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Lúcio Vilar: quando a paixão pelo cinema se transforma no principal festival do gênero no estado

Fest Aruanda surgiu de um desejo e hoje se consagra entre os principais festivais de cinema do Nordeste

Professor universitário, cineasta, jornalista e produtor-executivo de um festival de cinema. A paixão pelo audiovisual está em todas as atividades a que se dedica Lúcio Vilar, doutor em Meios e Processos Audiovisuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e professor do Departamento de Mídias Digitais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde leciona desde 2002. Foi no ambiente universitário que ele começou a dar cara ao que hoje conhecemos como Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que teve a sua 14ª edição entre os dias 28 de novembro e 4 deste mês.

Para ele, o cinema nacional precisa ser visto e valorizado – principalmente, o cinema com sotaque paraibano. “Vivemos um momento muito frutífero nessa área, tanto pela quantidade quanto pela qualidade dos filmes produzidos”, diz ele, ao lembrar que, entre os muitos prêmios que a produção paraibana recebeu no último Fest Aruanda, dois foram nas principais categorias: melhor longa-metragem para “Desvio”, de Arthur Lins, e melhor curta para “Quitéria”, de Tiago Neves. “Os festivais são janelas alternativas para que as pessoas conheçam a cinematografia brasileira, tenham encontros e façam intercâmbios de ideias”, acrescenta.

Segundo ele, o Fest Aruanda brotou de uma queixa contumaz do cineasta Vladimir Carvalho, a quem Lúcio já havia entrevistado várias vezes. “Ele não se conformava com o fato de a Paraíba não ter um festival de cinema”, conta. Não tinha, até aquele momento. Em 2005, eles realizaram o primeiro festival, em uma sala pequena, para apenas 70 pessoas. Em 2009, o evento passou a acontecer fora dos limites da universidade, chamando a atenção de um número crescente de participantes e de público, a cada edição. Hoje, dez anos depois, o festival celebrou o centenário do cinema paraibano – cujo marco inicial foram as primeiras atividades cinematográficas realizadas na Paraíba, em 1919, pelo cineasta Walfredo Rodriguez – com exibições e lançamentos de publicações no Cinépolis Manaíra Shopping, além de debates e painéis no Hotel Aram e na Energisa Cultural.

Confira na íntegra:

Que balanço você faz desta edição do Fest Aruanda?

Diretor de festival é sempre suspeito pra falar, mas, a partir do que tenho lido e ouvido – especialmente de jornalistas do Sudeste que estiveram, este ano, em número maior –, posso afirmar duas coisas: 1) realizamos uma edição que fez jus à celebração do centenário do cinema paraibano; e 2) tivemos um festival com seleção primorosa de curtas e longas, tanto locais quanto nacionais. Além disso, a primavera do cinema paraibano, tão festejada ano passado, mostrou que continua viva, com a premiação do longa “Desvio”, de Arthur Lins, triunfando pelas mãos do Júri Oficial.

A crítica à atual política cultural (ou à destruição dela) foi algo muito presente no evento. Nesse sentido, foi articulada alguma ação de enfrentamento por parte do festival?

Foram manifestações espontâneas de produtores e realizadores diante das incertezas e ameaças ao segmento audiovisual. São questões pertinentes e urgentes, e o festival abre espaço para canalizar tais inquietações, que são de todos, hoje, no Brasil. Justas e relevantes, que precisam de visibilidade, sim – e o festival cumpre o seu papel como espaço de reflexão, ao abrigar tais manifestações.

Os filmes vistos no festival – principalmente, os vitoriosos – serão exibidos em alguma sala de cinema?

Nas mostras competitivas, só exibimos filmes que ainda não foram lançados no circuito exibidor nacional. Todos os filmes deverão ser lançados em 2020, mas cada produção é um caso, nunca sabemos quando exatamente isso acontecerá.

Na sua opinião, que medidas seriam necessárias para fazer com que essa produção não se limitasse a festivais e chegasse a mais pessoas?

Baratear o custo dos ingressos, que são muito altos no Brasil, seria uma primeira medida. Mas isso envolve outras questões, mais complexas.

Quais são as perspectivas em relação ao próximo Fest Aruanda?

Celebraremos os 15 anos do Fest Aruanda, em 2020, e já temos a data, que foi anunciada na solenidade de encerramento: será de 3 a 9 de dezembro, na rede Cinépolis e com a parceria do Grupo Energisa (Fundação Ormeo Junqueira), Armazém Paraíba e a Cagepa – que entrou este ano, pela primeira vez. Entre os homenageados, e aqui vai um furo, a jornalista (e crítica de cinema) Maria do Rosário Caetano estará no seleto grupo de “aruandeiros” a receberem essa nossa comenda especial nos 15 anos. Ela está conosco desde o primeiro Fest Aruanda, é a “madrinha” do festival, daí todo o nosso carinho e reconhecimento.

Assessoria

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Bárbara Paz confirma participação no 14° Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

Abertura do evento será com filme sobre Hector Babenco, premiado em Veneza

O documentário “Babenco – alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou”, filme de estreia da atriz Bárbara Paz por trás das câmeras, será o abre-alas do 14º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontece entre os dias 28 deste mês e 4 de dezembro, no Cinépolis Manaíra Shopping, em João Pessoa. Recém-premiada no Festival Internacional de Cinema de Veneza por esse documentário, Bárbara estará na abertura do evento.

Com esse filme, Barbára Paz venceu o Bisato D’Oro, prêmio da crítica independente da 76ª edição do festival veneziano, e também o prêmio de melhor documentário sobre cinema na mostra Venice Classics. Ele narra os últimos dias de vida do cineasta Hector Babenco, de quem ela ficou viúva em 2016. É um documentário que traz cenas de hospitais, trechos de filmes, imagens caseiras, memórias, reflexões e depoimentos – tudo filmado e gravado com a anuência do cineasta, em épocas distintas dos seus últimos três anos de vida.

O documentário, segundo Bárbara, é uma ode a Babenco e a sua obra. Traça um paralelo entre a arte e o câncer que o vitimou (ou seja, é sobre a vida e a morte do cineasta), em preto e branco, com produção da própria Bárbara, de Myra Babenco e dos irmãos Caio e Fabiano Gullane. O diretor, que nasceu na Argentina e se naturalizou brasileiro, morreu aos 70 anos. Seus filmes mais famosos incluem “Lúcio Flávio, passageiro da agonia” (1977), “Pixote: A lei do mais fraco” (1982), “O beijo da Mulher Aranha” (1985) e “Carandiru” (2003).

Semana de cinema – A partir do dia 28 de novembro, a cidade de João Pessoa será sede da Sétima Arte. Durante uma semana, a capital paraibana vai ser invadida por atores, cineastas, críticos, jornalistas e diretores, todos em torno das mostras competitivas e dos lançamentos de novos trabalhos. A programação do evento, que acontece até o dia 4 de dezembro, se dividirá entre o Cinépolis Manaíra Shopping (exibição de filmes) e o Hotel Tambaú (debates e oficinas). O Fest Aruanda é patrocinado pela Energisa (Usina Cultural) e pelo Armazém Paraíba, via Lei Federal de Incentivos – Ministério da Cidadania, com chancela da UFPB.

Serviço

14° Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

Data: 28/11 a 04/12/19

Local: Cinépolis Manaíra Shopping e Hotel Tambaú – João Pessoa-PB.

 

Assessoria de Imprensa 

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Incursão: filme paraibano é classificado para o 14º Festival de Audiovisual Comunicurtas da UEPB de Campina Grande

Mais um trabalho glorioso na carreira da cajazeirense Raquel Rolim, que atuou como atriz coadjuvante no filme  “Incursão”

Agora é o 14° Festival Audiovisual Comunicurtas da UEPB, tradicional festival realizado em Campina Grande-PB.

A exibição ocorrerá no dia 29 de novembro, uma sexta-feira à tarde, no charmoso Cine Teatro São José com entrada franca.

Esta exibição será considerado como o lançamento do filme na cidade da Stairs Filmes, uma das coprodutoras do longa-metragem. O filme conta com um grande elenco paraibano. A cajazeirense Raquel Rolim que foi uma das atrizes coadjuvantes, a atriz Claudia Lira, Mariana Abreu, Arly Arnaud, o ator Beto Quirino, Sebastião Formiga, Ruy Marques, Fernando Teixeira, Fábio Campos que protagoniza essa história que vai te prender do início ao fim e Dadá Venceslau.

A direção é de Eduardo Moreira e Sílvio Toledo.

 

Assessoria de Imprensa

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Organização do Fest Aruanda divulga curtas-metragens selecionados para o 14º edição pela internet

A lista dos curtas-metragens que participarão da Mostra Competitiva Nacional do 14° Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro está fechada. O anúncio dos selecionados acontece na noite desta sexta-feira (18), às 19h30, pelas redes sociais, em uma live com o coordenador e diretor executivo do festival, o professor Lúcio Vilar.

A divulgação pode ser acompanhada pelo canal do evento no Youtube, dentro da série de conteúdos Aruanda no Ar, e pela página no Facebook. O 14º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro acontecerá entre os dias 28 de novembro e 4 de dezembro, no Manaíra Shopping, em João Pessoa. O evento é patrocinado pela Energisa (Usina Cultural) e Armazém Paraíba via Lei Federal de Incentivos – Ministério da Cidadania (com chancela da UFPB).

Evento: 14° Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro 
Pauta: Divulgação da lista dos curtas-metragens selecionados para a Mostra Competitiva Nacional
Dia: 18/10/19
Horário: 19h30
Local: Youtube (https://bit.ly/35LzP7u) e Facebook (https://www.facebook.com/festaruanda/)

Assessoria