Categoria Rural

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Produtores de cana da PB reforçam importância dos pedidos da Feplana para evitar quebradeira no setor por causa do Covid-19

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, faz um alerta sobre os impactos negativos da pandemia do Covid-19 e sobre as medidas que precisam ser tomadas urgentemente para que os efeitos dessa problemática mundial não quebrem o setor sucroenergético nacional. “Os impactos da pandemia do Covid-19 sobre a economia, as empresas e, especialmente, sobre o setor sucroenergético nacional, que sofre diretamente com as quedas acentuadas nos valores das commodities responsáveis pela precificação do valor da cana, ou seja, o açúcar e o petróleo, que tiveram quedas acentuadas de  -15,3%  e  -59%, respectivamente, nas bolsas de valores, requerem das entidades representativas do segmento uma urgente atitude diante desse cenário que tem impactos diretos sobre as lavouras e em toda cadeira produtiva canavieira”, atesta José Inácio.

Neste sentido, ele destaca a iniciativa da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), que encaminhou algumas propostas ao Governo Federal no sentido de buscar apoio para superação deste momento, preservando um setor vital para a economia e estabilidade do país e milhares de empregos. As sugestões passam pela prorrogação das dívidas até 2022, a venda direta de etanol aos postos e a solicitação de que os créditos do RenovaBio sejam extensivos a cadeia produtiva e não fiquem restritos apenas às indústrias.

Para José Inácio de Morais, muito mais que propostas, esses encaminhamentos da Feplana às autoridades federais, especialmente, aos Ministérios da Agricultura, Minas e Energia e Economia, são a única forma de sobrevivência do setor não apenas diante das consequências da pandemia, mas, também de questões pertinentes à atividade na região Nordeste. “Nossa região passou por sete anos de seca, temos condições adversas de solo, clima e topografia em relação ao Sudeste, estávamos convivendo com baixos preços de remuneração e quando a gente vislumbrava um cenário de recuperação, vem essa pandemia. A sensibilidade do governo federal é imprescindível com o setor neste momento. Ou a gente tem esse olhar atento dos ministérios da Agricultura, Minas e Energia e Economia, ou quebraremos numa proporção inimaginável”, assegura José Inácio.

O dirigente canavieiro lembra que o setor canavieiro é responsável por milhares de empregos e responde por ampla fatia do PIB do País e que em boa parte do Nordeste a atividade é o principal sustentáculo econômico e social. Segundo ele, as propostas elencadas pela Feplana não sobrecarregam o governo que tem que se desdobrar para atenuar os efeitos devastadores dessa pandemia porque não passam pelo repasse de recursos. “O que a Feplana pleiteia, com apoio das entidades que ela representa, a exemplo da Unida e da Asplan, é a prorrogação do prazo de pagamento das dívidas rurais de empréstimos realizados para custeio e investimento dos canaviais, definidas para o final de 2020, para 2022, a repactuação de dívidas agrícolas, sem que isso mude as aquisições de créditos rotineiros para o financiamento da safra atual, o fim da exclusividade da venda do etanol das usinas pelas distribuidoras, para que o produto fique mais competitivo diante da queda do preço da gasolina, o que melhoraria a rentabilidade das unidades produtoras e, com isso, o aumento do preço da cana dos fornecedores, e ainda a possibilidade dos produtores independentes obter os créditos financeiros da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio)”, destaca José Inácio.

Ele lembra ainda que num momento difícil, na época do Plano Real, que nem era um momento de tanta fragilidade como esse agora, o Brasil já teve uma experiência exitosa de fazer uma securitização com o setor agrícola, que contemplou os produtores com um alongamento de dívidas de 20 anos, com juros compatíveis. “Acho que é também oportuno pedir agora ao governo uma securitização de todos os débitos, em qualquer banco”, diz José Inácio. Em relação a proposta de participação nos créditos do CBios, o dirigente da Unida lembra que mesmo com os fornecedores de cana representando 36% de toda matéria-prima usada nas indústrias, só os parques fabris estão garantidos pela lei para se habilitarem e receberem os ganhos econômicos dos créditos de carbono gerados por elas (CBios).

“Se formos analisar, as propostas da Feplana não impactam o governo porque não há pedidos de liberação de recursos, mas, ajudarão o setor a ter fôlego para sobreviver a essa pandemia e seus efeitos desastrosos na economia e nos mercados e aos baixos preços da matéria-prima”, reitera José Inácio. Ele destaca ainda que, particularmente, no Nordeste uma outra sugestão seria o pagamento de uma subvenção que ajudasse os produtores nordestinos a terem melhores condições de competitividade em relação aos do Sudeste. Antecipar o aumento do álcool anidro na gasolina e diesel, colocar, postergar pagamentos de INSS, FGTS, PIS, COFINS a CID na gasolina e, em nível estadual, acabar com a bitributação sobre mercadorias, reduzindo o valor dos insumos agrícolas, são outras sugestões que devem ser levadas em consideração na atual conjuntura. “É preciso fazer algo e urgente e somente o governo federal e estadual têm essas prerrogativas”, finaliza José Inácio.

 

Assessoria

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Agricultura realiza exames para verificar aproveitamento de inseminação animal

O programa de inseminação artificial bovino, iniciado em janeiro passado pela Prefeitura de Campina Grande, por intermédio da Secretaria da Agricultura (Seagri), começa a apresentar resultados positivos na medida em que exames de ultrassonografia realizados pelos veterinários e técnicos da Pasta atestam que expressiva parte dos animais que passaram pelo procedimento conseguiu segurar a prenhez.

A realização dos exames de ultrassonografia, sob a responsabilidade do médico veterinário Pedro Vitorino, teve início na semana passada e de lá até agora ficou constatado que quase 40 por cento das 63 vacas e novilhas apresentaram resultado positivo. Durante os meses de janeiro e fevereiro deste ano cerca de 150 animais fêmeas passaram pela inseminação. A expectativa é a de que, até ao final dos exames de ultrassonografia, o aproveitamento seja de 50 por cento.
O exame para diagnosticar a gestação vem ocorrendo de forma gradativa, vez que o procedimento só pode ser feito a partir de 35 dias após o animal receber a inseminação.

Este trabalho de inseminação, que ganhou força em 2020, a partir do esforço do secretário municipal da Agricultura, Renato Benevides Gadelha, com o apoio do prefeito Romero Rodrigues, alcançou toda a zona rural de Campina Grande, cobrindo praticamente todo o plantel de animais fêmeas, beneficiando cerca de 50 pequenos produtores rurais deste município.

Com esta iniciativa, a gestão do prefeito Romero Rodrigues objetiva se aproximar do aperfeiçoamento genético, melhorar a qualidade do rebanho e aumentar a produção do leite no município, o que significa mais renda e mais qualidade de vida para os atores da zona rural de Campina Grande.

Depois de 60 dias, o exame é repetido, desta vez para identificar o sexo do feto, informação esta que será repassada ao produtor rural, para que ele tenha a expectativa da quantidade de machos e fêmeas que irão nascer. Estas informações facilitam na reposição das matrizes que venham a ser eventualmente descartadas.

Ao comemorar o sucesso do programa de inseminação em bovinos, o secretário Renato Gadelha assinalou, ainda no início do processo, que na medida em que os produtores rurais campinenses acreditam no projeto, “nós vamos avançando e multiplicando esses rebanhos e, consequentemente, a produção leiteira”.

Gadelha sublinhou também assinalou que os animais provenientes deste processo nascem num só tempo, proporcionando aos criadores uma produção harmônica e continuada do leite, indo até o próximo ato de inseminação dos animais.

Do ponto de vista econômico, a inseminação representa outra significativa vantagem, que é a dispensa de adquisição de touros pelos produtores. Um animal desses, do tipo holandês, não fica por menos de R$ 8 mil, correndo o risco de perdê-lo por cobra, quebra de pata ou outro acidente, sendo obrigado a sacrificá-lo.

O sêmen adquirido pela Secretaria da Agricultura é proveniente de Uberaba (MG), tem certificado de alta linhagem e é, preferencialmente, das raças Girolando e Holandesa.

A Prefeitura municipal planeja, para as próximas compras, optar pela sexagem do sêmen, preconizando que a opção dos produtores rurais campinenses será pelo nascimento de animais fêmeas, vez que a produção leiteira é predominante neste município.

Só podem passar pelo processo de inseminação as vacas ou novilhas a partir de um ano de idade e igual ou acima de 300 quilos, como estabelece o protocolo que trata deste procedimento de reprodução animal.

 

Assessoria

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Unida encaminha propostas para serem incluídas no Plano Agrícola 2020/2021

Os produtores de cana do Nordeste, através da UNIDA – União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar, encaminharam um oficio ao secretário substituto de Polícia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, Wilson Vaz Araújo, elencando propostas da classe a serem incluídas no Plano Agrícola 2020/2021. Segundo o presidente da UNIDA e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, as sugestões visam a garantia da manutenção da cultura de cana no NE, tendo em vista as dificuldades dos produtores, principalmente, em relação às oscilações do preço da matéria-prima, a ausência de políticas públicas para os produtores independentes e a irregularidade das chuvas.

O documento contém seis propostas: 1- Adesão da cultura ao Programa de Garantia de Preço Mínimo – PGPM; 2 – Subvenção para a lavoura de cana; 3 – A construção de barragens em propriedades rurais e financiamento de sistema de irrigação; 4 – A criação de um conselho arbitral para revisão do sistema de pagamento de cana; 5 – Atualizações para a NR31 e 6 – Incentivo para reabertura de unidades industriais através de cooperativas de produtores. Para o presidente da UNIDA, as indicações trarão segurança e renda para que os produtores independentes de cana voltem a realizar os investimentos na sua cultura.

“A Unida tem mais de 20 anos, representa mais de 15 mil fornecedores de cana e nove associações de produtores de cana filiadas no Nordeste. Temos discutido e levado ao Governo Federal e ao legislativo as necessidades dos plantadores de cana. Nos debates, a principal questão é a ausência de politicas publicas para os produtores independentes de cana que participam com 33% da cana produzida no Nordeste e que operam, nesse momento, ao sabor das adversidades climáticas e da sazonalidade de preço sem os mecanismos que lhes deem segurança para os investimentos, isso sem entrar no mérito desta pandemia do Covid-19 que ninguém sabe ao certo onde iremos parar”, destaca José Inácio, lembrando também que a cultura da cana é uma das únicas atividades agrícolas que não está beneficiada no Programa de Garantia de Preços Mínimos – PGPM.

Em relação ao pedido de Subvenção para a cana, a UNIDA justifica dizendo que a solicitação é necessária devido ao cálculo do preço da tonelada de cana que é feito em cima dos preços do açúcar e do etanol. Assim, o pagamento da remuneração oscila muito de acordo com o mercado interno e externo. Além disso, o Nordeste fica em desvantagem em relação ao Sudeste nos custos de produção em função da topografia acidentada que dificulta o corte mecanizado e solos menos férteis. “Levando em consideração que Nordeste é grande a mão de obra, chegando a ser cerca de 45% dos recursos de um ciclo, temos o cunho social da atividade também, pois a região tem muita gente com baixa escolaridade e a atividade rural é a única fonte de emprego e renda”, destacou o dirigente da UNIDA.

Já sobre o incentivo para reabertura de unidades industriais através de cooperativas de produtores, a UNIDA acredita que com mais unidades moendo cana o sistema fica mais distribuído, evitando retardamento no processo e perdas para os fornecedores. “A despeito do sucesso ocorrido pela transferência de unidades em recuperação judicial, os produtores de cana, no sistema de cooperativismo em Pernambuco e Alagoas, e em virtude de várias outras unidades se encontrarem na mesma situação sem funcionar ou em recuperação judicial, está havendo uma oferta maior de matéria-prima para usinas e elas estão com medidas que estão prejudicando a entrega das canas dos produtores e  retardando a entrega da cana e isso está prejudicando a qualidade da ATR”, finaliza o documento, aguardando a boa recepção das necessidades da classe canavieira pelas autoridades, em Brasília.

Assessoria

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Casa a casa: Prefeitura de Cajazeiras vacina idosos contra gripe

A Prefeitura de Cajazeiras, por meio da Secretaria de Saúde, começou a campanha de vacinação contra a influenza, e na última segunda-feira (23), já vacinou idosos acima de 60 anos, num trabalho dos mais desenvolvidos pelas equipes de agentes comunitários distribuídos pelos diversos bairros da cidade.

Por orientação do prefeito Zé Aldemir e da secretária Francimones Rolim, as equipes de vacinação estão visitando casa a casa para imunizar os idosos que estão inseridos no primeiro grupo preconizado pelo Ministério da Saúde.

No primeiro dia de campanha, foram vacinados mais de dois mil idosos, segundo informou a secretária Francimones Rolim. Ela tranquilizou a todos, assegurando que as equipes cumprem cronograma previamente estabelecido e deverão chegar a todas as residências da cidade e da zona rural.

 

Secom

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Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado da Paraíba emite nota de esclarecimento sobre doações ao governo

Nota de Esclarecimento

Com o intuito de manter o uso racional do Álcool 70% e organização no processo de entrega das doações para atender parceria de solidariedade com o Governo do Estado da Paraíba por meio da Secretaria de Estado da Saúde, a fim de colaborar com a rede estadual do SUS Sistema Único de Saúde, o Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado da Paraíba (Sindalcool), informa que distribuirá o quantitativo de Álcool 70%, acordado com o Comitê de Gestão de Crise Covid-19, exclusivamente aos representantes determinados pelo Senhor Secretário de Estado da Saúde. As entregas serão efetuadas mediante as seguintes informações prévias pelo Comitê ao Sindalcool que deverão constar da Nota Fiscal de Doação:

Quantidade de vasilhame e volume a ser retirado;

Nome do responsável e identidade;

Placa do Veículo Transportador.

A medida serve para organizar a logística com ações de segurança (por se tratar de um produto altamente inflamável) e seriedade do processo, uma vez que as empresas associadas envolvidas neste ato de solidariedade possuem uma rotina interna de trabalho.

Nota de Esclarecimento

 

Edmundo Coelho Barbosa

Presidente

SINDALCOOL

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Presidente da Asplan elogia iniciativa do setor sucroenergético a distribuir de álcool a 70% para os órgãos públicos de saúde

Para unir esforços e contribuir com o combate à pandemia do Corona Vírus/Covid-19, o Fórum Nacional Sucroenergético – FNS, que congrega as entidades de classe do setor produtor industrial da cana-de-açúcar, de açúcar, etanol e bioeletricidade no país, solicitou autorização ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária para realizar a produção, transporte e doação de álcool etílico hidratado 70%, aos Órgãos Públicos. O ofício foi encaminhado na quinta-feira (19) ao diretor-presidente da ANVISA, Antônio Barra Torres. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, José Inácio de Morais, elogiou a iniciativa da indústria. “Essa é uma ação de responsabilidade com a sociedade brasileira. É uma contribuição importante na atual conjuntura” disse José Inácio.

No documento enviado à ANVISA, o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Luíz Rocha, frisa que houve uma redução temporária de imposto de importação para diversos produtos relacionados à facilitação do combate à pandemia, dentre os quais o álcool etílico em volume igual ou superior a 70%, adequado à desinfecção e descontaminação de ambientes, conforme determinação da Anvisa. Assim, as entidades que formam o FNS também esperam contribuir fazendo sua parte e produzindo internamente o produto

“Neste contexto, e no momento em que toda sociedade se desdobra nos esforços para conter a epidemia do Corona Vírus/Covid-19, o Fórum Nacional Sucroenergético – FNS,  vem solicitar desta Agência em condição emergencial e excepcional, autorização  para as unidades produtoras filiadas às entidades participantes do Fórum realizarem a  produção, transporte e doação de álcool etílico hidratado 70%,  aos Órgãos Públicos, tais como prefeituras, hospitais e ambulatórios, ou outras instituições indicadas pela Anvisa relacionadas ao atendimento da população no Sistema Único de Saúde”, diz o Ofício.

José Inácio de Morais, presidente da Asplan reiterou que cada um deve fazer sua parte. “É de extrema importância essa ação das indústrias. Se cada um fizer sua parte, com políticas públicas adequadas, orientações à população e unidades de saúde preparadas, logo controlaremos essa pandemia. A ideia das entidades do setor Sucroenergético é proporcionar melhorias no atendimento e o bem estar da população no que se refere às suas condições de saúde e estão de parabéns por essa louvável ação”, comentou José Inácio

 

Assessoria

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Produtores de cana se reúnem na Asplan para conhecer a suplementação foliar recomendada pelo Dr. Emídio Cantídio

Foi com o objetivo de mostrar aos produtores de cana da Paraíba  a importância do planejamento em se tratando de adubação para atingir uma maior eficiência na aplicação de nutrientes, que professor Dr. Emídio Cantídio Almeida, da UFRPE, proferiu palestra na última quarta-feira (04), no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. A palestra, intitulada “Manejo Nutricional em cana-de-açúcar”, abordou a suplementação de adubação via foliar em várias etapas do cultivo. Essa é uma técnica cultural já difundida na agricultura e que se apresenta como a alavanca para se atingir altas produtividades.

O presidente da ASPLAN, José Inácio de Morais, disse que era importante o produtor encontrar novas maneiras de aumentar a produtividade de seus campos. “Temos que melhorar e o bom é que aqui temos sempre um jogo aberto. As usinas, outros produtores, compartilham o que dá certo e também mostram o que não é vantajoso. Tudo isso nos leva a uma unidade em prol do conhecimento, da busca por novas formas para aumentar a nossa produtividade. queremos sair da média de 55 toneladas. Tem gente aí falando já em 100 toneladas”, destacou José Inácio.

Segundo Cantídio, tudo começa com a devida e necessária análise do solo e análise foliar a fim de detectar e corrigir as deficiências apresentadas pela planta. “Antes de comprarem os produtos para realizar a adubação, ou seja, as fórmulas, primeiro faça a análise para saber exatamente de que se precisa. Tem que se cobrar a análise foliar para se fazer o planejamento e não comprar apenas pelo preço. Se for feito assim, vocês não estarão estimulando o crescimento da planta”, iniciou o pesquisador, lembrando também que cada fabricante tem uma técnica e, muitas vezes, dão prioridade a nutrientes diferentes.

Dito isso, o palestrante citou três pilares de um bom planejamento de adubação foliar: a fonte – que diz respeito aos nutrientes importantes de acordo com a análise da planta e do solo e quanto tempo leva para a absorção de cada um deles; a época – que mostra a influencia da radiação durante os meses do ano; e a quantidade – que se refere ao balanço de cada nutriente em cada momento em que vai fazer a suplementação de adubo. Quando à época, Emídio Cantídio apresentou ao público como faz a diferença fazer a suplementação foliar durante os meses também em que se tem pouca iluminação solar, como são os meses de maio até agosto.

“A planta não cresce nos meses de maio, junho, julho e agosto porque a radiação é baixa. As temperaturas e a luminosidade, que são importantes aliados nessa fase, sofrem um decréscimo, então, é importante fazer a suplementação. Assim, temos janeiro e fevereiro, que se faz normalmente. No entanto, temos muita chuva e a planta sofre com a lixiviação”, salientou. “Depois, importante fazer uma suplementação foliar novamente. O ideal é observar sua planta. A partir de março já começa a cair a luminosidade. Após isso, outra, terceira adubação é bom que se faça 45 dias antes da colheita, entre junho e julho do ano seguinte”, explicou o professor, recomendando três suplementações. “Ela precisa ter folhas verdes, colmos novos. Você poderá sair de 8 toneladas para 10 toneladas tranquilamente”, frisou o professor.

Ao final de sua palestra ainda falaram representantes de marcas de fertilizantes. Manuel Arcanjo, por exemplo, da Adama, alertou o produtor de cana para a suscetibilidade de diversas variedades para a ferrugem. “Em Pernambuco, 35% das variedades são frágeis à ferrugem. Na Paraíba, ainda mais, aqui perto dos 50%”, disse ele, que passou a palavra para o engenheiro agrônomo, Marcelo Boschiero, da UnionAgro, que falou sobre a correção de solo em profundidade, evitando a compactação. O evento foi encerrado com um almoço.

 

Assessoria 

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Açude construído pela Prefeitura de Sousa sangra e leva alegria e esperança a moradores de Comunidade Rural

Através de Programa de Açudagem, a Prefeitura de Sousa, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, já construiu mais de 140 açudes na zona rural do Município. A boa notícia é que o açude da Comunidade de Caiçara dos Teodoro já está sangrando.

O manancial transbordou devido às chuvas recentes que foram registradas na região, ação que vai garantir a sobrevivência de muitas pessoas que residem na localidade.

O Programa de Açudagem é uma excelente alternativa para os agricultores do município, já que o inverno é promissor com chuvas significantes para o armazenamento de água.

Conforme o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Zenias Alves, a zona rural de Sousa está recebendo investimento significativo, principalmente na questão do abastecimento de água. “Melhorar a oferta de água à população da zona rural sousense é uma das preocupações da atual administração do prefeito Fábio Tyrone“, pontuou.

 

Secom

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ASPLAN participa de ação de recolhimento de embalagens vazias de defensivos em parceria com diversos órgãos de fiscalização

Preocupados com a destinação final das embalagens vazias dos defensivos para não causar riscos ao meio ambiente, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN) se uniu a Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN), ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens (INPEV), ao CREA, à Prefeitura de Itapororoca e à Secretaria de Agricultura do Estado (Sedap) para uma ação de recolhimento dos recipientes após sua utilização. A iniciativa cumpre à Lei federal 9.974, de junho de 2000 que dispõe sobre a logística reversa de embalagens de agrotóxicos. O mutirão de recolhimento acontecerá no próximo dia 12, no posto de coleta na PB 057, na saída para Araçagi, das 8h às 16h.

O recebimento é caracterizado como itinerante, que é uma modalidade temporária de coleta de embalagens vazias de agrotóxicos que visa facilitar o acesso de produtores rurais à devolução. O presidente da ARPAN – Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste e Representante Nordeste da FENACE – Federação Nacional das Associações de Centrais e Afins, Roberto Chiappetta, explica que no local, que fica em um campo de futebol, haverá uma estrutura e pessoas realizando o recolhimento das embalagens vazias. Tudo o que for arrecadado será destinado à unidade de recolhimento da ARPAN, em Mamanguape.

Como o destino final dessas embalagens é o produtor rural, a ação é voltada especialmente para ele. “O produtor precisa fazer a tríplice lavagem do recipiente e entregá-lo no posto montado durante a ação. Muitas vezes o produtor já tem o recipiente armazenado em sua propriedade, já que a lei permite que ele guarde até um ano a embalagem e que depois disso ele faça a logística reversa”, disse Roberto, lembrando que a Lei 9.974 define a penalidade de multa ou prisão de até 1 ano e 4 meses para quem descumprir a legislação.

“O produtor não pode queimar, enterrar, jogar em lixo comum. Ele deve lavar conforme a lei e guardar, ou já realizar a entrega nos postos de recebimento”, salientou o presidente da ARPAN. Ele lembrou que essa é uma ação que existe anualmente e que a ASPLAN é sempre parceria. “A Associação está disponibilizando o caminhão para levar as embalagens da estrutura montada durante a ação até o destino final em Mamanguape”, destacou Roberto Chiappetta.

O presidente da ASPLAN, José Inácio de Morais, frisou que essa é uma importante iniciativa para que o produtor cumpra a legislação e dê sua contribuição ao meio ambiente. “Além de livrar a natureza de possíveis riscos de contaminação e preservar a saúde de todos ao redor, é necessário que o produtor cumpra a lei. Assim, é preciso que ele siga algumas normas de destinação final dos recipientes. Depois disso, eles recebem comprovantes de devolução das embalagens, que em seguida são transportadas com segurança a uma unidade de recebimento do sistema para que seja realizada a destinação ambientalmente adequada”, lembrou o dirigente. Jose Inácio reforça que o produtor precisa guardar os comprovantes de devolução das embalagens  para serem apresentados em uma possível fiscalização em sua propriedade.

 

Assessoria

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João Azevêdo entrega 25 veículos e fortalece ações da agropecuária na Paraíba

O governador João Azevêdo entregou, nesta terça-feira (3), no Parque de Exposições Henrique Vieira de Melo, em João Pessoa, 25 veículos para a Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap). Os carros serão distribuídos para todas as regiões do Estado e irão auxiliar nas ações de fiscalização, vigilância em saúde animal, manutenção de cadastro de produtores, propriedades e rebanhos e controles de trânsito de animais e sanitários.

De acordo com o governador João Azevêdo, a ação do Governo do Estado também tem o objetivo de reestruturar a Secretaria da Agropecuária e da Pesca e de fortalecer as ações para que o Estado alcance o status de área livre da febre aftosa sem vacinação. “Esses veículos darão o suporte para que a Paraíba se torne livre da aftosa e da peste suína para que a gente possa criar um livre comércio com todo o país, o que é fundamental para o desenvolvimento da economia. Ações como essa têm um reflexo importante para evitar a restrição de comércio e temos dado passos importantes e planejados para dotar a Secretaria da estrutura necessária”, pontuou.

O secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Efraim Morais, falou da importância das ações que serão iniciadas a partir de agora para incrementar o segmento na Paraíba. “Isso faz parte de uma reestruturação da nossa Defesa Agropecuária. As nossas gerências têm como principal objetivo garantir a proteção da saúde dos animais, a sanidade dos vegetais e a idoneidade de insumos e dos serviços utilizados na agropecuária e o trabalho implementado trará vantagens como a conquista, até 2021, do status de área livre de febre aftosa sem vacinação, diminuindo custos de produção e colocando a Paraíba no patamar de outros Estados; da certificação de área livre de peste suína clássica; e também ajudará na intensificação do combate constante do comércio e uso indevido de agrotóxicos e na adesão ao Sisb e ao Selo Arte, permitindo a comercialização da nossa produção em todos os Estados”, disse.

O gerente executivo da Defesa Agropecuária, Rubens Tadeu, explicou como será a distribuição dos veículos no Estado. “A Defesa Agropecuária tem 27 escritórios no interior e cinco escritórios regionais e os veículos irão atender os municípios mais carentes, dentro do processo de reestruturação dos nossos serviços, o que viabilizará o desenvolvimento dos trabalhos para atender as demandas do Ministério da Agricultura. Além de trabalhar para conquistar o selo de Estado livre da aftosa e da peste suína, vamos realizar serviços de inspeção de produtos lácteos para que a gente possa melhor atender esse setor”, declarou.

Os veículos entregues foram adquiridos com recursos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza no Estado da Paraíba (Funcep), garantindo uma estrutura adequada para o trabalho da Defesa Agropecuária e contribuindo para as ações desenvolvidas no Estado voltadas para o desenvolvimento social, saúde, educação e renda familiar.

 

Secom