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ESPORTE: Paratleta do Unipê é sinônimo de superação

O Unipê levou mais um ouro nos Jogos Paralímpicos Universitários 2018. O estudante do P1 de Educação Física do Centro Universitário de João Pessoa Paulo Nogueira, sinônimo de superação, chegou ao primeiro lugar do pódio na modalidade Bocha Adaptada. Atualmente, Nogueira, que também é atleta da Seleção Brasileira de Bocha Adaptada, é o bicampeão da categoria nos jogos Paralímpicos Universitários.

O resultado classificou o estudante para o Parapan Universitário, competição da qual ele vai participar caso a modalidade seja incluída. O Parapan Universitário vai ocorrer no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, entre os dias 19 e 29 de julho deste ano.

Três medalhas em menos de um mês

Subir ao pódio não é uma novidade para Paulo. Em menos de 30 dias ele conquistou dois ouros e uma prata. “Conquistei o bicampeonato nos Paralímpicos Universitários; conquistei o ouro na Tríplice Aliança, que é um campeonato regional; e ainda levei o vice-campeonato na cidade de Montréal, no Canadá”, comemorou o aluno-atleta.

A paralimpíada universitária foi a última medalha do atleta, que revelou que a sua preparação para o campeonato internacional de Montréal foi um diferencial para que ele subisse ao pódio representando o Unipê. “Eu já venho de uma competição internacional. Três anos consecutivos eu já compito em nível nacional e, neste ano, consegui me destacar em nível mundial. Fui selecionado para a equipe brasileira e conquistei um mundial no Canadá. Essa conquista do Universitário foi uma importante oportunidade que o Unipê me deu”, disse.

“Estou cotado para ir para o mundial em Liverpool com a seleção brasileira, para o Parapan, se tiver a categoria Bocha, e ainda para Tóquio em 2020. Espero levar o nome do Unipê comigo por onde quer que eu vá”, declarou, orgulhoso, o atleta Unipê.

Trajetória na Bocha

“Tenho seis anos de Bocha. Comecei em 2012, pela Funad. Eu nunca pensei em fazer até que um técnico acreditou em mim e hoje sou tricampeão regional e, agora, alcançando espaço em nível nacional”, revelou Paulo.

O atleta, por muito tempo, nem pensava em entrar para o mundo do esporte. Paulo tem paralisia cerebral, o que limita os seus movimentos, mas não sua capacidade de sonhar. “Sabe aquelas coisas de Deus? Ele coloca alguma coisa na sua vida para colocar rumo à sua vida. Assim foi com a Bocha. Me supero a cada dia e espero continuar conquistando meu espaço devagar, para levar o nome do Nordeste e, agora, o nome do Unipê”, comentou.

Paulo e o Unipê

O sonho encontrou um propósito. Apaixonado por futebol desde a infância, Paulo descobriu seu amor pela Bocha e, em consequência, pela Educação Física. E foi no Unipê que ele encontrou a possibilidade de adquirir e, quem sabe, repassar conhecimentos.

“Escolhi porque eu sou apaixonado pelo Esporte e quando eu descobri que a Educação Física no Unipê tinha cadeira adaptada eu descobri que poderia trabalhar na minha área. Assim eu me interessei mais ainda. Daqui a um tempo, quando pensar em me aposentar, eu quero me aposentar formado, ter outras carreiras para continuar ativo”, disse.

O aluno-atleta complementou destacando o apoio do Unipê para as suas conquistas. “Nunca achei que fosse encontrar o apoio que o Unipê está me dando como atleta. É um orgulho e uma responsabilidade carregar o nome de uma Instituição tão grande no Nordeste e no país. Tenho consciência dessa responsabilidade. Isso me dá ainda mais gás para treinar e querer fazer bonito para essa Instituição, que está acreditando em mim”, finalizou.

Sobre a Bocha

A competição consiste em lançar as bolas coloridas o mais perto possível de uma branca (jack ou bolim). Os atletas ficam sentados em cadeiras de rodas e limitados a um espaço demarcado para fazer os arremessos. É permitido usar as mãos, os pés e instrumentos de auxílio, e contar com ajudantes (calheiros), no caso dos atletas com maior comprometimento dos membros. No Brasil, a modalidade é administrada pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

Fonte: Da redação, com Luis Thales