Categoria RURAL

Senado aprova projeto que autoriza venda de produtores de etanol diretamente a postos de combustível

Proposta segue agora para a Câmara dos Deputados

O Senado Federal aprovou na última terça-feira (19) a venda de etanol pelos produtores diretamente para os postos de combustíveis. Para virar lei, o projeto depende agora de aprovação da Câmara dos Deputados.

A proposta foi apresentada após a paralisação dos caminhoneiros em todo o país, que durou 11 dias. O projeto derruba um artigo da resolução da Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre o fornecimento e a venda de etanol combustível, que determina que o fornecedor só pode vender o etanol a outro fornecedor cadastrado na ANP, a um distribuidor autorizado pela agência ou ao mercado externo. Com a nova norma, os produtores de etanol poderiam vender o álcool combustível diretamente para os postos, sem a intermediação das distribuidoras.

Projeto foi aprovado no Senado e segue para a Câmara

Antes de ser aprovado, o PDS 61/2018 foi motivo de debate entre os parlamentares. Senadores que defendem a proposta afirmaram que, com a venda direta do etanol, os consumidores poderão notar a diferença no preço final do produto.

Para o autor da proposta, senador Otto Alencar, do PSD baiano, da forma como está hoje, a atual resolução da ANP desfavorece a concorrência. A expectativa do senador é que o preço do produto seja reduzido em até 30% após a proposta entrar em vigor.

“Poucas empresas ou as empresas cadastradas pela Agência Nacional do Petróleo. Virou um trust, virou um monopólio na distribuição do etanol. Algumas empresas de grande porte, tipo Shell, Ipiranga, Cossan, várias outras aí, dominam esse mercado e o etanol sai da usina e chega no posto com um aumento dado pelos distribuidores”.

Outros senadores questionaram a qualidade do combustível que será repassado ao consumidor. A senadora Simone Tebet, do MDB de Mato Grosso do Sul, mesmo sendo favorável à venda direta, argumentou que a nova norma pode não ser suficiente para baixar o valor do álcool nas bombas. Ela também mostrou preocupação com a estrutura dos produtores, pois o etanol é um produto altamente inflamável e requer atenção em seu manejo.

“Se nós tiramos a distribuidora, quem vai ter que fazer a distribuição é a usina. Ela vai ter que absorver esse custo da distribuição. Mais do que isso, ela vai ter que ter estrutura suficiente porque ela vai ser fiscalizada. Não pode ser qualquer usina, eu estou falando de um produto perigoso. Tudo isso vai precisar ser colocado no papel para que nós possamos ver realmente se nós vamos conseguir diminuir o preço na bomba”.

No Senado, a proposta foi aprovada por 47 votos a dois. Segundo a Plural, que é a Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência, mais de 127 bilhões de litros de combustíveis foram comercializados em 2017, em todo o país. Ainda segundo a organização, as vendas de combustíveis fecharam 2017 com um ligeiro aumento de 0,6% em comparação ao ano de 2016.

 

Reportagem: Paulo Henrique Gomes

 

6º BPM intensifica abordagens na Zona Rural de Cajazeiras e região

Com objetivo de melhorar e ampliar a segurança do homem do campo, o 6º BPM vem intensificando as rondas e abordagens nas comunidades rurais através da Patrulha Rural e do apoio das guarnições da ROTAM e do supervisor.

As abordagens vêm obedecendo a um cronograma desenvolvido pela seção de Planejamento da Unidade e por solicitações das lideranças comunitárias – com objetivo de atender as demandas nas principais comunidades rurais.

Além das rondas e abordagens a Patrulha Rural também vem sendo empregada no policiamento das festas e eventos realizados na zona rural.

Assessoria – 6º BPM

Legado do agropecuarista Pompeu Borba orgulha a Paraíba afirma Presidente da Asplan

“Um produtor que sempre teve como referência um bom trabalho, que acreditou e investiu na agropecuária e que viveu mais de 50 anos às custas de seu trabalho no campo, sendo referência não só na região, mas, em todo o país, em genética de qualidade e que deixa um legado que orgulha a Paraíba”, disse hoje (15), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro se referiu ao agropecuarista Pompeu Gouveia Borba, que faleceu na madrugada da quinta-feira (14), aos 85 anos, em João Pessoa, onde residia.

Pecuarista, produtor rural e criador, Pompeu começou sua relação com a atividade agropecuária muito jovem, com apenas 15 anos, com a produção de cana-de-açúcar. Anos depois, assumiu a Fazenda Riacho do Navio, onde iniciou seu trabalho em genética e melhoramento, destacando-se como referência nacional como criador da raça Sindi e carneiros Santa Inês.

“Pompeu nos deixa além de um legado muito importante, a lição de que é possível sobreviver da agropecuária com dignidade e o exemplo de um produtor que adorava sua atividade, que tinha orgulho e prazer no que fazia”, afirma José Inácio, lembrando que essa amor pela lida no campo, inspirou seus descendentes que, com certeza, continuarão elevando o setor rural paraibano.

Assessoria

Mudanças na venda do etanol podem baratear preço final do produto ao consumidor final

Os senadores aprovaram na última terça-feira (12) a urgência na tramitação do projeto de decreto legislativo que autoriza o produtor de etanol a vender o produto diretamente aos postos de combustíveis. Essa proposta, defendida por várias entidades ligadas ao setor sucroalcooleiro, entre elas, a União dos Produtores de Cana do Nordeste (Unida), suspende o artigo 6º da Resolução 43/2009, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que obriga o produtor a vender o etanol as distribuidoras ou ao mercado externo. Com a mudança, a indústria teria a flexibilidade de fazer a venda diretamente para os postos o que baratearia os custos, tornando o preço do etanol nas bombas mais vantajoso para o consumidor. Com a urgência na tramitação, a proposta passa a constar na Ordem do Dia da próxima sessão deliberativa do Senado.

Essa solicitação da venda direta do etanol hidratado das usinas /destilarias para os postos de combustíveis, segundo o presidente da Unida e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, na prática, além de agilizar a entrega do produto, reduziria o preço do etanol ao consumidor, ao acabar com a intermediação das distribuidoras. “A legislação brasileira hoje obriga que haja essa intermediação das distribuidoras, que hoje detém o monopólio da compra e venda do álcool. Acontece que essa intermediação gera um custo adicional com a margem da distribuidora, de transporte e da carga tributária, o que causa um impacto significativo e encarece o preço final do produto que com essa venda direta seria mais acessível”, explica o dirigente canavieiro.

O autor do projeto, senador Otto Alencar (PSD-BA), em declarações à Imprensa, coloca que a recente crise institucional causada pelas paralisações de caminhoneiros contra a alta no preço dos combustíveis fez surgir a necessidade de alterar a política de comercialização do setor. Segundo ele, a limitação imposta pela ANP “produz ineficiências econômicas ao impedir o livre comércio através da venda direta entre produtores de etanol e postos de abastecimento”.

A proposta de revogar a proibição, explica José Inácio, não tira da cadeia comercial as distribuidoras. “A proposta é criar uma alternativa dos postos adquirirem o etanol, tanto das distribuidoras, quanto das usinas e das destilarias, incrementando a concorrência do mercado de combustíveis e, consequentemente, a redução no preço do produto para o consumidor final”, reitera o dirigente da Unida.

 

Redação – fmrural.com.br

Com Assessoria

Queda na produção de grãos em 2018 pode encarecer preço da carne

CNA aponta que condições climáticas foram determinantes para redução na estimativa de produção de milho e arroz, por exemplo

Depois de recordes em 2017, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2018 pode cair cerca de 5,2%. Pelo menos é o que aponta a estimativa apresentada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Segundo a publicação, a safra deste ano deve produzir mais de 228 milhões de toneladas, abaixo dos mais de 240 milhões registrados em 2017.

Segundo o levantamento do IBGE, no comparativo com o ano, produções como a de soja devem alcançar o recorde do ano passado, com cerca de 116 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 0,7% em relação ao último ano.

Produções como as de milho e arroz, entretanto, não devem repetir o desempenho do ano passado e podem apresentar quedas consideráveis em 2018. No caso do milho, a diminuição deve ficar em torno de 15%, enquanto o arroz deve ter uma queda de 7%, segundo o IBGE.Produção de soja deve aumentar cerca de 0,7%, enquanto milho e arroz devem cair 15% e 7%, respectivamenteAlan Malinski, assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), explica que, por conta das condições climáticas, o início do plantio de soja atrasou e, consequentemente, interferiu na safra do milho. Já as baixas temperaturas na região onde o arroz é plantado contribuíram para a queda na estimativa de produção.

O impacto dessa queda produtiva deve chegar ao consumidor, que pode sentir a mudança no bolso. Na prática, outros itens que dependem dos grãos para serem produzidos, como a carne, podem ficar mais caros.

“Como a principal cultura que foi prejudicada foi o milho, e o milho chega na mesa do consumidor através da carne de frangos e suínos, nós vemos que sim. Este milho vai chegar mais caro para a agroindústria, para o granjeiro e certamente a agroindústria vai tentar passar isso para o consumidor final. Então, a chance de nós vermos um aumento nas prateleiras, principalmente para aves e suínos, existe.”

Ainda de acordo com o IBGE, a diminuição vai ocorrer apesar de um aumento na área plantada. No comparativo com 2017, aumentou em 2,6% a área da soja, e reduziu em 7,3% a área plantada de milho e de 3,6% na área de arroz.

 

Redação – fmrural.com.br

Reportagem: Raphael Costa

 

INDICADORES: Preço do boi gordo tem queda nesta quarta (13)

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve aumento de 1,82% e o produto é negociado a R$ 6,17

Indicadores

A cotação da arroba do boi gordo começou a quarta-feira (13) com queda de 0,87% e o produto é negociado a R$ 137,50 no estado de São Paulo. Em Goiânia, a arroba é vendida à vista a R$ 126. No norte do Mato Grosso, o valor é R$ 124. Já Barretos e Araçatuba, em São Paulo, comercializam a arroba a R$ 138 à vista.

O preço do quilo do frango congelado não sofreu variação e o produto ainda é vendido a R$ 4,84 no estado de São Paulo. O preço do frango resfriado também continuou o mesmo e a mercadoria ainda é comercializada a R$ 4,81.

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve aumento de 1,82% e o produto é negociado a R$ 6,17. Em Minas Gerais, o preço do suíno vivo registrou elevação de 1,66% e é vendido a R$ 3,67. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 3,07. Os valores são do Canal Rural e Cepea.

 

Reportagem: Marquezan Araújo

 

Apresentação do Renovabio para produtores independentes acontece nesta terça-feira em Brasília e terá a participação da Asplan e Unida

Como participar do Renovabio e de que forma o produtor independente de cana-de-açúcar pode ser inserido no Programa. Essa é a proposta de uma reunião que acontece nesta terça-feira (12), a partir das 10h, na sede da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), em Brasília. O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais e o vice-diretor do Departamento Técnico da Asplan, Pedro Neto, participam do evento para, posteriormente, disseminarem as informações com os associados.

“O Renovabio vai criar um mercado de créditos de descarbonização (CBios) e esse mercado precisa envolver e favorecer também os produtores independentes e não apenas as indústrias, dai ser muito importante conhecer detalhes de como isso pode ser operacionalizado”, afirma José Inácio.

De acordo com divulgações do Ministério de Minas e Energia (MME) o ponto de destaque, que determinará todo o funcionamento do Renovabio, é a meta proposta. Segundo o modelo criado e proposto pelo MME, a Intensidade de Carbono (IC) deve cair 7% em relação a 2017, passando de 74,25 gCO2/MJ para 68,97 gCO2/MJ. É com base nesse valor que será estabelecido o mercado de créditos de descarbonização (CBios).

Outras atividades

No dia 13, das 10 às 13h, José Inácio tem outra agenda em Brasília. Trata-se da reunião da Câmara Setorial de Açúcar e Álcool. Em pauta, entre outros assuntos, a iniciativa de rever a determinação da Agência Nacional do Petróleo que impede que as usinas possam vender o etanol diretamente aos postos de combustíveis. “É preciso rever essa determinação porque ela só encarece o produto por causa da elevação do processo logístico que, da forma como é feita hoje, inclui o armazenamento do produto e posterior transporte. Sem a intermediação das distribuidoras, o etanol sairia da indústria diretamente para os postos e chegaria mais barato para o consumidor”, destaca José Inácio.

 

Assessoria

INDICADORES: Boi gordo começa a semana com elevação no preço

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve não mudou e o produto é negociado a R$ 6,03

Indicadores

A cotação da arroba do boi gordo começou a segunda-feira (11) com alta de 0,18% e o produto é negociado a R$ 138 no estado de São Paulo. Em Goiânia, a arroba é vendida à vista a R$ 125. No norte do Mato Grosso, o valor é R$ 123. Já Barretos e Araçatuba, em São Paulo, comercializam a arroba a R$ 138 à vista.

O preço do quilo do frango congelado não sofreu variação e o produto ainda é vendido a R$ 4,80 no estado de São Paulo. O preço do frango resfriado também continuou o mesmo e a mercadoria ainda é comercializada a R$ 4,75.

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial também não mudou e o produto é negociado a R$ 6,03. Em Minas Gerais, o preço do suíno vivo teve queda de 0,28% e é vendido a R$ 3,56. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 2,93. Os valores são do Canal Rural e Cepea.

Reportagem: Marquezan Araújo

 

INDICADORES: Café registra queda no preço nesta segunda-feira (11)

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho diminuiu 0,71% e é negociada a R$ 43,27

Indicadores

A saca de 60 quilos do café arábica começou a segunda-feira (11) com queda de 2,20% no preço e é vendida a R$ 455,68 na cidade de São Paulo. Já o café robusta apresentou elevação no preço. A alta foi de 0,16% e a saca é comercializada a R$ 342,77 para retirada no Espírito Santo.

O açúcar cristal teve aumento de 0,77% no preço e o produto é vendido a R$ 57,48 em São Paulo. Já em Santos, no litoral paulista, o valor da saca de 50 quilos, sem impostos, subiu 0,38% e a mercadoria é comercializada a R$ 58,79.

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho diminuiu 0,71% e é negociada a R$ 43,27. Em Campinas, em São Paulo, o produto também ficou mais barato, já que sofreu queda de 0,44% no valor e a saca passou a ser comercializada a R$ 42,64. Em Cascavel, no Paraná, o preço é R$ 41. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o produto é vendido a R$ 28. Em Barreiras, na Bahia, o preço a vista é R$ 30. Os valores são do Canal Rural e Cepea.

Reportagem: Marquezan Araújo

 

CNA estima que tabelamento do frete aumentaria custos de grãos em 152%

ABPA e CNA alertam que medida pode resultar no aumento de preços dos produtos agrícolas

Os ajustes nos preços de frete, anunciados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), causaram debates em diferentes setores da economia, mesmo após a revogação. Por parte de entidades ligadas ao agronegócio, a medida é vista como prejudicial à competitividade brasileira e ao preço final repassado ao consumidor.

Um dos pontos de negociação para o fim da greve dos caminhoneiros, o tabelamentos dos fretes fixa novos preços para o serviço, levando em conta fatores como quilometragem, quantidade de eixos, além de considerar as naturezas das cargas, divididas entre carga geral, a granel, frigorificada, perigosa e neogranel.

No entanto, os reflexos negativos apontados por diversos setores produtivos fizeram com que as autoridades recuassem e revogassem a decisão.
A tabela dos fretes com os preços foi publicada na quinta-feira (7) e foi mal recebida por representantes do agronegócio.

Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, a entidade sempre se posicionou contra a tabela de preços.

Fez questão de ressaltar de que o segmento de proteína animal depende fundamentalmente do transporte rodoviário e de que o modelo vigente sempre atendeu à demanda. Na visão de Santin, as consequências da adoção do novo modelo de preços para o frete seriam insustentáveis.

“Representa aumento de preços. Não tem como não ter. Aumento de preços porque é aumento de custo. Nós não sabemos, somos uma entidade que não trabalha com preços, não sei qual o preço que cada empresa cobra, mas dependendo da empresa, situação e da sua conformação de logística vai encarecer de acordo com cada caso”, afirmou ele.

Outra entidade que representa os produtores rurais e também se posicionou contrária à medida do governo foi a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em nota publicada no site oficial, a CNA alertou “que produtos como grãos chegariam a ter valores 152% mais caros, com um encarecimento de até R$ 13 mil no transporte do Mato Grosso ao Porto de Santos, principal rota para a exportação”.Aumento do frete foi rejeitado por entidades que representam o AgronegócioO texto, assinado pelo presidente João Martins, afirma que “a tabela não consideraria a interação entre todos os atores que compõe o sistema de transporte rodoviário”.

 

Por Raphael Costa