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Após reunião com Mandetta, Wilson Filho diz que Ministério irá avaliar construção de Hospital Federal do Câncer na Paraíba

O deputado estadual Wilson Filho (PTB) esteve presente em audiência com o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, nessa quarta-feira (9), para expor a situação dos equipamentos públicos especializados em oncologia no Estado da Paraíba. Com a crise financeira no Hospital Napoleão Laureano, que atende 74% dos casos de câncer na Paraíba, a questão se tornou uma prioridade para o parlamentar.

Wilson recebeu do ministro a garantia de que um corpo técnico será formado para fazer um diagnóstico da rede de oncologia na Paraíba e, desta maneira, avaliar se é necessária a construção de um hospital federal no Estado. Na ocasião, o deputado explicou a Mandetta que não existe serviço público para o tratamento de câncer em João Pessoa, com os hospitais que fazem o atendimento pelo SUS sendo privados/filantrópicos e não conseguindo suprir a demanda.

O Ministério vai se reunir e enviar uma equipe técnica para fazer uma vistoria nos hospitais que tratam o câncer para descobrir onde está o gargalo. Por que a concentração maior é em um único hospital? Há possibilidade de continuar com esta rede em nível de Estado? Vão saber o que é necessário, se a rede atual pode dar conta do recado, para decidir sobre a possível construção de um novo hospital na Paraíba”, sintetizou Wilson Filho.

Acompanhado de uma comitiva de deputados estaduais e federais, o parlamentar pediu ao ministro o aumento do custeio dos hospitais públicos/filantrópicos, como o Laureano e o São Vicente de Paula, ambos em João Pessoa; a FAP de Campina Grande e o Hospital do Bem, em Patos. Wilson solicitou ainda o acréscimo do teto de gastos nos hospitais e a aquisição de novos equipamentos, como aceleradores lineares – equipamentos de alta tecnologia desenvolvidos para emitir a radiação utilizada em diversos tratamentos para combater a doença.

Participaram da reunião, os deputados estaduais Cabo Gilberto (PSL), Tovar Correia Lima (PSDB), João Henrique (DEM), e Drª Paula (Progressistas); além dos deputados federais Wilson Santiago (PTB), Edna Henrique (DEM) e Ruy Carneiro (PSDB). Participou da reunião, ainda, o diretor-presidente do Hospital Laureano, Drº Carneiro Arnaud.

Assessoria de Imprensa 

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CÂNCER DE ESTÔMAGO: Doença deve atingir mais de 21 mil pessoas no Brasil

No Brasil, o câncer de estômago é o terceiro tipo que mais ocorre entre os homens e o quinto entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, a estimativa de novos casos é de cerca de 21 mil, sendo mais de 13.500 homens e mais de 7.700 mulheres. Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, alguns sinais podem indicar a doença, como explica o diretor da Divisão de Cirurgia Oncológica do INCA, Odilon de Souza Filho.

“Os sintomas são de acordo com a localização do tumor. A pessoa vai ter dificuldade de ingerir, vai ter aquela eruptação, vai ter uma queimação chamada pirose. Esses são os sintomas mais altos. No estômago, propriamente dito, a pessoa vai ter queimação, vai ter refluxo, perda de peso, perda do apetite e, às vezes, você repulsa uma massa abdominal, esse tumor cresce e palpa no abdome uma massa”.

Outro dado importante de se prestar atenção é o número de mortes decorrentes da doença, que está em 14.264, sendo 9.132 em homens e 5.132 mulheres. Odilon de Souza Filho comenta quais as pessoas estão mais suscetíveis a contrair o câncer de estômago.

“Dependente de alguns fatores de risco que a gente tem, por exemplo, pessoa obesa, a pessoa que come muito gordura, a pessoa que fuma, que bebe [álcool], ela tem muito mais chances de ter câncer de estômago”.

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor em fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento e cura. O tratamento do câncer de estômago vai ser de acordo com a área afetada e o tipo de tumor. O importante é realizar um acompanhamento médico para avaliar qual a melhor forma de tratar da doença.

 

Reportagem – Janary Damacena

Fonte: Agência do Rádio