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Quase 60% dos municípios da Paraíba estão em alerta para surto de arboviroses, Cajazeiras é um deles

Outras 32 cidades estão em situação de risco para surto ou epidemia por arboviroses e 57 estão em situação satisfatória

A Paraíba tem cerca 133 municípios em alerta de surto de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, chikungunya e zika. O número corresponde a 59,9% das 223 cidades paraibanas. Os dados são do primeiro Levantamento Rápido de Índices para o mosquito Aedes Aegypti (LIRAa/LIA), de 2020.

O estudo foi realizado em 222 cidades entre os dias 6 e 10 de janeiro e divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta terça-feira (28). Apenas o município de Riachão não participou do estudo.

Outras 32 cidades, que equivalem a 14,4%, estão em situação de risco para surto ou epidemia por arboviroses e 57, que correspondem a 25,7%, estão em situação satisfatória.

Entre as recomendações da SES para o combate do mosquito estão a intensificação das ações por parte das secretarias municipais de saúde; sensibilizar a população para eliminação de criadouros do mosquito; integrar os agentes de combate à saúde e de endemias, no combate aos criadouros e na identificação dos casos suspeitos.

Municípios em situação de alto risco para surto

  • Soledade
  • Pedra Branca
  • Serra Branca
  • Salgadinho
  • Imaculada
  • Assunção
  • Sousa
  • Serra Grande
  • Araruna
  • Mulungu
  • Patos
  • Juripiranga
  • Seridó
  • Juru
  • Brejo do Cruz
  • Cajazeiras
  • Nova Floresta
  • Massaranduba
  • Picuí
  • Conceição

Municípios em situação de alerta ou médio risco

  • São José de Caiana
  • Ingá
  • Passagem
  • Cacimbas
  • Teixeira
  • Belém
  • Campina Grande
  • São José do Brejo do Cruz
  • Nazarezinho
  • Cacimba de Dentro
  • Remígio
  • Piancó
  • Parari
  • Olivedos
  • Santa Cruz
  • Paulista
  • Aroeiras
  • Tenório
  • Salgado de São Félix
  • Catolé do Rocha
  • São José da Lagoa Tapada
  • Santa Inês
  • Catingueira
  • Aguiar
  • Caldas Brandão
  • Belém do Brejo do Cruz
  • Livramento
  • Santa Luzia
  • Brejo dos Santos
  • Barra de Santa Rosa
  • Pedras de Fogo
  • Areia de Baraúnas
  • São José dos Cordeiros
  • Cacimba de Areia
  • Coremas
  • Alagoa Grande
  • Riachão do Bacamarte
  • Umbuzeiro
  • Gurinhém
  • Pocinhos
  • Queimadas
  • Riacho de Santo Antônio
  • Cajazeirinhas
  • Junco do Seridó
  • Barra de Santana
  • São João do Rio do Peixe
  • Bayeux
  • Nova Olinda
  • Lagoa de Dentro
  • Tacima
  • Uiraúna
  • Lagoa Seca
  • São João do Tigre
  • Caaporã
  • Itaporanga
  • Vista Serrana
  • Lagoa
  • Curral de Cima
  • Frei Martinho
  • Bernardino Batista
  • São José do Sabugi
  • São José dos Ramos
  • Triunfo
  • Taperoá
  • Solânea
  • São João do Cariri
  • Sertãozinho
  • Borborema
  • Condado
  • Boqueirão
  • Caturité
  • Santana de Mangueira
  • Marizópolis
  • Boa Vista
  • Caiçara
  • Areia
  • Bom Sucesso
  • Cruz do Espírito Santo
  • Vieiropólis
  • Jacaraú
  • Sumé
  • Monteiro
  • São Sebastião do Umbuzeiro
  • Boa Ventura
  • Malta
  • Camalaú
  • Jericó
  • Água Branca
  • Itabaiana
  • Várzea
  • Mato Grosso
  • Caraúbas
  • Barra de São Miguel
  • Cubati
  • Marcação
  • Bananeiras
  • Lastro
  • Poço Dantas
  • Cabaceiras
  • Bonito de Santa Fé
  • São Bento
  • Damião
  • Santa Cecília
  • Casserengue
  • Emas
  • Riachão do Poço
  • Santa Terezinha
  • São Miguel de Taipú
  • São Mamede
  • Mataraca
  • Itapororoca
  • Esperança
  • Santa Rita
  • Zabelê
  • Prata
  • Congo
  • Montadas
  • Ibiara
  • Cuité de Mamanguape
  • Alagoinha
  • Ouro Velho
  • São Domingos
  • São José de Princesa
  • Logradouro
  • Areial
  • Serra da Raiz
  • Monte Horebe
  • Nova Palmeira
  • Pilõezinhos
  • Santana dos Garrotes
  • Natuba
  • Tavares
  • Alhandra

Municípios em situação satisfatória ou baixo risco

  • Quixaba
  • Duas Estradas
  • Pilões
  • Riacho dos Cavalos
  • Dona Inês
  • Algodão de Jandaíra
  • Mãe D’água
  • Matinhas
  • Capim
  • Manaíra
  • Fagundes
  • São Sebastião de Lagoa de Roça
  • Conde
  • Amparo
  • Santo André
  • Gurjão
  • São José de Espinharas
  • Puxinanã
  • Rio Tinto
  • Sapé
  • Cabedelo
  • Igaracy
  • Sobrado
  • Gado Bravo
  • Cachoeira dos Índios
  • Bom Jesus
  • Serraria
  • Diamante
  • Cuitegi
  • Serra Redonda
  • Aparecida
  • Araçagi
  • Mamanguape
  • João Pessoa
  • São Domingos do Cariri
  • São José do Bonfim
  • São Bentinho
  • Alcantil
  • Santa Helena
  • Lucena
  • Pombal
  • Coxixola
  • Curral Velho
  • Carrapateira
  • Joca Claudino/Santarém
  • São Francisco
  • Sossego
  • Poço de José de Moura
  • Baraúna
  • Pedro Régis
  • Olho D’agua
  • Baia da Traição
  • Arara
  • Pitimbú
  • São José de Piranhas
  • Mari

 

Com informações de G1 PB 

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Casos de morte por dengue aumentam 5 vezes em relação ao ano passado

Em todo o país, 689 pessoas morreram de dengue até 12 de outubro

Brasília – Agentes de combate distribuem panfletos e conscientizam moradores de Brazlândia no Dia de Mobilização Nacional contra o Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e do vírus Zika (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Até 12 de outubro deste ano, houve 689 mortes em decorrência da dengue em todo o país, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, número quase 5,4 vezes maior que as 128 mortes registradas no mesmo período de 2018.

Ao todo, foram registrados 1.489.457 milhões casos notificados de dengue em 2019, até o 12 outubro, número cerca de 690% maior do que os 215.585 casos de 2018. A dengue atinge até o momento 708,8 em cada 100 mil habitantes. A região com a maior taxa de incidência é a Centro-Oeste, com 1.235,8 para cada grupo de 100 mil habitantes, apesar de ter um número menor de casos.

Os estados de Minas Gerais (482.739), onde houve 154 mortes confirmadas, e São Paulo (442.014), com 247 mortes confirmadas, concentram 62% dos casos prováveis. No Sudeste, a taxa de incidência é 1.151,8 para cada grupo de 100 mil habitantes.

No período, o ano de 2019 é o terceiro com a maior notificação de casos de dengue no Brasil desde o início da série histórica, em 1998, ficando atrás somente de 2015 (1,68 milhão) e 2016 (1,5 milhão).

Entre as possíveis causas para o avanço da dengue está a volta de um sorotipo da doença que há anos não circulava no Brasil, conforme destacou ontem (1) o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

“Tivemos a reentrada do sorotipo 2, há dois anos, e no ano passado isso fez um estrago muito grande no estado de São Paulo, na região de Bauru. Depois a dengue reentrou por Goiás, Tocantins – foi um número muito grande de casos, porque o sorotipo 2 havia muitos anos não circulava no Brasil, então agora ele volta com força total”, disse o ministro.

Outros fatores que contribuem para o retorno da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypt concentram-se no aumento das chuvas em algumas regiões e também uma menor prevenção.

Chikungunya e zika

O levantamento do ministério também reúne informações sobre a febre chikungunya. Ao todo, os estados já contabilizavam, até 12 de outubro deste ano, 123.407 casos, contra 78.978 do mesmo período em 2018.

Segundo o ministério, o índice de prevalência da infecção, que também tem como transmissor o mosquito Aedes aegypti, é bastante inferior ao da dengue: 58,7 casos a cada 100 mil habitantes. Os estados do Rio de Janeiro (83.079) e do Rio Grande do Norte (12.206) concentram 77,2% dos casos prováveis.

Até o encerramento do balanço, haviam sido confirmadas 75 mortes provocadas pela Chikungunya.

O boletim epidemiológico acompanha também a situação do zika. O levantamento, nesse caso, vai até 21 de setembro, quando foram registrados 10.441 casos notificados da doença. Neste ano, o zika vírus foi a causa da morte de três pessoas.

Recomendações

Para reduzir a proliferação do mosquito vetor das doenças, o Ministério da Saúde aconselha a população a manter ações de prevenção, como verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa. Outra recomendação é lavar semanalmente, com água e sabão, recipientes como vasilhas de água do animal de estimação e vasos de plantas.

Não deixar que se formem pilhas de lixo ou entulho em locais abertos, como quintais, praças e terrenos baldios é outro ponto importante. Outro hábito que pode fazer diferença é a limpeza regular das calhas, com a devida remoção de folhas que podem se acumular durante o inverno.

Agência Brasil/MS

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MULUNGU/PB: Em situação de risco desde 2016, infestação do transmissor de dengue, zika e chikungunya preocupa agentes de saúde da cidade

Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), o índice está em 5% este ano

Febre, pele avermelhada e dores intensas nas juntas são alguns dos sintomas da chikungunya, doença transmitida pela picada do Aedes aegypti. Em Mulungu, uma das vítimas do mosquito foi o professor Romário dos Santos, de 24 anos, que pegou a infecção em 2017.

“O corpo ficou todo doendo, todas as articulações. Caminhar doía, segurar alguma coisa doía. Tudo realmente estava doendo. E o que eu mais me lembro era a língua, eu não conseguia sentir gostos das coisas”, conta.

O município da região metropolitana de Guarabira está em situação de risco para surto de dengue, zika e chikungunya desde 2016. Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), o índice está em 5% este ano. Classificação do Ministério da Saúde considera que para estar em condições satisfatórias, os imóveis pesquisados em determinada da cidade devem apresentar taxa de infestação menor que 1%.

Para o médico sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz, Cláudio Maierovitch, a população precisa entender que a forma mais eficaz de evitar as doenças causadas pelo mosquito é impedir que ele nasça.

“A principal prevenção – para as três doenças – se refere à transmissão. A primeira coisa é quanto à eliminação dos criadouros dos mosquitos. Então, qualquer objeto, qualquer coisa que possa acumular água parada, especialmente água limpa dentro dos quintais, dentro de casa, mesmo em apartamento, em locais de trabalho, pode se transformar em um criadouro para o mosquito Aedes aegypti”, afirma.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

Agência do Rádio