Categoria Rural

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Sindalcool cumprimenta em nota novo dirigente colombiano e destaca medidas para conter influência do etanol de milho americano

O presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool da Paraíba (Sindalcool), Edmundo Barbosa, enviou nesta última sexta-feira (29), nota oficial da entidade, parabenizando e saudando o novo presidente da Associação de Cultivadores de Cana-de-Açúcar da Colômbia (ASOCAÑA), Frank Pearl, a quem enalteceu o ex-ministro e negociador da Paz daquele país, pela brilhante trajetória no desenvolvimento da nação colombiana.

Na nota, Edmundo falou que tem conhecimento do esforço permanente dos produtores da Colômbia, em promover o desenvolvimento sustentável e os avanços para reduzir as consequências das emissões de particulados dos combustíveis fósseis, por meio da produção e promoção da larga utilização do biocombustível da cana, o álcool.

O presidente do Sindalcool manifestou também solidariedade aos produtores da Colômbia, contra a ocupação de 40% do mercado local por álcool subsidiado, importado dos Estados Unidos da América, e no teor do documento, faz cumprimentos pela vitória do reconhecimento dos subsídios ao milho na sua origem, e do estabelecimento de sobretaxa de importação de 0,1997 US$/galão, através dos Ministérios de Minas e Energia, e Ministério de Comércio, Indústria e Turismo daquele país latino-americano, como forma de desencorajar importações e recuperar o mercado local.

Ainda na nota, o dirigente do Sindalcool manifestou sentimento de irmandade com o vizinho país, pois no Brasil há também muitas usinas em insolvência, como há empresas colombianas ameaçadas de nocaute. “Temos grande interesse em conhecer, e solicitamos acesso aos estudos que comprovaram o direito específico de US$ 0,06646/kg de milho, uma vez que se identificou que 68,7% do milho americano é destinado ao álcool produzido nos Estados Unidos, recebe esse largo subsídio com maior razão em se estabelecer o ad valorem”, lembrou.

Para o presidente do Sindalcool, no Brasil a situação é agravada pela concessão de isenção de tarifa Mercosul pelo governo brasileiro, para 200.000.000 de galões de álcool combustível. “Esta concessão do governo brasileiro, ampliou a participação do álcool de milho subsidiado no mercado brasileiro, e consequentemente agravou a sustentabilidade econômica das empresas produtoras”, lamentou.

Por fim, Edmundo Barbosa conclui a nota, reafirmando a vontade de maior cooperação entre as duas associações, assim como, desejando ao Frank Peal, contínuas realizações para a redução urgente do particulado, emitido pelos combustíveis fósseis, com a consequentemente melhoria da qualidade do ar em todas as cidades colombianas, atingindo menor número de internações hospitalares por problemas respiratórios.

Assessoria de Imprensa

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Em edição digital, a 16ª Ruraltur busca alcançar público internacional e capacitar empreendedores

Promovida pelo Sebrae Paraíba, a Feira de Turismo Rural acontecerá de 1 a 4 de setembro de 2020

Voltada para empresas, produtores rurais e artesãos que atuam em atividades econômicas vinculadas ao turismo rural, trade turístico, gestores públicos, imprensa, pesquisadores, professores e universitários, a 16ª edição da Feira de Turismo Rural (Ruraltur), acontecerá entre os dias 1 e 4 de setembro, de forma gratuita e totalmente online.

Com o tema “A Inteligência do Turismo Rural” o evento busca conversar sobre o turismo rural, por meio da economia criativa e de experiência e da produção associada ao turismo, bem como, auxiliar no desenvolvimento e visibilidade dele, em todo país.

Para os organizadores, a diferença de um evento online, para um físico é grande. “Os resultados são bem maiores, por ter maior abrangência, visibilidade, segurança para todos em tempos de pandemia, prospecção de negócios, otimiza tempo, minimiza investimentos, e o número de visitantes é incomparável”, disse Regina Amorim, gestora de Turismo do Sebrae Paraíba.

O evento, organizado pelo Sebrae Paraíba, acontecerá junto a OMT – Organização Mundial do Turismo, e será sede da Conferência Intercontinental de Turismo Rural (II CINTURR), em parceira com o IDESTUR – Instituto do Turismo Rural do Brasil.

Com palestras nacionais e internacionais, a Ruraltur tem o suporte e organização promovidos pela mesma equipe que foi responsável pela realização e sucesso, da FINCC Digital.  “Acredito que, todo evento digital passa a ser internacional, porque o mercado digital não tem fronteiras”, disse Regina. O evento tem capacidade para 150 expositores e funciona como incentivo para empreendedores, por possibilitar a experiência de vendas online, o que muda muitas vezes a visão dos empresários e oferece novas oportunidades. “Temos como base a FINCC Digital que teve resultados incríveis. Ela serviu como incentivo para não interromper o calendário de eventos, do Sebrae Paraíba e realiza-los de forma adequada ao cenário econômico atual ”, completou.

Expositores – Para os empreendedores interessados em participar do evento, o investimento de inscrição é de:

R$ 100 de 01 a 10 de junho.

R$ 120 de 11 a 20 de junho

R$ 150 de 21 a 30 de junho.

O valor inclui exposição em loja virtual, capacitação voltada para o mundo digital, oficina para aprender a fazer pitch e colocar fotos e pequenos vídeos inteligentes na loja virtual.

II CINTURR – Paralelamente à RuralTur, será realizada a II Conferência Intercontinental de Turismo Rural (CINTURR), considerado um dos maiores eventos do setor. Com o tema “Turismo e Desenvolvimento Rural”, a Conferência acontecerá nos dias 1 e 4 de setembro com o objetivo de promover uma reflexão sobre o turismo, tendo a ruralidade como elemento de inovação por meio da exposição de cenários, desafios e soluções. Na programação, os participantes poderão conferir reuniões institucionais com Associações Internacionais, debates, minicursos, oficinas e visitas técnicas digitais.

Serviço:

16ª Ruraltur e II CINTURR (Conferência Intercontinental de Turismo Rural)

Data: 1 a 4 de setembro de 2020

Local: 100% digital

Público-alvo: Empresas formalizadas – MEI, ME e EPP, produtores rurais com DAP, artesãos com SICAB, que atuam em atividades econômicas, vinculadas ao turismo rural, profissionais do trade turístico, gestores públicos, profissionais da imprensa, pesquisadores, professores e alunos dos cursos de turismo e visitantes em geral.

Inscrições: de 01 a 30 de junho.

 

Assessoria de Imprensa

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Câmara Municipal de Cajazeiras vai realizar sessão virtual com autoridades em saúde para debater sobre a Covid-19

Em atendimento a propositura do Vereador Jucinério Felix (PSB), a Câmara Municipal de Cajazeiras, irá realizar na próxima segunda-feira (1º de junho), às 17hs, mais uma sessão ordinária por meio de vídeo conferência, com autoridades em saúde para debater sobre a Covid-19.

 

Assessoria

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Iniciativa da Asplan vai agregar valor ao setor porque melhora organização da cadeia produtiva no campo afirma dirigente do Sindalcool sobre ProAr

“O sistema contratado pela Asplan que cria o selo de qualidade ProAr, já em criação, e que tem o objetivo de melhor organizar as práticas agrícolas desenvolvidas pelos fornecedores de cana-de-açúcar da Paraíba é uma iniciativa inteligente e muito oportuna”, disse nesta segunda-feira (18), o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool), Edmundo Barbosa. Ele se referia a contratação de uma empresa que irá fazer o rastreamento da produção dos fornecedores canavieiros paraibanos, desde o plantio até a colheita, disponibilizando esse banco de dados em Blockchain e propiciando que, desta forma, os produtores possam estar elegíveis para participar junto com as indústrias do mercado de créditos de descarbonização – CBIOs.

Edmundo lembra que a certificação para participar do Renovabio é imprescindível e exige das empresas que queiram participar do Programa investimentos em práticas sócio ambientais e, portanto, uma nova postura da cadeia produtiva na produção e processamento da matéria-prima. “Nós ainda não tínhamos incluído cana de fornecedores porque não havia organização no sentido de termos os dados que o Renovabio exige. Creio que com essa iniciativa da Asplan, que é pioneira em nível nacional, isso poderá ser contabilizado para efeito da elegilibilidade ao Programa por parte dos fornecedores”, destaca Edmundo, classificando a ação da Asplan como ‘realmente inteligente’.

Edmundo lembra ainda que o valor agregado da cana no Renovabio é baseado também na quantidade de emissões que aquela cana teve ao ser produzida. “O Programa muda a relação do produtor de cana com o meio ambiente na medida em que ele quantifica e qualifica tudo o que diz respeito a produção da matéria-prima, levando em conta, por exemplo, até o tipo de adubo utilizado na lavoura e que tipo de emissão isso provocou. Quem usa nitrato de amônia no solo terá um peso diferente de quem utiliza composto orgânico, por exemplo”, reforça Edmundo.

O dirigente do Sindálcool reitera que a iniciativa da Asplan reforça a consciência dos plantadores sobre a importância de mudar a relação deles com o meio ambiente. “É preciso abraçar uma nova ótica de produção. Como bem define o Programa é fundamental ter mais cana, produzir mais etanol, mas tudo isso com menos emissões”, reforça Edmundo, lembrado que em 2021 haverá nova ressertificação das indústrias e que, com essa iniciativa do ProAr os fornecedores de cana paraibanos que aderirem ao programa de qualidade poderão ser adicionados a essa cerificação para também ter ganhos com os créditos de carbono.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais reforça que já há algum tempo, os produtores estão reivindicando a participação deles neste mercado de comercialização de CBIOs e que essa iniciativa de criar o selo de qualidade ProAr e melhor organizar os fornecedores paraibanos se insere neste contexto. “Não queremos continuar tendo como avaliação de nossa produção apenas o ATR. A cana tem muitos outros valores agregados e agora mais esse dos créditos de carbono. Há muitas possibilidades de ganhos, inclusive, para o meio ambiente e queremos ser protagonistas desta história também, já que somos um elo importante desta cadeia produtiva”, finaliza José Inácio.

 

Assessoria

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Sindalcool inicia campanha para estimular o consumo de etanol na Paraíba

Em reunião virtual, articulada pelo Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool na Paraíba (Sindalcool), no final da tarde, da última quinta-feira (7), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Paraíba (Fetag) e os seus sindicatos afiliados na Região da Zona da Mata, decidiram por apoiar a Campanha “Etanol é só beleza. Abasteça com etanol”, como estratégia para estimular o uso do produto e atenuar a crise no setor, responsável, dentre outras contribuições na economia paraibana, pela geração de mais de 21 mil postos de trabalhos.

A safra 2019/2020 de cana-de-açúcar na Paraíba foi encerrada em abril deste ano, e por conta dos efeitos da pandemia no cenário econômico que culminou com a queda nas vendas de 70% do etanol nos postos de combustíveis, e consequentemente aumento no estoque do produto, ganhou preocupação das usinas afiliadas ao Sindalcool que hoje armazenam 36 milhões de litros do produto, e a partir de agosto, com o início da próxima safra, corre o risco de não ter espaço para guardar a nova produção.

Na Paraíba, hoje o setor está se preparando para a nova safra 2020/2021, com o plantio da cana-de-açúcar, além dos tratos culturais, mas de olho no presente, com a estocagem do produto sem saída, busca uma estratégia para vender o álcool e assegurar no futuro, a manutenção dos empregos numa atividade que, segundo levantamento do Sindalcool, injetou só em 2018, R$ 1,5 bilhões com salários, impostos e insumos. No cenário nacional é responsável por 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Representantes das usinas demonstraram preocupação e ao mesmo tempo, confiança diante da crise, mas adiantaram o cuidado com a saúde dos trabalhadores, adotando medidas preventivas contra o Covid-19, embora não se possa deixar de valorizar o andamento da atividade produtiva do setor sucroenergético.

O representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mamanguape, José João, destacou a valorização da matéria-prima paraibana com o consumo do etanol, de grande importância para a geração de emprego e renda.

A Campanha “Etanol é só beleza. Abasteça com etanol”, retrata a importância do álcool como prevenção ao Covid-19, como também o estímulo ao consumo consciente do etanol. A estratégia será difundida inicialmente, por meio de um jingle, a ser veiculado nas redes sociais dos órgãos envolvidos na reunião, inclusive para download, que já está disponível no site oficial do Sindalcool, o www.sindalcool.com.br e ainda em parceria com as rádios paraibanas ao manifestarem adesão à campanha, que deverá ganhar outras plataformas de divulgação, como forma de diálogo com a população.

O presidente do Sindalcool, Edmundo Barbosa, falou da união de todos os atores envolvidos do setor sucroenergético para driblar a crise, e com isso, assegurar a sobrevivência da atividade. “Ao consumir etanol, as pessoas estão acima de tudo, investindo na sua qualidade de vida, ao optarem por um combustível que não polui e não gera malefícios à saúde”, lembrou.

A reunião contou ainda com a participação de auditores fiscais do Ministério da Economia na Paraíba, Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado da Paraíba e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Fetag/Senar), além de representantes das usinas associadas ao Sindalcool.

Os auditores fiscais do Ministério da Economia na Paraíba e Fetag/Senar também vão apoiar a Campanha “Etanol é só beleza. Abasteça com etanol”.

 

Assessoria

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Resolução autoriza produtores a prorrogar pagamento de parcelas das operações de crédito rural de custeio e de investimento

Em tempos de dificuldades ocasionados pelas medidas de distanciamento social, que afetaram várias atividades, inclusive, o setor agrícola, a Resolução 4.801, traz um alento para produtores que contraíram operações de crédito rural de custeio e de investimento. Isto porque, ela permite que a instituições financeiras prorroguem, até 15 de agosto deste ano, o vencimento das parcelas vencidas ou a vencer no período de 1º de janeiro de 2020 a 14 de agosto de 2020. “Essa medida traz um alento para os produtores, no sentido de dar um prazo maior para que seja quitada as parcelas das operações. Em tempos atípicos como esse, qualquer prorrogação de pagamento é sempre bem-vinda”, destaca o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

A Resolução também autoriza a concessão de crédito especial de custeio aos agricultores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e aos produtores rurais do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), cuja venda da produção tenha sido prejudicada pela redução da demanda. O volume de recursos por produtor será de até R$ 20 mil, com taxa de juros de 4,6%, para o Pronaf; e R$ 40 mil, com taxa de juros de 6%, para o Pronamp. O prazo de reembolso será de até três anos.

De acordo com o consultor financeiro da Asplan, Cristiano Aguiar, é bom que os produtores solicitem essa prorrogação das parcelas das operações de crédito de custeio e de investimento. “Isso é importante porque se houver a adoção de uma nova resolução ampliando essa prorrogação inicial de 90 dias, quem estiver incluso já terá direito ao novo prazo”, afirma ele, lembrando que o Bradesco e o Banco do Nordeste já estão encaminhando as solicitações de prorrogação. O Banco do Brasil, que tem a maior carteira de clientes de fomento de crédito agrícola, ainda aguarda portaria para começar a receber as propostas de prorrogação, muito embora gerentes da instituição já admitem que estão adiantando processos neste sentido. Para solicitar a prorrogação, o produtor precisa estar em dia com suas parcelas, pelo menos, até o dia 1º de janeiro deste ano. Essa Resolução não inclui as operações financiadas pelo BNDES.

 

Assessoria

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Enfarte fulminante provoca morte de Murilo Paraíso ex-presidente e diretor da Asplan

A morte do ex-presidente e diretor Administrativo e Financeiro da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba-Asplan, Murilo Correia Paraíso, ocorrida neste domingo (26), provocada por um enfarte fulminante, deixa de luto o cenário canavieiro da Paraíba. Murilo, que era engenheiro por formação e produtor de cana, foi presidente da entidade no mandato de 2014 a 2017, tendo como uma das principais realizações de sua gestão a reforma e revitalização do prédio sede da Asplan, localizado em João Pessoa. Murilo era pernambucano, mas era radicado na Paraíba há muitos anos. Deixa viúva e duas filhas. Por ironia do destino, o aniversário dele foi ontem, quando completou 74 anos.

“Murilo agregou valor a nossa Associação, foi na gestão dele que a nossa sede passou por uma estruturante reforma. Era uma pessoa presente, disponível e que fará falta. Mas, não nos compete questionar os designíos de Deus, só desejar que ele descanse em paz”, afirmou o presidente da Asplan, José Inácio.

Por força das circunstâncias, o velório será realizado apenas das 14h às 16h, no Crematório Caminho da Paz, em Cabedelo, com a ressalva de que os que forem se despedir dele estejam protegidos com máscaras. “Além de reverenciar a memória de Murilo, precisamos preservar a vida, que tão bem se materializava no largo sorriso de nosso amigo e diretor que chamávamos carinhosamente de Murilão”, finaliza José Inácio.

 

Assessoria

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Produtores de cana da PB reforçam importância dos pedidos da Feplana para evitar quebradeira no setor por causa do Covid-19

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, faz um alerta sobre os impactos negativos da pandemia do Covid-19 e sobre as medidas que precisam ser tomadas urgentemente para que os efeitos dessa problemática mundial não quebrem o setor sucroenergético nacional. “Os impactos da pandemia do Covid-19 sobre a economia, as empresas e, especialmente, sobre o setor sucroenergético nacional, que sofre diretamente com as quedas acentuadas nos valores das commodities responsáveis pela precificação do valor da cana, ou seja, o açúcar e o petróleo, que tiveram quedas acentuadas de  -15,3%  e  -59%, respectivamente, nas bolsas de valores, requerem das entidades representativas do segmento uma urgente atitude diante desse cenário que tem impactos diretos sobre as lavouras e em toda cadeira produtiva canavieira”, atesta José Inácio.

Neste sentido, ele destaca a iniciativa da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), que encaminhou algumas propostas ao Governo Federal no sentido de buscar apoio para superação deste momento, preservando um setor vital para a economia e estabilidade do país e milhares de empregos. As sugestões passam pela prorrogação das dívidas até 2022, a venda direta de etanol aos postos e a solicitação de que os créditos do RenovaBio sejam extensivos a cadeia produtiva e não fiquem restritos apenas às indústrias.

Para José Inácio de Morais, muito mais que propostas, esses encaminhamentos da Feplana às autoridades federais, especialmente, aos Ministérios da Agricultura, Minas e Energia e Economia, são a única forma de sobrevivência do setor não apenas diante das consequências da pandemia, mas, também de questões pertinentes à atividade na região Nordeste. “Nossa região passou por sete anos de seca, temos condições adversas de solo, clima e topografia em relação ao Sudeste, estávamos convivendo com baixos preços de remuneração e quando a gente vislumbrava um cenário de recuperação, vem essa pandemia. A sensibilidade do governo federal é imprescindível com o setor neste momento. Ou a gente tem esse olhar atento dos ministérios da Agricultura, Minas e Energia e Economia, ou quebraremos numa proporção inimaginável”, assegura José Inácio.

O dirigente canavieiro lembra que o setor canavieiro é responsável por milhares de empregos e responde por ampla fatia do PIB do País e que em boa parte do Nordeste a atividade é o principal sustentáculo econômico e social. Segundo ele, as propostas elencadas pela Feplana não sobrecarregam o governo que tem que se desdobrar para atenuar os efeitos devastadores dessa pandemia porque não passam pelo repasse de recursos. “O que a Feplana pleiteia, com apoio das entidades que ela representa, a exemplo da Unida e da Asplan, é a prorrogação do prazo de pagamento das dívidas rurais de empréstimos realizados para custeio e investimento dos canaviais, definidas para o final de 2020, para 2022, a repactuação de dívidas agrícolas, sem que isso mude as aquisições de créditos rotineiros para o financiamento da safra atual, o fim da exclusividade da venda do etanol das usinas pelas distribuidoras, para que o produto fique mais competitivo diante da queda do preço da gasolina, o que melhoraria a rentabilidade das unidades produtoras e, com isso, o aumento do preço da cana dos fornecedores, e ainda a possibilidade dos produtores independentes obter os créditos financeiros da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio)”, destaca José Inácio.

Ele lembra ainda que num momento difícil, na época do Plano Real, que nem era um momento de tanta fragilidade como esse agora, o Brasil já teve uma experiência exitosa de fazer uma securitização com o setor agrícola, que contemplou os produtores com um alongamento de dívidas de 20 anos, com juros compatíveis. “Acho que é também oportuno pedir agora ao governo uma securitização de todos os débitos, em qualquer banco”, diz José Inácio. Em relação a proposta de participação nos créditos do CBios, o dirigente da Unida lembra que mesmo com os fornecedores de cana representando 36% de toda matéria-prima usada nas indústrias, só os parques fabris estão garantidos pela lei para se habilitarem e receberem os ganhos econômicos dos créditos de carbono gerados por elas (CBios).

“Se formos analisar, as propostas da Feplana não impactam o governo porque não há pedidos de liberação de recursos, mas, ajudarão o setor a ter fôlego para sobreviver a essa pandemia e seus efeitos desastrosos na economia e nos mercados e aos baixos preços da matéria-prima”, reitera José Inácio. Ele destaca ainda que, particularmente, no Nordeste uma outra sugestão seria o pagamento de uma subvenção que ajudasse os produtores nordestinos a terem melhores condições de competitividade em relação aos do Sudeste. Antecipar o aumento do álcool anidro na gasolina e diesel, colocar, postergar pagamentos de INSS, FGTS, PIS, COFINS a CID na gasolina e, em nível estadual, acabar com a bitributação sobre mercadorias, reduzindo o valor dos insumos agrícolas, são outras sugestões que devem ser levadas em consideração na atual conjuntura. “É preciso fazer algo e urgente e somente o governo federal e estadual têm essas prerrogativas”, finaliza José Inácio.

 

Assessoria

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Agricultura realiza exames para verificar aproveitamento de inseminação animal

O programa de inseminação artificial bovino, iniciado em janeiro passado pela Prefeitura de Campina Grande, por intermédio da Secretaria da Agricultura (Seagri), começa a apresentar resultados positivos na medida em que exames de ultrassonografia realizados pelos veterinários e técnicos da Pasta atestam que expressiva parte dos animais que passaram pelo procedimento conseguiu segurar a prenhez.

A realização dos exames de ultrassonografia, sob a responsabilidade do médico veterinário Pedro Vitorino, teve início na semana passada e de lá até agora ficou constatado que quase 40 por cento das 63 vacas e novilhas apresentaram resultado positivo. Durante os meses de janeiro e fevereiro deste ano cerca de 150 animais fêmeas passaram pela inseminação. A expectativa é a de que, até ao final dos exames de ultrassonografia, o aproveitamento seja de 50 por cento.
O exame para diagnosticar a gestação vem ocorrendo de forma gradativa, vez que o procedimento só pode ser feito a partir de 35 dias após o animal receber a inseminação.

Este trabalho de inseminação, que ganhou força em 2020, a partir do esforço do secretário municipal da Agricultura, Renato Benevides Gadelha, com o apoio do prefeito Romero Rodrigues, alcançou toda a zona rural de Campina Grande, cobrindo praticamente todo o plantel de animais fêmeas, beneficiando cerca de 50 pequenos produtores rurais deste município.

Com esta iniciativa, a gestão do prefeito Romero Rodrigues objetiva se aproximar do aperfeiçoamento genético, melhorar a qualidade do rebanho e aumentar a produção do leite no município, o que significa mais renda e mais qualidade de vida para os atores da zona rural de Campina Grande.

Depois de 60 dias, o exame é repetido, desta vez para identificar o sexo do feto, informação esta que será repassada ao produtor rural, para que ele tenha a expectativa da quantidade de machos e fêmeas que irão nascer. Estas informações facilitam na reposição das matrizes que venham a ser eventualmente descartadas.

Ao comemorar o sucesso do programa de inseminação em bovinos, o secretário Renato Gadelha assinalou, ainda no início do processo, que na medida em que os produtores rurais campinenses acreditam no projeto, “nós vamos avançando e multiplicando esses rebanhos e, consequentemente, a produção leiteira”.

Gadelha sublinhou também assinalou que os animais provenientes deste processo nascem num só tempo, proporcionando aos criadores uma produção harmônica e continuada do leite, indo até o próximo ato de inseminação dos animais.

Do ponto de vista econômico, a inseminação representa outra significativa vantagem, que é a dispensa de adquisição de touros pelos produtores. Um animal desses, do tipo holandês, não fica por menos de R$ 8 mil, correndo o risco de perdê-lo por cobra, quebra de pata ou outro acidente, sendo obrigado a sacrificá-lo.

O sêmen adquirido pela Secretaria da Agricultura é proveniente de Uberaba (MG), tem certificado de alta linhagem e é, preferencialmente, das raças Girolando e Holandesa.

A Prefeitura municipal planeja, para as próximas compras, optar pela sexagem do sêmen, preconizando que a opção dos produtores rurais campinenses será pelo nascimento de animais fêmeas, vez que a produção leiteira é predominante neste município.

Só podem passar pelo processo de inseminação as vacas ou novilhas a partir de um ano de idade e igual ou acima de 300 quilos, como estabelece o protocolo que trata deste procedimento de reprodução animal.

 

Assessoria

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Unida encaminha propostas para serem incluídas no Plano Agrícola 2020/2021

Os produtores de cana do Nordeste, através da UNIDA – União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar, encaminharam um oficio ao secretário substituto de Polícia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, Wilson Vaz Araújo, elencando propostas da classe a serem incluídas no Plano Agrícola 2020/2021. Segundo o presidente da UNIDA e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, as sugestões visam a garantia da manutenção da cultura de cana no NE, tendo em vista as dificuldades dos produtores, principalmente, em relação às oscilações do preço da matéria-prima, a ausência de políticas públicas para os produtores independentes e a irregularidade das chuvas.

O documento contém seis propostas: 1- Adesão da cultura ao Programa de Garantia de Preço Mínimo – PGPM; 2 – Subvenção para a lavoura de cana; 3 – A construção de barragens em propriedades rurais e financiamento de sistema de irrigação; 4 – A criação de um conselho arbitral para revisão do sistema de pagamento de cana; 5 – Atualizações para a NR31 e 6 – Incentivo para reabertura de unidades industriais através de cooperativas de produtores. Para o presidente da UNIDA, as indicações trarão segurança e renda para que os produtores independentes de cana voltem a realizar os investimentos na sua cultura.

“A Unida tem mais de 20 anos, representa mais de 15 mil fornecedores de cana e nove associações de produtores de cana filiadas no Nordeste. Temos discutido e levado ao Governo Federal e ao legislativo as necessidades dos plantadores de cana. Nos debates, a principal questão é a ausência de politicas publicas para os produtores independentes de cana que participam com 33% da cana produzida no Nordeste e que operam, nesse momento, ao sabor das adversidades climáticas e da sazonalidade de preço sem os mecanismos que lhes deem segurança para os investimentos, isso sem entrar no mérito desta pandemia do Covid-19 que ninguém sabe ao certo onde iremos parar”, destaca José Inácio, lembrando também que a cultura da cana é uma das únicas atividades agrícolas que não está beneficiada no Programa de Garantia de Preços Mínimos – PGPM.

Em relação ao pedido de Subvenção para a cana, a UNIDA justifica dizendo que a solicitação é necessária devido ao cálculo do preço da tonelada de cana que é feito em cima dos preços do açúcar e do etanol. Assim, o pagamento da remuneração oscila muito de acordo com o mercado interno e externo. Além disso, o Nordeste fica em desvantagem em relação ao Sudeste nos custos de produção em função da topografia acidentada que dificulta o corte mecanizado e solos menos férteis. “Levando em consideração que Nordeste é grande a mão de obra, chegando a ser cerca de 45% dos recursos de um ciclo, temos o cunho social da atividade também, pois a região tem muita gente com baixa escolaridade e a atividade rural é a única fonte de emprego e renda”, destacou o dirigente da UNIDA.

Já sobre o incentivo para reabertura de unidades industriais através de cooperativas de produtores, a UNIDA acredita que com mais unidades moendo cana o sistema fica mais distribuído, evitando retardamento no processo e perdas para os fornecedores. “A despeito do sucesso ocorrido pela transferência de unidades em recuperação judicial, os produtores de cana, no sistema de cooperativismo em Pernambuco e Alagoas, e em virtude de várias outras unidades se encontrarem na mesma situação sem funcionar ou em recuperação judicial, está havendo uma oferta maior de matéria-prima para usinas e elas estão com medidas que estão prejudicando a entrega das canas dos produtores e  retardando a entrega da cana e isso está prejudicando a qualidade da ATR”, finaliza o documento, aguardando a boa recepção das necessidades da classe canavieira pelas autoridades, em Brasília.

Assessoria