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Dia Mundial de Combate à Aids Secretaria de Saúde realiza ação na Praça da Bandeira

O Dia Mundial de Combate à AIDS aconteceu neste domingo, 01, e dá início à campanha Dezembro Vermelho, que chama a atenção para a necessidade da informação sobre a proteção, tratamento e os cuidados necessários para pessoas com HIV/AIDS, além da prevenção a essa infecção sexualmente transmissível.

A Secretaria de Saúde de Campina Grande realizará uma ação durante toda esta semana, iniciando nesta segunda e prosseguindo até a sexta-feira, 2 a 6 de dezembro. Serão realizados testes rápidos de detecção da doença, além da distribuição de preservativos na Praça da Bandeira, das 8h ao meio-dia e das 14h às 16h.

“O objetivo é conscientizar a população sobre a necessidade da prevenção e do diagnóstico precoce, para darmos início ao tratamento rapidamente, pois é possível conviver com a infecção e ter uma vida estável. Além disso, o nosso objetivo é, primordialmente, levar informação para as pessoas, desmistificar o preconceito em torno do tema, mostrar que há tratamento e que existe uma rede de cuidados”, explicou a coordenadora Municipal das Políticas para ISTs, Andréa Truta.

Atualmente, mais de 1.100 pessoas, a maioria homens, são acompanhadas pelo Serviço de Atendimento Especializado (SAE), que oferece assistência a esses pacientes através de médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. O SAE também faz a distribuição dos medicamentos necessários para o controle da infecção.

Em 2019, novos 85 casos foram descobertos por meio dos testes rápidos e as pessoas puderam iniciar o tratamento. Desde 2013 a Secretaria Municipal de Saúde intensificou a aplicação de testes rápidos. Eles são realizados nas Unidades Básicas de Saúde e confirmados por meio de exames específicos no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que em 2019 executou quase 3 mil testes.

Assessoria de Comunicação – PMCG

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Ministério da Saúde: 135 mil convivem com HIV no país e não sabem

Campanha quer incentivar diagnóstico precoce

Às vésperas do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado no domingo (1) o Ministério da Saúde fez um alerta: 135 mil pessoas no Brasil convivem com o vírus HIV e não sabem.

Na avaliação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, houve ganhos importantes nos últimos anos, mas ainda há uma série de desafios. ”Temos uma epidemia estabilizada em torno de 900 mil pessoas com casos de Aids, e podemos observar uma epidemia, principalmente em homens jovens, na faixa etária de 25 a 39 anos. É com essa população que precisamos trabalhar prioritariamente”, disse.

De acordo com os dados apresentados hoje (29), das 900 mil pessoas com HIV, 766 mil foram diagnosticadas, 594 mil fazem tratamento com antirretroviral e 554 mil não transmitem o HIV.

O balanço aponta ainda que o número de contaminados continua subindo no país: há um ano, eram 866 mil pessoas. Somente no ano passado, foram notificados 43,9 mil novos casos.

Ao ressaltar que o Brasil oferece acesso universal ao tratamento, não só de Aids, mas também HIV, o ministro da Saúde comemorou a redução nos casos e, também, na mortandade causada pela doença. Foram evitados quase 12 mil registros de Aids entre 2014 e 2018, e houve queda de mortalidade em 22,8% no período de cinco anos. “Encerrando o ano de 2019, veremos uma diferença ainda maior. Não podemos ter casos de morte com aids”, disse.

Campanha

A nova campanha do Ministério é direcionada à população jovem, onde a contaminação está crescendo. O foco é reforçar a importância da prevenção, testagem e tratamento: “Se a dúvida acaba, a vida continua. Precisamos incentivar o diagnóstico precoce para salvar vidas. O maior problema ainda é o medo. É importante esse incentivo para fazer o teste. Temos que atingir metas internacionais, como algumas cidades já estão fazendo. E o Brasil, da forma como está indo, ainda precisa testar 90% da população”, disse o diretor do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids, Gerson Pereira.

Até o fim do ano, o governo estima que serão distribuídos 462 milhões de preservativos, que segundo o Ministério é a forma mais eficaz de prevenção. HIV e Aids têm diferença. A primeira situação é quando a pessoa é portadora do vírus. Na segunda, o infectado já desenvolveu a doença.

Transmissão vertical

Mandetta também comemorou a informação de que o município de São Paulo receberá certificação pela erradicação vertical do HIV, quando o vírus é transmitido durante a gestação, parto e amamentação. No Paraná, as cidades de Curitiba e Umuarama foram as primeiras a serem certificadas em 2017 e 2019, respectivamente.

Agência Brasil