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Nascidos em setembro e outubro sem conta na Caixa já podem sacar FGTS nesta sexta (06)

Trabalhador pode retirar até R$ 500 por conta ativa ou inativa

A Caixa Econômica Federal inicia nesta sexta-feira (6) mais uma etapa de liberação do saque imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que paga até R$ 500 por conta ativa ou inativa. Os trabalhadores nascidos em setembro e outubro sem conta no banco poderão retirar o dinheiro.

O saque começou em setembro para quem tem poupança ou conta corrente na Caixa, com crédito automático. Segundo a Caixa, no total os saques do FGTS podem resultar em uma liberação de cerca de R$ 40 bilhões na economia até o fim do ano.

Originalmente, o saque imediato iria até março, mas o banco antecipou o cronograma, e todos os trabalhadores receberão o dinheiro este ano.

Atendimento

Os saques de até R$ 500 podem ser feitos nas casas lotéricas e terminais de autoatendimento para quem tem senha do cartão cidadão.

Quem tem cartão cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, apresentando documento de identificação, ou em qualquer outro canal de atendimento.

No caso dos saques de até R$ 100, a orientação da Caixa é procurar casas lotéricas, com apresentação de documento de identificação original com foto.

Segundo a Caixa, mais de 20 milhões de trabalhadores podem fazer o saque só com o documento de identificação nas lotéricas.

Quem não tem senha e cartão cidadão e vai sacar mais de R$ 100, deve procurar uma agência da Caixa.

Embora não seja obrigatório, a Caixa orienta, para facilitar o atendimento, que o trabalhador leve também a carteira de trabalho para fazer o saque. Segundo o banco, o documento pode ser necessário para atualizar dados.

As dúvidas sobre valores e a data do saque podem ser consultadas no aplicativo do FGTS (disponível para iOS e Android), pelo site da Caixa ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800-724-2019, disponível 24 horas.

A data limite para saque é 31 de março de 2020. Caso o saque não seja feito até essa data, os valores retornam para a conta do FGTS do trabalhador.

Horário especial

Para facilitar o atendimento, a Caixa vai abrir 2.302 agências em horário estendido hoje e na segunda-feira (9). As agências que abrem às 8h terão o encerramento do atendimento duas horas depois do horário normal de término.

As que abrem às 9h terão atendimento uma hora antes e uma hora depois. Aquelas que abrem às 10h iniciam o atendimento com duas horas de antecedência. E as que abrem às 11h também iniciam o atendimento duas horas antes do horário normal.

A lista das agências com horário especial de atendimento pode ser consultada no site da Caixa. Nesses pontos, o trabalhador poderá tirar dúvidas, fazer ajustes de cadastro dos trabalhadores e emitir senha do Cartão Cidadão.

A Caixa destaca que o saque imediato não altera o direito de sacar todo o saldo da conta do FGTS, caso o trabalhador seja demitido sem justa causa ou em outras hipóteses previstas em lei.

Essa modalidade de saque não significa que houve adesão ao saque aniversário, que é uma nova opção oferecida ao trabalhador, em alternativa ao saque por rescisão do contrato de trabalho.

Por meio do saque aniversário, o trabalhador poderá retirar parte do saldo da conta do FGTS, anualmente, de acordo com o mês de aniversário.

Por Kelly Oliveira – Agência Brasil

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Controladoria-Geral da União-CGU promove sessão especial no Fest Aruanda, nesta segunda

Premiação de vídeos e exibição do filme “A ética das hienas” serão as atrações

Nesta segunda-feira (2), a programação oficial do 14º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro dará espaço à quarta edição da Sessão CGU & Fest Aruanda, promovida pela Controladoria-Geral da União (CGU). Além da premiação do Concurso 1 Minuto contra a Corrupção, a sessão especial terá a exibição do curta “A ética das hienas” (2019), do paraibano Rodolpho Barros. Com chancela da UFPB e patrocínio do Grupo Energisa (Usina Cultural), Cagepa e Armazém Paraíba, via Lei Federal de Incentivos do Ministério da Cidadania, o Fest Aruanda vai até o dia 4 de dezembro, com entrada franca em todos os dias.

Durante a Sessão CGU & Fest Aruanda, haverá uma roda de debates entre a plateia e os convidados, durante a qual será possível conversar sobre a prevenção e o combate à corrupção. “É uma oportunidade para que todos possam participar e interagir. Um momento em que unimos lazer e cidadania”, ressalta Walber Silva, auditor da CGU. Segundo ele, os quatro melhores vídeos produzidos para o Concurso 1 Minuto contra a Corrupção serão apresentados nesta segunda. “Os vencedores, que já foram divulgados, serão premiados durante a sessão especial”, acrescenta.

Nesta edição foram recebidos 31 vídeos, com participação de representantes dos estados da Alagoas, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A realização desse concurso integra a programação alusiva ao Dia Internacional Contra a Corrupção, data estabelecida em 9 de dezembro de 2003, durante a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção – da qual o Brasil é signatário –, realizada na cidade de Mérida (México).

Comissão e vencedores – A comissão julgadora foi formada por Emilson Ferreira Garcia Júnior, professor da Faculdade UniNassau, José Mauricio Alves Fernandes Filho, professor da Faculdade Iesp, e o próprio Walber Silva, pela CGU. Além dos quatro vencedores, a comissão decidiu conceder duas menções honrosas. O Concurso 1 Minuto contra a Corrupção é promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Fórum Paraibano de Combate à Corrupção (Focco-PB).

Os quatro vencedores do concurso foram: “Infância corrompida”, de Rafaela Vitória Melo Trigueiro (PA); “Corrupção é traição”, de Leandro Sarai (SP); “1 minuto contra a corrupção”, de Amanda Lara Santos (MG); e “Fake news”, de Fábio Galdino Cabral Santos (PB). As menções honrosas ficaram com “Gênese”, de Isadora Pinto da Silva (RS) e “O Paraíso”, de Márcio Lins (PB). Todos os vídeos produzidos estão à disposição da sociedade em plataformas de compartilhamento gratuito de vídeos na internet.

Serviço

14° Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

Sessão CGU & Fest Aruanda

Cinépolis Manaíra Shopping (Sala 9)

Dia 02/12

A partir das 14h.

 

Assessoria

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9 de outubro – Especial Semana da Criança, parte 3

Música: “A Porta”, de Vinícius de Moraes, com Fabio Jr

Produção e apresentação – Luiz Cláudio Canuto

Agência Rádio Câmara

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Reportagem Especial: 100 anos do rádio – preservação do acervo e reinvenção a partir da internet e das novas tecnologias

A Reportagem Especial sobre os 100 anos do rádio no Brasil termina hoje, com um breve panorama da preservação do rico acervo histórico das emissoras e a reinvenção do rádio a partir da internet e das novas tecnologias.

A história, a importância e o rico conteúdo do rádio estão disponíveis hoje em livros, no cinema, em blogs e em programas de variados veículos de comunicação. A preservação desse acervo é um trabalho árduo de apaixonados pelo rádio, como nos contou o jornalista Reynaldo Tavares. Ele condensou 25 anos de pesquisa no livro “Histórias que o rádio não contou”.

Reynaldo Tavares: “Não deixa de ser uma tarefa das mais excitantes, complexas e leoninas juntar fatos e fragmentos para recompor essa verdadeira usina de sonhos, que é o rádio.”

Muitos dos registros históricos que mostramos ao longo desta série de cinco matérias foram retirados do CD que acompanha o livro de Reynaldo Tavares. Infelizmente, Reynaldo nos deixou recentemente, em 2018.

Outra pesquisadora da memória do rádio é a jornalista Suzana Blass, que, durante alguns anos, cuidou do rico acervo sonoro da Rádio Jornal do Brasil AM, com 58 anos de história. Hoje, Suzana lamenta a perda de boa parte desse material durante o período em que o prédio do antigo JB ficou abandonado, no Rio de Janeiro.

Suzana Blass: “Eu informatizei o arquivo e aí a gente inseria todo o material que era produzido pela redação. A Rádio JB foi pioneira em ter uma equipe de jornalistas voltados para rádio. Na cultura do Rio de Janeiro, ela influenciou pra caramba, tanto com a programação musical quanto com a parte de conteúdo. Não é possível que isso tenha se destruído.”

O cineasta Estevão Ciavatta, por exemplo, chegou a usar o arquivo sonoro da Rádio JB para produzir o filme “Programa Casé”, que traz a trajetória de Ademar Casé, o pernambucano que deu ares profissionais e comerciais ao rádio brasileiro ainda na década de 1930. Estevão passou por uma verdadeira “via-crúcis” durante a pesquisa para o filme.

Estevão Ciavatta: “Para mim, foi muito difícil encontrar material para falar dos anos 30, uma época em que não sei se já costumava gravar programas de rádio. Eu fiz o filme inteiro sem ter nenhuma irradiação do Programa Casé. O que eu consegui foi fazer uma pesquisa enorme nesses arquivos – da Rádio MEC, da Rádio JB e do Museu da Imagem e do Som – e ter depoimentos de pessoas que falavam do programa e dessa época do rádio.”

A internet, que chegou a ser anunciada como o tiro de misericórdia na vida do rádio, tem sido, na verdade, um dos elementos de vitalidade para o veículo. As próprias emissoras já mantêm na internet uma pequena parte de seus acervos. É o caso, por exemplo, da carioca Rádio Tupi.

Rádio Tupi: “Orquestras e grandes cantores animaram os mais importantes programas musicais. Vicente Celestino, Dorival Caymmi, Elizeth Cardoso, Orquestra Tabajara, Dalva de Oliveira, Nat King Cole estão entre as centenas de vozes inesquecíveis que fizeram a história musical da Tupi.”

É também por meio da internet e das redes sociais que o rádio tem se reinventado, antenado com as novas tecnologias, novas linguagens e novas formas de comunicação mais interativas. A Rádio Câmara, por exemplo, está no Facebook, no Twitter, no Youtube; pode ser ouvida no podcast, no celular, no computador… E, que legal, o conteúdo das emissoras também continua sendo ouvido no velho e bom radinho de pilha, fazendo companhia a quem vive nos rincões do Brasil ou a quem ainda prefere a comunicação à moda antiga.

[MÚSICA: Pela internet]

Um ano antes de morrer, em 1978, o radialista paulista Vicente Leporace gravou este depoimento para deixar bem claro que o rádio é imortal e pode conviver muito bem ao lado de outros veículos de comunicação. Cada um na sua.

Vicente Leporace: “Quando apareceu a televisão, o rádio ia sumir. A televisão, aqui em São Paulo, apareceu em 1950, portanto, nós estamos trabalhando juntos há 27 anos. Então, não se espante não. Daqui a mais ou menos 50 anos, quando se falar do primeiro centenário do rádio, eles vão dizer: ´o rádio foi ameaçado pela televisão e os dois continuam concomitantemente, trabalhando cada um na sua esfera. Evoluindo o rádio, evoluindo a televisão, eles vão continuar dando o recado da mesma forma concisa e objetiva que vem ocorrendo hoje.”

A profecia de Leporace estava certíssima. A primeira emissora do Brasil – Rádio Clube de Pernambuco – surgiu há 100 anos, em abril de 1919. Mesmo centenário, o rádio continuará sendo, e ainda por muito tempo, o veículo de comunicação mais acessível à população e presente em todos os rincões do país.

Seu conteúdo chega agora aí na tua casa, no teu trabalho, te distrai, te mantém informado, te acompanha e até interage contigo em todos os momentos. Ao resgatar uma microscópica parte da imensa “memória do rádio”, nesta série de reportagem, a gente quis reafirmar o vigor e a vitalidade das ondas do rádio.

Termina aqui a série especial da Rádio Câmara sobre os 100 anos do rádio no Brasil.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Aprigio Nogueira
Agência Rádio Câmara
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Reportagem Especial II: 100 anos do rádio – os áureos tempos dos programas de auditório, radionovelas e grandes espetáculos

Na Reportagem Especial que mostra os 100 anos do rádio no Brasil, chegou a vez de visitar os áureos tempos dos programas de auditório, radionovelas e grandes espetáculos da era do rádio, que imperou entre as décadas de 40 e 50.

A evolução dos receptores de ondas radiofônicas ajuda a entender a gradual popularização do rádio, a partir da década de 1920. Primeiro veio a galena, depois, apareceram a válvula e a radiofrequência sintonizada. Alguns receptores eram imensos e ocupavam o espaço de um móvel dentro de casa. Com o tempo, essa geringonça foi se tornando mais portátil. Mas, para os ouvintes, o que importava mesmo era o prazer de se reunir em torno desses aparelhos ou diante de alto-falantes para curtir os espetáculos sonoros de seus cantores, músicos, escritores, atores e humoristas preferidos da Era do Rádio.

[MÚSICA: Cantoras do rádio]

A carioca Rádio Mayrink Veiga foi uma das primeiras a investir em entretenimento. No entanto, o que se costuma chamar de a Era do Rádio está muito associada à história da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. A emissora de prefixo PRE-8 foi criada por um grupo privado, em 1936, mas acabou encampada pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, quatro anos depois. Com alcance nacional, a emissora conquistou audiência cativa ao difundir o trabalho dos artistas que viviam na então capital federal.

[Marlene e Emilinha Borba em programas de auditório na Rádio Nacional]

As atrações eram fartas: programas de auditório, shows de calouros, esquetes de piadas e muitas radionovelas. Havia grande concorrência entre as emissoras para manter elencos fixos com os mais renomados artistas. Osmar Frazão, ex-diretor da Rádio Nacional, relembra alguns dos nomes famosos que criaram as principais radionovelas.

Osmar Frazão: “O radioteatro retratou, em capítulos, esse nosso Brasil romântico escrito pelos mais abençoados escritores radiofônicos, como Amaral Gurgel, Mário Brasini, Edgard G. Alves, o meu saudoso Guiaroni, Janete Clair, Dias Gomes, Mário Lago e tantos outros que prendiam a emoção dos ouvintes nesse tempo do radioteatro, nesse tempo dos auditórios.”

[Trecho de “O Direito de Nascer”]

Esse aí é um trechinho de “O direito de nascer”, do escritor cubano Félix Caignet, exibida na Rádio Nacional em 1951. O ator Paulo Gracindo vivia o protagonista Alberto Limonta. Essa radionovela de 260 capítulos foi um verdadeiro fenômeno de audiência para a época. O Brasil inteiro parava para escutá-la pelas ondas da Nacional. Ao longo da história da emissora, foram dezenas de títulos:

“Senhoras e senhoritas, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro apresenta ´Em busca da felicidade´, emocionante novela de Leandro Blanco.”

“Radioteatro Colgate-Palmolive em mais um capítulo de ´Serra Brava’.”

“Uma escada para o céu’ é a dramática e comovente história de amor que Janete Clair escreveu e que a Rádio Nacional apresenta hoje, às 8 horas da noite, em seu primeiro e emocionante capítulo.”

Parte desse modelo de sucesso da Era do Rádio deve-se ao tino comercial de Ademar Casé, um pernambucano que chegou ao Rio para profissionalizar o rádio brasileiro:

“A Rádio Phillips do Brasil, PRA-X, passa a irradiar o Programa Casé.”

Casé, inicialmente na Rádio Phillips e depois na Nacional, foi sócio de Francisco Alves, lançou Noel Rosa e impulsionou as carreiras de Carmem Miranda e Orlando Silva, o “cantor das multidões”. O cineasta Estevão Ciavatta conta essa história no filme “O programa Casé” e faz um resumo aqui nessa entrevista à Rádio Câmara.

Estevão Ciavatta: “O Casé vem inventando um monte de programas ou de conceitos artísticos que a gente utiliza até hoje. Desde os modelos de negócio: você tem uma concessão por determinado espaço de tempo, ao qual você paga dinheiro, contrata artistas e, com essa movimentação de atrações na sua rádio, você vende espaço comercial para anunciar e aí pagar tudo isso e ainda ter lucro na história. Ele é a primeira pessoa a pagar cachê para músicos tocarem na rádio. Em seguida, ele inaugura a parte criativa dentro do rádio, que é o primeiro jingle.”

Esse primeiro jingle é de autoria do compositor e caricaturista Nássara. Outro pioneiro do rádio, o comunicador Almirante, relembra como o pão da Padaria Bragança inaugura a propaganda cantada no rádio.

Almirante: “Nássara teve a iniciativa. Em vez de ler os versinhos, ele cantou aquele versinho, cantando com aspecto de fado. Pode-se admitir que é o primeiro jingle que apareceu, mas não era gravado: ´ai, o padeiro dessa rua / tenho-o sempre na lembrança / não me traga outro pão / que não seja o Pão Bragança’.”

São inegáveis a audiência e a influência da Rádio Nacional do Rio de Janeiro no país inteiro, durante essa Era do Rádio. Mas isso não significava paralisia das emissoras regionais. Vamos pegar dois exemplos? Salomão Esper, que já passou pela Rádio Cruzeiro do Sul e está há mais de 50 anos na Rádio Bandeirantes, revela um pouco das atrações das emissoras paulistas neste mesmo período de ouro da Nacional.

Salomão Esper: “No interior inteiro, inclusive o de São Paulo, os moços que queriam um dia chegar diante de um microfone faziam sempre citação a essas emissoras do Rio. Mas a Bandeirantes produzia programas de nomeada. Eu me lembro que a Rádio Record tinha o Osvaldo Molles, maestros como Gabriel Migliori. A Rádio Tupi apresentava grandes cantores. Quando eu fui fazer o meu teste, encontrei cantando lá a Hebe Camargo.”

Os pernambucanos davam uma paradinha para ouvir a programação da Nacional, mas também se ligavam nas atrações locais. Quem conta é Renato Phaelante, historiador da pioneira Rádio Clube de Pernambuco.

Renato Phaelante: “Havia horários em que nós, ouvintes, parávamos para ouvir a Rádio Nacional. E havia uma intenção política nesse aspecto: o Estado Novo e o próprio governo de Getúlio Vargas tinham esse objetivo de difundir o rádio popularmente e a Rádio Nacional foi uma escola nesse sentido. Mas a Rádio Clube de Pernambuco tinha uma repercussão muito forte na sociedade local.”

[MÚSICA: Madeira que cupim não rói (frevo de Capiba)]

E tinha mesmo. O radialista e compositor Antônio Maria e o comunicador Abelardo “Chacrinha” Barbosa surgiram lá. Em 1934, a Clube passou a ser dirigida pelo maestro Nelson Ferreira, que foi fundamental para a difusão dos frevos de Capiba.

 

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Aprigio Nogueira
Agência Rádio Câmara
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Assembleia discute Reforma da Previdência na próxima sexta

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizará, na próxima quinta-feira (15), a partir das 09h00, sessão especial para debater a Medida Provisória 871/2019 e a Proposta de Emenda a Constituição 06/2019, que trata da Reforma da Previdência, e foi enviada ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no último mês de fevereiro.

A sessão, proposta pela deputada Cida Ramos (PSB), acontecerá no Parlatório da ALPB e conta com a mobilização da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado da Paraíba (FETAG-PB) e do Fórum em Defesa da Previdência, organizado pelo Sindicato dos Professores da Universidade Federal da Paraíba (ADUFPB), além de outros fundamentais segmentos políticos e sociais do estado.

Cida Ramos afirma que, caso aprovada, a Reforma da Previdência trará prejuízos incalculáveis aos trabalhadores. “A proposta representa o inverso do que prega a Constituição Federal. A mentira é a mesma usada para subsidiar a reforma trabalhista e da terceirização, de que é preciso retirar direitos para gerar empregos e salários. Mas, o que está em jogo, na verdade, é a transferência de um regime público e solidário para um sistema privado”, declarou.

A parlamentar ainda acrescentou que a mudança só agravará as desigualdades sociais.

Com a realização da sessão especial, também ganha força na Casa de Epitácio Pessoa a tramitação de proposta para instalação da Frente Parlamentar da Previdência Social, proposta por Cida Ramos. A deputada destaca que a Frente Parlamentar surge com a intenção de convidar especialistas, deputados estaduais e federais, representantes da sociedade civil e sindicatos para debater “o retrocesso significativo da reforma da Previdência, além de enaltecer a importância de uma mobilização pública efetiva que possa expor a grave retirada de direitos das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros”.

 

Assessoria de Imprensa – ALPB