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Participantes do Fest Aruanda debatem temas trabalhados nos curtas e no longa

Encontros matinais acontecem até o dia 5, sempre no Hotel Aram Beach & Convention

Final da vida, direitos trans, cultura popular, juventude: questionamentos sempre atuais que deram o tom dos curtas e longas-metragens exibidos na tarde e na noite da última sexta-feira (29), dentro do 14º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro. No sábado, pela manhã, realizadores interagiram com o público sobre os diversos temas e participaram de um painel, num encontro que aconteceu no Auditório Intermares do Hotel Aram Beach & Convetion.

“O Brasil é um país que mate”, disse o diretor do longa-metragem “Currais”, David Aguiar. Realizado em dobradinha, com a cineasta Sabina Colares, um híbrido entre ficção e documentário cearense que busca respostas e vestígios sobre os Campos de Concentração do Ceará, no qual milhares de flagelados da seca de 1932 foram aprisionados em troca de sobrevivência. O diretor fez um paralelo entre esses campos de concentração e a realidade atual brasileira, que segue com índices alarmantes de assassinatos, embora não tenha campos de concentração formais. “Currais” participa da Mostra Competitiva de Curtas e Longas-Metragens Sob o Céu Nordestino.

Já o longa “Indianara”, dos diretores Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, foi o primeiro da Mostra Nacional Competitiva de Longas-Metragens a ser exibido no Fest Aruanda. Os diretores não puderam participar do festival, porque estão em outro compromisso ligado ao filme, mas a protagonista Indianara esteve presente, tanto na exibição quanto no debate. “Eu me desconstruo todos os dias. Estou sempre me questionando, estou sempre em trânsito. Parodiando Simone de Beauvoir, a gente não nasce nada, a gente se torna. Somos apenas pessoas, seres humanos”, disse ela.

Painel – “Arranjos regionais: a experiência do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais – Convergências e Prospecções de uma parceria a ser construída”, com César Piva, diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais (MG), foi o painel deste sábado. A mesa contou Ely Marques e Abraão Bahia (pelo Fórum do Audiovisual Paraibano), Cristiane Fragoso (pela União das Mulheres do Audiovisual), Ana Diniz (cineasta) e Ana Bárbara Ramos (cineasta).

Serviço

14° Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

Debates e painéis sobre os filmes exibidos e temas do meio audiovisual

Auditório do Hotel Aram Beach & Convention – João Pessoa

 

Assessoria

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Fest Aruanda anuncia curtas selecionados para 2019, três são da Paraíba

Alto nível dos trabalhos foi observado pelo comitê organizador

A organização do 14º Fest Aruanda anunciou a lista com os curtas-metragens selecionados da edição 2019. Diferente do ano passado, serão 14 filmes que disputarão os troféus Aruanda, com destaque para três curtas produzidos na Paraíba.

Para o comitê de seleção, formado pelos jornalistas Amilton Pinheiro (curador do Fest Aruanda), Suyene Santos (professora universitária e do blog Bangalô Cult) e Clarissa Kushinir (colaboradora da revista Preview, de SP), o altíssimo nível dos trabalhos inscritos foi um importante, digno de registro.  “A seleção de curtas me surpreendeu no aspecto de linguagem e qualidade. Foi uma escolha difícil, em meio a tantos filmes bons, independente do engajamento”, assinalou Kushinir.
Já para Suyenne Santos, mesmo passando por um momento delicado, as produções artísticas no Brasil resistem a todas as adversidades. “No cinema, vemos uma produção pulsante, plural e que chama a atenção pela qualidade técnica, pela abordagem de temas pertinentes e pela preocupação em dialogar com o público, comentou. Para ela, é possível observar isso em boa parte das produções audiovisuais inscritas nessa edição do Aruanda, o que tornou, segundo ela, um “trabalho de curadoria prazeroso e ao mesmo tempo difícil na hora de escolher os selecionados”.

Quem também chamou a atenção foi a produção paraibana. O curador Amilton Pinheiro, ao lado do produtor Lúcio Vilar, decidiu instituir, nesta edição, uma mostra que reunirá apenas curtas locais. “Ao consideramos essa excepcionalidade da prata da casa, decidimos criar uma mostra exclusiva que contemplará os três selecionados pra competitiva nacional, mais cinco filmes que ficaram de fora da mesma”, disse Amilton.

Quanto a maiores detalhes sobre essa novidade ‘aruandeira’, público e realizadores terão que esperar até a próxima quinta-feira (31), data em que será realizada uma coletiva de imprensa e quando serão anunciadas a nova leva de cinco produções com sotaque paraibano.

O 14º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro acontecerá entre os dias 28 de novembro e 4 de dezembro, no Manaíra Shopping, em João Pessoa. O evento é patrocinado pela Energisa (Usina Cultural) e Armazém Paraíba via Lei Federal de Incentivos – Ministério da Cidadania (com chancela da UFPB).

Confira a lista dos curtas selecionados para Mostra Competitiva Nacional: 

1- “Um Café e Quatro Segundos” de Cristiano Requião- Ficção- São Paulo/SP
2- “Um Grande Amor de Um Lobo” de Kennel Rogis é Adrianderson Barbosa – Documentário- São Miguel do Gostoso/RN
3- “Gravidade” de Amir Admoni- Animação- São Paulo/SP
4- “Nadir” de Fábio Rogério – Documentário – Aracaju/SE
5- “De Longe Ninguém Vê o Presidente” de Rená Tardin – Documentário – Rio de Janeiro/RJ
6- “Nervo” de Pedro Jorge  e Sabrina Maróstica – São Paulo/SP
7 – “Balão Azul” de Alice Gomes – Ficção – Rio de Janeiro/RJ
8 – “Um” de Daniel Kfouri e João Castellano – Documentário – São Paulo/SP
9 – “Travelling Adiante” de Lúcio Branco – Documentário – Rio de Janeiro/RJ
10 – “Nuvem Negra” de Flávio Andrade – Ficção – Petrolina/PE
11 – “Apenas o Que Você Precisa Saber Sobre Saber Sobre Mim” de Maria Augusta V. Nunes – Florianópolis/SC
12 – “Quitéria” de Tiago A. Neves – Ficção – Campina Grande/PB
13 – “Brasil-Cuba” de Bertrand Lira e Arturo de la Garza – Documentário – João Pessoa/PB
14 – “No Oco do Tempo” de Antonio Fargoni – Ficção – Cabaceiras/PB.

Assessoria de Imprensa