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Coronavírus: Em sessão do Senado, Veneziano volta a cobrar do governo os critérios que prejudicaram a Paraíba na transferência de recursos

O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) voltou a cobrar do governo federal a divulgação dos critérios adotados para a definição dos valores que estão sendo repassados a estados e municípios e que fizeram com que a Paraíba recebesse o menor repasse, dentre os estados nordestinos.

Veneziano participou de mais uma sessão remota do Senado Federal na tarde e noite desta quarta-feira (15), oportunidade em que levou o assunto ao conhecimento do presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Colegiado de Líderes e dos demais parlamentares.

Ele aproveitou a formação de uma comissão instalada pelo Senado para acompanhar as inciativas do governo federal no que se refere à pandemia do coronavírus para pedir aos membros da comissão que solicite do governo federal explicações sobre a discriminação sofrida pela Paraíba na transferência dos recursos.

“Quero fazer menções à fala do senador Confúcio Moura, que já marcou a reunião para que a comissão que vai acompanhar as iniciativas anunciadas, algumas destas já sendo postas em prática pelo governo federal, possa trazer explicações que sejam, efetivamente, convincentes, senhor presidente”.

Veneziano explicou ao presidente Davi Alcolumbre e aos demais parlamentares a angústia dos paraibanos em relação ao tratamento do governo federal com a Paraíba. “Aqui na Paraíba, nós expusemos isso no colégio de líderes, nós paraibanos estamos a receber o menor valor transferido pelo governo federal, de 11 milhões e 200 mil reais, e destes 11 milhões e 200 mil reais apenas 2 milhões e 700 mil efetivamente chegam às contas do Governo do Estado”.

De acordo com Veneziano, este valor é muito inferior ao que vem sendo investido pelo Governo do Estado da Paraíba em ações de controle da pandemia. “Isso significa nada, diante de todo o grau de participação e diante de todo o acervo de iniciativas que o Governo da Paraíba tem apresentado e tem levado aos paraibanos”.

O senador paraibano disse confiar na competência dos membros da comissão para conseguir do governo federal uma explicação convincente sobre os critérios que levaram a Paraíba a receber o menor valor, mesmo não sendo o último dos estados nordestinos em termos de população, aspecto territorial, número de casos de coronavíruis confirmados ou qualquer outro critério que se imagine.

“É preciso – e eu tenho absoluta consciência da competência do grupo que foi formado – que essas explicações sejam efetivamente apresentadas, para que nós saibamos quais foram os critérios apresentados, porque até este exato instante nós estamos prejudicados e não podemos calar e silenciar diante desta situação”.

Assessoria de Imprensa

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Ciro Gomes propõe rebelião da população, de governadores e prefeitos contra Bolsonaro

‘Bolsonaro é um louco, mas não só. Ele obedece a uma estratégia, com dinheiro de fora, inclusive’

Confinado em casa, na Praia de Iracema, Fortaleza, “angustiado”, “atormentado” com o drama brasileiro, Ciro Gomes não se deixa abater. Ao contrário. Nos últimos dias, o presidenciável apresentou, em companhia de outras lideranças do PDT, propostas para atenuar a crise sanitária e econômica, enquanto entabulava negociações com lideranças do Congresso, conversava com governadores e representantes do Judiciário e auxiliava o governo do Ceará.

Ciro conhece os limites da negociação: além da irresponsabilidade de Jair Bolsonaro, ele aponta como um entrave o poder da agenda neoliberal, que tem no presidente da Câmara, Rodrigo Maia, um fiel defensor. Segundo ele, o Palácio do Planalto aposta na radicalização.

Em contraponto, defende a desobediência civil, caso o ex-capitão insista em medidas que coloquem em risco a vida e o futuro dos brasileiros. “Ele quer formar um gueto de apoio agressivo que evite o impeachment”.

CartaCapital: Como o senhor analisa o pronunciamento do Bolsonaro em cadeia nacional?

Ciro Gomes: Temos na Presidência da República um irresponsável, completamente despreparado. Mas isso só explica um pedacinho do problema. E este é muito mais grave. Dado que o Bolsonaro é isso mesmo, um irresponsável e despreparado, ele tenta se sustentar pela via de confronto, financiado com dinheiro internacional, guiado pelo pensamento do Steve Bannon. Aí se entende claramente o que ele tem feito.

CC: E o que seria?

CG: Ele radicaliza o argumento para uma fração minoritária da sociedade brasileira que permanece do seu lado. Roberto Justus, o dono do restaurante Madero, o sócio da lanchonete Giraffas, o Luciano Hang, da Havan… São inconfidentes, com o pensamento representativo dessa fração. Não têm empatia, humanidade. São exemplos da exacerbação egoísta, pragmática. O Bolsonaro tenta sistematizá-la e, pior, está conseguindo.

CC: De que maneira?

CG: Quando se vê, no auge desse conjunto de irracionalidade, de aberrações aparentes, uma pesquisa do Datafolha na qual despontam ao redor de 25% de brasileiros que apoiam o Bolsonaro, que consideram seu governo ótimo ou bom, percebe-se a estratégia. Vai radicalizar em busca de uma coesão. Não sei quanto ele terá daqui algumas semanas: 25%, 20%, 18%, 15%. Para ele, é a aposta possível a esta altura.

CC: Mas isso nos levaria a qual ponto?

CG: A estratégia visa formar um gueto de apoio agressivo que, neste momento, dissuade qualquer tentativa de impeachment. Com 25% ao lado dele, os políticos não vão considerar a possibilidade de removê-lo do poder agora. E o que vai acontecer ao longo da crise. Serão 5 mil, 7 mil, 30 mil mortos. Em um cenário oti- mista, com todas as medidas tomadas, de 5 mil a 7 mil mortos. É o que o dono do Madero falou: vão ser 7 mil. É o que dizem os relatórios da Agência Brasileira de Inteligência. A economia vai recuar 6%, 7% do PIB e aí ele vai querer botar a culpa naqueles que fizeram o esforço para que a conta não chegue a 100 mil mortos. A lógica é essa.

CC: Mas ao longo do tempo, com a piora do cenário, vai funcionar?

CG: O que quero dizer é que não basta achar o Bolsonaro um idiota. Ele é, de fato. Mas segue uma orientação. O Carlos Bolsonaro é parceiro do Steve Bannon. E quem redigiu esse discurso de ontem à noite foi o filho dele.

CC: E como o Brasil supera esse impasse? Quem pode agir?

CG: Qual é a contradição? No bastidor, tentamos construir uma agenda. O interlocutor é o Rodrigo Maia. Quando a gente trata de determinadas questões sanitárias, o Maia tem absoluta afinidade. Mas quando se abordam pontos econômicos, a partir de uma visão estratégica de longo prazo, ele resiste. Para você perceber a transcendência da agenda neoliberal. Ela é maior do que aparenta o visível isolamento do Bolsonaro.

CC: E o Maia resiste às propostas econômicas por quê?

CG: Porque ele tem compromisso orgânico, ideológico, com esse pensamento, embora seja aberto a diálogo, permeável. Acho que ele está evoluindo e pode melhorar. Acredito muito nessa possibilidade, tanto que estou me esforçando. Mas acontecem atropelos que atrapalham as negociações.

CC: De que tipo?

CG: Tivemos uma reunião ontem (terça 24). Estamos discutindo uma coisa séria, fazendo simulações. O que seria possível pagar a esse contingente de trabalhadores informais, àqueles obrigados a ficar em casa e sob risco de perder o emprego? 800? 500 reais? Uma renda mínima mensal para possibilitar que os brasileiros atravessem essa crise. Aí o PT sai da reunião e anuncia um pro- grama de um salário-mínimo, sem fazer contas, sem se preocupar com as consequências. O Bolsonaro agradece.

CC: Por quê?

CG: Ele fica lá com seus 15%, 20% de apoio, o suficiente para não ser derrubado, vem o resultado final da pandemia, qualquer que seja, ele insiste na tese e depois diz aos eleitores: ou eu ou o PT. Não digo que vá funcionar de novo. Apresento apenas a lógica que move o Bolsonaro. Ele é um louco, mas não só. Não podemos ficar nessa de que ele é louco, basta retirá-lo do poder. Ele é um louco, irresponsável, canalha, pode usar o adjetivo que quiser, mas ele obedece a uma estratégia, financiada com dinheiro de fora, inclusive.

O Bolsonaro diz: vamos abrir as escolas. Você acha que alguém vai levar o filho de volta para a escola?

CC: E os militares, nesta bagunça toda?

CG: Eles vivem em uma contradição profunda. Os profissionais, da ativa, começam a ficar incomodados com a contaminação da imagem das Forças Armadas. E com o que superficialmente parece uma irracionalidade do Bolsonaro. Os relatórios da Abin falam da necessidade de isolamento, mas o Bolsonaro desconsidera. O general Edson Pujol, chefe do Exército, deu uma declaração importante direcionada às tropas que vai na contramão do que o governo tem dito. Mas eles estão no co- mando. O Bolsonaro está cercado por generais. O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Antonio Barra Torres, é contra-almirante…

CC: Especula-se que ele será o substituto do ministro da Saúde, Henrique Mandetta.

CG: Apostaria no Osmar Terra para o ministério. O Mandetta, se tivesse um pouquinho de fibra, e isso também se perdeu no Brasil, não ficaria. Depois do pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, o Bolsonaro voltou a afirmar que iria conversar com o ministro para substituir a recomendação de isolamento horizontal pela vertical. Se o Mandetta concordar com isso, será triste. Infelizmente o que precisaria ser feito não está. Emitir sinais contraditórios é o pior que poderia acontecer. Conflito com os

20 governadores? É total irresponsabilidade. Mesmo se fosse diferente, se estivessem todos unidos, ainda assim seria muito difícil superar esse drama. Estou angustiadíssimo. Estou por dentro das coisas, na linha de frente. Meu irmão, o Roberto Cláudio, é prefeito. O governador do Ceará, Camillo Santana, está agindo. Aqui, o estádio Presidente Vargas vai virar um hospital. Não estamos conversando só. Sei de forma concreta o que vai acontecer daqui a 10 dias, 20 dias. O Ceará está importando respiradores, não há disponibilidade no Brasil. Falta gente para operar equipamentos. É preciso treinar os funcionários.

CC: Há algum risco de a vontade do Bolsonaro prevalecer sobre as decisões dos governadores e prefeitos?

CG: Nenhuma. A população tem suas conclusões e intuições. O Bolsonaro diz: vamos abrir as escolas. Você acha que alguém vai levar o filho de volta para a escola? Por regra, as crianças são assintomáticas, mas podem morrer também. Quantas? 10, 50, 100? Parece pouco do ponto de vista estatístico, mas quem vai arriscar a vida do próprio filho? E se for o seu que vier a morrer? De que vale a estatística?

A mídia tem prestado um serviço extraordinário neste momento. Você sabe muito bem quanto sou crítico da linha editorial dos meios de comunicação, mas, neste momento, eles não estão sonegando as informações, dão espaço aos especialistas, corroboram a análise científica. E os telespectadores recebem as informações: o Princípe Charles contaminado, o David Uip, etc. Nossa sorte é que a confiança da população nas informações corretas vai atenuar em grande medida os problemas, mas eles acontecerão.

A epidemia vai atingir todo mundo. Não tem anticorpo para este vírus e a velocidade de expansão nunca foi vista antes. A curva só começa a mudar quando atingir a metade da população. No caso brasileiro, são 100 milhões de habitantes. Desse total, 80% são assintomáticos ou apresentarão sintomas moderados. Mas 20% adoecem. São 20 milhões de indivíduos. No mínimo, 10%, ou 2 milhões, vão apresentar problemas respiratórios graves, que exigem tratamento semi-intensivo ou intensivo. Não tem cura.

O uso de retrovirais da Aids somado à cloroquina é um tratamento aplicado em pacientes terminais. Foram registrados alguns êxitos, mas a comprovação dos resultados por pesquisa e o desenvolvimento de remédios vão demorar. As autoridades de Nova York anunciaram que em dez dias vão faltar respiradores na cidade, a mais rica do planeta. É isso que está acontecendo e que vai acontecer. Não comporta dúvida.

A epidemia vai atingir todo mundo. Não tem anticorpo para este vírus e a velocidade de expansão nunca foi vista antes

CC: E quando o Brasil atingir o auge da pandemia, o que será da aposta do Bolsonaro?

CG: Vai para o vinagre. Neste momento, não estou tão preocupado com a responsabilização política do Bolsonaro. Vai acontecer naturalmente. De um jeito ou de outro. Daqui a três, quatro meses, teremos outra humanidade. O Brasil também será outro. Apurar responsabilidades agora é um exercício quase inútil.

CC: O senhor e o PDT apresentaram uma série de propostas para atravessar a crise. É possível transformá-las em ações concretas?

CG: Continuamos a negociar. Faço parte de um grupo que tenta manter o diálogo em busca de soluções. Mas a burocracia do PT parece não ter aprendido nada. À medida que abordamos o assunto de maneira superficial e oportunista, igualmente perdemos a confiança do povo. Imaginar que um programa de renda mínima emergencial vai conseguir oferecer um salário-mínimo, rivalizando com a economia formal, não é sério. Em um país com 11 milhões de desempregados, 38 milhões na informalidade, no qual 100 milhões recebem 413 reais por mês, o Estado não conseguiria. Uma proposta dessa não tem compostura, não guarda coerência. Os cidadãos não são idiotas.

CC: O que fazer?

CG: Nossas simulações visam detalhar a origem do dinheiro. Temos clareza de onde buscar os recursos para os primeiros três meses. De como estender por mais três meses, se necessário. Isso levaria à expansão da dívida pública em 4% do PIB. É muito sério: como compensar essa elevação no futuro próximo? Vamos precisar tributar as fortunas com alíquotas de 0,5% a 1%, de forma progressiva, a partir de um patrimônio de 22 milhões de reais. Estabelecer o Imposto de Renda sobre lucros e dividendos empresariais. A soma desses dois tributos arrecadaria 200 bilhões de reais. Tem como fazer um debate sério para mobilizar a população. Antes de tudo, é preciso dirimir o medo em relação ao futuro. O dinheiro existe e está no caixa do Tesouro. Está guardado na conta única do governo 1,35 trilhão de reais. Não precisamos postergar dívidas por enquanto, não precisa aumentar os impostos imediatamente, nada.

CC: Mas precisa suspender o teto de gastos.

CG: Sim. São todas providências fáceis de serem tomadas. Com uma liminar resolveria. O presidente da República poderia encaminhar ao STF um pedido de suspensão de vários artigos e normas que travam o manejo desses recursos. O ministro Tóffoli daria esta liminar na hora, já consultei. Isso se o Congresso se recusar a assumir o protagonismo e não consertar tudo, de forma legal, para o resto da vida. A Caixa Econômica Federal poderia lançar um cartão de débito. Bastariam cinco dias para colocar essa medida em operação. Deposita 600, 700, 800 reais na conta dos beneficiados. Custaria 38 bilhões em três meses. Nada. E habilita o cartão para os usuários comprarem nos estabelecimentos comerciais em troca do compromisso de que as empresas não vão demitir seus funcionários ou reduzir salários.

CC: E se as medidas não forem além do que o governo apresentou até agora, sem dinheiro novo, sem um plano de apoio de grandes proporções?

CG: A economia vai despencar em 7%. O desemprego vai alcançar 30 milhões de trabalhadores. Teremos saques nos supermercados, violência. E não demora. Imagina o cidadão, até me emociono, e não gosto disso, sou um tomador de decisão… Imagine o seguinte: o camarada vive de vender picolé aqui na porta da minha casa, na Praia de Iracema. Mas não há ninguém, o povo entrou no isolamento. Neste momento, pela janela, vejo três policiais a cavalo. Esse cidadão que vende picolé não tem poupança de nada. Não vendeu ontem, não vendeu hoje, não vai vender amanhã.

CC: Bem, o senhor disse que não seria o momento de se ater a apontar responsabilidades…

CG: … Mas há um responsável. Um cidadão, Jair Messias Bolsonaro.

CC: Ele é o único culpado?

CG: A responsabilidade é dele. É institucional. Como presidente da República, cabe a ele coordenar os esforços da nação. A ele cabe informar corretamente a população, mobilizar os recursos, tomar decisões. Não há outro. A minha angústia é ver tudo o que poderia ser feito de maneira diferente e não ser eu o responsável por fazer.

CC: Como chegamos a este ponto?

CG: De estagiário em estagiário, iria chegar a hora. De irresponsabilidades políticas, de populismos variados, de demagogias, de valorização do despreparo, do descuido com a democracia. Mais cedo ou mais tarde iria dar nisso. Vivemos o momento agudo desse processo todo.

Mas há um responsável. Um cidadão, Jair Messias Bolsonaro

CC: Como o senhor vê a atuação da oposição?

CG: Totalmente desorganizada. O outro lado da tragédia é a oposição.

CC: E o papel do Lula? O senhor espera um outro tipo de atuação a partir da libertação do ex-presidente?

CG: Não tenho vontade de comentar. O Lula é um irresponsável e não tenho vontade de ficar repetindo essa afirmação.

CC: A pressão internacional pode ter algum efeito sobre o Brasil?

CG: Está em curso. O G-20 mandou um comunicado para o Bolsonaro para mostrar os efeitos da pandemia, sanitários e econômicos. Estou aqui amadurecendo uma ideia. Na hora apropriada, proponho levar o Bolsonaro ao Tribunal de Haia, por crimes contra a humanidade.

CC: Quais outros movimentos que o senhor e o seu partido farão para tentar impedir que a tragédia seja pior?

CG: Precisa criar um ambiente no País para uma ampla desobediência civil. Se ele tomar a decisão de impor uma quarentena vertical, os governadores devem simplesmente desobedecê-la. Aqui no Ceará não vamos aceitar. Está determinada a quarentena, ela é radical. Vamos importar leitos de UTI, não vou dizer de onde, pois, se for necessário, traremos na marra. Os governadores e prefeitos devem seguir as orientações dos infectologistas, da Organização Mundial de Saúde.

Ontem (terça 24), conseguimos uma liminar, expedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, que autoriza os entes federados a impor de maneira autônoma as restrições que acharem necessárias. No Ceará, conseguimos uma liminar para ocupar os aeroportos com a vigilância sanitária estadual, pois a Anvisa simplesmente não permitia o controle do fluxo. É isso que precisamos fazer. Desconsiderar o Bolsonaro.

CC: O senhor vê algum risco de uma aventura ainda mais autoritária?

CG: Na cabeça do Bolsonaro, acho, campeia essa ideia. Ele instiga uma radicalização que predispõe uma fração da sociedade a uma resposta autoritária.

CC: E uma intervenção militar sem o Bolsonaro?

CG: Não creio. O problema real, econômico e sanitário, afasta qualquer grupo da hipótese de assumir essa responsabilidade no meio da crise. Falo claramente dos militares.

 

Por Carta Capital

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Coronavírus: Brasil tem 92 mortes e 3,4 mil casos, Paraíba confirma nove

O maior número de casos novos de contaminação ocorreu nas últimas 24h

Em nova atualização do Ministério da Saúde sobre coronavírus, o número de mortes chegou a 92, contra 77 registradas ontem(26). O resultado significa um aumento de 18% em relação a ontem. Em comparação com o início da semana, quando eram 25 óbitos, o número multiplicou por 3,68 vezes.

A taxa de letalidade chegou ao máximo da semana, ficando em 2,7%.

O total de casos confirmados saiu de 2.915 para 3.417 hoje(27). O resultado de hoje marcou um aumento de 80% nos casos em relação ao início da semana, quando foram contabilizadas 1.891 pessoas infectadas.

O número de casos novos foi de 502, atingindo o número mais alto da série histórica. Ontem, o acréscimo foi de 482. Nos dias anteriores, o aumento havia sido menor, ficando na casa entre 232 e 345 casos.

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Casos novos confirmados de coronavírus no Brasil – Ministério da Saúde

São Paulo acumula 1.233 casos. O estado, epicentro da epidemia no país, é seguido por Rio de Janeiro (493), Ceará (282), Distrito Federal (230), Rio Grande do Sul (195) e Minas Gerais (189).

Também registram casos Santa Catarina (149), Paraná (119), Bahia (115), Amazonas (89), Pernambuco (56), Goiás (49), Espírito Santo (47), Rio Grande do Norte (28), Mato Grosso do Sul (28), Acre (25), Sergipe (16), Maranhão (13), Pará (13), Alagoas (11), Mato Grosso (11), Roraima (10), Paraíba (nove), Piauí (nove), Tocantins (oito), Rondônia (seis) e Amapá (dois).

No tocante ao perfil das vítimas, 89% tinham acima de 60 anos, 35% eram mulheres e 65% eram homens. Em relação às doenças relacionadas, 47 tinham alguma doença cardíaca, 34 eram diabéticos, 17 apresentavam quadro de pneumonia, e 10 tinham alguma complicação renal.

O número de internados é de 149 em enfermaria e 186 em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs). As hospitalizações desde o início dos casos somaram 497, o equivalente a 3,5% das entradas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Perguntado sobre a confirmação da covid-19 como causa de mortes, o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que os pacientes serão testados. “Às vezes tem que fazer uma vez, duas vezes. Mas o diagnóstico sempre vai ser realizado. Não vai haver subnotificação. O que pode haver é retardo”, comentou.

O secretário de vigilância em saúde, Wanderson de Oliveira, comentou que em algumas situações pode ser difícil fazer a confirmação, especialmente pelo fato do país ainda não contar com testes rápidos.  “Vamos ter resultados de caso no futuro que vamos descobrir que evoluíram a partir de infecção pelo novo coronavírus. Todo óbito passa pela avaliação do comitê de óbito, isso às vezes demora sete ou 10 dias. Enquanto não tivermos testes sorológicos, teremos situação de casos impossíveis de serem classificados”, acrescentou. Os testes sorológicos, ou rápidos, estão dentro dos 22,9 milhões de kits anunciados nesta semana.

O secretário reiterou a importância de seguir as recomendações de prevenção apresentadas pelo Ministério da Saúde.

“É importante que pessoa evite aglomerações, saindo neste período, para que epidemia possa passar. Isso é período passageiro, não é eterno. Ele será tão curto quanto mais pessoas aderirem às  medidas de proteção”, destacou.

Assista na íntegra

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Conheça detalhes do auxílio a pequenas e médias empresas

O setor está entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de liberação de R$ 40 bilhões. A medida deve beneficiar 1,4 milhão de empresas, atingindo 12,2 milhões de trabalhadores. O crédito será destinado a empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões e vai financiar dois meses da folha de pagamento, com volume de R$ 20 bilhões por mês.

Aviões voltam a atender a capitais e outras 19 cidades brasileiras

Os voos terão início amanhã (28) e estão previstos até o fim de abril. Segundo a agência reguladora, os voos, com frequências semanais, serão distribuídos assim: 723 voos no Sudeste, 153 na região Nordeste, 155 voos no Sul, 135 no Centro-oeste e 75 voos para a região Norte. Desse total, 483 voos serão operados pela Latam, 405 voos pela Azul e 353 voos pela Gol.

Saiba como está o avanço do coronavírus no Brasil

A avaliação da equipe do Ministério da Saúde é que o avanço do número de casos de coronavírus tem sido abaixo da expectativa, com evolução de 33% a cada dia. A perspectiva para próximo mês é que a epidemia aumente no Brasil, uma vez que o país está no início da curva de crescimento pela qual outras nações já estão passando, como Estados Unidos, Itália e Espanha.

Covid-19: uso maior da internet requer mais cuidado com segurança

O Comitê Gestor da Internet lançou um guia com dicas para manter um uso seguro da internet. Mensagens diversas, incluindo boatos com curas milagrosas ou novidades, podem ser uma armadilha para implantar um vírus ou um código malicioso no computador ou smartphone do usuário. Acesse aqui.

Um dos perigos são mensagens pedindo informações sobre o usuário, como dados pessoais, financeiros e bancários. Também é o caso de aplicativos e sites que prometem fazer testes online visando atestar se a pessoa está ou não infectada.

 

Agência Brasil

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Conselho Municipal da Criança e do Adolescente autoriza repasse de R$ 1,3 milhão à Prefeitura de Campina Grande para apoio à prevenção e enfrentamento ao novo coronavírus

Recursos serão aplicados nas ações do Hospital da Criança e no programa de apoio aos menores em situação de rua

Atendendo um pleito do prefeito Romero Rodrigues, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Campina Grande, em reunião do colegiado por vídeoconferência nesta sexta-feira, 27, deliberou pela autorização de transferência de saldo do Fundo da Infância e do Adolescente (FIA), na ordem de R$ 1 milhão para o Hospital da Criança e R$ 300.000,00 para ações socioassistenciais comandadas pela Secretaria de Assistência Social (Semas) para a  população de crianças em situação de rua. Os recursos serão aplicados integralmente no plano municipal preparado para a prevenção e enfrentamento a Covid-19 no Município.

Em iniciativa inédita no Brasil, o conselho de Campina Grande autorizou a gestora do Fundo da Infância e da Juventude, secretária Eva Gouveia, a transferir esses valores para aplicação nessas duas áreas específicas. A transferência deverá ser efetivada na próxima semana, segundo Eva, que participou de uma outra vídeoconferência nesta quinta-feira, 26, na companhia do prefeito Romero Rodrigues, justamente para iniciar o debate sobre essa possibilidade de apoio sem precedentes por parte do colegiado.

A titular da Semas, por sua vez, durante a reunião do colegiado, agradeceu ao Conselho pela sensibilidade e atenção ao pedido formulado pela gestão e ressaltou da grandeza de gesto dos conselheiros, ao entenderem a necessidade que se apresenta o momento no Município para se concentrar todas as atenções nas políticas públicas de proteção às camadas sociais mais vulneráveis em pleno enfrentamento ao novo coronavírus.

O agradecimento, em nome do prefeito Romero Rodrigues, foi feito também por Eva Gouveia à promotora da Infância e Juventude de Campina Grande, Elaine Alencar, que teve um desempenho destacado na construção do apoio financeiro ao Município, naturalmente dentro das naturais observâncias de transparência na aplicação criteriosa dos recursos. O secretário executivo Raymundo Asfora Neto também teve participação importante no debate com o conselho.

O Prefeito Romero Rodrigues assumiu o compromisso de promover uma campanha, incentivando os cidadãos e empresas de Campina Grande a fazerem doações ao FIA, com o efeito automático de dedução do valor na declaração do Imposto de Renda.

 

Assessoria de Imprensa – PMCG

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Brasil tem 78 mortes e 2.915 casos confirmados de covid-19

Ministério da Saúde atualiza números oficiais para esta quinta-feira (26)

O número de mortes decorrentes do novo coronavírus no Brasil subiu para 78 nesta quinta-feira (26) ante 57 óbitos decorrentes da doença registrados ontem. De acordo com o Ministério da Saúde, houve um crescimento de 2.433 para 2.915 pessoas testadas com o vírus de um dia para o outro. O índice de letalidade está em 2,7%.

Acompanhe a coletiva do Ministério da Saúde ao vivo:

 

Ministério da Saúde

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Vídeo: Pastor Poróca chama imagem de Nossa Senhora Aparecida de praga e nova “Coronhavírus”, professor rebate

Após publicação de vídeo do polêmico Pastor Poróca, onde o mesmo faz uma narrativa sobre o novo Coronavírus, mas usa a imagem de Nossa Senhora Aparecida e atribui como praga, à Padroeira do Brasil.

O professor e cientista das religiões, Paulo Duarte rebate o pastor. Veja os vídeos de ambos!

 

 

Redação com WhatsApp

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Enquanto a maioria dos prefeitos investe no combate ao Covid-19, Romero mantém São João de CG, em período eleitoral

Enquanto a maioria dos gestores municipais no Brasil está preferindo cancelar os seus festejos juninos deste ano, para investires essas quantias vultosas no tratamento e combate a crise provocada pelo coronavírus no Brasil e no mundo. Em Campina Grande o prefeito Romero Rodrigues (PSD) e seu vice-prefeito Enivaldo Ribeiro (PP), preferiram adiar para o mês das eleições municipais o evento. Veja a trajetória de erros, cometidos pela atual gestão nos últimas sete edições da festa!

São inúmeros, os exemplos, de prefeitos pelo Brasil que preferiram utilizar os recursos dos eventos juninos para o tratamento e combate a pandemia do coronavírus, como: o gestor de Petrolina (PE), Juazeiro do Norte (CE), Vitória da Conquista (BA), Conceição do Almeida, no Recôncavo da Bahia, Natal (RN) e Mossoró (RN). “Nosso foco precisa estar todo voltado para essa luta e priorizar os investimentos na saúde”, disse o prefeito de Petrolina Miguel Coelho (MDB). “Com o decreto de calamidade pública, os eventos culturais, artísticos vão continuar todos cancelados. Vamos estender esse período para os próximos 90 dias e consequentemente o Mossoró Cidade Junina será cancelado. Os recursos destinados a essas atividades serão priorizados principalmente para a saúde.”, explica prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini.

Em contraponto Romero, preferiu gastar milhões com shows em pleno período eleitoral no mês de outubro, o que inclusive fere a legislação eleitoral vigente.  O prefeito Romero, inclusive foi duramente criticado nas suas redes sociais, durante a Live que fez anunciando o São João para o período das eleições e por não destinar tais recursos para a saúde nesse momento de pandemia. Esse, porém não, parece ter sido o único erro da gestão Romero na condução do evento nos últimos sete anos.

Desprezo e calote nos artistas – Vejamos o que ocorreu nos últimos anos. Desde 2013, quando assumiu a gestão, o prefeito Romero Rodrigues e seus demais apoiadores vêm sendo severamente criticados pelo processo de privatização e desculturalização do evento, seja por artistas, colaboradores da festa, turistas, comerciantes e pela população em geral.  Um dos artistas que já se manifestou contrário ao modelo de condução do evento, adotado por Romero, foi o cantor Biliu de Campina, que  lamentou sua exclusão da programação da festa nos últimos anos.  “Eu não fui chamado, talvez, por não cantar forró e não representar a cultura, só pode. Meu nome não é Biliu de Campina, deve ser Biliu da Alemanha ou do Afeganistão.”

Escute o desabafo completo de Biliu de Campina sobre sua exclusão do São Joao:

https://soundcloud.com/jornalismo-com-credibilidade-paraiba/biliu-de-campina-lamenta-exclusao-do-sao-joao-2019-de-cg-e-ironiza

Outro artista, de renome nacional, que questionou o modelo de São João defendido por Romero, foi o músico Alcymar Monteiro, que em vídeo divulgado na sua página do Facebook, que contou com milhares de visualizações, questiona o modelo adotado pelo prefeito para o evento. De acordo com o músico cearense, o prefeito Romero Rodrigues e sua gestão estão querendo acabar com o Maior São João do Mundo. “Querem acabar com a festa de São João, querem destruir toda nossa tradição. Alô minha gente querida! Eu sou Alcymar Monteiro e quero falar em nome do forró e dos artistas que compõem a trilha sonora do maior festival de inverno do mundo que é nosso São João. O São João está virando um festival de horrores”, disse o cantor.

Confira o vídeo completo no artista no link:

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1103586186414571&id=131833763589823

E não parou por ai: o cantor Genival Lacerda foi duro e direto na critica ao atraso no pagamento por show realizado no evento, durante a gestão de Romero: “Mande me pagarem para eu não esculhambar você (Romero)”, diz. O cantor, por suas redes sociais, começa o áudio dizendo que o prefeito Romero Rodrigues não respeita a sua pessoa. “Aqui é Genival Lacerda, um artista que você não teve consideração. Eu sou um dos artistas que levei o nome de Campina Grande para todo o Brasil. Já fui dez vezes na sua cidade, atrás desse dinheiro, e você me bota para falar com secretario, depois bota para outro e não me pagaram até hoje”, afirmou o artista, mostrando uma grande angustia com o prefeito tucano.

Quem não lembra da empresa Aliança, alvo da ‘Operação Fantoche’? – Outra critica constante por parte da sociedade e órgãos policiais é sobre a privatização da festa, promovida pela atual administração. Neste sentido, a gestão de Romero concretizou, por diversos anos, uma Parceria Publico Privada com a empresa Aliança Comunicação, que tem como dono o empresário Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva, alvo principal e preso durante a ‘Operação Fantoche’, da Polícia Federal. Apesar do Prefeito Romero Rodrigues (PSD) ter alegado que jamais a sua gestão teria recebido qualquer ajuda do Ministério do Turismo (o que foi citado pela operação) para a realização dos festejos juninos, o portal da prefeitura o desmentiu. Veja também os elogios de Romero a empresa Aliança a época da formulação da parceria: https://www.maispb.com.br/215862/alianca-comunicacao-e-cultura-vai-administrar-o-sao-joao.html

Além disso, o contrato da Aliança com a PMCG determinava que todo custo operacional da festa seria do encargo operacional da empresa, o que não foi verificado, com base no site do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. Os organizadores do São João no ano de 2017 procuraram o Mtur para que o mesmo investisse na divulgação da festa. Entre as ações previstas por meio do edital destacam-se press trips – visitas de jornalistas e influenciadores digitais aos destinos – encontro de negócios, inclusão da festa no Calendário de Eventos Juninos, transmissão ao vivo nas redes sociais do MTur, divulgação dos destinos e cobertura jornalística dos festejos. Matéria do site também do MTur comprova a parceria. http://www.turismo.gov.br/%C3%BAltimas-not%C3%ADcias/7871-campina-grande-abre-as-portas-do-maior-s%C3%A3o-jo%C3%A3o-do-mundo-3.html

O próprio secretário municipal de Desenvolvimento Econômico da época, Luiz Alberto Leite, referendou a parceria do MTur com a PMCG, em matéria no site da prefeitura. “O fato de Campina Grande contar com o apoio institucional do Ministério do Turismo e da Embratur para a divulgação do seu mais importante evento é uma demonstração da força turística do Maior São João do Mundo”, disse o secretário de Romero, a época . Veja no link: http://pmcg.org.br/ministerio-do-turismo-e-embratur-farao-divulgacao-nacional-do-maior-sao-joao-do-mundo/

Criticas vinham até de dentro da gestão – A crítica a esse modelo de privatização da festa adotado por Romero partiu até mesmo de auxiliares, dentro da sua própria gestão, que, ao criticarem publicamente essa ‘Aliança’ com essa empresa alvo de escândalos investigados pela Polícia Federal, foram afastados das suas funções. Um deles foi o ex-coordenador do São João, o advogado Temístocles Cabral, que demostrou à época, sua discordância com o fato. “Sou contra a terceirização. Isso demonstraria incapacidade. Nosso evento maior precisa de gestão e planejamento para viabilização e ainda de uma definição clara do prefeito do limite financeiro do evento e quanto a Prefeitura poderá bancar, honrar e fazer um ajuste geral de custos, da montagem, estruturas, artistas. O São João de Campina não precisa de agência porque seu maior mix é sua marca”, asseverou Temi, à época, em contato com um portal da capital.

Incêndio no Parque do Povo – Em 2018, em plena realização dos festejos em Campina Grande, aconteceu um incêndio na parte inferior do Parque do Povo, onde dezenas de barracas foram tomadas pelo fogo. Até agora, conforme a Associação dos Barraqueiros, esses comerciantes não foram ressarcidos pelo município, sendo apoiados somente pelo programa Empreender, do Governo do Estado.

Redução de shows e do espaço para ambulantes – Outros dois fatos criticados pela sociedade nesta gestão foram à redução dos shows no palco principal do Parque do Povo, durante o evento, de três para dois shows por noite; e a redução drástica de comerciantes dentro da festa, nos últimos anos, de cerca de 500 para 160.

O prefeito, que durante a campanha eleitoral de 2016 também prometia tirar o local do evento do Parque do Povo para as proximidades do ginásio O Meninão, também não cumpriu a promessa. Este local, onde fica instalada a Vila Sitio São João, se constitui num terreno de 25 mil metros quadrados doado “de mão beijada” para esta Casa de Shows, que tem como proprietário um dos filhos do vereador João Dantas (PSD), que integra sua base de sustentação na Câmara Municipal de Campina Grande. Vale ressaltar que a Vila Sítio São João é coordenada pela Fundação Cultural Museu Étnico do Nordeste (Funet), entidade condenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por gestão ilegal de recursos federais no ano de 2010. De acordo com o órgão, a Ferreira Produções, Locações e Serviços Eireli ME – Art Produções e Eventos, que recebeu pagamentos, também foi condenada. Juntos, devem devolver R$ 445.850,00 de recursos do Ministério do Turismo.

Outra critica constante se dá sobre os reajustes considerados exorbitantes nas taxas de utilização do Parque do Povo para proprietários de quiosques, o que gerou aumento nos preços cobrados nos produtos comercializadora na festa (bebidas e comidas), contribuindo para afastar turistas e campinenses do evento. Veja abaixo vídeos de turistas que mostram o esvaziamento do evento nos últimos anos: (https://youtu.be/AiiR8XatcHM), e (https://youtu.be/vKLe5FEVssw).

Recentemente, o vereador oposicionista Bruno Farias questionou a prefeitura sobre a privatização do evento. Segundo ele, a prefeitura deu “a preço de banana” a festa para a iniciativa privada. “Diversos barraqueiros foram expulsos da festa. Só falta a empresa cobrar ingresso para a entrada”, disse o vereador, em entrevista.

Abandono do evento nos distritos – Ainda sobre a gestão de Romero em relação ao São João, são constantes as criticas de moradores dos distritos (São José da Mata, Galante e Catolé de Boa Vista), em Campina Grande, que revelam que a PMCG abandonou as ornamentações e eventos nessas localidades.

No distrito de e Catolé de Boa Vista, por exemplo, não existe, segundo o morador José da Silva, de 42 anos, nem visita dos organizadores dos festejos juninos para anunciar algum investimento na localidade, que insira a comunidade no São João. “Queria dizer ao prefeito que nós também somos campinenses e merecemos ser inseridos na festa, como éramos no passado, com trios de forró, ornamentações e shows musicais”, disse.

Redação 

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Vídeo: Ônibus é parado pela polícia e vigilância sanitária de Iguatu com destino à Cajazeiras

Um vídeo está circulando nas redes sociais, onde um ônibus cheio de passageiros vindo de local não informado transitava pela cidade de Iguatu, no vizinho estado do Ceará e foi interceptado pela polícia e vigilância sanitária daquele município e levado à delegacia local.

Porém, antes mesmo que os passageiros fossem interrogados na DP, ambos foram orientados pela equipe de vigilância sanitária a seguirem viajem, mas algumas respostas apontaram, para o destino do referido ônibus, a cidade de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba.

De acordo com os padrões adotados por causa da pandemia do novo Coronavírus, o veículo saiu de Iguatu escoltado por várias viaturas da polícia estadual e do sistema municipal de trânsito até a saída do município – com destino à Cajazeiras.

Em contato com o Secretário Municipal de Comunicação de Cajazeiras, na tarde desta segunda-feira (23), o mesmo nos trouxe que até o presente momento não teria sido informado sobre o ocorrido, mas daria respostas em breve.

– Ao retornar com respostas, o Secretário de Comunicação – Jota Erre, informou que o referido ônibus não teria entrado no município de Cajazeiras, até às 16hs30 da tarde desta segunda-feira (23), pelas vias terrestres de acesso, mas que a Superintendência de Transportes e Trânsito, o SCTrans está trabalhando atentamente e vigilante para fazer as abordagens cabíveis e legais, no tocante a esse tipo de ocorrência.

Atualizando – Segundo a imprensa cearense, o ônibus de placas: FCO-3502, vindo de São Paulo, viajava com 23 passageiros, foi interditado na noite do último domingo (22), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Km 42 da BR-230, já em Lavras da Mangabeira, com auxilio e apoio da Secretaria Municipal de Saúde daquele município.

A PRF informou que não houve fiscalização detalhada no veículo devido risco de contaminação. Dos 23 passageiros, oito ficaram em Lavras da Mangabeira, outros foram de táxi para Cajazeiras, na Paraíba, e os demais voltaram para Iguatu e Jucás.

 

Redação

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Luciano Cartaxo pede à população ficar em casa e suspende atendimento ao público na Prefeitura de João Pessoa

Serviços essenciais no combate ao novo Coronavírus e para a manutenção da cidade estão mantidos

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, fez um apelo, em pronunciamento nas redes sociais, neste sábado (21), para a população ficar em casa e anunciou a suspensão do atendimento ao público na Prefeitura de João Pessoa. Com a medida, apenas os serviços voltados à prevenção ao novo Coronavírus e à manutenção da cidade serão mantidos.

Outras atividades da administração municipal serão suspensas ou irão funcionar em regime de plantão e sobreaviso, com trabalhos desenvolvidos de casa. A medida passa a valer na segunda-feira (23) e tem validade de 15 dias.

 

Assessoria

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Número de casos de coronavírus confirmados no Brasil sobe para 291

Casos suspeitos subiram quase quatro vezes; país registra 1ª morte

Após registrar a primeira morte pelo novo coronavírus nesta terça-feira (17), a atualização do Ministério da Saúde registrou 291 casos, contra 234 identificados ontem.

A maior diferença se deu nos casos suspeitos, que pularam de 2.064 para 8.819, quase quatro vezes. São Paulo segue liderando, com 164 casos. O estado vem seguido do Rio de Janeiro (33), Distrito Federal (22), Pernambuco (16) e Rio Grande do Sul (10). Também possuem casos Santa Catarina e Minas Gerais (sete), Goiás e Paraná (seis), Ceará (cinco), Sergipe e Mato Grosso do Sul (quatro), Bahia (três) e Amazonas, Rio Grande do Norte, Alagoas e Espírito Santo (um).

“A diferença dos casos suspeitos é porque existia em vários estados e que não estavam sendo validados muito provavelmente a checagem manual. Afirmamos que era melhor utilizar o sistema automatizado. Mas é mais importante mostrar aumento de notificação do que ficar só nos 2 mil casos”, afirmou Júlio Croda, da equipe do Ministério da Saúde, na entrevista coletiva concedida sobre o balanço do dia.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou a primeira morte por Covid-19 em São Paulo. “Em quase 300 casos tivemos primeiro óbito. Não podemos falar isso porque podemos ter seis óbitos amanhã. Não temos condição de falar a letalidade. Brasil é um país jovem, vamos ver como isso funciona”, declarou.

Em relação aos casos suspeitos, São Paulo possui 5.047, seguido por Rio de Janeiro (859), Minas Gerais (563), Bahia (354), Rio Grande do Sul (300) e Distrito Federal (253). A região com menor número de suspeitas continua a sendo a Norte (96), enquanto a com mais pessoas em investigação é a Sudeste (6.538). Os casos descartados somam 1.899.

Do total, 57% são casos importados (aqueles contraídos fora do país), 32% são oriundos de transmissão local (adquiridos de pessoas que foram infectadas fora do país) e 12% são resultado de transmissão comunitária (quando as autoridades não conseguem identificar a cadeia de infecção e o primeiro paciente ou quando já ultrapassou a quinta geração da rede de contágio). Outros 2% ainda estão em investigação.

Aumento de casos nos próximos meses

A avaliação apresentada pelo ministério é que a situação deve piorar nos próximos meses, com aumento dos casos. A situação, se adotadas as medidas e recomendações, só deve resultar em um alívio do quadro no segundo semestre.

“Vamos passar 60 a 90 dias de muito estresse. Para que quando chegar no fim de julho entra no plateau [estabilidade]. Em agosto e setembro podemos estar voltando [a normalidade] desde que construamos a imunidade de mais de 50% das pessoas”, projetou Mandetta.

O ministro ponderou que com o aumento das iniciativas de distanciamento social é preciso ter atenção para não gerar impactos prejudiciais. “Temos que ter cuidado com medidas restritivas que impeçam abastecimento de grandes eixos. Temos que tomar medidas mas sem causar mais problemas”, ponderou.

Procedimentos à força

Na entrevista coletiva, representantes do Ministério da Saúde responderam a questionamentos sobre a portaria publicada hoje pela pasta em conjunto com o Ministério da Justiça, que obriga a realização de procedimentos determinados por autoridades de saúde e autoriza o emprego de forças policiais para isso.

“Ela deixa claro situações em que isso deve ocorrer, como vacinação, exame e isolamento. Se cumprimos o que está no regulamento, é para que não haja abusos. O que esperamos com a portaria é a não necessidade de a cada momento tenhamos que acionar o judiciário para obter êxito. Enquanto perdemos tempo e pessoa pode fazer um estrago”, respondeu o secretário executivo do ministério, João Gabbardo dos Reis.

Testes de coronavírus

Os representantes do ministério afirmaram que estão dialogando com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com laboratórios privados para ampliar a oferta de testes. Os exames foram apontados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como medida fundamental para evitar a disseminação do vírus nos países. A Fiocruz teria se comprometido a entregar mais 45 mil testes entre março e abril, e até 1 milhão de exames até os próximos quatro meses. Nos locais com transmissão comunitária, passarão a ser testados apenas pacientes internados.

A justificativa apresentada pelos integrantes do ministério foi que nessas situações (quando o vírus está mais disseminado e não há mais conhecimento sobre a cadeia de infecção) não há insumos para testar todas as pessoas, devendo privilegiar o foco nos casos mais graves. “Quando temos transmissão comunitária, temos que testar pessoas com síndrome respiratória aguda grave, quem vai ao hospital e população mais vulnerável, especialmente os idosos”, comentou a representante da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) no Brasil, Socorro Gross.

Leitos nos hospitais

Outra preocupação manifestada durante a entrevista foi com o número de leitos, uma vez que os existentes deverão ser insuficientes diante de um aumento da demanda. Para além dos dois mil leitos anunciados ontem, o secretário executivo informou que a equipe do órgão analisa alternativas para ampliar a oferta de estruturas como essa para atendimento aos caos.

“Estamos estudando substituição de número de leitos que não teremos. E unidades que podem ser utilizada em contêineres, locais que poderão dar atendimento de menor complexidade, sem a necessidade do uso de um leito em um estabelecimento funcionante”, disse João Gabbardo dos Reis.

Mais médicos

O Ministério da Saúde informou que a inscrição de médicos no edital de seleção para contratação de 5,1 mil profissionais pelo programa Mais Médicos, prevista para encerrar hoje, será adiada até domingo, 18h.

De acordo com o órgão, 5,2 mil candidatos já se inscreveram e 98% dos municípios já renovaram a adesão. Das mais de 5 mil vagas, 44% serão destinadas a capitais. Mas todos os perfis de municípios serão contemplados, incluindo os com menor renda.

Veja na íntegra

Ministério da Saúde atualiza situação sobre Covid-19

Primeira morte por Covid-19 no Brasil

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou hoje (17) a primeira morte no país em decorrência do novo coronavírus. O paciente era um homem, de 62 anos, morador de São Paulo, que também tinha comorbidades como diabetes e hipertensão. Ele deu entrada em um hospital privado, não identificado, no sábado (14), e faleceu ontem (16). Os primeiros sintomas se manifestaram no dia 10 de março. O paciente não tinha histórico de viagem. Quatro óbitos estão sendo investigados em São Paulo por suspeita de infecção pelo novo coronavírus, Covid-19. A informação é do secretário de Saúde estadual de São Paulo, José Henrique Germann, e do infectologista David Uip, coordenador do Comitê de Contigência do Coronavírus em São Paulo.

 

Agência Brasil