Categoria Rural

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Produtores rurais receberam R$ 341 milhões em indenizações pagas por seguradoras em 2019

Seca, geada, granizo e chuva excessiva foram os eventos que mais provocaram pagamentos para os agricultores

Os produtores rurais receberam cerca de R$ 341 milhões em indenizações pagas pelas seguradoras por meio do PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) em 2019. Os dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontam que das 95 mil apólices que os agricultores contrataram com o apoio do governo no ano passado, cerca de 9 mil foram acionadas.

A seca foi o fator que mais gerou indenizações aos agricultores, num total de R$ 168,2 milhões. Em seguida, vêm a geada (R$ 73,6 milhões), o granizo (R$ 59,7 milhões) e a chuva excessiva (R$ 23,4 milhões). As lavouras mais atingidas pelos fenômenos climáticos foram a segunda safra do milho, a soja, o trigo, a uva e maçã, diz o Mapa.

O PSR transfere o risco da atividade no campo para as seguradoras. Em caso de a safra se perder por algum motivo coberto na apólice, o produtor é indenizado e consegue pagar os compromissos assumidos na safra.

 

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16ª Ruraltur realiza encontro digital gratuito com foco no turismo rural e de natureza para estudantes

Durante a programação do dia 4 de setembro, o público poderá conferir palestras, visitas técnicas e rodadas de negócios; inscrições podem ser realizadas no site do evento

Com uma programação exclusiva voltada para o desenvolvimento do turismo rural no País, a 16ª edição da Ruraltur tem a missão de trazer grandes oportunidades para o mercado. Com o tema “A Inteligência do Turismo Rural”, o evento promovido pelo Sebrae Paraíba acontecerá de forma digital e gratuita de 1 a 4 de setembro, buscando reunir milhares de pessoas para debater sobre assuntos relevantes do segmento, incentivar a economia rural e servir como incentivo ao Turismo.

Este ano, em parceria com a Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais do Turismo, a Feira promove o “Encontro Digital dos Estudante de Turismo com Foco no Turismo Rural e de Natureza”, que acontecerá durante a programação do dia 4 de setembro. Com a participação de pesquisadores, empreendedores, professores e mestres na área de turismo, serão realizadas seis palestras entre visitas técnicas e rodadas de negócios. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site do evento.

Com o propósito de promover e fortalecer os negócios e destinos do turismo rural do Brasil, a programação do evento contará ainda com uma série de ações voltadas para as atividades econômicas vinculadas ao turismo rural, como Marketplace, Conferência Intercontinental de Turismo Rural, Rodada de Negócios, Encontro Nacional de Caminhadas na Natureza e Visitas Técnicas Digitais.

Confira a programação do Encontro Digital dos Estudante de Turismo com Foco no Turismo Rural e de Natureza: 

4 de setembro

14h às 14h30 – Palestra: Sítio São Luís, um protagonista do turismo rural sustentável da Rota do Café no Ceará-história, cultura e tradições vivenciadas por uma           experiência de gestão familiar.

                             Palestrante: Laura de Goes Nepomuceno Leal

14h30 às 15h – Agroecologia e Turismo Rural como ferramenta para a retomada          do turismo no Ceará sob a Ótica Internacional

                             Palestrante: Adalberto Alencar

15h – 15:30 – Visita Técnica

15h30 às 16h – Turismo Criativo: um modo de fazer

                             Palestrante: Larissa Almeida

 16h às 17h – Inovação e Criatividade na Carreira do Profissional de Turismo

                             Palestrante: Indira Guimarães

16h30 às 17h – Visita Técnica Virtual

17h às 18h – Bolero de Ravel

18h às 18h30: Transformação Digital no Turismo

                       José Macedo

18:30 às 19h – A Educação no desenvolvimento do novo turismo no Ceará

                       Palestrante: Luiz Régis Azevedo Esmeraldo

19h às 20h – Visita Técnica Virtual

20h às 22h – Rodada de Negócios

Serviço:

16ª Ruraltur | Feira de Turismo Rural do Brasil

Data: 1 a 4 de setembro de 2020

Local: 100% digital

Público-alvo: Empresas formalizadas – MEI, ME e EPP, produtores rurais com DAP, artesãos com SICAB, que atuam em atividades econômicas, vinculadas ao turismo rural, profissionais do trade turístico, gestores públicos, profissionais da imprensa, pesquisadores, professores e alunos dos cursos de turismo e visitantes em geral.

Para mais informações, o site é http://ruralturdigital.com.br/ e o instagram @ruralturdigital .

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Governo cria financiamento para ajudar setor sucroalcooleiro durante pandemia

Programa de crédito do BNDES é voltado para capital de giro das indústrias sucroenergéticas; especialistas, no entanto, acreditam que a iniciativa fica “aquém” da necessidade do setor

O Programa de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro (PASS), criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoiar a estocagem de etanol, já está disponível. A ideia, segundo a instituição, é auxiliar empresas do setor a atravessar a pandemia por meio de um programa de crédito voltado para capital de giro, vinculado à estocagem do produto.

Com dotação de R$ 1,5 bilhão, o programa vai disponibilizar crédito entre R$ 10 milhões e R$ 200 milhões, limitados a 50% do valor do financiamento, e estará disponível para empresas, cooperativas e empresários individuais com receita operacional bruta igual ou superior a R$ 300 milhões. O financiamento poderá ser obtido diretamente com o BNDES ou em instituições credenciadas pelo Banco e os pedidos poderão ser protocolados até 30 de setembro.

A contrapartida das companhias apoiadas é não reduzir o quadro permanente de pessoal durante dois meses. Outra compensação é que aquelas que mantiverem os postos de trabalho nos 12 meses seguintes terão um custo mais baixo com o financiamento.

Em nota, a assessoria do BNDES afirma que o PASS é importante “por ser um instrumento para auxiliar os produtores de etanol a enfrentarem a queda na demanda por gasolina e etanol, causada pelas medidas de isolamento social.”

Segundo a entidade, é nesta época que ocorre o início da safra de cana-de-açúcar e, em consequência, o aumento da oferta de etanol, principal produto das usinas sucroenergéticas. “Desta forma, o objetivo do programa é possibilitar o produtor a manter seu etanol estocado por mais tempo, aguardando o momento em que a oferta (elevada) e a demanda (retraída) se equilibrem novamente. Para isso, o financiamento possibilita o produtor realizar a venda em um momento futuro. É importante que o combustível esteja armazenado, pois o comportamento da demanda está indefinido no curto prazo”, continua a nota.

Sobre um balanço de quantas empresas já aderiram ao financiamento, o BNDES declarou que “está em contato com empresas e agentes financeiros repassadores, já que o programa pode ser operado diretamente ou por meio desses bancos parceiros. Até o momento, as operações ainda estão em etapa de análise.”

Efeitos da pandemia

Na opinião do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, o momento vivido pelas indústrias setoriais durante a crise mundial na saúde foi desafiador, também por razões além dos efeitos da pandemia. “A isso se somou a baixa do petróleo em termos nacionais, o que ‘arrastou’ para baixo o preço do etanol”, explica. Segundo o parlamentar, o setor “sofreu muito” com esse episódio. “Muitas vezes, não tinha como escoar o produto e quando conseguia vender era por um preço que não repunha o custo da produção.”

Segundo dados da consultoria agrícola Datagro, um quarto das usinas de açúcar e álcool em operação hoje correm o risco de fechar as portas por conta da crise causada pela pandemia. A pesquisa mostra que os valores do litro de álcool reduziram de R$ 2 para R$ 1,30, o que ocasionou queda na demanda.

Após tentativas de diálogo com o governo, a Frente Parlamentar comandada por Jardim sugeriu a utilização da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), imposto regulatório que, na avaliação dele, poderia ser utilizado em momentos como esse. “Isso para manter a competitividade do etanol, e isso não aconteceu”, critica o deputado.

Como solução para essa demanda, o governo apresentou o PASS, do BNDES. “A linha de financiamento proposta ficou aquém do volume que desejaríamos e a um custo alto”, aponta Jardim. Ele reconhece, no entanto, os esforços do Ministério da Agricultura em incluir no Plano Safra uma linha específica de comercialização para o etanol.

“Todos sabem que o setor de energia renovável é um passaporte para o futuro. Na retomada da economia no Brasil e no mundo inteiro, precisamos prestigiar as energias renováveis, particularmente os biocombustíveis”, observa o parlamentar.

O diretor técnico da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues, é categórico ao classificar o PASS como “insuficiente” para atender todo o setor sucroalcooleiro. “Nossas empresas ainda estão avaliando as condições desse financiamento, porque ele não vai atender todos os produtores. Na nossa opinião, ele é muito limitado, porque depende da garantia de 1,5 litro de etanol para cada litro financiado. Dessa forma, os bancos vão querer emprestar dinheiro para as empresas mais capitalizadas, com mais garantias”, lamenta.

Ele reforça o cenário ruim para as indústrias no início deste ano, levando em conta o contexto internacional da guerra pelo petróleo entre Rússia e Arábia Saudita e o anúncio da pandemia pelos órgãos oficiais de saúde. “Foi um caos total, era o mundo caindo em cima do setor sucroenergético”, avalia. Mas, segundo ele, o panorama foi mudando aos poucos.

“Houve demanda mundial por açúcar, que está com mercado aquecido – tanto o interno quanto o externo. Teremos uma safra mais açucareira e, com isso, as empresas estão se autofinanciando. Hoje temos uma quantidade enorme de navios atracados em portos brasileiros. O setor aproveitou a oportunidade do preço do açúcar existente, pois em janeiro e fevereiro esses preços estavam ‘travados’. Na parte do açúcar, que deve ficar na parte de 47% da quantidade de cana processada, está tudo dentro de uma normalidade da expectativa”, defende o diretor técnico da Unica.

Segundo relatório da Unica, no acumulado desde o início da safra 2020/2021 até 16 de junho deste ano, o crescimento nas vendas de açúcar atinge mais de 60%, com a exportação de quase cinco milhões de toneladas.

Confiante, ele já faz projeções para um cenário futuro. “Nossa expectativa é de que o mercado de etanol e de combustível volte à normalidade até o final deste ano, início do ano que vem, e a produção de etanol, mesmo com uma queda na produção por maior produção de açúcar, será suficiente para atender toda a demanda que possa crescer daqui para frente”, garante Rodrigues.

 

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Professor Zé Maria do (PT) comparece a encontro de Marquinhos Campos e fala em possível união com o (PSB) de Cajazeiras

Um encontro realizado na tarde deste sábado (04) em uma chácara na zona rural de Cajazeiras, respeitando o distanciamento e os cuidados com o uso de álcool em gel, organizado pela coordenação da pré-campanha do empresário Marquinhos Campos, para apresentação dos pré-candidatos a vereadores do (PSC) e (PSB), foi registrada a presença do ex-secretário de Meio Ambiente (na gestão do atual prefeito José Aldemir), o professor Zé Maria Gurgel do (PT).

No referido encontro, além da presença do deputado estadual Jeová Campos, irmão do pré-candidato a prefeito Marquinhos Campos, registramos a presença do prefeito Chico Mendes, que falou da experiência exitosa que faz à frente da Prefeitura de São José de Piranhas.

O deputado Jeová Campos apresentou as pessoas que serão responsáveis pela mídia da campanha, pela assessoria jurídica e contábil, que em determinado momento cada uma dessas pessoas, explanaram sobre pontos específicos e os cuidados que os pré-candidatos terão a partir de agora.

Os vereadores: Rivelino Martins, Jucinério Félix e João da Coca e os suplentes tiraram dúvidas e fizeram uso da palavra.

No uso da fala, o professor Zé Maria Gurgel, fez largos elogios ao pré-candidato Marquinhos Campos e sugeriu a união entre (PT) e (PSB). “É como muito orgulho que estou aqui nesse momento, para dizer a cada um de vocês que logo mais terei uma reunião virtual com a direção municipal do (PT) e, lá, direi que seria muito importante que o nosso Partido dos Trabalhadores pudesse se unir a esse projeto de mudança, que Cajazeiras tanto aguarda – tenho escutado com atenção as ideias do amigo Marquinhos Campos e sempre vem aquele desejo de mudança, para nossa cidade, repito mais uma vez, o (PT) precisa fazer parte desse projeto de mudança em Cajazeiras”, finalizou.

 

Folha VIP de Cajazeiras

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Campanha para empoderar mulheres em situação de vulnerabilidade social ganha adesão do Sindalcool

Foram nesses 100 dias de isolamento social por conta da pandemia que as pessoas se mostraram resilientes no quesito superação, mas no meio de tudo isso, a empatia também tem sido vista nos gestos e atitudes humanas como o projeto de extensão universitária “Bancos que Alimentam”, idealizado pelo Centro de Vocação Tecnológica em Segurança Alimentar e Nutricional (CVTSAN) da UFPB, que com a ajuda de parceiros, como o Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool da Paraíba (Sindalcool), e a Prefeitura Municipal de João Pessoa vem beneficiando 85 famílias da capital que estão produzindo e vendendo comidas típicas de milho, para ajudar nas despesas domésticas.

A campanha idealizada pelo CVTSAN foi iniciada há 15 dias para as 85 famílias em situação de vulnerabilidade social, beneficiárias cadastradas nas Cozinhas Comunitárias e no Centro de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf), como também, acompanhadas pelo Banco de Alimentos da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Elas já produziam alimentos, mas por conta da pandemia, tiveram um impacto nas vendas, e foi aí, que a UFPB, resolveu dá sua contribuição, doando kits de ingredientes juninos.

O projeto conta com a atuação de professores, técnicos e estudantes de cinco Centros de Ensino da UFPB, que segundo a professora de Tecnologia de Alimentos, Ana Luiza Braga, o objetivo do projeto é contribuir com o retorno ao trabalho de pessoas em situação de vulnerabilidade, sendo que dois kits já foram doados, e nesta terça-feira (30), o terceiro, fruto da parceria com agricultores e empresas, como o Sindalcool. “A venda dos produtos, como canjicas, pamonhas e bolo de milho, originários desse terceiro kit de ingredientes acontecerá na primeira semana de julho, quando ainda se mantém a tradição de vender comidas típicas”, lembrou.

Segundo as coordenadoras, Ana Luiza Braga e Carolina Lima de Albuquerque, inicialmente foi feita uma campanha de doações nas redes sociais para a compra de insumos, depois uma campanha nos supermercados para a troca de álcool produzido pela universidade, e a terceira, realizados entendimentos com empresas como o Sindalcool, entre outros, para a doação de alimentos.

A universidade foi responsável ainda pela orientação de forma virtual das mulheres, sobre Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, organização da plataforma de venda dos produtos e a composição de uma música educativa, além de ter executado as campanhas. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes/PMJP), por meio do Banco de Alimentos, ficou responsável pela logística de coleta de produtos doados, montagem e entrega dos kits e o apoio presencial às mulheres usuárias das cozinhas.

Os resultados positivos já são vistos nos olhos e relatos destas mulheres. Mas, os extensionistas da UFPB junto com a prefeitura de João Pessoa estão realizando um trabalho de levantamento de dados produtivos e de comercialização, para quantificar o real impacto na renda familiar.

 

Assessoria

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Cinco novos terminais pesqueiros públicos são qualificados no Programa de Parcerias de Investimentos

Atualmente, já estão na carteira do programa os projetos para desestatização dos TPPs de Cabedelo, na Paraíba; Belém, no Pará; e de Manaus, no estado do Amazonas

Com a publicação da resolução 128/2020 no Diário Oficial da União (DOU), cinco novos Terminais Pesqueiros Públicos (TPP) foram qualificados na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Os terminais são o TPP de Aracaju, em Sergipe; TPP de Natal, no Rio Grande do Norte; os TPPs de Santos e de Cananéia, no estado de São Paulo; e o TPP de Vitória, no Espírito Santo.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é responsável por promover e acompanhar os procedimentos licitatórios das desestatizações. Atualmente, já estão na carteira do programa os projetos para desestatização dos TPPs de Cabedelo, na Paraíba; Belém, no Pará; e de Manaus, no estado do Amazonas.

Terminais Pesqueiros Públicos (TPP) são as estruturas físicas utilizadas para as atividades de movimentação e armazenagem de pescado. Esses locais podem servir de entreposto de comercialização, além de beneficiamento e apoio à navegação de embarcações.

Em 2019, a produção pesqueira nacional atingiu cerca de 722 mil toneladas. A estimativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura é que, em 2030, essa produção possa chegar a 20 milhões de toneladas.

 

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Agricultura familiar tem mais recursos e menos juros no Plano Safra 2020/2021

Após o lançamento do Plano Safra 2020/2021, que contará com R$ 236,3 bilhões em crédito para apoiar a produção agropecuária nacional, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, salientou a atenção com a agricultura familiar, enumerando as medidas previstas no Plano que objetivam o apoio do pequeno e médio produtor, segmentos do setor que mais precisam de ajuda do Governo Federal.

Ao lado dos secretários de Agricultura Familiar, Fernando Schwanke, e de Política Agrícola, a ministra se reuniu pela internet com o diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero; o presidente da Cresol Confederação, Cledir Magri; o diretor executivo de Crédito do Sicredi, Gustavo Freitas, e o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. A intenção foi expressar o desejo da pasta, por meio das medidas, de ampliar a produção dos agricultores familiares.

“Espero que com este Plano a gente possa avançar dentro do que o Ministério da Agricultura tem se proposto a fazer por esse segmento produtivo, que é a inclusão, cada vez mais, facilitar o crédito, fazer com que ele chegue na ponta, com programa para os jovens, programas de tecnologia, moradia rural, entre outros”, destacou a ministra.

O secretário Fernando Schwanke foi quem detalhou as ações do Plano Safra relacionadas à agricultura familiar, com destaque para o aumento de recursos no Pronaf e Pronamp, para a diminuição das taxas de juros, a ampliação de limites de crédito, o programa de habitação e de inclusão de jovens no mercado de trabalho.

Segundo Fernando, a agricultura familiar responde pela maioria dos produtores no país e merecem a atenção dada pelo ministério neste novo Plano. “São ações importantes que o ministério vem tomando para esse seguimento que é tão importante, são 80% dos proprietários rurais do Brasil, em torno de 3,7 milhões de famílias de agricultores familiares, além de 300 mil famílias de pequenos proprietários que já não se enquadram dentro do Pronaf, mas são pequenos produtores”, destaca o secretário.

“Este ano, foram alocados para o Programa Nacional de Agricultura Familiar, o Pronaf, R$ 33 bilhões e é importante salientar que esses valores correspondem a um aumento de quase 6% em relação ao ano passado. Todos os anos o Pronaf vem recebendo mais recursos. Fizemos este ano o maior Plano Safra da história do Brasil, tanto no Plano Safra geral quanto nos recursos da agricultura familiar.”

Mais créditos, menos juros

No Plano Safra 2020/2021, foram alocados para o Programa Nacional de Agricultura Familiar, a quantia de R$ 33 bilhões. Esse valor corresponde a um aumento de quase 6% em relação ao Plano do ano passado. Segundo Fernando, todos os anos o Pronaf vem recebendo mais recursos, mas agora, além de um montante recorde de crédito, há de se destacar também a queda nos juros, o que vai ajudar ainda mais pequenos e médios produtores a se recuperarem após a crise instaurada com a pandemia.

“Importante salientar também a queda dos juros do Pronaf. Ele caiu da faixa 1 de 3% para 2,75%, o que significa uma queda de 8,33% da taxa de juros. E dos 4,6% do Plano Safra do ano passado para 4% esse ano, que são 13% a menos da taxa de juros dentro do Pronaf”, observa o secretário. “Isso é relevante e nesse momento que o Brasil vive, nessa pandemia, realmente foi um Plano Safra muito adequado ao nosso momento atual.”

Dos R$ 33 bilhões disponibilizados do Plano para a Agricultura Familiar, pouco mais de R$ 19 bilhões serão direcionados para custeio, enquanto que um pouco menos de R$ 14 bilhões vão para investimento. A taxa de juros de 2,75% indicada pelo secretário diz respeito ao custeio, já os 4%, para investimento.

O Pronaf é direcionado a ajudar pequenos produtores, mas os médios, amparados pelo Pronamp, também receberam mais créditos e uma menor taxa de juros. Foram disponibilizados R$33,2 bilhões, um aumento de aproximadamente 25% com relação à safra anterior. Os recursos poderão ser utilizados para custeio, a uma taxa de 5% ao ano, e para investimentos, com taxas de 6% ao ano.

Segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a redução na taxa de juros para os diferentes tomadores é muito bem-vinda e necessária em resposta as reduções sistemáticas na taxa Selic e que mantiveram seu ritmo de queda no início de junho.

Remy Gorga Neto, presidente da Organização das Cooperativas do Distrito Federal (OCDF), lembra que o aumento no crédito é importante para a manutenção da atividade produtiva das pequenas propriedades que geral um percentual enorme dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros.

“Fundamental essas modificações no Plano Safra porque o pequeno e médio produtor, o agricultor familiar e as suas cooperativas merecem um olhar diferenciado com relação ao crédito. Crédito com linhas mais facilitadas, com carência, com prazos são fundamentais para que os produtores continuem desenvolvendo sua atividade, possam se manter e girar os negócios nas cooperativas aos quais estão vinculados”, ressalta Remy.

Pronaf-Bioeconomia

Uma das novidades do Plano Safra é o Pronaf-Bioeconomia. É a possibilidade de financiamento para custeio e investimentos para os sistemas produtivos de exploração extrativista e de produtos da sociobiodiversidade, ecologicamente sustentável, sistemas produtivos de ervas medicinais, aromáticas e condimentares, de produtos artesanais e da exploração de turismo rural. A taxa de juros está prevista em 2,75% e vai contemplar todos os biomas brasileiros.

O diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero, elogiou a possibilidade de financiamento para custeio e investimentos de cadeias produtivas da bioeconomia.

“Muito acertada esta decisão. Além de produzirem alimentos para a cesta básica, os agricultores familiares são guardiões da sociobiodiversidade”, destacou Otero.

Crédito Fundiário

O novo Plano fez alguns ajustes na proposta de financiamento para aquisição de imóvel rural. O agora Projeto Técnico de Financiamento excluiu a limitação de investimentos básicos. Até então, para se ter acesso ao crédito, o valor estava limitado a R$ 27,5 mil.

Além da redução da taxa de juros do PNCF Empreendedor de 5,5% para 4%, ainda foram prorrogadas as parcelas vencidas ou vincendas de 1° de Janeiro de 2020 a 30 de Dezembro de 2020 para agricultores que tiveram prejuízos em decorrência de estiagem ou seca nos municípios com decretação de situação de emergência ou estado de calamidade pública.

Residência profissional agrícola

O Ministério fez questão de destacar a criação do Programa Residência Profissional Agrícola. Espelhado na Residência Médica, a iniciativa tem como objetivo apoiar a formação de profissionais com as competências necessárias para a atuação nas áreas de ciências agrárias, favorecendo a inserção desses profissionais no mercado de trabalho.

O programa terá disponível R$ 30 milhões em dois anos com o intuito de beneficiar 1,5 mil jovens estudantes e recém-egressos entre 15 e 29 anos dos cursos de ciências agrárias. O primeiro edital de chamamento terá orçamento de R$ 17,1 milhões e vai contemplar 900 alunos.

Habitação no Campo

Fernando Schwanke também destacou as mudanças no Programa Pronaf Habitação. Agora, além dos produtores, seus filhos também poderão se beneficiar com os financiamentos para construírem suas casas e permanecerem no Campo. Segundo ele, o programa financiou, em 2019/2020, R$ 400 milhões de reais para agricultores familiares, beneficiando 8 mil famílias que construíram ou reformaram residências rurais. Agora, os jovens terão a mesma oportunidade e com melhorias.

“Este ano, fizemos uma mudança bastante importante, a redução da taxa de juros de 4,6% para 4% também para as moradias rurais e fizemos uma mudança no manual do crédito possibilitando o financiamento da construção e reforma para os filhos dos agricultores familiares, o que reforma muito a nossa estratégia do ministério para a sucessão familiar rural”, ressalta o secretário.

O presidente da OCDF vê a iniciativa como fundamental, lá que dá subsídios para que os jovens possam mirar um futuro que envolva o negócio ao qual já está acostumado desde cedo.

“Essas linhas que podem melhorar a infraestrutura desse pequeno produtor, melhorar sua habitação, e para o próprio filho do produtor, de modo a fixá-lo, dá mais motivação para que o jovem, filho de pequenos produtores rurais não pensem só simplesmente em ir para as cidades e os grandes centros, mas que tenham também uma condição de melhor conforto para continuar auxiliando na produção da agricultura familiar”, destaca Remy.

Seguro rural

O Seguro Rural também recebeu mais recursos no Plano Safra 2020/2021. Nesta nova leva, serão disponibilizados R$ 1,3 bilhão para apoiar os produtores rurais na contratação de uma apólice, o maior montante desde a criação do programa de seguro rural.

O Mapa estima a contratação de 298 mil apólices, num montante segurado da ordem de R$ 52 bilhões e cobertura de 21 milhões de hectares.

 

Brasil61

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Governo aciona comporta do Eixo Norte da Integração do São Francisco

“É uma novela enorme que está chegando ao fim”, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (26) que o Projeto de Integração do Rio São Francisco é uma “novela enorme que está chegando ao fim”. Bolsonaro participou, nesta sexta-feira, em Penaforte, no Ceará, da cerimônia de acionamento da comporta que será responsável pela chegada das águas do Eixo Norte do projeto ao estado do Ceará.

As primeiras obras, para o deslocamento de parte das águas do São Francisco, foram iniciadas em 2007 pelo Exército. A previsão original do governo da época era inaugurar até 2010 todos os canais, reservatório e estações de bombeamento. A expectativa do governo atual é que o projeto esteja concluído no próximo ano.

“Foi uma recomendação desde o início do governo que não deixaríamos nenhuma obra parada. Faz parte do nosso compromisso e ficamos muito felizes em trazer água para quem precisa”, disse o presidente em entrevista à TV Brasil, ao final do evento. “[O projeto vai beneficiar a] agricultura, irrigar terras, levar água para casa do cidadão nordestino que sempre teve carência disso. É uma novela enorme que está chegando ao fim”, completou.

Com a ação de hoje, a água que já abastece o Reservatório Milagres, em Pernambuco, passará pelo Túnel Milagres, na fronteira dos dois estados, começará a encher o Reservatório Jati, no Ceará, e seguirá, por fim, até a Paraíba e o Rio Grande do Norte.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco soma hoje 477 quilômetros (km) de extensão em dois eixos, o Norte com 260 km e o Leste com 217 km, e, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, é o maior empreendimento hídrico do país. “Quando todas a estruturas e sistemas complementares nos estados estiverem em operação, cerca de 12 milhões de pessoas em 390 municípios de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte serão beneficiadas com abastecimento de água”, informou a pasta.

 

Agência Brasil

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Chega primeira compra de insumos da Cooperativa de produtores rurais da Paraíba

A semana começou com boas notícias na Cooperativa dos Associados da Asplan (Coasplan). Trata-se da chegada dos produtos da primeira compra da Cooperativa.

Os itens do primeiro pedido de Herbicidas, Inseticidas e Fungicidas, que tinha sido feito no dia 05 de junho, chegaram na última segunda-feira (15) e já estão no galpão da entidade, em Bayeux, prontos para serem comercializados. Nessa primeira compra a Cooperativa investiu R$ 132 mil.

Os itens já estão disponíveis para aquisição dos cooperados e não cooperados.

O gerente da Coasplan e engenheiro agrônomo Luís Augusto, destaca que esse primeiro pedido de insumos não foi somente de produtos direcionados apenas a cana-de-açúcar, mas, também a outras culturas, a exemplo, de abacaxi, inhame, coco e mamão.

A ideia foi começar com um mix de produtos que atendesse outras culturas, além da cana-de-açúcar para começarmos a movimentar a Cooperativa”, afirma Luís, lembrando que o produtor pode ligar no número da Coasplan 2177-0441 e tirar suas dúvidas. Nesse mesmo número, o produtor também pode acionar a Central de Compras para adquirir peças de reposição, implementos, EPI’s e outros itens ligados ao negócio rural.

Assessoria

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Cooperativa de produtores rurais da Paraíba faz sua primeira compra de insumos

A compra de insumos e produtos agrícolas com valores mais acessíveis que os praticados no mercado, a partir da Cooperativa dos Associados da Asplan (Coasplan), já é uma realidade. O primeiro pedido de Herbicidas, Inseticidas e Fungicidas foi feito na última sexta-feira (05) e deve chegar a sede da entidade já na próxima semana. Os produtos ficarão no depósito da Coasplan, na avenida Francisco Marques da Fonseca, 294, no bairro Brasília, em Bayeux, e estarão disponíveis para aquisição dos cooperados e não cooperados. Nessa primeira compra a Cooperativa investiu R$ 132 mil.

Segundo o gerente da Coasplan e engenheiro agrônomo Luís Augusto, esse primeiro pedido de insumos não se restringe a produtos direcionados apenas a cana-de-açúcar, mas, também a outras culturas, a exemplo, de abacaxi, inhame, coco e mamão. “A cooperativa vai trabalhar, prioritariamente, com foco no produtor canavieiro, mas, vamos atuar para atender os demais produtores rurais da Paraíba, com preços competitivos e acessíveis e com excelentes produtos”, destaca ele, lembrando que com a chegada dos itens e finalização de outros detalhes, a ideia e iniciar as atividades da Coasplan no dia 23 de junho.

Além dos preços mais acessíveis, outra vantagem da Coasplan é a possibilidade do cliente comprar com prazo. “Mas, essa modalidade de aquisição de produtos e insumos só estará disponível para os produtores canavieiros, associados da Asplan, mediante o aval das usinas”, explica o presidente da Cooperativa, Fernando Rabelo Filho. Ele destaca que o grande objetivo da Cooperativa é baratear custos para os associados, cooperados e para o mercado em geral, permitindo que os investimentos necessários na produção sejam realizados com mais facilidade. “Como vamos comprar os produtos de forma cooperativada, teremos melhores condições de ter preços menores e mais atrativos”, reitera o presidente da Coasplan.

A Cooperativa terá ainda uma Central de Compras, que terá um funcionário à disposição dos clientes para fazer a cotação de peças e equipamentos, incluindo EPI’s. Para acionar a Central, basta que o interessado ligue pelo número (083) 2177-0441 e diga qual é sua necessidade de compra que a Cooperativa se encarregará de fazer as cotações e adquirir o produto sem custo adicional algum para o cliente. “Esse é outro grande diferencial da Cooperativa que vai dar um importante suporte ao produtor na hora de comprar peças de reposição e outros itens ligados ao seu negócio”, destaca Luís Augusto, lembrando que para ter acesso a compra via Coasplan, o produtor não precisa ser associado da Asplan, mas para se tornar um cooperado, é preciso ser associado da entidade.

“A Coasplan é, na realidade, um braço da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba que vai atuar em paralelo a entidade com a função de atender não apenas os nossos associados, mas, todo o segmento que atua no setor primário com alguns diferenciais de atuação. É um sonho antigo que agora virou realidade”, afirma o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, enfatizando que a Coasplan não tem fins lucrativos. “A ideia é ajudar e facilitar a vida do produtor”, finaliza José Inácio.

 

Assessoria