dois cargos públicos simultaneamente

Presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API), o jornalista João Pinto disse, em nome da associação, apoiar a iniciativa do Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) em apresentar Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para permitir ao jornalista exercer a profissão em dois cargos públicos simultaneamente. Segundo João, Veneziano merece os parabéns da categoria pela iniciativa e espera que os demais Senadores abracem essa causa, que não é do parlamentar, mas de milhares de profissionais em todo o Brasil.

Segundo João, somente na Paraíba existem mais de 5 mil jornalistas, sendo 3 mil filiados à API, que serão beneficiados com a aprovação dessa PEC. “Tudo que vier a beneficiar a categoria é louvável. Eu espero que os demais Senadores abracem essa PEC de Veneziano, pois ela ofertará aos jornalistas mais uma conquista trabalhista. Com a aprovação dessa PEC nós poderemos exercer dois empregos. A API parabeniza o Senador por essa iniciativa”, disse João Pinto.

A PEC 29/2019 aguarda a designação do relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). No texto da PEC, Veneziano argumenta que outros profissionais já têm esse direito. A Constituição garante a ocupação de dois cargos de professor, um cargo de professor e outro técnico ou científico; e dois cargos ou empregos privativos de profissionais da saúde, desde que exista compatibilidade de horários.

“A finalidade da alteração é a mesma existente nos outros casos, que visa a permitir a profissionais que, como regra, têm jornadas especiais de trabalho, acumularem cargos, inclusive para suprir, de forma mais adequada, as necessidades do serviço público”, escreveu.

Assessoria de Imprensa

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PEC de Veneziano permite ao jornalista exercer a profissão em dois cargos públicos simultaneamente

Em discurso, à tribuna, senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB).
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição para permitir ao jornalista exercer a profissão em dois cargos públicos simultaneamente. A PEC 29/2019 aguarda a designação do relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

No texto da PEC, o Senador argumenta que outros profissionais já tem esse direito. A Constituição garante a ocupação de dois cargos de professor, um cargo de professor e outro técnico ou científico e dois cargos ou empregos privativos de profissionais da saúde, desde que exista compatibilidade de horários.

“A finalidade da alteração é a mesma existente nos outros casos, que visa a permitir a profissionais que, como regra, têm jornadas especiais de trabalho, acumularem cargos, inclusive para suprir, de forma mais adequada, as necessidades do serviço público”, escreveu.

A emenda altera o inciso XVI do art. 37 da Constituição Federal, que proíbe a acumulação de cargos públicos. Com a alteração, jornalistas passam a ter o mesmo benefício.

Veneziano reconhece que as normas sobre carga horária de cinco horas para jornalistas não é cumprida em todos os órgãos de serviço público. Contudo, ele enfatiza, em seu projeto, que existe o reconhecimento das especificidades da atividade e a necessidade de ajuste das jornadas. Além disso, o Senador ressalta que o acúmulo de cargos só pode ser feito com base na compatibilidade de horários.

“A proposta permitirá atender não apenas os justos anseios dos jornalistas, como também o interesse público”, conclui.

Assessoria de Imprensa