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Controladoria-Geral da União-CGU promove sessão especial no Fest Aruanda, nesta segunda

Premiação de vídeos e exibição do filme “A ética das hienas” serão as atrações

Nesta segunda-feira (2), a programação oficial do 14º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro dará espaço à quarta edição da Sessão CGU & Fest Aruanda, promovida pela Controladoria-Geral da União (CGU). Além da premiação do Concurso 1 Minuto contra a Corrupção, a sessão especial terá a exibição do curta “A ética das hienas” (2019), do paraibano Rodolpho Barros. Com chancela da UFPB e patrocínio do Grupo Energisa (Usina Cultural), Cagepa e Armazém Paraíba, via Lei Federal de Incentivos do Ministério da Cidadania, o Fest Aruanda vai até o dia 4 de dezembro, com entrada franca em todos os dias.

Durante a Sessão CGU & Fest Aruanda, haverá uma roda de debates entre a plateia e os convidados, durante a qual será possível conversar sobre a prevenção e o combate à corrupção. “É uma oportunidade para que todos possam participar e interagir. Um momento em que unimos lazer e cidadania”, ressalta Walber Silva, auditor da CGU. Segundo ele, os quatro melhores vídeos produzidos para o Concurso 1 Minuto contra a Corrupção serão apresentados nesta segunda. “Os vencedores, que já foram divulgados, serão premiados durante a sessão especial”, acrescenta.

Nesta edição foram recebidos 31 vídeos, com participação de representantes dos estados da Alagoas, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A realização desse concurso integra a programação alusiva ao Dia Internacional Contra a Corrupção, data estabelecida em 9 de dezembro de 2003, durante a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção – da qual o Brasil é signatário –, realizada na cidade de Mérida (México).

Comissão e vencedores – A comissão julgadora foi formada por Emilson Ferreira Garcia Júnior, professor da Faculdade UniNassau, José Mauricio Alves Fernandes Filho, professor da Faculdade Iesp, e o próprio Walber Silva, pela CGU. Além dos quatro vencedores, a comissão decidiu conceder duas menções honrosas. O Concurso 1 Minuto contra a Corrupção é promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Fórum Paraibano de Combate à Corrupção (Focco-PB).

Os quatro vencedores do concurso foram: “Infância corrompida”, de Rafaela Vitória Melo Trigueiro (PA); “Corrupção é traição”, de Leandro Sarai (SP); “1 minuto contra a corrupção”, de Amanda Lara Santos (MG); e “Fake news”, de Fábio Galdino Cabral Santos (PB). As menções honrosas ficaram com “Gênese”, de Isadora Pinto da Silva (RS) e “O Paraíso”, de Márcio Lins (PB). Todos os vídeos produzidos estão à disposição da sociedade em plataformas de compartilhamento gratuito de vídeos na internet.

Serviço

14° Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

Sessão CGU & Fest Aruanda

Cinépolis Manaíra Shopping (Sala 9)

Dia 02/12

A partir das 14h.

 

Assessoria

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Carros de luxo, imóveis e ensino particular: a farra do Bolsa Família em Cajazeiras

Controladoria-Geral da União encontrou mais de 200 famílias beneficiárias em situação suspeita no município

Relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou diversas irregularidades no pagamento do Bolsa Família no município de Cajazeiras. A fiscalização do órgão de controle externo encontrou mais de 200 pessoas em situação suspeita de terem renda incompatível com os requisitos do programa.

Logo de cara, a CGU já descobriu um montante de R$ 17 mil e 700 que foram pagos irregularmente para 46 famílias que tinham, pelo menos, um servidor estadual ou municipal, e que tinham renda per capita acima ao valor de meio salário mínimo, limite de estabelecido pela legislação para a permanência no Programa. Os recursos foram pagos de janeiro a março de 2018.

Em seguida, constatou que mais 39 famílias tinham subdeclarado a renda per capita familiar, ou seja, declararam receber menos do que o rendimento bruto que foi cruzado pela CGU. As irregularidades teriam causado dano ao erário, apenas entre janeiro e março de 2018, de R$ 23 mil e 600 reais.

A CGU descobriu ainda 164 famílias beneficiárias do Bolsa Família que possuíam carros avaliados em mais de 20 mil em seus nomes, o que seria indício de renda incompatível com o Programa. Além disso, descobriu famílias que omitiu membros familiares no registro ao Cadastro Único para obter a manutenção do programa ou o aumento do valor do mesmo e falta de atualização de dados cadastrais por parte da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Humano da Prefeitura de Cajazeiras – que é responsável pelo cadastramento das famílias beneficiárias que tem à frente, a Secretária Gerlane Moura.

Famílias com carros de luxo e propriedades recebendo Bolsa Família

Quando partiu para o trabalho de campo, a CGU descobriu absurdos piores. Ao visitar domicílios de famílias com suspeitas de irregularidades, descobriu pessoas que recebiam o Bolsa Família e tinham carros de luxo e propriedades incompatíveis com os valores declarados no cadastro único.

Uma das famílias, que atestou renda familiar per capita de R$ 16 por mês, tinha cinco veículos registrados em seu nome, sendo um deles uma Chevrolet S10 no valor de mercado de R$ 77 mil, um Fiat Strada que valia cerca de R$ 50 mil e um Fiat Uno no valor de R$ 17 mil.

Outra família visitada pelos fiscais da CGU tinha um caminhão que valia mais de R$ 53 mil e um Fiat Strada no valor de mercado de R$ 34 mil em seu nome. A responsável familiar alegou que os veículos eram, de fato, do seu irmão. Mesmo assim, a CGU apurou que a família residia em uma propriedade rural incompatível com a renda declarada, R$ 38 reais per capita, e as duas filhas da família estudavam em universidades particulares.

Em outra visita domiciliar, os fiscais detectaram que uma família que declarou zero reais de renda per capita em 2017 tinha um Fiat Strada com valor de mercado superior a R$ 50 mil e um Fiat Uno orçado em R$ 17 mil em seu nome. As visitas foram realizadas em abril de 2018.

A CGU visitou ainda, dentre outras várias famílias suspeitas, uma que declarou renda per capita de R$ 11, mas tinha uma Hilux avaliada em R$ 53 mil, morava em uma casa de padrão incompatível com a renda declarada e o filho estudava em escola particular. A responsável familiar, na hora da entrevista, disse estar desempregada e o marido receberia apenas R$ 800 por mês, em decorrência de bicos. Pelo cálculo da CGU, daria R$ 200 per capita, o que está dentro da lei. Porém, levanta suspeitas sobre a obtenção do patrimônio com uma renda familiar de menos de mil reais por mês.

 

Com informações de ParaíbaJá.