Categoria NOTÍCIAS

Estudante de medicina morre após parada cardíaca em academia

A estudante de medicina Cynthia Nava Raposo, de 24 anos, morreu na noite da última segunda-feira (21) após ter parada cardíaca numa academia em Porto Nacional. Ela estudava numa faculdade particular na cidade. O Corpo de Bombeiros foi chamado e prestou socorro, mas ela não resistiu.

Os Bombeiros informaram que foram chamados por volta das 21h30 e quando chegaram a academia, algumas pessoas já faziam os primeiros socorros na vítima. Os militares, então, fizeram massagens e levaram a jovem para o Hospital Regional de Porto Nacional. Eles informaram que utilizaram desfibrilador durante todo o trajeto até a unidade, mas que Cynthia não recobrou a consciência.

As informações são de que ela teve outra parada cardíaca no hospital. A equipe de profissionais fez outro procedimento de massagem cardíaca por cerca de 1 hora, mas não conseguiu reanimá-la.

O ITPAC de Porto Nacional informou que Cynthia era natural do Maranhão e estava no 11º período. Restava apenas mais um semestre para ela concluir o curso. A universidade lamentou a morte da estudante. Nas redes sociais, ela publicou um ensaio fotográfico feito com a família para celebrar a reta final.

 

G1

População denuncia em rede social à desorganização nas calçadas do Centro de Cajazeiras

Após um popular denunciar em sua rede social, o Facebook, que comerciantes do Centro de Cajazeiras continuam desobedecendo às leis municipais, a desorganização nas calçadas permanece desde há muito tempo.

Calçadas utilizadas como extensão dos seus comércios estão impedindo os transeuntes circularem livremente pelas ruas centrais de Cajazeiras – causando incomodo e insatisfação ás pessoas, menos às autoridades competentes.

Abaixo, alguns comentários extraídos da referida rede social, para conhecimento dos nossos leitores. Frases como:

– “Só aqui q nem uma bicicleta pode colocar na calçada mais”;

– “O que tem de comerciante teimoso”!

– “Isso é falta de organização, vc se vira nos trinta pra passar numa calçada dessa… É sempre batendo nas pessoas, pois espaço que é bom não tem. Afff”…

– “Complicadíssima em todos os sentidos”.

Vale ressaltar que o problema acima registrado por foto é antigo, mas a gestão precisa agir. É inconcebível aceitar esse tipo de comportamento e permanecer inerte.

Outro internauta afirmou: “Tá sim, inclusive, próximo a esse mesmo local da foto, fui com uma amiga e ao estacionarmos (LOCAL PRÓPRIO PRA ISSO), o dono de um dos estabelecimentos comerciais pediu que nós retirássemos o carro, dizendo que ali (o espaço do “meio fio) era daquele comércio, para carga e descarga de produtos, sendo que, NENHUMA PLACA sinalizava isso! Além da falta de organização de alguns comerciantes nesse sentido, ocorre que, estando nesse erro, ainda erram mais em quererem ser donos dos locais de estacionar chegando a constranger quem tenta estacionar ali”.

 

Redação – fmrural.com.br

Couto visita o Pará para apurar crimes agrários, chacinas e prisão de Padre

O deputado federal paraibano Luiz Couto (PT) chegou ao meio-dia desta segunda-feira, 21, e cumpre agenda da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal até esta terça-feira, 22, em Belém, capital do Pará. O primeiro compromisso do dia para o parlamentar e seus colegas da CDHM foi um almoço com lideranças de movimentos sociais na sede paraense da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil. Lá, foram discutidos os pontos das tratativas que seriam feitas em Belém.

Em seguida, às 14 horas, Couto e os demais representantes da Comissão se reuniram com a Subprocuradora-Geral de Justiça do Pará, Cândida de Jesus. Eles trataram de chacinas ocorridas na Penitenciária de Santa Isabel e região metropolitana de Belém, além do caso do lixão de Marituba e também do problema que envolveu os ribeirinhos atingidos pelo desastre ambiental da Hidro em Barcarena. Outro tema abordado foi o habeas corpus do pároco de Anapu, Padre Amaro e ainda foram abordados outros temas que envolvem disputas por terras na região.

Cândida relatou a Couto que foram formados grupos de trabalho com promotores estaduais e federais para averiguar as mortes e ação de milícias privadas naquele Estado. Ela acrescentou que ainda não há casos solucionados, mas repassará à Comissão de Direitos Humanos e Minorias um relatório com o andamento dos processos e as providências adotadas.

Às 19 horas, Luiz Couto tomou parte em uma audiência na Assembleia Legislativa do Pará com grupos que representam vítimas das chacinas ocorridas na região metropolitana de Belém, representantes do caso do lixão de Marituba e dos ribeirinhos atingidos pelo desastre ambiental da Hidro em Barcarena. O deputado ouviu denúncias sobre detalhes dos crimes e tomou depoimentos em separado de pessoas ameaçadas de morte por apoiarem a causa dos trabalhadores e contra os latifundiários.

Na manhã desta terça-feira, 22, Couto e os demais membros da Comissão de Direitos Humanos e Minorias encontram às 8 horas o governador Simão Jatene, com quem tratarão dos mesmos temas discutidos na Assembleia e na Subprocuradora Geral de Justiça do Pará, além da violência praticada contra um acampamento de trabalhadores rurais sem-terra na região de São João do Araguaia. Um outro ponto da pauta será o pedido de habeas corpus do Padre Amaro, José Amaro Lopes de Sousa, que está atrás das grades desde o dia 27 de março na prelazia do Xingu, onde atuava como pároco. O religioso era considerado braço direito da missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005 no Pará e foi acusado de invasão de terras. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Pará divulgou uma nota na qual afirma que a decisão não teria se baseado em fatos concretos, mas em depoimentos de fazendeiros e de outras pessoas contrárias ao trabalho do padre. O religioso deu continuidade ao trabalho de Stang, defendendo os direitos humanos, os assentamentos de sem-terra e as reformas fundiária e agrária.

O deputado paraibano concedeu entrevista às afiliadas locais das Tvs Band e Globo.

Ascom do Dep. Luiz Couto

Prazo de renovação do Fies termina nesta sexta-feira (25)

Neste semestre, cerca de 1,1 milhão de contratos devem ser renovados

O prazo para renovação do contrato do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre deste ano se encerra nesta sexta-feira (25). O pedido, inicialmente, é feito pelas instituições de ensino e depois as informações devem ser validadas pelos estudantes pela internet no Sistema Informatizado do Fundo de Financiamento Estudantil, o SisFies.

Para aquelas renovações que tenham alguma alteração nas cláusulas do contrato, o estudante precisa levar a nova documentação ao agente financeiro, Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal, para concluir a renovação. Já nos aditamentos simplificados, a renovação é formalizada a partir da validação do estudante no sistema.

O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação.

Aqueles que ingressaram no programa a partir de 2018 aderiram ao Novo Fies, que divide o programa em diferentes modalidades, possibilitando juros zero e uma escala de financiamentos que varia conforme a renda familiar do candidato. O diretor de Políticas e Programas de Educação Superior do MEC, Vicente Almeida Júnior, dá mais detalhes sobre os tipos de financiamento.

“O estudante terá acesso a informação completa em relação ao contrato que ele vai estabelecer para o seu financiamento, no valo global do curso, conhecendo os juros… Então, nós temos uma modalidade para aquele estudante que comprova renda por pessoa da família de até três salários mínimos, a juros zero, o financiamento. E temos agora uma outra modalidade, que é para aquele estudante que comprova renda familiar por pessoa de três a cinco salários mínimos.”

Neste semestre, cerca de 1 milhão e 100 mil contratos devem ser renovados. Vale lembrar que os contratos do Fies precisam ser aditados todo semestre.

Reportagem, Cintia Moreira

Encontro de Influenciadores Digitais é realizado nesta terça-feira em João Pessoa

Publicado em: 22/05/2018 às 02:20HS

João Pessoa-PB: No ponto mais oriental das Américas, tida como uma das cidades brasileiras com os  melhores índices de padrões de qualidade de vida, João Pessoa, capital da Paraíba, será sede do II Encontro de Influenciadores Digitais (EID).

O encontro é idealizado pelo professor Vinnie de Oliveira, fundador da Visual Revolution. Além dele, estarão presentes:  Caito Maia (fundador da Chilli Beans e Shark Thank Brasil); Carini Morandi (resultados digitais); Renan da Resenha (humorista) e Renata Uchôa (digital influencer).

O EID Brasil acontece em sua segunda edição, tendo como objetivo alcançar empresas, profissionais, estudantes, público interessado pelos assuntos e influenciadores digitais de todo o Brasil. Será uma experiência de grande importância para os participantes, bem como uma forma de agregar ainda mais valores nesta profissão do século 21, que são os influenciadores digitais.

Também foi preparado um pocketshow incrível de rock com a banda Lexxxodrive, agregando ainda mais valor ao evento. Afinal conteúdo e música de qualidade é MAAARA!!!

O evento será realizado nesta terça-feira (22), a partir das 19:00HS no Teatro Paulo Pontes, localizado na Rua Abdias Gomes de Almeida, 800 – Tambaúzinho – João Pessoa PB.

As inscrições e demais informações podem ser obtidas pelo site oficial do evento: www.eidbrasil.com.br .

Os valores são:

Sebrae

R$ 79,00

Inscrições até às 15h

Compra 3 Ganha 1 (PROMOÇÃO)

R$ 59,00

Inscrições até às 15h

Entrada Social (+ de 2Kg de alimento)

R$ 90,00

Inscrições até às 18h

1o. Lote (meia-entrada)

R$ 79,00

Inscrições até às 15h

1o. Lote (inteira)

R$ 158,00

Inscrições até às 18h

Assista ao vídeo do Caito Maia falando sobre o evento.

Fonte: Redação, Rádio Rural FM

Jornalistas do Grupo Jornal do Comércio criam projeto de monitoramento de feminicídios em Pernambuco

As jornalistas Juliana de Melo e Ciara Carvalho coordenam um grupo de profissionais do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) que faz o mapeamento de mortes violentas sofridas por mulheres em Pernambuco. As apurações do projeto #UmaPorUma começaram em janeiro e desde o fim de abril vêm contando as histórias de cada mulher assassinada, e acompanhando o andamento dos casos na Justiça.

“A pauta do feminicídio sempre esteve em nosso dia a dia. A sensação que cada uma de nós tinha é que fazíamos o dia, mas não dávamos continuidade. Ficava sempre a sensação de que poderíamos ter feito mais”, disse Melo, editora do portal NE10, ao Centro Knight.

A compilação dos dados acontece por meio de informações publicadas em veículos de comunicação e em acordo de cooperação com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco.

“Sabíamos que se ficássemos só com nosso monitoramento de mídia, poderíamos deixar alguma mulher de fora. Chamamos o secretário de Defesa Social à redação, explicamos como seria o projeto e uma vez por mês estamos recebendo os dados oficiais do governo. Eles são mais um indicativo de que estamos no caminho certo, porque toda a apuração é feita por nós, pois não daria tempo de esperar os dados oficiais. E está sendo de grande valia, porque cruzamos os dados de nossa apuração com o que vem das fontes oficiais e não deixamos passar nenhum caso”, explicou Melo.

De acordo com o levantamento feito até aqui, 77 mulheres foram assassinadas no Estado entre janeiro e março. A previsão é que o projeto se encerre em janeiro de 2019 com o balanço dos feminicídios de 2018. Veja abaixo o vídeo de apresentação.

Da redação com Portal IMPRENSA

Emocionado, futuro cardeal diz: “não consigo acreditar, sou camponês”

Cidade do Vaticano

“Uma notícia surpreendente. Até agora não consigo acreditar.” Foram as primeiras palavras do futuro cardeal boliviano, Dom Toribio Ticona Porco, bispo emérito da Prelazia de Corocoro, na Bolívia.

Numa entrevista à agência boliviana Fides, Dom Ticona diz de si mesmo: “Sou filho de um minerador, sou um camponês, porém, sobretudo sou uma pessoa humilde”. E acrescenta: “O Papa Francisco tem apreço por mim, embora eu desconheça o motivo”.

Momento de trabalhar juntos pela unidade da nossa terra

O futuro cardeal enviou uma primeira saudação ao povo boliviano convidando, em primeiro lugar, a “agradecer a Deus por esta nomeação” e, em seguida, se dirigiu “aos irmãos camponeses e mineradores” para explicar que este é o momento de “trabalhar pela unidade da nossa terra, para trabalhar juntos, Igreja e Estado, sem rancor”.

Ultra octogenário, futuro purpurado não será cardeal eleitor

Nascido em 1937, Dom Ticona já superou os oitenta anos e, portanto, não poderá ser um cardeal eleitor. Em todo caso, será o único boliviano a fazer parte do Sacro Colégio. No ano passado, ao completar oitenta nos, dissera de si:

“Trabalhei como engraxate, vendi jornais, sou um minerador, e agora bispo. Agradeço por tudo ao Senhor e não espero mais nada da vida, somente que me acolha quando chegar a minha hora.”

Congratulações do mandatário boliviano

Num tuíte o presidente boliviano Evo Morales dirigiu-se calorosamente ao futuro cardeal: “Uma bonita surpresa, uma designação justa e bem escolhida. Meu respeito e admiração por meu irmão bispo Toribio Ticona, que agora será cardeal, que conheci como grande servidor, não somente da fé, mas também do povo esquecido na pobreza. Continuaremos trabalhando juntos”.

Fonte: Da redação, com Agência Sir e News Vatican

 

EDUCAÇÃO: livro investiga os três modelos mais influentes de educação superior

Três modelos de educação superior repercutiram globalmente, influenciando as iniciativas educacionais de diferentes países: o alemão, o francês e o norte-americano. No Brasil, por exemplo, as diretrizes que estruturaram o ensino superior foram, de início, fortemente calcadas na norma francesa – determinante na criação da Universidade de São Paulo, em 1934. Sofreram, depois, pesada influência norte-americana, na reforma educacional promovida pela ditadura civil-militar, em 1969. Um livro, há pouco publicado, investiga os três modelos internacionais de educação superior referidos. Seu título expressa de forma muito simples e direta o conteúdo: Modelos internacionais de educação superior: Estados Unidos, França e Alemanha.

Coordenado por Reginaldo Carmello Corrêa de Moraes, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o livro constitui um subproduto do projeto “Ensino superior, políticas de pesquisa e inovação, processos de desenvolvimento – estudo comparado de quatro países: Alemanha, Brasil, França e Estados Unidos”, conduzido por Moraes e apoiado pela FAPESP. E também recebeu apoio da FAPESP para publicação. Além de Moraes, participaram da redação as pesquisadoras Maitá de Paula e Silva e Luiza Carnicero de Castro.

“Os três modelos foram escolhidos por nós porque, de certo modo, forneceram padrões que se disseminaram pelo mundo”, disse Moraes à Agência FAPESP. “O modelo alemão, o mais antigo do período contemporâneo, criado por Humboldt na primeira metade do século XIX, estabeleceu um sistema que combina ensino e pesquisa. Tornou-se tão influente que a Alemanha se transformou no polo de atração para os grandes intelectuais norte-americanos no final do século XIX e início do século XX. Era para lá que eles se dirigiam, com o objetivo de aprofundar sua formação em pesquisa. Vários deles estudaram na Alemanha, inclusive Talcott Parsons [1902-1979], o fundador da sociologia norte-americana, que frequentou a Universidade de Heidelberg, em 1927”, prosseguiu.

Quando as universidades de pesquisa norte-americanas foram criadas, em 1870, seus fundadores se inspiraram no modelo alemão. John Hopkins, Chicago, Clark seguiram esse modelo. Após a Segunda Guerra Mundial, com a Europa devastada, os Estados Unidos tornaram-se o centro do mundo. Os fabulosos recursos econômicos proporcionados pela atividade industrial voltada para o esforço de guerra forneceram a base material para a hegemonia cultural norte-americana, que as indústrias cinematográfica e fonográfica ajudaram a disseminar. E isso repercutiu também na exportação de seu modelo de ensino superior.

“O terceiro modelo, o da França, foi replicado nos países que participaram do antigo império colonial francês. Mas não apenas neles. Foi também influente em outros lugares, inclusive no Brasil, servindo de paradigma para a criação da Universidade de São Paulo”, afirmou Moraes. Foi à França que o então governador do Estado de São Paulo, Armando de Salles Oliveira, enviou o matemático Teodoro Ramos, professor da Escola Politécnica, para contratar professores e pesquisadores das várias áreas do conhecimento com o intuito de compor o quadro docente da futura USP. O antropólogo Claude Lévi-Strauss, o historiador Fernand Braudel e o sociólogo Roger Bastide foram alguns dos que atenderam ao convite.

Do ensino profissionalizante às escolas nobres

A pesquisa conduzida por Moraes proporcionou algumas informações de certo modo surpreendentes. “Quando se considera o ‘índice de cobertura’, isto é, a porcentagem de jovens na faixa etária adequada que frequentam instituições de ensino superior e o percentual da população adulta que tem diploma de curso superior, os da Alemanha são os menores no comparativo entre os três países. E, no entanto, a Alemanha é dos três a que possui o padrão industrial mais inovador”, disse o pesquisador.

A explicação para esse aparente paradoxo está na força do ensino médio alemão. “A Alemanha deu muita importância à escola média e profissionalizante como a organização que administra a transição da juventude para a idade adulta: 70% dos jovens alemães desfrutam de algum tipo de ensino profissional. A universidade é um degrau a mais, cujo acesso é relativamente restrito. “Os americanos, ao contrário, têm um ensino médio de qualidade muito desigual. A maioria das High Schools têm baixa qualidade. Eles tentam resolver essa deficiência no nível superior por meio dos Community Colleges, que oferecem um ensino de curta duração, de dois ou três anos, e cujo nível é quase equivalente ao do ensino médio alemão”, informou Moraes.

Como se depreende, a comparação internacional é difícil, pois um mesmo termo nomeia, muitas vezes, coisas bastante diferentes. A Alemanha possui um ensino médio fortíssimo, com viés profissionalizante. E dois tipos de instituição de ensino superior: a universidade e a escola superior. O tempo médio de permanência dos alunos nessas instituições é de cinco a seis anos. Os Estados Unidos, ao contrário, têm um ensino médio fraco e procuram suprir essa deficiência estrutural com os Community Colleges. “Bombeiros, ajudantes de enfermagem, eletricistas, detetives se formam em Community Colleges”, comentou o pesquisador.

Segundo Moraes, mesmo universidades norte-americanas que estão no topo do ranking mundial possuem um ensino de graduação menos sofisticado, concentrando seu padrão de excelência nos cursos de pós-graduação.

A França possui um modelo que fica entre os dois extremos. Tem um sistema de educação superior com basicamente quatro tipos de escola. Uma delas é a universidade. Praticamente todos os estudantes que terminam o ensino médio têm o direito de entrar em alguma universidade. A despeito de seu renome internacional, a universidade francesa é pouco seletiva, a não ser em alguns cursos específicos, como o de medicina. “Em geral, ela é uma ‘escolona’ aberta e não o centro de educação da elite profissional, pública ou privada, nem o centro da pesquisa científica e tecnológica. Isso como regra geral, é claro, pois existem alguns departamentos de algumas universidades que são altamente sofisticados”, ressaltou Moraes.

“A instituição nobre para a formação dos quadros de nível superior é a chamada ‘Grande Escola’: a Escola de Minas, a Escola Politécnica, a Escola Nacional de Ciência Política etc. Estas são seletivas e altamente elitizadas. Formam a elite da elite: presidentes, ministros, diretores de grandes empresas etc. Essas escolas estão fora da estrutura das universidades. Os melhores alunos dos liceus, do ensino médio, se candidatam para elas. Mas, quando aprovados, não entram propriamente nas Grandes Escolas. Fazem o que se chama de classes preparatórias para as Grandes Escolas. São três anos cursados nos próprios liceus. Depois, completam sua formação, com mais dois anos nas Grandes Escolas. Por isso, muitos professores de ensino superior ensinam como agregados [agrégés] nas grandes escolas preparatórias”, prosseguiu.

Muitos dos professores que vieram ao Brasil dar aulas na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP eram, na verdade, professores desses liceus nobres. Foi o caso, por exemplo, de Fernand Braudel (1902- 1985), um dos principais integrantes da chamada École des Annales, que renovou a historiografia francesa e internacional. Braudel foi agrégé nos liceus Pasteur, Condorcet e Henri-IV em Paris, antes de vir para o Brasil e colaborar na estruturação da Universidade de São Paulo, onde lecionou de 1935 a 1937.

“Outro diferencial é que, na França, a pesquisa científica e tecnológica não é administrada pelas universidades, mas por grandes instituições públicas, como, por exemplo, o CNRS [Centre National de la Recherche Scientifique – Centro Nacional da Pesquisa Científica]. Trata-se de um grande contratador e financiador da pesquisa. Muitos cientistas fazem suas carreiras ali. O CNRS estabelece contratos com departamentos e laboratórios de universidades e cria centros de pesquisa de excelência dentro de universidades. Mas esses centros não pertencem às universidades, e, sim, ao próprio CNRS”, acrescentou o pesquisador.

As outras duas instituições de ensino superior francesas foram criadas na transição dos anos 1960 para 1970. Uma delas é o instituto universitário tecnológico (Institut Universitaire de Technologie – IUT), que é seletivo (os aspirantes devem passar por exame de seleção) e muito exigente, muito escolar em seu funcionamento, com controle de frequência, provas todos os meses etc. O padrão de ensino é elevado e o percentual de transição da escola para o emprego é altíssimo.

A outra instituição, também seletiva, mas de nível um pouco mais baixo, é a seção técnica superior (Sections de Technicien Supérieur – STS). Constitui como que um segundo andar dos liceus, para formação de profissionais de nível médio qualificados, com cursos de curta duração, de dois ou três anos. Foi criada como um meio de democratizar e disseminar o ensino.

Ensino público x ensino privado

Tanto na França como na Alemanha, o ensino privado é mínimo, em todos os níveis: elementar, médio e superior. E o ensino superior é quase que totalmente público. Até nos Estados Unidos, o ensino superior de graduação é majoritariamente público: 70% dos alunos estudam em universidades estaduais públicas (não há federais) ou em Community Colleges, que também são públicos. “Mas a educação pública superior nos Estados Unidos é paga, com anuidades e taxas. Um terço do orçamento das escolas é sustentado pelas taxas cobradas dos estudantes. O restante é basicamente dinheiro público. Inclusive grandes e renomadas escolas privadas, como Harvard e MIT, recebem enormes aportes de dinheiro público. O rendimento proveniente das aplicações dos patrimônios privados das universidades e as doações feitas por grandes magnatas cobrem uma parte mínima dos orçamentos. Essas doações servem muito mais para os herdeiros comprarem seus lugares nas escolas”, disse Moraes.

O pesquisador acrescentou que outra importante fonte de recursos para as instituições de ensino superior é a pesquisa contratada. O Massachusetts Institute of Technology (MIT) é, basicamente, um grande provedor de pesquisa contratada. No passado, essa pesquisa foi quase que inteiramente direcionada para o setor militar. Hoje, está mais diversificada, com destaque também para a área de saúde. É claro que os estudantes se beneficiam com essas pesquisas, porque muitos deles se vinculam a laboratórios mantidos pelos contratadores. Mas os gastos com ensino têm importância menor no orçamento da instituição.

Já foi dito que o modelo brasileiro combinou as influências francesa e americana. Esta prevaleceu a partir da reforma universitária da ditadura, com a eliminação da cátedra, a departamentalização, a adoção do sistema de créditos, a chamada diversidade institucional, isto é, a coexistência de universidades e escolas isoladas. Menos conhecido é o fato de que houve também uma influência do modelo inglês no padrão de financiamento da pesquisa, com a criação de agências como a FAPESP, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) etc., que atuam de maneira complementar às universidades.

 

Fonte: Da redação, com José Tadeu Arantes | Agência FAPESP

Foto: Anfiteatro Turgot/Sorbonne

Em carroça e bicicletas vereadores protestam contra aumento dos combustíveis na cidade de Juazeiro/BA

Os vereadores Joseílson Marcelino (PTB), Aníbal (PTC), Bené Marques (PSDB) e Domingão da Aliança (PRTB) foram à Câmara de Juazeiro para a Sessão Ordinária desta segunda-feira (21), de maneira inusitada. Para protestar contra o aumento de combustível na região, os parlamentares chegaram de carroça e bicicletas.

O Vereador Joseilson Marcelino, foi o primeiro a comparecer à Casa Aprígio Duarte em uma carroça acompanhado de assessores e soltando fogos de artifícios. O parlamentar não poupou críticas à nova política de reajustes de combustíveis no Brasil.

“Em Lagoa Grande a gasolina é mais barata que Juazeiro e Petrolina, em Casa Nova também, em Massaroca a mesma coisa. Então, essa foi a forma que eu encontrei para sensibilizar a sociedade juazeirense, as autoridades, os vereadores para que a gente possa encabeçar um movimento que baixe o preço do combustível”, disse Joseilson.

“Pelo que estou vendo até chegar ao fim do ano nós vamos está pagando R$10 reais o litro. Vai ser o presente de Natal e Ano Novo que teremos. E não se explica também o aumento do álcool. O Álcool faz parte do Petróleo? Ele faz parte de outra fonte energética. É isso que se questiona”, pontuou.

Bené Marques que chegou de bicicleta disse: “Se eu não fosse vereador, eu ia encostar meu carro. Na minha visão, o culpado maior é a Presidência da República, são os deputados federais, senadores, porque eles poderiam modificar isso. Então, nós temos que chamar a atenção e fazemos esse apelo. Juazeiro tem a gasolina mais cara, não tem concorrência, praticamente é um preço só” reclamou o vereador.

Aníbal destacou que a Câmara está do mesmo lado do povo. “Eu me juntei aos colegas vereadores e acho importante essa manifestação. Nós nos juntamos ao povo e estamos dizendo que não concordamos com esses aumentos do combustível. Os vereadores estão de parabéns é uma maneira da Câmara de chamar a atenção e dizer não a tanto aumento”, salientou.

O vereador Domingão da Aliança acompanhou o discurso dos colegas. “Esse foi só o primeiro passo. Nós vamos convocar os demais vereadores para que entrem nessa luta e possamos reduzir esse preço absurdo dos combustíveis”, concluiu.

 

Redação

Com acaopopular.net

Prefeitura de Serra Grande lança edital para Concurso Público com 42 vagas disponíveis

As inscrições estarão abertas até o dia 7 de junho de 2018, pelo endereço eletrônico www.conpass.com.br​. As taxas variam de R$ 50,00 a R$ 70,00.​

A Prefeitura de Serra Grande, no Estado da Paraíba, lançou o edital de Concurso Público para todos os níveis de escolaridade. As jornadas vão 30h a 40h semanais, os contratados receberão salários de R$ 954,00 a R$ 2.000,00. As inscrições estarão abertas até o dia 7 de junho de 2018, pelo endereço eletrônico www.conpass.com.br. As taxas variam de R$ 50,00 a R$ 70,00.

Ao todo, são 42 vagas disponíveis nos cargos de Farmacêutico (1); Enfermeiro (3); Engenheiro Civil (1); Psicopedagogo (1); Orientador Pedagógico (1); Professor Séries Iniciais (3); Professor de Matemática (1); Professor de Educação Especial (1); Agente Administrativo (2); Digitador (1); Inspetor de alunos (1); Cuidador de creche (4); Técnico Agropecuário (1); Técnico em Higiene Bucal (1); Técnico em Enfermagem (2); Técnico em Farmácia (1); Técnico Laboratorial (1); Motorista CNH “D” (4); Operador de Máquina Pesada (1); Auxiliar de Serviços Gerais (7); Auxiliar de Pedreiro (1); Vigilante (1) e Merendeira (2). Deste total, há oportunidades para pessoas que se enquadram nos itens do edital.

O certame, válido por dois anos, será realizado por meio de Prova Escrita, com aplicação prevista pra o dia 8 de julho de 2018. Além disso, os candidatos aos cargos de ensino superior serão avaliados por meio de Avaliação de Títulos.

 

Assessoria