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Enem termina com 27,19% de ausentes, menor taxa desde 2009

O Exame Nacional do Ensino Médio terminou neste último domingo (10). Ao todo, estiveram presentes nesse segundo dia de aplicação, 3,7 milhões, do total de 5,1 milhões de candidatos inscritos. Aqueles que faltaram ao exame correspondem a 27,19% do total. Os números foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

“Tivemos a menor abstenção de todos os tempos, tanto no primeiro dia, quanto hoje”, afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. A porcentagem de abstenção no segundo dia superou a menor taxa até então, que era a de 2015, quando 27,33% dos candidatos inscritos não compareceram ao exame.

A taxa do primeiro dia, que foi 23,1% superou a de 2018, até então a mais baixa, que foi de 24,76%. A contagem é feita desde 2009, quando o exame foi reformulado para selecionar estudantes para universidades brasileiras.

“Tivemos, acho que agora dá para afirmar, o melhor Enem de todos os tempos, tanto em execução, operação, logística, como também em termos de formulação”, disse Weintraub.

Eliminações

No total, foram eliminados, no Enem, 747 participantes, sendo 371 candidatos no segundo dia de exame e 376 pessoas no primeiro dia. Esses participantes descumpriram as regras do exame.

Neste ano, as regras de segurança ficaram mais rígidas. Participantes cujos celulares ou quaisquer outros objetos eletrônicos emitissem som foram eliminados, mesmo que esses aparelhos estivessem dentro do envelope porta-objetos que é entregue a cada participante e fica lacrado durante a aplicação.

Próximas datas

Os gabaritos oficiais serão divulgados na quarta-feira (13). Também serão divulgados os Cadernos de Questões, em todas as suas versões. No total, serão seis gabaritos para cada dia de aplicação e seis Cadernos de Questões, de acordo com as cores da prova e opções acessíveis.

Os participantes deverão ficar atentos para conferir o gabarito relativo à cor de prova que fez em cada domingo de aplicação.

Os resultados individuais do Enem 2019 serão divulgados na Página do Participante e no aplicativo do Enem, em janeiro de 2020, a partir de consulta com CPF e senha.

O resultado dos participantes eliminados, segundo o Inep, não será divulgado, mesmo que eles tenham realizado o Enem nos dois dias de aplicação. Para os treineiros, que fazem o exame para autoavaliação de conhecimentos, a consulta só será liberada em março do ano que vem.

Reaplicação

O estudante que se sentiu prejudicado no Enem poderá informar o Inep, pela Página do Participante, entre os dias 11 e 18. Cada caso será analisado e o participante poderá ter direito a fazer a prova novamente.

“[O candidato] vai entrar na Página do Participante e vai apresentar um recurso, vai contar a história do porquê se sentiu prejudicado. E no dia 27 de novembro daremos uma resposta”, diz o presidente do Inep, Alexandre Lopes, que orientou que mesmo que os participantes tenham dúvidas se têm ou não direito a reaplicação, que façam o recurso.

De acordo com o edital do exame, podem ter direito à reaplicação aqueles que foram afetados por problemas logísticos. São considerados problemas logísticos fatores como desastres naturais que prejudiquem a aplicação devido ao comprometimento da infraestrutura do local; falta de energia elétrica que comprometa a visibilidade da prova pela ausência de luz natural; e erro de execução de procedimento de aplicação pelo aplicador que leve ao comprovado prejuízo do participante.

Os estudantes que sentiram alguma indisposição ou problema de saúde e tiveram que sair da sala onde estava sendo aplicada a prova não terão direito à reaplicação, segundo as regras do exame.

O resultado da solicitação poderá ser consultado, também, na Página do Participante, no dia 27 de novembro. A reaplicação do Enem 2019 irá acontecer nos dias 10 e 11 de dezembro, para quem tiver o pedido aprovado.

Agência Brasil

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Participantes analisam as provas do Enem deste domingo

Química foi a prova mais difícil, diz candidata ao curso de biologia

A impressão era de uma prova não muito difícil entre os candidatos que participaram do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no campus da Universidade Paulista, na Avenida Vergueiro, na região central paulistana. “Não estava difícil, não”, garantiu Luana Cunha, de 20 anos que fez o Enem pela segunda vez neste ano. Apesar de achar que as questões de hoje estavam mais fáceis do que do primeiro dia de provas, na semana passada, Luana disse que precisou redobrar os esforços para tentar resolver os problemas de física. “Não tenho muita facilidade”, justificou a respeito da relação com a disciplina.

A jovem também lamentou poder estudar apenas duas horas por dia para se preparar para o exame. “Deveria me dedicar mais”, destacou a cuidadora de pessoas com deficiência que pretende cursar fisioterapia. Mesmo com as barreiras, Luana saiu confiante da prova. “Da última vez [ que fiz a prova] vim para conhecer. Dessa vez, vim para garantir [a vaga na universidade]”, afirmou.

Vinicius Cazeta de 17 anos tinha a impressão contrária. “Vou precisar de mais um ano”, previa sobre o resultado. Mesmo assim, não achou a prova muito complicada. “Não estava muito difícil, mas também não estava tão fácil”, ponderou. Para o próximo exame, pretende se dedicar a aprender o conteúdo de matemática. “Matemática é o foco”, enfatizou sobre a disciplina que considera “chata demais”. Mais preparado, espera conseguir uma vaga para estudar design de games ou desenvolvimento mobile.

Mesmo tendo chegado só até o segundo ano do ensino médio, Gabriel dos Santos, de 16 anos, também não considerou a prova de hoje como dura demais. “Estava mais difícil do que no primeiro dia, mas não estava impossível”, opinou o rapaz que pretende atuar na área de tecnologia. Enquanto não termina o ensino básico, Gabriel vai se preparando aos poucos. “Fiz hoje só para ter noção, ter resistência. Cansa bastante, vai passando o tempo, vai batendo um sono”, contou sobre a experiência na resolução das questões.

Química, a prova mais difícil

“Nunca chutei tanto”, disse Maria Luisa Barros Gonçalves à Agência Brasil ao sair da prova do Enem na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) neste domingo (10). “Só consegui fazer biologia”, respondeu, quando indagada sobre qual matéria considerou mais difícil. “Química, física, matemática, eu não consegui nem com regra de três”. Maria Luisa pretende cursar biologia, mas admitiu que um novo Enem “talvez” fique para o próximo ano. “Vamos ver no que vai dar”.

Isaac Abraão, por outro lado, já é formado em pedagogia, leciona em um instituto privado e está tentando ingressar de novo na universidade para fazer tecnologia da informação (TI), porque é uma área que “tem muita vaga e pouca gente especializada para trabalhar”.

Isaac Abrão achou as provas de hoje mais complexas que as do último domingo (3). “Como não sou da área de exatas, fiquei meio balançado”, manifestou. Mas admitiu que algumas questões não estavam difíceis. Outras um pouco mais, e mais localizadas nas áreas de física e química. “Matemática eu acho que deu para acertar bastantes questões”.

Camilla Santos da Silva quer fazer enfermagem na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela está concluindo o ensino médio este ano. Para Camilla, a prova mais difícil foi a de química. Ela apontou a elaboração das perguntas como principal entrave a ser corrigido nas próximas provas do Enem. “Foi muito complicada”, disse.

Realizando este ano seu primeiro Enem, Diego Brizzi analisou que foi bem cansativo para os candidatos. “Mas saí com a sensação de missão cumprida”, afirmou o estudante. Para ele, as provas mais difíceis foram química e matemática. Apesar de tudo, disse estar confiante. “Acho que dá para passar”. Diego Brizzi quer fazer desenho industrial na Universidade Estácio de Sá.

Agência Brasil

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Redações do Enem serão corrigidas por 5,1 mil avaliadores

Neste ano, 5.168 avaliadores serão responsáveis pela correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As provas foram feitas domingo passado (3), por 3,9 milhões de estudantes de todo o país.

A nota do Enem deverá ser divulgada em janeiro, em data ainda a ser definida. Depois disso é que os candidatos terão acesso ao espelho da redação, com detalhes da correção, em data ainda não definida. A consulta serve apenas para fins pedagógicos. O candidato não pode interpor recurso.

O processo de seleção é feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), integrante do consórcio aplicador do Enem, sob a supervisão do Inep. Para ser avaliador é preciso ter diploma em letras, língua portuguesa ou linguística, além de preencher diversos outros requisitos. O candidato não pode estar inscrito no Enem 2019, nem ter parente em primeiro grau – pai, mãe, filho ou cônjuge – participando do exame, mesmo que na condição de treineiro, que fazem a prova apenas para testar os conhecimentos.

Processo de seleção

Os avaliadores estão agora passando por uma capacitação a distância de 93 horas, com nove módulos. Durante o curso, o candidato deve resolver questões sobre as competências do Enem em um determinado tempo, e, se tirar zero, será eliminado da seleção.

O exercício final é composto por 30 redações, que devem ser avaliadas em três horas. As redações já têm uma nota de referência, e, se houver grande discrepância entre a nota atribuída e a nota de referência, o candidato a avaliador recebe nota zero.

Ainda este mês, os candidatos com melhor desempenho serão selecionados para participar da capacitação presencial nos polos regionais, com duração de 16 horas. Neste ano, são 16 polos de avaliação no país, com a atuação de 272 supervisores.

Os avaliadores devem entregar, nesta ocasião, termo de sigilo impresso e assinado. Após o curso, os corretores fazem ainda um pré-teste com 50 redações. Eles devem atribuir notas para as cinco competências avaliadas no Enem. Essa fase é obrigatória e eliminatória.

Correção

Apenas depois de aprovados em todo esse processo, os corretores receberão as redações do Enem 2019. Serão até 200 redações por dia, com o compromisso de avaliar mais de 150 textos a cada três dias. Os corretores continuam sendo avaliados nesta etapa. A cada 50 redações, eles recebem duas já avaliadas por uma equipe de especialistas. Essas redações servirão para analisar o desempenho do corretor.

tema da redação este ano foi Democratização do acesso ao cinema no Brasil. Os textos são avaliados em cinco competências, cada uma delas, valendo 200 pontos. A nota máxima da redação é mil.

Cada redação será corrigida por duas pessoas. A nota final do estudante será a média aritmética das duas notas. Caso haja uma diferença entre as notas de mais de 100 pontos na nota final ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das competências, a redação passará por um terceiro avaliador.

Se a diferença entre as notas dadas se mantiver, a redação será avaliada por uma banca presencial composta por três professores, que definirá a nota final do participante.

Agência Brasil

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Tema da redação do Enem surpreende professores

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano pegou professores de surpresa. Muitas apostas eram nas áreas da saúde, meio ambiente, educação e tecnologia. O tema escolhido é Democratização do acesso ao cinema no Brasil. A prova é aplicada neste domingo (3) junto com linguagens e ciências humanas.

O tema foi divulgado após às 13h30, no horário de Brasília, quando o exame começou a ser aplicado em todo o país. “Eu achei totalmente inesperado, totalmente fora do que a gente estava imaginando”, disse a professora de redação do Colégio Mopi, no Rio de Janeiro, Tatiana Nunes. “Não estava no rol das grandes apostas que os alunos estavam comentando, e isso pode gerar certa ansiedade, mas acho que é um tema legal e acessível ao jovem, algo do tempo dele”, complementa a professora de redação do curso online Descomplica Carol Achutti.

Para o professor de redação do ProEnem, plataforma online de preparação para o exame, Romulo Bolivar, no entanto, o tema não surpreende “quem está se preparando há algum tempo para o Enem, que tem o perfil de cobrar temas atuais, sociais, relacionados à realidade brasileira e que não são moralmente polêmicos”. O tema da redação, segundo o professor, é escolhido no primeiro semestre do ano.

“Eu acho que é um tema interessante, é bem interessante pensar essa questão cultural no Brasil, principalmente com as questões recentes que vêm acontecendo. Acho que é um tema que tem bastante coisa a ser discutida”, diz a professora do Colégio Seriös, em Brasília, Jade Nobre.

A redação do Enem deve ser do tipo dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas, desenvolvida a partir da situação-problema proposta e de subsídios oferecidos pelos textos motivadores. Os textos motivadores ainda não foram divulgados. Redações com menos de sete linhas recebem nota zero, assim como as que reproduzem integralmente trechos dos textos motivadores e de itens do Caderno de Questões.

Um texto dissertativo-argumentativo deve ser opinativo e organizado para a defesa de um ponto de vista. A opinião do autor deve estar fundamentada com explicações e argumentos.

Na opinião dos professores, dependendo conforme o que for pedido na prova e nos textos de apoio, os estudantes podem tratar, por exemplo da expansão do cinema por canais da internet. Podem também tratar de incentivos à cultura e de fechamentos de salas de cinema.

“É bom a gente lembrar que em alguns lugares, em alguns centros urbanos do país, tem-se acesso bem fácil ao cinema, com shopping centers, promoções, acesso mais barato para idosos e estudantes. Mas, em muitas cidades, não há sequer uma sala de cinema”, destaca Bolivar.

De acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), a Região Sudeste concentra 52% de todas as salas de cinema do país. Ao todo, o Brasil tem 3.347 salas de cinema, das quais 373 são salas de rua. Os dados são do Informe Salas de Exibição 2018, que apontou naquele ano um crescimento de 3,8% do parque exibidor em relação a 2017.

Segundo Tatiana, dependendo da orientação da prova, é possível também abordar a questão da acessibilidade a pessoas com deficiência e também o incentivo ao cinema brasileiro. “Se o tema tiver falando de questão da acessibilidade, pode-se pensar na necessidade de empresas que detêm esse tipo de entretenimento darem condições para as pessoas com deficiência terem acesso aos cinemas. Também pode-se pensar na valorização do cinema brasileiro, porque nosso cinema ainda é muito visto como sendo menor [que o estrangeiro].”

A aplicação do Enem vai até as 19h, no horário de Brasília. O exame segue no próximo domingo, quando os estudantes fazem provas de matemática e ciências da natureza.

Veja os temas da redação de edições anteriores:

Enem 2009: O indivíduo frente à ética nacional

Enem 2010: O trabalho na construção da dignidade humana

Enem 2011:  Viver em rede no século XXI: Os limites entre o público e o privado

Enem 2012: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI

Enem 2013:  Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

Enem 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil

Enem 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil e Caminhos para combater o racismo no Brasil – Neste ano houve duas aplicações do exame.

Enem 2017: Desafios para formação educacional de surdos no Brasil

Enem 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet.

 

Por Mariana Tokamia

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Enem: 1,2 milhão de inscritos faltaram; 376 foram eliminados

Abstenção é a mais baixa da história, avalia Weintraub

Cerca de 3,9 milhões de pessoas fizeram neste domingo (3) o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os cerca de 1,2 milhão de faltosos representam 23% do total de 5,1 milhões de inscritos. Ao todo, 376 pessoas foram eliminadas por descumprirem as regras do exame. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

“Deu tudo certo, foi tudo perfeito, funcionou tudo bem. Tivemos a mais baixa abstenção da história”, avaliou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. A taxa é mais baixa que a de faltas no primeiro dia de prova do ano passado, quando 24,9% dos inscritos não compareceram ao exame.

O índice total de abstenções no Enem 2019 será fechado apenas após o segundo dia de aplicação, no próximo domingo (10). Quem não fez a prova neste domingo ainda poderá comparecer ao segundo e último dia do exame.

O ministro avaliou o número de eliminados como baixo. Neste ano, o Enem passou a ter uma nova regra, candidatos cujos aparelhos eletrônicos que emitissem qualquer som, mesmo dentro do envelope porta-objetos seriam eliminados.

O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, falam sobre primeiro dia de provas do ENEM

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, falam sobre primeiro dia de provas do ENEM – Wilson Dias/Agência Brasil.

Vazamento da prova

Uma foto da prova de redação do Enem vazou hoje nas redes sociais. Segundo Weintraub, as investigações, a cargo da Polícia Federal, indicam que a foto foi tirada por um aplicador de prova.

O ministro explicou que a suspeita de que tenha sido um aplicador se deve ao fato de que aparecem na imagem três provas de pessoas que faltaram ao exame e apenas aplicadores têm acesso ao caderno de provas de candidatos faltosos. A identificação é possível devido ao código de cada prova. “Houve a tentativa de macular, de colocar em xeque o Enem, ele foi um péssimo profissional, péssima pessoa ao fazer isso, mexe com a vida de 5 milhões de pessoas”, disse o ministro.

Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, ao contrário dos participantes, que são eliminados se os celulares estiverem fora do envelope porta-objetos, os aplicadores podem portar os aparelhos.

“Porque eles entram em contato com os coordenadores para reportar problemas ou pedir orientações”, explicou Lopes. No entanto, no momento de abertura dos malotes e distribuição das provas, os aplicadores são orientados a não portarem celulares.

Segundo o ministro da Educação, apesar de a imagem ser verdadeira, o vazamento não causou prejuízo aos participantes, uma vez que a imagem foi divulgada após o início da aplicação: “O impacto foi zero”.

O ministro defendeu uma punição severa ao culpado por divulgar a imagem: “O que a gente vai tentar fazer é escangalhar ao máximo a vida dele. Eu sou a favor sempre de que pessoa que é um transgressor pague o preço da transgressão dela”, disse. “A gente vai atrás de absolutamente tudo que puder fazer para essa pessoa pagar pela má-fé dela, pela falsidade, pela traição que ela cometeu. Absolutamente tudo. Se der para ser criminal, criminal, cível, absolutamente tudo que a gente puder fazer para essa pessoa realmente se arrepender amargamente de um dia ter vindo ao mundo”, complementou.

Tema da redação

tema da redação deste ano foi Democratização do acesso ao cinema no Brasil. “Antigamente para ter acesso ao cinema, precisava de estrutura grande para produzir um filme e estrutura para ver o filme. Hoje, [a gente] vê o filme aqui”, disse levantando o celular. “Consegue fazer filme de coisa barata, isso democratizou”.

Segundo o ministro, não há uma resposta única para a redação. “O objetivo da redação é a pessoa conseguir elaborar um texto com argumentos racionais tangíveis e bem escrito. Achei muito bom o tema, gostei do tema, porque tinha várias possibilidades”, disse.

Sobre os conteúdos da prova como um todo, ele ressaltou que a orientação foi a elaboração de uma prova por meio da qual fosse possível selecionar pessoas qualificadas para entrar na faculdade: “O objetivo do Enem é selecionar as pessoas mais capacitadas. E acho que foi plenamente atendido”. Ele reafirmou que nem ele, nem o presidente do Inep tiveram acesso às provas com antecedência. “Tivemos contato com a prova hoje”.

Os participantes fizeram hoje as provas de redação, ciências humanas e linguagens. No dia 10, farão as provas de matemática e ciências da natureza.

EBC

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Redação do Enem sobre acesso ao cinema foi inesperado, mas positivo, diz diretor de Bacurau

O tema da Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 surpreendeu cineastas ouvidos pelo Estado. Este ano, o Ministério da Educação (MEC) sugeriu que os candidatos escrevessem uma dissertação sobre a democratização do acesso ao cinema no Brasil. A prova foi aplicada na tarde deste domingo, 3, assim como 90 questões de Linguagens e Ciências Humanas.

O cineasta Kleber Mendonça Filho, diretor de filmes como BacurauAquarius e O Som ao Redor,  afirma que o tema foi “inesperado” devido ao atual cenário de “incerteza” vivido por quem trabalha com audiovisual no Brasil.

“Há uma movimentação que parece sugerir o desmonte do audiovisual. É muito curioso que a redação seja sobre esse tema, mas eu acho que foi um dia muito positivo para o cinema brasileiro”, disse o diretor.

Responsável por levar seu último filme, Bacurau, para várias cidades do Brasil, o cineasta fala que é importante que estudantes discutam o acesso ao cinema no País.

“O que aconteceu com Bacurau foi realmente interessante. A gente fez parte do mercado mas tentou realmente exibir o filme onde outros lugares de grande exibição não chegam. Então, houve maior acesso. A gente consome muita coisa estrangeira e os jovens podem refletir sobre o que estão vendo”, declara.

A  cineasta Anna Muylaert, diretora de filmes como Que Horas Ela Volta e Mãe Há Só Uma, disse que também ficou surpresa com o tema da redação. A roteirista ainda avaliou o assunto como “complexo”.

“Primeiro lugar, eu achei surpreendente a partir do presidente eleito. Acho que o tema valoriza o cinema e instiga o aluno a pensar, especialmente porque questiona a democratização. Por outro lado, eu acho que o tema não é fácil, porque o aluno dessa faixa etária, de uma maneira global, ainda não tem uma direção para pensar sobre isso”, diz a diretora.

Como Anna Muylaert, Felipe Barbosa, cineasta e diretor do filme Casa Grande, disse que a redação teve um tema complexo. Para ele, o assunto escolhido pelo MEC foi positivo porque  foi possível falar de diferentes áreas.

“É difícil para um adolescente de 17 anos falar sobre o assunto, mas achei o tema maravilhoso. Dá para falar sobre educação e gerar interesse do aluno em cinema”, afirma.

O cineasta Daniel Ribeiro, diretor do filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, explica que um dos assuntos que poderiam ser explorados na dissertação é a questão da quantidade de salas de cinema que o Brasil tem. De acordo com o roteirista, há poucos espaços e, segundo ele, esses lugares são monopolizados pelo cinema americano.

Outra questão que, conforme Ribeiro, também poderia ser usada na redação é o próprio acesso ao cinema. “Quem não tem acesso ao cinema certamente já pensou sobre essa questão, então, já tem a noção que o cinema é muito concentrado e elitista. Seria interessante que o estudante dissertasse sobre isso”, sugere.

Por Estadão/Educação

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Mais de 28 mil inscritos faltam o primeiro dia de prova do Enem, na Paraíba

Mais de 28 mil inscritos faltam o primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na Paraíba. No total, 147.182 estudantes estavam inscritos para fazer o p Enem no no Estado. Ao todo,, 28.727 faltaram o primeiro dia de prova, que aconteceu neste domingo (3).

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de faltosos representa 19,5% do total de inscritos.

De acordo com os dados, a Paraíba teve o segundo menor percentual de faltas na região Nordeste. O número registrado no estado só foi maior do que o do Piauí, com 19%. O maior índice de abstenções na região foi o da Bahia, com 23,4%.
Nacionalmente, o Enem 2019 registrou o menor percentual de ausentes desde 2009, quando passou a ter dois dias de aplicação: 23%. Neste domingo, 1.174.750 participantes faltaram. O exame teve 5.095.388 inscrições confirmadas. Outro número positivo foi o alto índice de acesso ao Cartão de Confirmação de Inscrição, que superou 91%.

Neste domingo, as provas foram de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; além da redação, que teve como tema “Democratização do acesso ao cinema”.

A aplicação do Enem 2019 continua no próximo domingo (10), com as provas de Ciências da natureza e suas tecnologias e Matemática e suas tecnologias. Os gabaritos e Cadernos de Questões serão liberados em 13 de novembro, no site do Enem. Os resultados estão programados para 18 de janeiro de 2020. Com pbagora 

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Caiu no Enem: 1º dia teve Madonna, Cazuza, Hilda Hilst, bullying, refugiados e Estatuto do Idoso. Veja!

Exame Nacional do Ensino Médio aconteceu no último domingo (3)

O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 apresentou questões que abordavam temas ligados aos direitos das mulheres, minorias, além de questões raciais como refugiados e escravidão. Itens que tratavam de discursos de ódio também apareceram nas provas de linguagens e ciências humanas.

Veja uma lista de temas que apareceram nas provas de linguagens e ciências humanas:

  • música “In this life”, da cantora americana Madonna
  • canção “O blues da piedade”, de Cazuza e Frejat
  • o físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser
  • Trecho do livro “1822”, de Laurentino Gomes, sobre Maria Quitéria, heroína da Guerra da Independência
  • poema “Lua enlutada”, da escritora brasileira Hilda Hilst:
    • bullying
    • anorexia
    • liberdade de expressão e discursos de ódio nas redes sociais
    • refugiados
    • direitos do idoso
    • exposição de crianças na internet pelos pais, desde a gravidez
    • relação entre agrotóxicos e a morte de abelhas, e como a produção agrícola pode crescer de forma mais sustentável
    • Picasso
    • Trecho do livro ‘Origens do totalitarismo’, da filósofa Hannah Arendt

    Bullying e anorexia

    Uma das questões trazia um anúncio de um site português que tratava de bullying e anorexia, e o estudante tinha que saber fazer a análise do discurso.

    Refugiados

    Outra abordava os refugiados. A questão trazia um anúncio da Acnur, a agência da ONU para refugiados, que mostrava uma imagem com sapatos e a questão perguntava o que esses sapatos simbolizavam. O estudante tinha que interpretar a questão e falar sobre a empatia e o colocar-se no lado do refugiado.

    Estatuto dos Idosos

    Já o Estatuto do Idoso apareceu em uma questão que falava sobre a condição de vida dos mais velhos. A questão trazia dois textos, um do jornal Folha de Londrina e outro do site do governo Brasil.gov.br. O estudante precisava relacionar o que eles tinham em comum.

    ‘Blues da Piedade’, Cazuza e Frejat

    A letra da música “Blues da Piedade”, de Cazuza Frejat, foi um dos temas da prova do Enem 2019.

    O primeiro verso da canção é: “Agora eu vou cantar pros miseráveis / Que vagam pelo mundo derrotados / Pra essas sementes mal plantadas / Que já nascem com cara de abortadas / Pras pessoas de alma bem pequena / Remoendo pequenos problemas / Querendo sempre aquilo que não têm / A pergunta era para o estudante analisar a letra e interpretar o que ela queria transmitir.”

    O estudante tinha que interpretar a letra e dizer qual o objetivo da mensagem e o que ela queria transmitir.

    G1

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Veja como tirar nota mil na redação do Enem

Comentários dos especialistas estão na Cartilha do Participante

Redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que tiraram a nota máxima têm pelo menos seis pontos em comum: demonstram domínio da modalidade escrita formal, respeitam os direitos humanos, têm proposta de intervenção para o problema apresentado no tema, têm repertório sociocultural, atendem ao tipo textual dissertativo-argumentativo e apresentam as características textuais fundamentais, como coesão e coerência.

Esses foram os aspectos destacados por especialistas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que comentaram sete redações que tiraram a nota mil no Enem 2018. O tema do ano passado foi Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet.

As redações nota mil e os comentários dos especialistas estão na Cartilha do Participante, disponível no site do Inep. A prova de redação do Enem 2019 será aplicada neste domingo (3) para cerca de 5,1 milhões de candidatos inscritos no exame. Além da redação, eles farão as provas de ciências humanas e linguagens.

A cartilha traz também exemplos de trechos que fizeram com que os participantes zerassem as competências analisadas pelos corretores. Cada uma das cinco competências vale 200 pontos.

Um dos quesitos é respeito aos direitos humanos. De acordo com o Inep, são consideradas desrespeito aos direitos humanos propostas que incitam as pessoas à violência, ou seja, aquelas em que transparece a ação de indivíduos na administração da punição – por exemplo, as que defendem a “justiça com as próprias mãos”.

No ano passado, zeraram essa competência os textos que incitavam tortura e cárcere privado a pessoas que faziam o uso do controle de dados para a manipulação, que promoviam censura e vigilância em massa, que impediam a liberdade de acesso à informação e comunicação de qualquer pessoa ou grupo e que negavam direitos humanos a qualquer pessoa.

Algumas dicas, de acordo com a cartilha, são importantes para ir bem na prova. O Inep aconselha: “Procure escrever sua redação com letra legível, para evitar dúvidas no momento da avaliação. Redação com letra ilegível poderá não ser avaliada”.

Correção da prova

Cada redação será corrigida por duas pessoas. Eles darão notas de 0 a 200 para cada uma das cinco competências avaliadas no Enem. A nota final será a média aritmética das duas notas.

Caso haja uma diferença entre as notas de mais de 100 pontos na nota final ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das competências, a redação passará por um terceiro avaliador.

Se a diferença entre as notas dadas se mantiver, a redação será avaliada por uma banca presencial composta por três professores, que definirá a nota final do participante.

As cinco competências avaliadas na redação do Enem são:

1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Motivos para zerar a redação

A nota zero na redação impede o candidato de participar de processos seletivos do Ministério da Educação (MEC) como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona estudantes para vagas em universidades públicas, e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudos em instituições privadas de ensino superior, e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

De acordo com o Inep, a redação receberá nota zero se apresentar uma das características a seguir: fuga total ao tema, não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa, texto de até sete linhas, cópia integral de textos da prova de redação ou do caderno de questões,  impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação em qualquer parte da folha de redação, números ou sinais gráficos fora do texto e sem função clara ou parte deliberadamente desconectada do tema proposto.

Veja os temas da redação de edições anteriores

Enem 2009: O indivíduo frente à ética nacional

Enem 2010: O trabalho na construção da dignidade humana

Enem 2011:  Viver em rede no século XXI: Os limites entre o público e o privado

Enem 2012: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI

Enem 2013:  Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

Enem 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil

Enem 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

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Agência Brasil

porpjbarreto

A 6 dias do Enem, 1,2 milhão de inscritos não sabem local da prova

A menos de uma semana para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cerca de 1,2 milhão de participantes ainda não sabem onde farão a prova, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Esses estudantes ainda não acessaram o Cartão de Confirmação da Inscrição, que está disponível na Página do Participante e no aplicativo do Enem, que pode ser baixado nas plataformas Apple Store e Google Play.

Segundo balanço divulgado hoje (28) pelo Inep, 3,9 milhões de participantes, o equivalente a mais de 76% dos quase 5,1 milhões de inscritos no Enem 2019, acessaram o Cartão até a manhã desta segunda-feira.

Além do local de prova, os estudantes podem conferir, no cartão, o número da sala onde farão o exame; a opção de língua estrangeira feita durante a inscrição; e o tipo de atendimento específico e especializado com recursos de acessibilidade, caso tenham sido solicitados e aprovados, entre outras informações. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro em 1.727 municípios brasileiros.

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Declaração de comparecimento

Quem precisa comprovar presença no dia de prova do Enem deve imprimir a Declaração de Comparecimento personalizada, também disponível na Página do Participante. Para esses casos, de acordo com o Inep, é indispensável que a declaração seja impressa e entregue ao aplicador no dia do exame.

O instituto esclarece que não fornece comprovante de participação após o dia da prova. Para o primeiro dia do Enem, a declaração já está disponível. No dia 4 de novembro, dia seguinte ao primeiro domingo de aplicação do exame, o Inep disponibilizará a Declaração de Comparecimento do segundo domingo de provas, em 10 de novembro.

Recomendações

O Inep recomenda que os participantes imprimam o cartão de confirmação e, aqueles que precisam, imprimam a declaração de comparecimento e levem os dois para a aplicação do exame.

Uma vez sabendo o local de aplicação, a dica é que os participantes façam o trajeto de casa até o lugar, para avaliar a duração do trajeto no dia da prova. Isso para que os estudantes conheçam o percurso e saibam o tempo que vão gastar de casa até o local da prova.

No dia do Enem, a dica é chegar no local com antecedência. Os portões abrirão às 12h, pelo horário oficial de Brasília, e serão fechados às 13h.

Devido a diferenças de fuso horário no país, o Ministério da Educação (MEC) divulgou a hora local de aplicação do Enem em diferentes regiões.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior.

Os estudantes podem ainda concorrer a bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamentos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

EBC/Inep