Categoria REGIONAL

Júnior Araújo (AVANTE) recebe apoio de vereadores do (PP) de Marizópolis, no Sertão paraibano

O ex-vice-prefeito de Cajazeiras e candidato a deputado estadual Junior Araújo (AVANTE), agradeceu a importância dos novos reforços que se acostaram ao seu projeto político – com o apoio dos vereadores: Osmar Vitalino (PP), que é presidente da Câmara Municipal, Jorgeano Martins (PP) e, da vereadora Betânia da Saúde, também do (PP), ambos de juntam para construir uma força de trabalho na cidade de Marizópolis, cidade localizada na região de Sousa.

Em conversa com o candidato cajazeirense, Junior revelou que a cada dia vem recebendo novos apoios, uns de forma pública, outros silenciosamente, pois, temendo represálias e perseguição essas pessoas preferem não se identificar nesse momento – Junior comemora os apoios. “Nosso caminho vem sendo construído para chegarmos à Assembleia Legislativa da Paraíba, há muitos anos, porém, a cada dia fica mais próximo e, hoje, conseguimos avançar mais um passo em direção a nossa vitória”, ressaltou.

Para concluir, Júnior Araújo revelou que nos próximos dias anunciará novos e importantes apoios na Terra do Padre Rolim, sua cidade natal.

Redação – fmrural.com.br

Canal da transposição do São Francisco rompe em Salgueiro, em Pernambuco

Com o rompimento, as águas estão desaguando no Riacho Grande, que passa pelo distrito de Umãs em Salgueiro e seguindo até o município pernambucano de Terra Nova.

Um canal do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, que fica entre os municípios de Terra Nova e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, rompeu neste sábado (11). A obra da terceira estação de bombeamento do Eixo Norte (EBI-3) foi entregue no dia 3 de agosto pelo presidente Michel Temer. De acordo com o Ministério da Integração, há evidências de que tenha sido um ato criminoso.

Com o rompimento, as águas estão desaguando no Riacho Grande, que passa pelo distrito de Umãs em Salgueiro e seguindo até o município pernambucano de Terra Nova.

Em nota, o Ministério da integração informou que foi um rompimento pontual e técnicos já estão no local, atuando para recuperação da estrutura que deverá ser normalizada em até 48 horas. Também designaram equipes para verificar todo o perímetro e avaliar possibilidades de danos a comunidades no entorno.

Ainda segundo o ministério, há evidências de que tenha sido um ato criminoso. A Polícia Militar de Pernambuco prendeu suspeitos de terem cometido o dano ao trecho. Moradores afirmam que os envolvidos queriam desviar o curso d’água daquele ponto para que fosse possível encher um reservatório nas imediações.

Em 02 de fevereiro deste ano, uma estrutura das placas de concreto de uma das estações de bombeamento da Transposição do Rio São Francisco também sofreu um rompimento em Cabrobó, no Sertão Pernambucano.

 

G1PE

Banco de Leite de Patos realiza palestra sobre a importância da doação do leite materno para gestantes do CRAS de Monte Castelo

Ainda dentro da programação do Agosto Dourado, a equipe do Banco de Leite Humano Dra. Vilani Kehrle, da Maternidade Dr. Peregrino Filho, de Patos, realizou na sexta-feira (10), um palestra sobre os ‘Dez passos para o sucesso do aleitamento materno”. O público alvo foi cerca de 30 gestantes assistidas pelo CRAS Mariana Alves, do bairro de Monte Castelo, em Patos.

“A proposta desta ação é conscientizar as futuras mamães sobre a importância da doação do excedente de leite, num trabalho de sensibilização para conseguir novas doadoras e assim aumentar o estoque do produto em nosso banco”, explica a coordenadora do BLH, Joana Sabino que junto com a bioquímica Fraldecia de Souza abordaram as etapas que as mães devem seguir para assegurar não apenas uma boa amamentação, mas, também a coleta do leite excedente.

A palestra desta tarde foi feita a convite da Assistente Social do CRAS de Monte Castelo, Kalina Kátia, que já desenvolve com as gestantes atendidas pelo Centro um trabalho de conscientização sobre a importância da amamentação para os bebês e também para as mães. “Foi uma palestra bem participativa. As gestantes tiraram dúvidas e muitas já se dispuseram a ajudar o banco a repor os estoques caso tenham excedente de leite”, afirmou Joana.

Para ser doadora, basta a mulher estar amamentando, ser saudável e ter produção de leite maior que a necessidade do seu bebê e entrar em contato através dos telefones 3423-2157 e 3421-5252, que a equipe do Banco de Leite da todas as orientações sobre os procedimentos básicos de higiene de manuseio do leite e da ordenha mamária, Quem quiser se aprofundar no assunto pode pesquisar no site do Governo do Estado, no link http://static.paraiba.pb.gov.br/2013/09/Rede-Paraibana-de-Bancos-de-Leite.pdf.

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Assessoria

Produtores, técnicos e engenheiros agrônomos atualizam conhecimentos no Workshop da STAB realizado na Asplan

Ervas daninhas, manejo, fertilização e novas tecnologias aplicadas à cultura da cana-de-açúcar foram temas que movimentaram a quarta-feira (08) na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). Isto porque a entidade recebeu diversos produtores, bem como técnicos e engenheiros agronômos, para o primeiro dia do 17º Workshop sobre Plantas Daninhas, Nutrição e Adubação da Cana-de-Açúcar. O evento foi promovido pela Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil (STAB/Regional Setentrional), com o apoio da Asplan, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e do Sindaçúcar. Além das atividades no auditório, representantes de laboratórios agrícolas também montaram stands no estacionamento da entidade para apresentação de produtos. O evento aconteceu nos dias 08 e 09.

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A abertura do Workshop foi realizada pelo presidente da Asplan, José Inácio de Morais, pelo presidente da STAB, Djalma Euzébio Simões e e pelo presidente do Comitê de Tratos Culturais da STAB, Antônio José Barros. O presidente da Asplan destacou que a boa produtividade da Paraíba se deve, principalmente, à força dos produtores, que sempre estão atrás de conhecer as novas tecnologias, mas sem esquecer o custo-benefício. “A Paraíba vive um momento bom de produtividade. Mas, isso se deve à sobrevivência dos produtores. Estamos em uma região propícia em relação a Pernambuco para a irrigação e agora os produtores estão voltados também às ações de manejo, nutrição. Isso é muito bom para o aumento da produtividade, mas é tudo fruto da perseverança”, comentou José Inácio, frisando que isso era consequência também do conhecimento de a classe vai adquirindo e, por isso, a vontade de conseguir o máximo que sua terra pode dar.

A primeira palestra foi comandada pelo Dr. Emídio Cantídio Almeida, da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. Ele frisou a importância da reposição de Fósforo nos solos nordestinos. “O fósforo é responsável 57% pelo crescimento da planta e cerca de 60% dos tabuleiros costeiros estão com deficiência deste elemento. Daqui para 2050, a tendência também é de que a demanda por fósforo duplique, já que a disponibilidade de alimentos está diretamente relacionada a ele”, alertou o estudioso, mostrando resultados de fosfatagem que aumentaram a fertilidade do solo e, consequentemente a produção radicular da cana.

Após isso, aconteceram três palestras para a apresentação de soluções agrícolas. A primeira foi com o representante da Ourofino, depois da Agro Soluções Agrícola, seguido pelo representante da Ihara e da Corteva. A última palestra da manhã foi a do Dr. Flávio Barcellos Cardoso, da Universidade Federal de Viçosa – UFV, que apresentou todo o processo de produção da sacarose na cana através da respiração, fotossíntese, e a importância do manejo foliar para o aumento dos níveis de ATR – Açúcar Total Recuperável.

“Não adianta um solo maravilhoso se o clima não ajuda a maturar e fazer com que a raiz leve nutrientes até a folha”, adiantou Barcellos. Segundo ele, quando não há água suficiente para que cheguem nutrientes à folha, a planta entra em estresse, ela não atinge sua maturação e há queda dos níveis de açúcar. “O clima favorável estimula a produção de açúcar. Mas, sem isso, é preciso ver quando e quanto será necessário em  magnésio e potássio. Isso a planta é quem dirá, através dos estudos de solo. Mas, já sabemos, por exemplo, que um solo rico em potássio, culminará em folhas com baixos níveis de magnésio, já que o potássio, por possuir moléculas menores, podem utilizar os meus carreadores do magnésio, diminuindo o potencial de transporte deste”, explicou.

Após o almoço, o público teve a oportunidade de continuar a conhecer mais sobre as novidades acerca do manejo, da fertilização e controle de ervas daninhas. A primeira palestra foi a respeito da “água eletromagnetizada”, uma solução trazida pela Aqua-4 Brasil. De acordo com o palestrante, George Hércules, a novidade “desorienta” os nematoides e livra o sistema radicular da planta desses animais. Após sua apresentação, o Workshop continuou trazendo soluções sobre o uso do Quartzo no controle biológico e outros produtos que fazem o controle dos nematoides.

Encerrando o ciclo de palestras do dia, a Dra. Andréa Chaves Fiuza, da UFRPE, falou sobre as “Alternativas para o manejo de nematoides em canaviais da região nordeste do Brasil”. Em sua apresentação, ela frisou a importância de se utilizar uma mesma espécie de cana para uma grande área e também disse apostar na variedade de número RB 041443. “Vai aumentar seu cultivo a partir de 2019. Pela sua resistência e controle de ervas daninhas”, comentou.          Além disso, a estudiosa apresentou alguns resultados positivos com os produtos Pottente e Azamax, bem como apostou no controle biológico. “Hoje existem muitos no mercado tão eficientes quanto o controle químico”, afirmou, concluindo as palestra e abrindo o ciclo de debates que encerrou o primeiro dia do evento.

Para o técnico de laboratório, Valber Douglas de Lira, que trabalha na estação de Carpina, Pernambuco, o evento é uma ótima oportunidade para quem deseja aprofundar os conhecimentos. “É a primeira vez que venho e achei tudo muito organizado, perfeito. Para quem deseja se aperfeiçoar ou, no caso os produtores, aumentar sua produtividade, renda, esse é um evento para isso. Adquirir conhecimento para aplicar depois”, disse.

O presidente da STAB, Djalma Euzébio Simões disse estar muito satisfeito com a realização do Workshop na Paraíba. “É muito bom vir para a Paraíba porque aqui temos esse apoio maravilhoso da Asplan e um público também muito interessado em conhecer as inovações. Agradeço a Asplan por nos acolher e esperamos que os participantes aproveitem e saiam daqui com mais conhecimentos”, disse Djalma.  O segundo e último dia do evento será na última quinta-feira (09).

Ascom – Asplan

Hospital de Patos retoma rotina de cirurgias nesta sexta-feira

O Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) retoma, nesta sexta-feira (10), a rotina de cirurgias eletivas. Os procedimentos ficaram suspensos alguns dias em função da quebra dos dois arcos cirúrgicos da unidade. A volta à normalidade, no menor tempo possível, se deveu a iniciativa da direção da unidade que fez a locação de um equipamento enquanto os arcos cirúrgicos da unidade estão sendo consertados. O arco cirúrgico locado chegou ao hospital nesta quinta-feira (09) e já foi devidamente instalado e testado para começar a operar a partir de hoje.

Outra boa notícia, segundo a diretora geral do hospital, Liliane Sena, é a autorização da compra de um arco cirúrgico novo. “Já temos a autorização de compra, estamos no processo de cotação do equipamento que deve ser adquirido nos próximos dias e deve estar disponível na unidade já a partir do mês de setembro”, afirma a diretora. Ela lembra que no período em que as cirurgias foram suspensas, os pacientes não ficaram sem atendimento, porque continuaram recebendo os cuidados da equipe médica e de enfermagem do hospital.

O que é arco cirúrgico

O arco cirúrgico é composto de um sistema intensificador de imagem de alta resolução, gerador de Raios-X de alta frequência e uma unidade de controle digital para armazenamento de imagem, sendo indicado para múltiplas aplicações clínicas, como cirurgias gerais, ortopédicas e de traumatologia, urológicas, pediátricas e do aparelho digestivo, entre outras.

 

Assessoria

JFPB condena ex-prefeito de Cacimbas e mais 7 pessoas por fraudes em licitações

Eles terão que devolver aos cofres públicos mais de R$ 480 mil, além de pagar multa, devido à compra irregular de alimentos e produtos de limpeza

A Justiça Federal na Paraíba (JFPB) condenou o ex-prefeito do município de Cacimbas, no sertão do estado, Geraldo Paulino Terto, e outras sete pessoas envolvidas num esquema criminoso de fraudes em licitações, entre os anos de 2005 e 2008. De acordo com a sentença, o ex-gestor praticou improbidade administrativa ao dispensar, irregularmente, processos licitatórios que causaram prejuízo aos cofres públicos de, pelo menos, R$ 480.505,30 (à época). A decisão, do juiz federal Cláudio Girão Barreto, foi publicada no Diário Oficial Eletrônico da 5ª Região da última quarta-feira (08).

Segundo o magistrado, Geraldo Paulino Terto, Cícero Sherdan Lima de Medeiros, Maria Luciete Marques da Cunha, Maricleide Ferreira Ramos Arruda (presidente e membros da Comissão de Licitação – CPL), Onofre Almeida Barbosa, Judi Costa Amorim, Ronilson Amorim Gonçalo e Wilson Robson Amorim Gonçalo (empresários) fraudaram ou participaram das falsas licitações causando prejuízo ao Governo Federal, por meio de verbas repassadas para execução do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti).

O grupo terá que, solidariamente, repor aos cofres públicos (União), com os devidos acréscimos legais (correção monetária e juros de mora, em conformidade com o Manual de Cálculos da Justiça Federal, a contar de 03/03/2008), a quantia de R$ 480.505,30. Além disso, Geraldo Paulino Terto, Wilson Amorim, Judi Amorim, Ronilson Amorim e Onofre Almeida Barbosa pagarão multa (a ser rateada igualmente entre os envolvidos) no valor de R$ 240.252,65, com os acréscimos legais.

Geraldo Paulino Terto ainda deve perder as funções públicas que, por ventura, estiver exercendo, inclusive com a cassação de eventuais aposentadorias estatutárias, em qualquer das esferas (federal, estadual ou municipal), quando do trânsito em julgado da sentença; e terá os direitos políticos suspensos pelo prazo de cinco anos. Wilson Amorim, Ronilson Amorim, Judi Amorim e Onofre Almeida Barbosa ficarão proibidos de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou de crédito, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos; terão também os direitos políticos suspensos por cinco anos.

Já Maricleide Ferreira, Maria Luciete e Cícero Sherdan pagarão multa (a ser rateada igualmente entre os envolvidos) no valor de R$ 120.126,32, com os acréscimos legais.

Processo nº 0000862-61.2013.4.05.8205.

 

Assessoria de Comunicação 

Justiça Federal na Paraíba condena ex-prefeito de Santana de Mangueira por improbidade administrativa

Segundo a sentença, Francisco Umberto Pereira forjou licitação de convênio com a Funasa e terá que devolver aos cofres públicos R$ 95 mil com outros condenados

A Justiça Federal na Paraíba (JFPB) condenou o ex-prefeito de Santana de Mangueira, Francisco Umberto Pereira, por fraudar o processo de licitação do convênio n.º 265/2004 com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), no valor de R$ 99.009,07, visando à implantação de seis sistemas simplificados de abastecimento de água (poços tubulares), na zona rural do município, que fica no sertão do estado. O ex-prefeito foi condenado juntamente com a DMW Projetos e Construções (vencedora da falsa licitação) e Sandra Maria Alves Silva Gomes, representante da empresa. A decisão foi publicada no Diário Oficial Eletrônico da Justiça Federal da 5ª Região.

De acordo com a sentença do juiz federal Marcos Antônio Mendes de Araújo Filho, da 8ª Vara Federal, localizada em Sousa, os condenados terão que, solidariamente, pagar uma multa civil no valor equivalente a uma vez o valor do dano (R$ 95.999,19); ficam proibidos de contratar com o Poder Público ou receber benefícios, incentivos fiscais ou de crédito, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio da pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos, contados do trânsito em julgado da sentença; terão os direitos políticos suspensos por cinco anos, no caso dos réus Francisco Umberto Pereira e Sandra Maria Alves Silva Gomes; além de ter que, solidariamente, ressarcirem ao erário no valor de outros R$ 95.999,19, devendo sofrer as devidas atualizações, de acordo com o Manual de Cálculos da Justiça Federal.

Para realização da obra, teria sido realizado o procedimento licitatório na modalidade Carta-Convite n.º 27/2004, do qual participaram as empresas Nobel Construções, Construtora Rio Negro e DMW Projetos e Construções, sendo a vencedora esta última. A Controladoria Geral da União (CGU) teria apontado fortes indícios de montagem do processo licitatório, dentre eles: apresentação de certificado de regularidade de FGTS com data posterior à realização do certame e propostas de preços com valores muito similares. No aprofundamento da investigação, o Ministério Público Federal (MPF) ouviu os membros da Comissão de Licitação, tendo sido constatado que os servidores não tinham conhecimento sobre o procedimento licitatório, limitando-se a assinar documentos, mediante solicitação do então prefeito. Além disso, a Construtora Rio Negro seria empresa de fachada, conforme constatado na Operação Carta Marcada.

Obra não concluída

Em sua decisão, o juiz federal Marcos Antônio Mendes de Araújo Filho também considerou informações do Tribunal de Contas da União (TCU). Em consulta ao site do Tribunal, é possível verificar que as contas referentes ao Convênio n.º 265/2004, objeto da presente demanda, foram julgadas irregulares no Acórdão 10992/2016.

Na sentença do magistrado, inclusive, há trecho do voto emitido pelo relator do TCU Raimundo Carneiro: “(…) as obras estavam abandonadas e danificadas pela ação do tempo, com o que não era possível aferir a qualidade das mesmas, e, ainda, que os quadros de comando, as adutoras e os reservatórios (caixas de água com capacidade de 5m3) não foram executados; bem como consoante consignado no Parecer Técnico 31/2008, da Funasa na Paraíba, datado de 14/5/2008, em que a área técnica registra que as obras estão abandonadas, comprometendo assim as etapas executadas”.

Processo nº 0001822-94.2011.4.05.8202

 

Assessoria de Comunicação 
Justiça Federal na Paraíba – JFPB

Gestantes da cidade de Malta visitam a Maternidade de Patos, conhecem o ambiente que as acolherá no parto e recebem orientações

Um grupo de gestantes da cidade de Malta, que são atendidas nas unidades de saúde do município conheceram, no último dia 31, as dependências da Maternidade Dr. Peregrino Filho, de Patos, que será a unidade que as acolherá no momento do parto. A visita faz parte do projeto “Acolher’ que tem o objetivo de orientar as gestantes sobre seus direitos, mostrar o ambiente onde elas farão seu parto e contribuir para que as futuras mamães vivam a experiência de se tornarem mães de uma forma mais tranquila.

Durante a visita, que passou pelo Serviço Social, recepção, alojamentos, refeitório, a UCIN, a sala de parto humanizado, o alojamento Mãe-Canguru, o Banco de Leite, entre outras dependências da Maternidade com exceção das UTI’s e Bloco Cirúrgico, as gestantes foram acompanhadas pela gerente de Enfermagem da Maternidade, Milene Nunes. Elas conheceram as instalações, os profissionais, a estrutura e os cuidados que terão em um dos momentos mais importantes de suas vidas. Também ouviram palestras sobre os direitos que têm como pacientes, incluindo, ai a opção por ter um acompanhante, além de orientações do que ela pode levar para a Maternidade, inclusive sobre os documentos necessários para atendimento, além de uma palestra sobre a doação de leite, com a coordenadora do Banco de Leite, Joana Sabino e ainda orientações sobre parto humanizado.

O projeto ‘Acolher’, idealizado pela Psicóloga, Técnica de Enfermagem e atual vereadora de Malta, Maria Lidiana Gomes, com apoio das enfermeiras Ligia Karla e Nallygi Gyanca e Rosalba Dantas, realizou, ano passado, a mesma visita com outro grupo de gestantes. “É sabido que a questão emocional na hora do parto às vezes atrapalha e na medida em que as gestantes conhecem o espaço onde terão seus bebês e se familiarizam com a rotina da Maternidade, isso traz uma tranquilidade maior”, argumenta Lidiana. Além da visita à Maternidade, o projeto, que começou em maio de 2017, inclui a realização de encontros trimestrais com as gestantes do município.

Depois da visita, segundo a vereadora, os depoimentos de aprovação, de encantamento com os espaços e com a estrutura da maternidade, na forma como as pacientes são acolhidas, foram unânimes. “Tanto nesta, quanto na visita anterior, pude constatar que elas ficaram aliviadas, pois tiveram a certeza de que serão bem acolhidas e assistidas pela unidade quando vierem ter seus bebês”, disse Lidiana, lembrando que o projeto tem o apoio da Secretaria de Saúde de Malta que disponibiliza o transporte do grupo.

“Essa iniciativa é muito importante, pois apesar de muita gente conhecer e saber dos nossos diferenciais enquanto unidade de saúde referência na assistência às gestantes, inclusive, em gravidez de alto risco, no tocante à estrutura, equipamentos, equipes, instalações, etc, nada substitui uma visita como essaTenho certeza que essas gestantes quando chegarem aqui para terem seus filhos virão mais tranquilas, pois já conheceram toda a nossa estrutura”, destaca o diretor geral da unidade, Dr. Umberto Marinho Júnior.

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Assessoria

Profissionais da Maternidade de Patos participam de treinamento sobre acolhimento às vítimas de Violência Sexual

A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada -IPEA, cerca de 527 mil pessoas são estupradas por ano no país, sendo que 89% da vítima destes atos violentos são mulheres. Além disso, é preciso considerar que somente 10% dos casos de estupro são notificados. E para saber acolher e também melhor acolher casos especiais como os de Violência Sexual, quando as pacientes chegam fragilizadas tanto do ponto de vista físico, quanto psicológico, foi realizado, nos últimos dias 02 e 03, um treinamento com profissionais da Maternidade Dr. Peregrino Filho, de Patos.

A capacitação que, inicialmente, foi direcionada para os profissionais que atuam nos setores de Acolhimento e Centro Obstétrico, foi coordenada pela Comissão de Assistência a Vítima de Violência Sexual da unidade, que é formada por uma equipe multidisciplinar. A ideia é que o treinamento seja realizado com os profissionais dos demais setores da unidade.

O farmacêutico, Rodrigo Jefferson e a psicóloga, Thuanny Dantas, foram os facilitadores do treinamento que reviu e abordou atos e procedimentos de acolhimento que são fundamentais para assegurar um bom atendimento às mulheres vítimas de abusos e violência sexual.

“Assim como temos uma acolhida humanizada com as gestantes que chegam para ter seus filhos na Maternidade, precisamos, como unidade referência no atendimento às mulheres, estarmos melhor preparados para acolher as pacientes vítimas de violência sexual e esse foi o foco do treinamento”, reforça o diretor geral da Maternidade, Dr. Umberto Marinho Júnior, parabenizando a Comissão de Assistência a Vítima de Violência Sexual da unidade pela iniciativa. A Comissão é composta, por Saniely Coutinho (enfermeira da epidemiologia), Amanda Bento (enfermeira do NSP), Rodrigo Jefferson (farmacêutico), Tuanny (psicóloga), Maria Aparecida (enfermeira assistencialista) e Juliana Salvador (assistente social).

Ascom

Morto há 80 anos, Lampião deixa legado controverso no Nordeste

O homem era o mata-sete, o facínora, o Robin Hood sertanejo, amigo dos coronéis, bandido dos bandidos, governador do Sertão

O homem chegou”. Não precisava nem falar nem o nome para que moças desfalecessem, cabras-macho saíssem em disparada e a correria tomasse conta das pequenas cidades do Nordeste nos anos 1920 e 1930.

O homem era o mata-sete, o facínora, o Robin Hood sertanejo, amigo do dos coronéis, bandido dos bandidos, governador do sertão Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Morto numa emboscada na gruta de Angicos em Poço Redondo (SE) em julho de 1938, Lampião deixa um legado controverso no Nordeste brasileiro 80 após sua morte.

De um lado, há quem defenda o cangaceiro como uma resposta violenta à própria violência do Estado. De outro, há quem o veja apenas como um homem cruel e sanguinário. Como a Folha de S.Paulo publicou nesta semana, oito décadas após sua morte, em 28 de julho de 1938, o fantasma de Lampião continua a assombrar Cansanção, Queimadas e outras cidades do Nordeste. Desta vez, por meio de bandos armados que invadem cidades e assaltam bancos, numa modalidade de crime que ficou conhecida como “novo Cangaço”.

Lampião não foi o primeiro dos cangaceiros do Nordeste. Antes dele, foras da lei como José Gomes, o Cabeleira, Jesuíno Brilhante, Lucas da Feira, Antônio Silvino e Sinhô Pereira marcaram história e banharam de sangue cidades do sertão.

Mas foi Virgulino quem inaugura um novo ciclo do cangaço no período em que o banditismo atingiu o seu auge nas pequenas cidades e vilas nordestinas.

“Costumo dizer que Lampião inaugurou o Cangaço S/A. Ele criou uma rede de apoio político e logístico que lhe produzia lucros e garantia a sobrevivência”, conta o historiador Manoel Neto, coordenador do Centro de Estudos Euclides da Cunha da da Uneb (Universidade do Estado da Bahia).

O apoio dos coronéis, afirma, foi fundamental para que Lampião conseguisse sobreviver por quase 17 anos no Cangaço, passando por quase todos os estados nordestinos, quase sempre com tropas da polícia em seu encalço. “Ele servia e se servia dos grupos hegemônicos”, diz.

Manoel Neto considera o Cangaço como a “gênese de um processo civilizatório que se implantou por meio da violência” para fazer frente a violência histórica dos coronéis do sertão. E o equipara a movimentos messiânicos como Canudos e Pau de Colher, na Bahia, e Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, no Ceará.

“São manifestações dos subalternos por meio da violência contra o status quo. Se a linguagem do Cangaço é a violência, é uma violência combate a do estado”, diz.

Autor do livro “Lampião na Bahia”, o historiador Oleone Coelho Fontes tem uma visão menos lisonjeira do cangaceiro: “Não se pode esquecer por um minuto sequer que ele foi um bandido, um facínora um sanguinário. Não fez outra coisa da vida a não ser matar ou destruir”, afirma.

Ele ainda desdenha da versão dada por Lampião do porquê ele entrou na Cangaço vingança pela morte do pai por forças policiais de Pernambuco em 1921. “Desde antes da morte do pai ele já era criador de caso, semeador de crueldade. Era uma delinquente”.

Esta visão é a mais recorrente entre os moradores de Queimadas, cidade de 26 mil do nordeste da Bahia, que ainda hoje respira a história da passagem de Lampião por aquelas bandas. Foi lá que cangaceiro, friamente, matou sete policiais da guarda local nas vésperas do Natal de 1927 massacre lendário que lhe rendeu a alcunha de “o mata sete”.

“Muita gente menciona o lado positivo dele, mas o lado negativo supera milhares de vezes. Ele foi terrível para os sertanejos”, afirma o aposentado Elias Marques, 67, morador de Queimadas cujo avô presenciou a chegada do cangaceiro na cidade.

Elias Marques, funcionário público aposentado e morador de Queimadas, na antiga estação de trem da cidade.

Por décadas, as marcas de sangue ainda podiam ser vistas na calçada acinzentada em frente ao antigo quartel, hoje sede da prefeitura e guarda municipal.

A ação durou pouco mais de um dia: depois de atravessar o rio Itapicuru, ele entrou na cidade com outros 15 homens. Raptou o juiz, prendeu os policiais, soltou os presos e ordenou que fizessem uma festa em sua homenagem.

No dia seguinte, matou os sete soldados e poupou o comandante da tropa, atendendo ao pedido de uma senhora religiosa que pediu pela vida do sargento, que também era da igreja. Lampião foi embora com 22 contos de réis e ficou na história não só de Queimadas, mas no imaginário do Nordeste.

Oito décadas após sua morte, sua história segue sendo contada e recontada nos livros, nos cordéis, no artesanato, nos filmes e nas cantigas dos violeiros. Está presente em símbolos que vão chapéu de cangaceiro a danças como o xaxado.

Brasil História