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GADA inicia distribuição de 6.000 mil máscaras a população de Cajazeiras

O Grupo de Amigos Diabéticos em Ação (GADA) por meio do seu presidente, Ronaldo Rodrigues anunciou que deu início a distribuição das 6.000 mil máscaras reutilizáveis confeccionadas pelo grupo com apoio da empresa Novonordisk Brasil.

Segundo Ronaldo Rodrigues, as máscaras estão sendo distribuídas à população do município que se encontra em situação de vulnerabilidade social, como as pessoas que apresentam doenças crônicas como o diabetes.

Ronaldo também enfatizou que alguns municípios que compõem a regional de saúde, polarizados por Cajazeiras, irão receber as doações.

Em maio de 2020, o Grupo Gada lançou a campanha denominada “Máscara Solidária” visando auxiliar nas ações de enfrentamento ao COVID-19.

Disponibilizando do apoio de costureiras voluntárias para confecção das máscaras e desenvolvimento do projeto. “Esse é um momento de união e nossa instituição está fazendo seu papel social, sempre buscando defender a garantia dos direitos das pessoas que convivem com diabetes”, ressaltou Ronaldo Rodrigues.

 

 

Com Assessoria

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Boticário promove tradicional festa de São João em live especial com Dorgival Dantas

Show online acontece nesta sexta-feira (19), no canal do YouTube do artista; Além da iniciativa, marca terá ação promocional em itens de cuidados pessoais e perfumaria

Uma das principais datas comemorativas do país e da identidade da cultura nordestina, a tão esperada festa de São João ganha um novo formato este ano. o distanciamento social pode até afastar as pessoas, mas não pode impedir a alegria de festejar em casa. Afinal, a pausa é no abraço, mas não no amor.

Para valorizar este momento tão importante, o Boticário preparou uma surpresa para os nordestinos e amantes da festividade. Na sexta-feira (19), clientes, parceiros e amigos da marca poderão curtir uma live online do poeta Dorgival Dantas, uma das mais tradicionais vozes da festa que acontece entre os meses de junho e julho em todo o Brasil.

Conhecido como “O Poeta”, devido às canções que traduzem o amor em versos, o multiartista tem músicas que aquecem o coração de quem ouve. Dono de hits como “Coração”, “Destá”, “Pode Chorar” e “Você não vale nada”, Dorgival fará uma apresentação live em seu canal do YouTube (youtube.com/dorgivaloficial) celebrando a data e tirando todos pra bailarem, de Norte a Sul do Brasil, a partir das 19 horas.

Mais do que uma festa popular, o São João carrega o significado de um momento de renovação de esperança, amor e fé. É sinônimo de celebrar e estar junto com a família e amigos, mesmo que virtualmente. Para tornar a festa ainda mais especial e completa, as novidades não param por aí! O Boticário criou uma canção especialmente para a festa. Intitulada “Se Aprochegue São João”, o forró embala a campanha em filmes que serão veiculados em plataformas digitais. E se engana quem pensa que não vai ter fogueira. Um filtro especial para stories do Instagram já está disponível para o público pular fogueira direto das suas casas. Para usá-lo, basta procurar o perfil @oboticario na rede social e clicar no ícone de filtros disponíveis.

A iniciativa é um convite aos brasileiros que adoram canjica, milho, pamonha ou pé de moleque para aproveitarem a festa online, se deliciarem com seus pratos típicos favoritos, além – é claro, de se vestirem à caráter, e capricharem na fragrância e na maquiagem para uma festa segura e alegre. Vale também aproveitar a data para presentear aquela pessoa querida, principalmente porque itens selecionados de perfumaria e cuidados pessoais estarão com descontos de até 30% até 28 de junho.

Os produtos preferidos no Nordeste, como as fragrâncias de Arbo, Glamour, Make B., Cecita, Anni e Thaty, fazem parte da promoção e podem ser adquiridos entrando em contato com as lojas pelo WhatsApp no número (41) 8771-4909 – seguro e válido para todo o Brasil. Basta o cliente contatar a marca por esse número para verificar a disponibilidade de entrega na sua região. Há ainda a opção de contatar um revendedor da marca pelo endereço encontre.boticario.com.br.

Serviço:

“Se aprochegue São João
Você acontece aqui dentro do coração”

O que: Live com Dorgival Dantas

Quando: Sexta-feira (19) às 19h no canal: youtube.com/dorgivaloficial

Sobre O Boticário 

O Boticário é uma empresa brasileira de cosméticos, unidade de negócios do Grupo Boticário. Inaugurada em 1977, em Curitiba (Paraná), a marca tem a maior rede franqueada de cosméticos do país com mais de 3.700 pontos de venda, em 1.750 cidades brasileiras, e mais de 900 franqueados. Presente em 15 países, há mais de 40 anos desenvolve produtos com tecnologia, qualidade e sofisticação – seu portfólio tem mais de 850 itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais. Comprometido com a beleza das pessoas e do planeta, O Boticário não realiza testes em animais e investe na melhoria contínua de produtos e processos para torná-los cada vez mais sustentáveis. 

 

Assessoria

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Vídeo: taxista de Cajazeiras clama ao prefeito José Aldemir que inclua categoria no pagamento do auxílio emergencial

 

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João Azevêdo apresenta plano de retomada da atividade econômica na Paraíba

O governador João Azevêdo apresentou, neste último domingo (31), por meio de transmissão ao vivo nas redes sociais, o plano de retomada da atividade econômica na Paraíba, que ocorrerá a partir do dia 15 de junho. O modelo é composto por quatro conjuntos de indicadores comportamentais e epidemiológicos que irão gerar uma nota, indicando os setores econômicos que poderão ser abertos em cada município.

A obediência ao isolamento social e as taxas de progressão de casos novos, ocupação hospitalar e letalidade serão os quatros parâmetros que irão gerar uma pontuação e uma bandeira verde, amarela, vermelha ou preta para cada município do Estado.

O município que apresentar a bandeira verde poderá ter todos os setores da economia em funcionamento, adotando as medidas de distanciamento social. A bandeira amarela indicará restrição de funcionamento de atividades que representam maior risco para o controle da epidemia. A bandeira vermelha permitirá a liberação apenas das atividades essenciais e a preta, representa restrições adicionais de locomoção.

A retomada das atividades econômicas obedecerá quatro fases: início da flexibilização, ampliação da flexibilização, abertura controlada e novo normal. A mudança de cada fase terá um intervalo mínimo de 14 dias, mediante a critérios como a redução do número de casos por pelo menos 14 dias contínuos, aplicação de testes rápidos e a capacidade do sistema de Saúde.

“Esses parâmetros geram uma nota para cada município, que vai resultar numa bandeira final para cada um, fazendo com que a gente possa indicar e orientar o prefeito a tomar as medidas em função da necessidade desses scores”, explicou.

O governador afirmou, durante a transmissão ao vivo, que todos os segmentos da economia serão ouvidos a partir desta segunda-feira (1º), oportunidade em que as Secretarias e órgãos do governo estadual irão apresentar o plano e receber sugestões dos setores produtivos.

“Está no tempo de pensarmos na retomada e vamos conseguir isso, mas essa retomada precisa ser tranquila e baseada em dados para que a gente não precise recuar e que seja sempre um avanço na vida de cada um de nós. Vamos conseguir fazer isso com a ajuda da população, principalmente, dos segmentos econômicos. Nós estamos no caminho certo e peço que todos confiem na estrutura que a Secretaria de Saúde montou para dar as respostas ao enfrentamento da pandemia porque o nosso compromisso é com a vida e com o povo do nosso Estado. Vamos vencer e isso vai passar”, disse João Azevêdo.

Prestação de contas – Durante a live, o governador João Azevêdo fez uma prestação de contas das ações do governo para o enfrentamento do coronavírus e destacou que a Paraíba está entre os dez Estados mais transparentes do país sobre a Covid-19, de acordo com o ranking no site Open Knowledge Brasil (OKBR).

Na oportunidade, o chefe do Executivo estadual explicou que o Governo da Paraíba adquiriu 84 respiradores, que foram confiscados pelo Ministério da Saúde, no início do mês de abril, e que estão sendo devolvidos ao Estado. Além disso, a gestão estadual recuperou equipamentos, disponibilizando mais leitos para a população.

Ele também informou que o Governo do Estado já contratou 3.525 profissionais de Saúde, sendo 233 médicos e já adquiriu 310 mil testes rápidos que estão sendo distribuídos com os municípios, colocando a Paraíba como o segundo Estado do Nordeste no ranking de aplicação de testes e sexto no país, proporcionalmente. O Ministério da Saúde também enviou 147.180 mil kits de testes rápidos para o Estado.

O governador ainda afirmou que a Paraíba já implantou 839 leitos destinados a pacientes diagnosticados com a Covid-19 e anunciou a abertura da unidade 2 da Maternidade Frei Damião, em João Pessoa, e do Hospital de Clínicas, em Campina Grande, garantindo a abertura de mais 243 leitos na primeira e na segunda macrorregiões de Saúde. “Nós estamos fazendo um esforço gigantesco para abrirmos 14 leitos por dia durante os 75 dias de pandemia que estamos vivendo para que a gente não tivesse filas de pessoas esperando atendimento médico”, frisou.

 

Secom

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Em edição digital, a 16ª Ruraltur busca alcançar público internacional e capacitar empreendedores

Promovida pelo Sebrae Paraíba, a Feira de Turismo Rural acontecerá de 1 a 4 de setembro de 2020

Voltada para empresas, produtores rurais e artesãos que atuam em atividades econômicas vinculadas ao turismo rural, trade turístico, gestores públicos, imprensa, pesquisadores, professores e universitários, a 16ª edição da Feira de Turismo Rural (Ruraltur), acontecerá entre os dias 1 e 4 de setembro, de forma gratuita e totalmente online.

Com o tema “A Inteligência do Turismo Rural” o evento busca conversar sobre o turismo rural, por meio da economia criativa e de experiência e da produção associada ao turismo, bem como, auxiliar no desenvolvimento e visibilidade dele, em todo país.

Para os organizadores, a diferença de um evento online, para um físico é grande. “Os resultados são bem maiores, por ter maior abrangência, visibilidade, segurança para todos em tempos de pandemia, prospecção de negócios, otimiza tempo, minimiza investimentos, e o número de visitantes é incomparável”, disse Regina Amorim, gestora de Turismo do Sebrae Paraíba.

O evento, organizado pelo Sebrae Paraíba, acontecerá junto a OMT – Organização Mundial do Turismo, e será sede da Conferência Intercontinental de Turismo Rural (II CINTURR), em parceira com o IDESTUR – Instituto do Turismo Rural do Brasil.

Com palestras nacionais e internacionais, a Ruraltur tem o suporte e organização promovidos pela mesma equipe que foi responsável pela realização e sucesso, da FINCC Digital.  “Acredito que, todo evento digital passa a ser internacional, porque o mercado digital não tem fronteiras”, disse Regina. O evento tem capacidade para 150 expositores e funciona como incentivo para empreendedores, por possibilitar a experiência de vendas online, o que muda muitas vezes a visão dos empresários e oferece novas oportunidades. “Temos como base a FINCC Digital que teve resultados incríveis. Ela serviu como incentivo para não interromper o calendário de eventos, do Sebrae Paraíba e realiza-los de forma adequada ao cenário econômico atual ”, completou.

Expositores – Para os empreendedores interessados em participar do evento, o investimento de inscrição é de:

R$ 100 de 01 a 10 de junho.

R$ 120 de 11 a 20 de junho

R$ 150 de 21 a 30 de junho.

O valor inclui exposição em loja virtual, capacitação voltada para o mundo digital, oficina para aprender a fazer pitch e colocar fotos e pequenos vídeos inteligentes na loja virtual.

II CINTURR – Paralelamente à RuralTur, será realizada a II Conferência Intercontinental de Turismo Rural (CINTURR), considerado um dos maiores eventos do setor. Com o tema “Turismo e Desenvolvimento Rural”, a Conferência acontecerá nos dias 1 e 4 de setembro com o objetivo de promover uma reflexão sobre o turismo, tendo a ruralidade como elemento de inovação por meio da exposição de cenários, desafios e soluções. Na programação, os participantes poderão conferir reuniões institucionais com Associações Internacionais, debates, minicursos, oficinas e visitas técnicas digitais.

Serviço:

16ª Ruraltur e II CINTURR (Conferência Intercontinental de Turismo Rural)

Data: 1 a 4 de setembro de 2020

Local: 100% digital

Público-alvo: Empresas formalizadas – MEI, ME e EPP, produtores rurais com DAP, artesãos com SICAB, que atuam em atividades econômicas, vinculadas ao turismo rural, profissionais do trade turístico, gestores públicos, profissionais da imprensa, pesquisadores, professores e alunos dos cursos de turismo e visitantes em geral.

Inscrições: de 01 a 30 de junho.

 

Assessoria de Imprensa

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Câmara Municipal de Cajazeiras vai realizar sessão virtual com autoridades em saúde para debater sobre a Covid-19

Em atendimento a propositura do Vereador Jucinério Felix (PSB), a Câmara Municipal de Cajazeiras, irá realizar na próxima segunda-feira (1º de junho), às 17hs, mais uma sessão ordinária por meio de vídeo conferência, com autoridades em saúde para debater sobre a Covid-19.

 

Assessoria

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Academia Cajazeirense de Artes e Letras registra primeiro ano realizando conferência virtual com “imortais”

Um encontro histórico. Assim pode ser definida a Conferência Virtual da Academia Cajazeirense de Artes e Letras (Acal), realizada no último domingo, 24 de maio, como forma de marcar o primeiro ano de instalação da entidade. Em virtude do isolamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde, em função do coronavírus, toda a programação agendada para a data foi cancelada. A Conferência Virtual aconteceu através do aplicativo Zoom e reuniu 19 membros da Acal.

A Conferência foi comandada pelo presidente Francisco Sales Cartaxo (Frassales), tendo a acadêmica Nadja Claudino como mediadora e os acadêmicos Christiano Moura e Linaldo Guedes no apoio técnico à mediação do evento.

O primeiro ano de criação da entidade seria comemorado com festa, lançamentos de livros e revistas da instituição e de seus acadêmicos. Em virtude da pandemia, o evento foi adiado e transformado em Conferência Virtual.

A conferência foi aberta pelo presidente Frassales, que deu informes sobre o adiamento da festa e dos eventos programados para o aniversário de primeiro ano da Acal. Falaram, ainda, na parte inicial da conferência, o vice-presidente Ubiratan di Assis, que explicou o andamento das articulações para a aquisição de uma sede própria para a entidade, que atualmente funciona provisoriamente no Casarão da Epifânio Sobreira. Também falou o acadêmico Linaldo Guedes, contando detalhes da revista da ACAL, que seria lançada nesta data.

Em seguida, a mediadora abriu inscrições para todos os acadêmicos. Os membros da ACAL falaram de diversas partes do país, como Cajazeiras (PB), João Pessoa (PB), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro RJ), Recife (PE), Guarulhos (SP) e Lucena (PB). Entre os temas abordados pelos acadêmicos, estão o de abertura de inscrições para novos membros, a inclusão em ata do registro das participações dos acadêmicos Mariana Moreira e Rui Leitão como colunistas de A União, além de matéria do jornal sobre aniversário da Acal, realização dos eventos com lançamentos de livros e da revista da entidade no mês de agosto e a explicação de como foi organizada a conferência virtual.

Participaram da conferência os seguintes acadêmicos: Frassales Cartaxo, Ubiratan di Assis, Nadja Claudino, Linaldo Guedes, Christiano Moura, Lenilson Oliveira, Constantino Cartaxo, Helder Moura, José Antônio de Albuquerque, Guilherme Sargentelli, Bosco Maciel, Irismar Gomes, Mariana Moreira, Gildemar Pontes, José Caitano, Naldinho Braga, Alexandre Costa, Francelino Soares e Rui Leitão. A Acal foi instalada, oficialmente, em 24 de maio de 2019, em solenidade realizada no Cajazeiras Tênis Clube.

 

Assessoria

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Vídeo: homem cava sepultura do irmão por falta de coveiro em cemitério público de Cajazeiras

 

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Coronavírus: Em sessão do Senado, Veneziano volta a cobrar do governo os critérios que prejudicaram a Paraíba na transferência de recursos

O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) voltou a cobrar do governo federal a divulgação dos critérios adotados para a definição dos valores que estão sendo repassados a estados e municípios e que fizeram com que a Paraíba recebesse o menor repasse, dentre os estados nordestinos.

Veneziano participou de mais uma sessão remota do Senado Federal na tarde e noite desta quarta-feira (15), oportunidade em que levou o assunto ao conhecimento do presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Colegiado de Líderes e dos demais parlamentares.

Ele aproveitou a formação de uma comissão instalada pelo Senado para acompanhar as inciativas do governo federal no que se refere à pandemia do coronavírus para pedir aos membros da comissão que solicite do governo federal explicações sobre a discriminação sofrida pela Paraíba na transferência dos recursos.

“Quero fazer menções à fala do senador Confúcio Moura, que já marcou a reunião para que a comissão que vai acompanhar as iniciativas anunciadas, algumas destas já sendo postas em prática pelo governo federal, possa trazer explicações que sejam, efetivamente, convincentes, senhor presidente”.

Veneziano explicou ao presidente Davi Alcolumbre e aos demais parlamentares a angústia dos paraibanos em relação ao tratamento do governo federal com a Paraíba. “Aqui na Paraíba, nós expusemos isso no colégio de líderes, nós paraibanos estamos a receber o menor valor transferido pelo governo federal, de 11 milhões e 200 mil reais, e destes 11 milhões e 200 mil reais apenas 2 milhões e 700 mil efetivamente chegam às contas do Governo do Estado”.

De acordo com Veneziano, este valor é muito inferior ao que vem sendo investido pelo Governo do Estado da Paraíba em ações de controle da pandemia. “Isso significa nada, diante de todo o grau de participação e diante de todo o acervo de iniciativas que o Governo da Paraíba tem apresentado e tem levado aos paraibanos”.

O senador paraibano disse confiar na competência dos membros da comissão para conseguir do governo federal uma explicação convincente sobre os critérios que levaram a Paraíba a receber o menor valor, mesmo não sendo o último dos estados nordestinos em termos de população, aspecto territorial, número de casos de coronavíruis confirmados ou qualquer outro critério que se imagine.

“É preciso – e eu tenho absoluta consciência da competência do grupo que foi formado – que essas explicações sejam efetivamente apresentadas, para que nós saibamos quais foram os critérios apresentados, porque até este exato instante nós estamos prejudicados e não podemos calar e silenciar diante desta situação”.

Assessoria de Imprensa

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Ciro Gomes propõe rebelião da população, de governadores e prefeitos contra Bolsonaro

‘Bolsonaro é um louco, mas não só. Ele obedece a uma estratégia, com dinheiro de fora, inclusive’

Confinado em casa, na Praia de Iracema, Fortaleza, “angustiado”, “atormentado” com o drama brasileiro, Ciro Gomes não se deixa abater. Ao contrário. Nos últimos dias, o presidenciável apresentou, em companhia de outras lideranças do PDT, propostas para atenuar a crise sanitária e econômica, enquanto entabulava negociações com lideranças do Congresso, conversava com governadores e representantes do Judiciário e auxiliava o governo do Ceará.

Ciro conhece os limites da negociação: além da irresponsabilidade de Jair Bolsonaro, ele aponta como um entrave o poder da agenda neoliberal, que tem no presidente da Câmara, Rodrigo Maia, um fiel defensor. Segundo ele, o Palácio do Planalto aposta na radicalização.

Em contraponto, defende a desobediência civil, caso o ex-capitão insista em medidas que coloquem em risco a vida e o futuro dos brasileiros. “Ele quer formar um gueto de apoio agressivo que evite o impeachment”.

CartaCapital: Como o senhor analisa o pronunciamento do Bolsonaro em cadeia nacional?

Ciro Gomes: Temos na Presidência da República um irresponsável, completamente despreparado. Mas isso só explica um pedacinho do problema. E este é muito mais grave. Dado que o Bolsonaro é isso mesmo, um irresponsável e despreparado, ele tenta se sustentar pela via de confronto, financiado com dinheiro internacional, guiado pelo pensamento do Steve Bannon. Aí se entende claramente o que ele tem feito.

CC: E o que seria?

CG: Ele radicaliza o argumento para uma fração minoritária da sociedade brasileira que permanece do seu lado. Roberto Justus, o dono do restaurante Madero, o sócio da lanchonete Giraffas, o Luciano Hang, da Havan… São inconfidentes, com o pensamento representativo dessa fração. Não têm empatia, humanidade. São exemplos da exacerbação egoísta, pragmática. O Bolsonaro tenta sistematizá-la e, pior, está conseguindo.

CC: De que maneira?

CG: Quando se vê, no auge desse conjunto de irracionalidade, de aberrações aparentes, uma pesquisa do Datafolha na qual despontam ao redor de 25% de brasileiros que apoiam o Bolsonaro, que consideram seu governo ótimo ou bom, percebe-se a estratégia. Vai radicalizar em busca de uma coesão. Não sei quanto ele terá daqui algumas semanas: 25%, 20%, 18%, 15%. Para ele, é a aposta possível a esta altura.

CC: Mas isso nos levaria a qual ponto?

CG: A estratégia visa formar um gueto de apoio agressivo que, neste momento, dissuade qualquer tentativa de impeachment. Com 25% ao lado dele, os políticos não vão considerar a possibilidade de removê-lo do poder agora. E o que vai acontecer ao longo da crise. Serão 5 mil, 7 mil, 30 mil mortos. Em um cenário oti- mista, com todas as medidas tomadas, de 5 mil a 7 mil mortos. É o que o dono do Madero falou: vão ser 7 mil. É o que dizem os relatórios da Agência Brasileira de Inteligência. A economia vai recuar 6%, 7% do PIB e aí ele vai querer botar a culpa naqueles que fizeram o esforço para que a conta não chegue a 100 mil mortos. A lógica é essa.

CC: Mas ao longo do tempo, com a piora do cenário, vai funcionar?

CG: O que quero dizer é que não basta achar o Bolsonaro um idiota. Ele é, de fato. Mas segue uma orientação. O Carlos Bolsonaro é parceiro do Steve Bannon. E quem redigiu esse discurso de ontem à noite foi o filho dele.

CC: E como o Brasil supera esse impasse? Quem pode agir?

CG: Qual é a contradição? No bastidor, tentamos construir uma agenda. O interlocutor é o Rodrigo Maia. Quando a gente trata de determinadas questões sanitárias, o Maia tem absoluta afinidade. Mas quando se abordam pontos econômicos, a partir de uma visão estratégica de longo prazo, ele resiste. Para você perceber a transcendência da agenda neoliberal. Ela é maior do que aparenta o visível isolamento do Bolsonaro.

CC: E o Maia resiste às propostas econômicas por quê?

CG: Porque ele tem compromisso orgânico, ideológico, com esse pensamento, embora seja aberto a diálogo, permeável. Acho que ele está evoluindo e pode melhorar. Acredito muito nessa possibilidade, tanto que estou me esforçando. Mas acontecem atropelos que atrapalham as negociações.

CC: De que tipo?

CG: Tivemos uma reunião ontem (terça 24). Estamos discutindo uma coisa séria, fazendo simulações. O que seria possível pagar a esse contingente de trabalhadores informais, àqueles obrigados a ficar em casa e sob risco de perder o emprego? 800? 500 reais? Uma renda mínima mensal para possibilitar que os brasileiros atravessem essa crise. Aí o PT sai da reunião e anuncia um pro- grama de um salário-mínimo, sem fazer contas, sem se preocupar com as consequências. O Bolsonaro agradece.

CC: Por quê?

CG: Ele fica lá com seus 15%, 20% de apoio, o suficiente para não ser derrubado, vem o resultado final da pandemia, qualquer que seja, ele insiste na tese e depois diz aos eleitores: ou eu ou o PT. Não digo que vá funcionar de novo. Apresento apenas a lógica que move o Bolsonaro. Ele é um louco, mas não só. Não podemos ficar nessa de que ele é louco, basta retirá-lo do poder. Ele é um louco, irresponsável, canalha, pode usar o adjetivo que quiser, mas ele obedece a uma estratégia, financiada com dinheiro de fora, inclusive.

O Bolsonaro diz: vamos abrir as escolas. Você acha que alguém vai levar o filho de volta para a escola?

CC: E os militares, nesta bagunça toda?

CG: Eles vivem em uma contradição profunda. Os profissionais, da ativa, começam a ficar incomodados com a contaminação da imagem das Forças Armadas. E com o que superficialmente parece uma irracionalidade do Bolsonaro. Os relatórios da Abin falam da necessidade de isolamento, mas o Bolsonaro desconsidera. O general Edson Pujol, chefe do Exército, deu uma declaração importante direcionada às tropas que vai na contramão do que o governo tem dito. Mas eles estão no co- mando. O Bolsonaro está cercado por generais. O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Antonio Barra Torres, é contra-almirante…

CC: Especula-se que ele será o substituto do ministro da Saúde, Henrique Mandetta.

CG: Apostaria no Osmar Terra para o ministério. O Mandetta, se tivesse um pouquinho de fibra, e isso também se perdeu no Brasil, não ficaria. Depois do pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, o Bolsonaro voltou a afirmar que iria conversar com o ministro para substituir a recomendação de isolamento horizontal pela vertical. Se o Mandetta concordar com isso, será triste. Infelizmente o que precisaria ser feito não está. Emitir sinais contraditórios é o pior que poderia acontecer. Conflito com os

20 governadores? É total irresponsabilidade. Mesmo se fosse diferente, se estivessem todos unidos, ainda assim seria muito difícil superar esse drama. Estou angustiadíssimo. Estou por dentro das coisas, na linha de frente. Meu irmão, o Roberto Cláudio, é prefeito. O governador do Ceará, Camillo Santana, está agindo. Aqui, o estádio Presidente Vargas vai virar um hospital. Não estamos conversando só. Sei de forma concreta o que vai acontecer daqui a 10 dias, 20 dias. O Ceará está importando respiradores, não há disponibilidade no Brasil. Falta gente para operar equipamentos. É preciso treinar os funcionários.

CC: Há algum risco de a vontade do Bolsonaro prevalecer sobre as decisões dos governadores e prefeitos?

CG: Nenhuma. A população tem suas conclusões e intuições. O Bolsonaro diz: vamos abrir as escolas. Você acha que alguém vai levar o filho de volta para a escola? Por regra, as crianças são assintomáticas, mas podem morrer também. Quantas? 10, 50, 100? Parece pouco do ponto de vista estatístico, mas quem vai arriscar a vida do próprio filho? E se for o seu que vier a morrer? De que vale a estatística?

A mídia tem prestado um serviço extraordinário neste momento. Você sabe muito bem quanto sou crítico da linha editorial dos meios de comunicação, mas, neste momento, eles não estão sonegando as informações, dão espaço aos especialistas, corroboram a análise científica. E os telespectadores recebem as informações: o Princípe Charles contaminado, o David Uip, etc. Nossa sorte é que a confiança da população nas informações corretas vai atenuar em grande medida os problemas, mas eles acontecerão.

A epidemia vai atingir todo mundo. Não tem anticorpo para este vírus e a velocidade de expansão nunca foi vista antes. A curva só começa a mudar quando atingir a metade da população. No caso brasileiro, são 100 milhões de habitantes. Desse total, 80% são assintomáticos ou apresentarão sintomas moderados. Mas 20% adoecem. São 20 milhões de indivíduos. No mínimo, 10%, ou 2 milhões, vão apresentar problemas respiratórios graves, que exigem tratamento semi-intensivo ou intensivo. Não tem cura.

O uso de retrovirais da Aids somado à cloroquina é um tratamento aplicado em pacientes terminais. Foram registrados alguns êxitos, mas a comprovação dos resultados por pesquisa e o desenvolvimento de remédios vão demorar. As autoridades de Nova York anunciaram que em dez dias vão faltar respiradores na cidade, a mais rica do planeta. É isso que está acontecendo e que vai acontecer. Não comporta dúvida.

A epidemia vai atingir todo mundo. Não tem anticorpo para este vírus e a velocidade de expansão nunca foi vista antes

CC: E quando o Brasil atingir o auge da pandemia, o que será da aposta do Bolsonaro?

CG: Vai para o vinagre. Neste momento, não estou tão preocupado com a responsabilização política do Bolsonaro. Vai acontecer naturalmente. De um jeito ou de outro. Daqui a três, quatro meses, teremos outra humanidade. O Brasil também será outro. Apurar responsabilidades agora é um exercício quase inútil.

CC: O senhor e o PDT apresentaram uma série de propostas para atravessar a crise. É possível transformá-las em ações concretas?

CG: Continuamos a negociar. Faço parte de um grupo que tenta manter o diálogo em busca de soluções. Mas a burocracia do PT parece não ter aprendido nada. À medida que abordamos o assunto de maneira superficial e oportunista, igualmente perdemos a confiança do povo. Imaginar que um programa de renda mínima emergencial vai conseguir oferecer um salário-mínimo, rivalizando com a economia formal, não é sério. Em um país com 11 milhões de desempregados, 38 milhões na informalidade, no qual 100 milhões recebem 413 reais por mês, o Estado não conseguiria. Uma proposta dessa não tem compostura, não guarda coerência. Os cidadãos não são idiotas.

CC: O que fazer?

CG: Nossas simulações visam detalhar a origem do dinheiro. Temos clareza de onde buscar os recursos para os primeiros três meses. De como estender por mais três meses, se necessário. Isso levaria à expansão da dívida pública em 4% do PIB. É muito sério: como compensar essa elevação no futuro próximo? Vamos precisar tributar as fortunas com alíquotas de 0,5% a 1%, de forma progressiva, a partir de um patrimônio de 22 milhões de reais. Estabelecer o Imposto de Renda sobre lucros e dividendos empresariais. A soma desses dois tributos arrecadaria 200 bilhões de reais. Tem como fazer um debate sério para mobilizar a população. Antes de tudo, é preciso dirimir o medo em relação ao futuro. O dinheiro existe e está no caixa do Tesouro. Está guardado na conta única do governo 1,35 trilhão de reais. Não precisamos postergar dívidas por enquanto, não precisa aumentar os impostos imediatamente, nada.

CC: Mas precisa suspender o teto de gastos.

CG: Sim. São todas providências fáceis de serem tomadas. Com uma liminar resolveria. O presidente da República poderia encaminhar ao STF um pedido de suspensão de vários artigos e normas que travam o manejo desses recursos. O ministro Tóffoli daria esta liminar na hora, já consultei. Isso se o Congresso se recusar a assumir o protagonismo e não consertar tudo, de forma legal, para o resto da vida. A Caixa Econômica Federal poderia lançar um cartão de débito. Bastariam cinco dias para colocar essa medida em operação. Deposita 600, 700, 800 reais na conta dos beneficiados. Custaria 38 bilhões em três meses. Nada. E habilita o cartão para os usuários comprarem nos estabelecimentos comerciais em troca do compromisso de que as empresas não vão demitir seus funcionários ou reduzir salários.

CC: E se as medidas não forem além do que o governo apresentou até agora, sem dinheiro novo, sem um plano de apoio de grandes proporções?

CG: A economia vai despencar em 7%. O desemprego vai alcançar 30 milhões de trabalhadores. Teremos saques nos supermercados, violência. E não demora. Imagina o cidadão, até me emociono, e não gosto disso, sou um tomador de decisão… Imagine o seguinte: o camarada vive de vender picolé aqui na porta da minha casa, na Praia de Iracema. Mas não há ninguém, o povo entrou no isolamento. Neste momento, pela janela, vejo três policiais a cavalo. Esse cidadão que vende picolé não tem poupança de nada. Não vendeu ontem, não vendeu hoje, não vai vender amanhã.

CC: Bem, o senhor disse que não seria o momento de se ater a apontar responsabilidades…

CG: … Mas há um responsável. Um cidadão, Jair Messias Bolsonaro.

CC: Ele é o único culpado?

CG: A responsabilidade é dele. É institucional. Como presidente da República, cabe a ele coordenar os esforços da nação. A ele cabe informar corretamente a população, mobilizar os recursos, tomar decisões. Não há outro. A minha angústia é ver tudo o que poderia ser feito de maneira diferente e não ser eu o responsável por fazer.

CC: Como chegamos a este ponto?

CG: De estagiário em estagiário, iria chegar a hora. De irresponsabilidades políticas, de populismos variados, de demagogias, de valorização do despreparo, do descuido com a democracia. Mais cedo ou mais tarde iria dar nisso. Vivemos o momento agudo desse processo todo.

Mas há um responsável. Um cidadão, Jair Messias Bolsonaro

CC: Como o senhor vê a atuação da oposição?

CG: Totalmente desorganizada. O outro lado da tragédia é a oposição.

CC: E o papel do Lula? O senhor espera um outro tipo de atuação a partir da libertação do ex-presidente?

CG: Não tenho vontade de comentar. O Lula é um irresponsável e não tenho vontade de ficar repetindo essa afirmação.

CC: A pressão internacional pode ter algum efeito sobre o Brasil?

CG: Está em curso. O G-20 mandou um comunicado para o Bolsonaro para mostrar os efeitos da pandemia, sanitários e econômicos. Estou aqui amadurecendo uma ideia. Na hora apropriada, proponho levar o Bolsonaro ao Tribunal de Haia, por crimes contra a humanidade.

CC: Quais outros movimentos que o senhor e o seu partido farão para tentar impedir que a tragédia seja pior?

CG: Precisa criar um ambiente no País para uma ampla desobediência civil. Se ele tomar a decisão de impor uma quarentena vertical, os governadores devem simplesmente desobedecê-la. Aqui no Ceará não vamos aceitar. Está determinada a quarentena, ela é radical. Vamos importar leitos de UTI, não vou dizer de onde, pois, se for necessário, traremos na marra. Os governadores e prefeitos devem seguir as orientações dos infectologistas, da Organização Mundial de Saúde.

Ontem (terça 24), conseguimos uma liminar, expedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, que autoriza os entes federados a impor de maneira autônoma as restrições que acharem necessárias. No Ceará, conseguimos uma liminar para ocupar os aeroportos com a vigilância sanitária estadual, pois a Anvisa simplesmente não permitia o controle do fluxo. É isso que precisamos fazer. Desconsiderar o Bolsonaro.

CC: O senhor vê algum risco de uma aventura ainda mais autoritária?

CG: Na cabeça do Bolsonaro, acho, campeia essa ideia. Ele instiga uma radicalização que predispõe uma fração da sociedade a uma resposta autoritária.

CC: E uma intervenção militar sem o Bolsonaro?

CG: Não creio. O problema real, econômico e sanitário, afasta qualquer grupo da hipótese de assumir essa responsabilidade no meio da crise. Falo claramente dos militares.

 

Por Carta Capital