PF registra mais de 16 mil pedidos de refúgios de venezuelanos em RR no 1º semestre

PF registra mais de 16 mil pedidos de refúgios de venezuelanos em RR no 1º semestre

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Número já ultrapassou as licitações feitas em 2017

Mais de 16 mil venezuelanos pediram refúgio em Roraima no primeiro semestre deste ano. Os dados são da Polícia Federal e foram divulgados pelo portal G1. Segundo a reportagem, o número já é 20% maior do que o registrado em todo o ano de 2017, quando foram realizados 13.583 pedidos.

De acordo com o portal, foram recebidos 16.953 pedidos de refúgio em Roraima de janeiro a 22 de junho deste ano. A imensa maioria, 16.523 solicitações, mais de 97% do total, é de venezuelanos.

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O mês de janeiro foi o que registrou o menor número de pedidos, com 1.111 solicitações. Fevereiro e março ficaram próximos no número de pedidos, com 2.845 e 2.316, respectivamente. Houve aumento no número de solicitações em abril e maio. Foram 4.035 pedidos em abril e 4.054 em maio. Coincidência ou não, os venezuelanos foram às urnas no mês de maio e o presidente Nicolás Maduro acabou reeleito. Em junho, o número de pedidos caiu novamente, foram 2.162 solicitações.

Os dados divulgados pela PF confirmam o aumento no número de pedidos de refúgio por parte dos venezuelanos. Em 2015, foram 253 pedidos. O número aumentou mais de 700% em 2016, quando foram registradas 2.048 solicitações. Aumentos consideráveis em 2017, ano em que foram registrados 13.583 pedidos. Nos seis primeiros meses deste ano já foram registradas 16.523 solicitações, número 20% superior a todo o ano de 2017.

A Lei Brasileira de Refúgio considera como refugiado todo indivíduo que sai do seu país de origem devido a fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas imputadas, ou devido a uma situação de grave e generalizada de violação de direitos humanos no seu país de origem.

Considera-se que uma pessoa é perseguida quando seus direitos humanos tenham sido gravemente violados ou estão em risco de sê-lo. Isso pode acontecer, por exemplo, quando a vida, liberdade ou integridade física da pessoa, corra sério risco no seu país.

 

Reportagem: Paulo Henrique Gomes

 

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