Categoria Cultura

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Academia Cajazeirense de Artes e Letras registra primeiro ano realizando conferência virtual com “imortais”

Um encontro histórico. Assim pode ser definida a Conferência Virtual da Academia Cajazeirense de Artes e Letras (Acal), realizada no último domingo, 24 de maio, como forma de marcar o primeiro ano de instalação da entidade. Em virtude do isolamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde, em função do coronavírus, toda a programação agendada para a data foi cancelada. A Conferência Virtual aconteceu através do aplicativo Zoom e reuniu 19 membros da Acal.

A Conferência foi comandada pelo presidente Francisco Sales Cartaxo (Frassales), tendo a acadêmica Nadja Claudino como mediadora e os acadêmicos Christiano Moura e Linaldo Guedes no apoio técnico à mediação do evento.

O primeiro ano de criação da entidade seria comemorado com festa, lançamentos de livros e revistas da instituição e de seus acadêmicos. Em virtude da pandemia, o evento foi adiado e transformado em Conferência Virtual.

A conferência foi aberta pelo presidente Frassales, que deu informes sobre o adiamento da festa e dos eventos programados para o aniversário de primeiro ano da Acal. Falaram, ainda, na parte inicial da conferência, o vice-presidente Ubiratan di Assis, que explicou o andamento das articulações para a aquisição de uma sede própria para a entidade, que atualmente funciona provisoriamente no Casarão da Epifânio Sobreira. Também falou o acadêmico Linaldo Guedes, contando detalhes da revista da ACAL, que seria lançada nesta data.

Em seguida, a mediadora abriu inscrições para todos os acadêmicos. Os membros da ACAL falaram de diversas partes do país, como Cajazeiras (PB), João Pessoa (PB), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro RJ), Recife (PE), Guarulhos (SP) e Lucena (PB). Entre os temas abordados pelos acadêmicos, estão o de abertura de inscrições para novos membros, a inclusão em ata do registro das participações dos acadêmicos Mariana Moreira e Rui Leitão como colunistas de A União, além de matéria do jornal sobre aniversário da Acal, realização dos eventos com lançamentos de livros e da revista da entidade no mês de agosto e a explicação de como foi organizada a conferência virtual.

Participaram da conferência os seguintes acadêmicos: Frassales Cartaxo, Ubiratan di Assis, Nadja Claudino, Linaldo Guedes, Christiano Moura, Lenilson Oliveira, Constantino Cartaxo, Helder Moura, José Antônio de Albuquerque, Guilherme Sargentelli, Bosco Maciel, Irismar Gomes, Mariana Moreira, Gildemar Pontes, José Caitano, Naldinho Braga, Alexandre Costa, Francelino Soares e Rui Leitão. A Acal foi instalada, oficialmente, em 24 de maio de 2019, em solenidade realizada no Cajazeiras Tênis Clube.

 

Assessoria

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Primeiro aniversário da Academia Cajazeirense de Artes e Letras será comemorado de forma virtual

O primeiro ano de instalação e criação da Academia Cajazeirense de Artes e Letras (Acal), que acontece neste domingo (24), será comemorado de forma diferente. A diretoria da entidade havia programado uma série de eventos, com lançamentos de livros e do primeiro número da Revista da Acal, mas em virtude da isolamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde, em função do coronavírus, haverá apenas uma reunião online, via aplicativo zoom, neste domingo, a partir das 17 horas, com todos os membros da Academia.

Segundo o presidente da Acal, Francisco Sales Cartaxo Rolim, a festa de 24 de maio está prevista no estatuto da entidade, com a presença dos sócios efetivos da entidade. “A pandemia do coronavírus, no entanto, impôs suas condições. Impossível nos reunirmos em sessão solene. O mundo inteiro sofre as agruras causadas pelo poderoso invisível que nos tranca em casa”, explicou.

Frassales, como é mais conhecido o presidente da Acal, informou que é difícil marcar uma nova data, já que o vírus continua se espalhando pelo mundo. “Diante de tanta incerteza, adiamos a festa da Acal. Confinados, faremos um encontro virtual, usando recursos tecnológicos da comunicação à distância, reuniremos confrades e confreiras. O sonho comemorativo, com expansivos abraços e beijos e muita alegria, fica transferido para quando houver proteção à saúde de todos. Aí, sim, teremos o lançamento da Revista da Acal, de livros de imortais e colaboradores e intensa programação cultural e artística”, acrescentou.

A Revista da Acal, que seria lançada neste dia 24, reúne artigos, ensaios, crônicas, poemas, discursos e fotografias dos imortais da Academia Cajazeirense de Artes e Letras (Acal), em cerca de 300 páginas que contam, ainda, com documentos da entidade e textos de colaboradores que não são membros da entidade, como professores, poetas, escritores, entre outros. A revista já está pronta e editada, com capa feita, faltando apenas a impressão, adiada em função da crise do coronavírus.

O evento da Acal programado para este domingo dia 24 teria, também, lançamentos de livros de imortais da entidade. Entre eles, “Maria Bonita: entre o punhal e o afeto”, da escritora e historiadora Nadja Claudino, e “Portal da Memória: um passeio pelo passado de Cajazeiras”, do professor Francelino Soares de Souza. Além destes, estavam programados relançamentos de obras dos imortais publicadas ano passado e lançamentos de livros de outros autores e de membros da Academia Paraibana de Letras.

Instalada em 24 de maio de 2019, a Acal conta com os seguintes membros: Sebastião Moreira Duarte, Aguinaldo Rolim, Irismar Gomes, Chagas Amaro, Alexandre Costa, Francisco Sales Cartaxo Rolim, Irismar Di Lyra, Antônio Bandeira, Constantino Cartaxo, Rui Leitão, Francelino Soares, Naldinho Braga, Lenilson Oliveira, Paulo Andriola, Ubiratan di Assis, Christiano Moura, José Caitano, Nadja Claudino, Gutemberg Cardoso, Eliezer Rolim, Lúcio Vilar, Saulo Pires Ferreira, Guilherme Sargentelli, José Rigonaldo, Gilson Souto Maior, Josival Pereira, José Antônio de Albuquerque, Padre Francivaldo, Rafael Holanda, Carlos Gildemar Pontes, Reudesman Lopes, Abdiel de Souza Rolim, Ely Janoville Santana Sobra, Edna Marlowa, Bosco Maciel, Mariana Moreira, Helder Moura e Linaldo Guedes.

 

Assessoria

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PL propõe criação de um programa de Auxílio Emergencial para os trabalhadores do setor cultural e para os espaços culturais da Paraíba

O setor cultural paraibano, dentre inúmeros setores da economia do Estado, está sofrendo com os efeitos da pandemia provocada pelo novo coronavírus. Desde que se começou as medidas de isolamento, há mais de 60 dias, que as atividades artísticas foram suspensas e os espaços fechados ao público. Sensível a esse momento, também para com essa categoria, o deputado estadual Jeová Campos apresentou um Projeto de Lei (1756/2020) que institui a criação de um Auxílio Emergencial para os trabalhadores do setor cultural e para os espaços culturais no Estado da Paraíba, durante o período de calamidade pública decorrente do Covid-19. O PL já foi protocolado e se seguir o rito normal da ALPB deverá passar pela CCJ para depois ir a plenário. Contudo, explica Jeová, se houver pedido de urgência, ele pode ir direto para aprovação em plenário na sessão remota desta quinta-feira(21).

O parlamentar justifica sua iniciativa lembrando que as medidas de restrição de contato social afetaram sobremaneira o meio cultural e deixou tanto os profissionais, quanto os espaços à mercê da própria sorte. “É preciso ter m olhar atento para essa classe artística que ficou, literalmente, sem palco e espaço para trabalhar e também além dos trabalhadores da cultura, é urgente e vital salvaguardar os espaços culturais que integram uma das bases da cadeia produtiva das Artes e da Cultura e estão sendo gravemente prejudicados em virtude da paralisação das atividades”, argumenta Jeová.

Neste sentido, o Programa de Auxílio Emergencial proposto pelo PL durará enquanto perdurar o fechamento dos espaços culturais durante o período de estado de calamidade pública decretado pelo governo do Estado da Paraíba. A proposta beneficia o trabalhador do setor cultural com um recebimento do Auxílio Emergencial no valor equivalente a um salário mínimo nacional, ou seja, R$ 1.045,00 ou da complementação até este valor, caso o beneficiário receba auxílio de renda básica no âmbito do Governo Federal. Já os estabelecimentos receberiam um subsídio mensal no valor de R$ 3.500 para a manutenção desses Espaços Culturais. “O setor cultural foi afetado violentamente por essa pandemia, uma vez que este foi um dos primeiros setores a fechar suas portas e, provavelmente, será um dos últimos a reabri-las”, reitera o parlamentar.

Para efeito de fazer jus ao benefício, o PL reconhece como trabalhador do setor cultural toda e qualquer pessoa inserida na cadeia produtiva da cultura, que adquire sua renda através de trabalhos desempenhados no setor, sejam eles de produção, promoção, técnica e atuação em qualquer área cultural ou linguagem artística, e todo aquele que fomenta, produz e pertence à cultura popular brasileira, afro-brasileira e indígena, que comprove efetiva realização de atividades ou prestação de serviços no período compreendido entre 1º de janeiro de 2019 e 29 de fevereiro de 2020.

Em relação aos estabelecimentos, o Projeto de Lei inclui os Espaços Culturais como sendo Pontos de Cultura, Teatros independentes, Sedes que abrigam grupos ou coletivos culturais, Escolas de Música, Escolas de Dança, Escolas de Artes, Cineclubes, Centros Culturais Independentes em comunidades e pequenos municípios, com atividades para saraus, hip hop, cultura popular, capoeira, escolas de samba, casas de cultura popular, bibliotecas comunitárias e todo o fazer artístico.

Os recursos necessários para as despesas previstas na proposta correrão à conta de dotações orçamentárias do Fundo Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura acrescidos, se necessário, de créditos extraordinários.

 

Assessoria

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Com as mesmas atrações confirmadas e no mesmo local, Jampa Rock Festival acontece no dia 17 de abril de 2021

Paralamas do Sucesso, Vitor Kley, Capital Inicial, Val Donato e Biquini Cavadão se apresentam no Espaço Cultural Jose Lins do Rêgo

Em função da pandemia que atingiu em cheio diversos segmentos da economia, inclusive e principalmente o setor de turismo e eventos, o Jampa Rock Festival que aconteceria em abril de 2020, precisou ser cancelado naquele momento. Paralamas do Sucesso, Vitor Kley, Capital Inicial, Val Donato e Biquini Cavadão se preparavam para um festival nunca antes visto em João Pessoa e muitas marcas nacionais e internacionais estariam naquele que prometia ser um evento especial e inédito no Espaço Cultural Jose Lins do Rêgo. No entanto, a Colônia Produções, responsável pelo evento, anuncia uma ótima notícia: o Jampa Rock Festival tem nova data para acontecer. O evento já está marcado para 17 de abril, com as mesmas atrações e no mesmo local.

Assim como planejado, o evento que promete agradar e surpreender o público com apresentações especiais em seis horas de show, estrutura com dois palcos, praça de alimentação, camarotes exclusivos e setores de acessibilidade. “A proposta do evento continua sendo oferecer uma experiência única em todos os sentidos. Sabemos que o público de João Pessoa e estados vizinhos valorizam o rock e, com certeza, estará aqui pra prestigiar a primeira edição do evento, com a nova data.  Estamos fazendo tudo com muito zelo e carinho”, declarou Daniel Rodrigues, sócio da Colônia Produções. “O festival é a demonstração de que acreditamos no cenário roqueiro da Paraíba. Queremos dar espaço a essa expressão. Nossa ideia também continua sendo em  homenagear o cantor, músico e compositor Herbert Viana, líder do Paralamas. Esperamos contar com a presença de todos que acreditam nesta ideia, neste presente para diversas gerações”, acrescenta Fábio Henrique, da Colônia Produções.

Reembolsos – O “efeito cascata” provocado pela pandemia afetou também o planejamento financeiro dos artistas e de seus escritórios, que também se apresentaram vulneráveis neste sentido. Segundo a produção do evento, as quatro atrações nacionais já haviam recebido a maior parte dos valores contratados – e se mostraram impossibilitados em devolver o que ja haviam recebido, o que  atingiu diretamente o planejamento e empenho da organização do evento para o reembolso de ingresso. “Por nosso princípio de transparência para com os clientes e a sociedade,  informamos que apenas uma das atrações nacionais conseguiu nos devolver parte do que foi pago e nós, prontamente, fizemos o reembolso aos clientes por meio da empresa Ingresso Nacional. Cerca de  40% dos clientes foram contemplados com a devolução”, informou a produção do evento.

No mês passado, governo federal editou uma medida provisória (MP 948/2020) para proteger empresas de turismo e cultura impactadas pela pandemia de coronavírus. De acordo com o texto, os prestadores de serviços ficam dispensados de reembolsar imediatamente os valores pagos pelos consumidores por reservas ou eventos, shows e espetáculos cancelados. Para ter direito ao benefício, a empresa deve assegurar a remarcação do serviço ou oferecer crédito para a compra de outras reservas ou novos eventos, que foi o caso da Colônia Produções.

O texto também permite que o prestador formalize outro tipo de acordo com o usuário. Como a  remarcação do evento já foi feita, o consumidor fica isento de taxa ou multa. É importante lembrar, ainda, que a MP 948/2020 define ainda que essas relações de consumo impactadas pela pandemia, como no caso de compra e devolução de ingressos, caracterizam a hipótese de “caso fortuito ou força maior”. De acordo com o texto, elas não ensejam danos morais, aplicação de multa ou outras penalidades.

Serviço

Jampa Rock Festival

Data: 17 de abril de 2021

Atrações: Paralamas do Sucesso, Vitor Kley, Capital Inicial, Val Donato e Biquini Cavadão

Local: Espaço Cultural José Lins do Rego  – Funesc

 

Informações: @jamparockfestival

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Organizadores do Festival Aruanda divulgam nota de pesar pela morte de Wills Leal

O Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro  se solidariza com a família, amigos e comunidade artística paraibana nesse momento de dor e profunda tristeza com a morte, nesta madrugada, do jornalista-historiador, cinéfilo, crítico, documentarista, escritor, criado da ‘Roliúde Nordestina’ e fundador da Academia Paraibana de Cinema, Wills Leal.
A um só tempo – e como se fosse muitos… – Wills Leal jogou literalmente nas onze e por isso mesmo seu legado é amplo, com várias contribuições no campo do turismo, na reconstituição do carnaval paraibano e pessoense, da efervescência política pré e pós-1964, do curso de Direito, das revoltas estudantis e por aí vai. Tudo transformado em memória em forma de livros e publicações na imprensa local. No cinema, em particular, residia, porém, sua paixão maior, arrebatadora desde a primeira sessão ainda na infância.
 Seu ‘filme de cabeceira’ foi ‘Hiroshima Meu Amor’, de Alain Resnais (1922-2015). Com ‘Aruanda’, clássico do cinema novo, de Linduarte Noronha (1960), torna-se ‘testemunha ocular’ dessa trajetória ascendente do cinema paraibano até os dias atuais e cuja homenagem em 2018 no Festival Aruanda consagrou tal atuação. Foi laureado e recebeu o troféu Memória Viva do Cinema Paraibano pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB), cuja horaria lhe fora entregue pela docente da ECA-USP, Marília Franco.
É com essa referência que Wills Leal deve ser lembrado, afinal, ninguém melhor que ele traduziu esse papel que lhe coube de garimpar nossa história desde os anos 1897, com a chegada do cinematógrafo em plena Festa das Neves, passando por Walfredo Rodriguez, o ‘primeiro cineasta’ nos anos vinte. Fato é que, sem Wills Leal saberíamos bem menos de nossa própria gênese, daí sua indiscutível relevância, reconhecida em vida pelo festival mais antigo do Estado que deverá repetir a dose no aniversário de 15 anos, em dezembro próximo.  Viva Wills Leal!
Assessoria
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Atriz e radialista Daisy Lúcidi morre por covid-19 aos 90 anos

Daisy iniciou carreira aos 6 anos na Rádio Nacional, declamando poemas

A atriz e radialista Daisy Lúcidi morreu na madrugada desta quinta-feira (7), aos 90 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada no centro de terapia intensiva (CTI) do Hospital São Lucas, na zona sul da capital, desde 25 de abril e morreu por complicações decorrentes de infecção por covid-19.

Daisy Lúcidi nasceu no Rio, em 10 de agosto de 1929. Muito cedo começou sua carreira na Rádio Nacional, a maior emissora da América Latina, na época de ouro do rádio, nos anos 1940, 1950 e 1960, com seus programas de auditório, com nove orquestras e o radioteatro, onde Daisy, com voz marcante, iniciou aos 6 anos de idade declamando poemas.

Participou do programa Seu Criado, Obrigado!, ao lado de César Ladeira, durante dez anos. Ela participou também de novelas da Rádio Nacional, que paravam o Brasil de norte a sul, como integrante da equipe do radioteatro, com tudo ao vivo, sem poder errar. A primeira radionovela do país foi apresentada em 1941 pela Rádio Nacional – Em busca da Felicidade – e, um ano depois, inaugurou a primeira emissora de ondas curtas, o que deu aos seus programas dimensão nacional.

Com a primeira novela, que ficou mais de três anos no ar, vieram outras com grande sucesso. Daisy Lúcidi estreou em 1952 na Rádio Nacional, no elenco de radioteatro, comandado por Floriano Faissal, do qual faziam parte Brandão Filho, Iara Sales, Zezé Fonseca, Isis de Oliveira, entre tantos outros artistas de sucesso.

Os programas de auditório com  César de Alencar e a rivalidade dos fã-clubes de Emilinha Borba e Marlene marcavam as tardes de sábado na emissora da Praça Mauá, 7, onde as filas para assistir aos programas davam voltas no quarteirão. A rádio também contava com programas de humor como Edifício Balança mas não cai, que contava com  Paulo Gracindo, Brandão Filho e Walter d’Ávila, com a participação do elenco de radioteatro.

Daisy Lúcidi também participou de várias novelas da Rede Globo, entre elas Paraíso Tropical, Passione,  Bravo!, O Casarão, Babilônia, Geração Brasil e do seriado Tapas e Beijos.

Em 1971, Daisy Lúcidi estreou o programa Alô Daisy, que permaneceu no ar por 45 anos, no horário das 13h às 15h. Foi o primeiro programa de rádio voltado para o público feminino, para a dona de casa, que contava com receitas, notícias de artistas, um quadro, no início do programa, chamado Cidade, Atenção, com a com a equipe de radiojornalismo que ia para as ruas e mostrava os problemas da cidade. Depois, a produção cobrava das autoridades a solução para cada reclamação apresentada pelo público.

Auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro
Auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro – Acervo/Rádio Nacional

Alô Daisy também apresentava, em dois dias da semana, debates populares, sempre às quartas e sextas-feiras. Em um dia a mesa era formada somente de homens – Agora é que são eles – e em outro dia formado por mulheres – Agora é que são elas, que debatiam questões nacionais, do estado e do município, sempre com destaque para os assuntos em evidência na semana.

Em eventos especiais da Rádio Nacional, como a visita do papa João Paulo II ao Brasil, Daisy Lúcidi participou com destaque da cobertura.

Com a projeção do programa, Daisy acabou entrando para a política – primeiro, para a Câmara Municipal do Rio e, depois, para dois mandatos seguidos como deputada estadual.

Daisy também desenvolvia um programa social, com creche e distribuição de alimentos, roupas e calçados para as famílias necessitadas. A sede da entidade, ficava na Rua Uranos, no morro do Alemão.

Recentemente, há pouco mais de dois anos, deixou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), à qual a Rádio Nacional está vinculada, aderindo ao Programa de Demissão Voluntária.

Daisy Lucidi foi casada por 64 anos com o radialista Luiz Mendes, que morreu em 2011.

 

Agência Brasil

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Tratado Geral da Imbecilidade

Alguns escritores e pensadores contemporâneos têm se dedicado ao tema com preocupação e procurando respostas que estão sendo maturadas no campo das reflexões de ordem filosófica, sociológica e poética. O campo cultural, onde podemos realizar interseções de ordem reflexiva, aponta para um novo muro de contenção, a ignorância. Com a queda do Muro de Berlim, a dissolução administrativa e política da União Soviética e o desmembramento da Iugoslávia, rompemos de vez com a Guerra Fria e passamos a viver a era do Capitalismo estratificado.

Uma nova ordem e a imposição de modelos para estreitar distâncias e economizar esforços foram implementados pelos países de economia sólida e conquistas tecnológicas sedimentadas. Restou aos países periféricos e subdesenvolvidos uma reinvenção para escapar da degola econômica e social. América Latina, África e Ásia aceleraram esse processo e revelaram que alguns países conseguiram retroceder nas conquistas do mundo globalizado.

Ser o maior produtor de soja, ter reservas minerais incalculáveis e ser detentor da maior biodiversidade do planeta não tornou o Brasil um país competitivo e ordenador de políticas internacionais inclusivas. É aí que entra o título deste artigo. Nosso povo, sem identidade que possa atingir o conhecimento da história e das virtudes do país, tornou-se refém de políticos e de sub-religiões. Duas formas de bestializar e subalternizar as mentes. Em outras palavras, o cultivo da educação e das riquezas culturais do país ficou sufocado pela falta de uma identificação do povo com a sua própria história.

As corporações que fabricam as riquezas e flutuam nos mercados frágeis, como sanguessugas, conhecem o potencial de investimento de países continentais e populosos como o Brasil. Do subproduto cultural das décadas de 70 e 80, que recebíamos dos Estados Unidos, ao boom das redes sociais inclusivas, fomos substituindo a nossa liberdade por um aprisionamento consentido num computador ou num smartphone. Bibliotecas e Museus foram virtualizados, mas não frequentados pela acessibilidade. Os equipamentos culturais de tijolo e alvenaria estão cada vez mais abandonados, trocados por horas a fio nas redes sociais. São, pelo menos, cinquenta anos de lavagem cerebral. Começou na ditadura militar e prosseguiu com os governos neoliberais de FHC, Lula e Dilma, com avanços e recuos na ordem da ruptura desse modelo alienador. Mas o povo não foi levado às escolas que foram construídas. O sentimento de pertencimento ao país que venceu parte da crise não foi explorado como parceria entre governo e povo. Eis por que o fracasso das alianças políticas entre um governo de esquerda e a direta podre resultou na cassação da Dilma e na prisão do Lula. Eles foram incapazes de romper o sistema podre, preferindo a adesão “ingênua” e suicida para manutenção no poder. Os mesmos insatisfeitos com a política de diminuição tímida entre ricos e pobres, reagiram voltando-se para o que tinham de trunfo como elemento distintivo, o poder aquisitivo. Só um lembrete necessário: ricos e classe média no Brasil não são sinônimos de aculturados e intelectualizados cidadãos de “bens”. Ao contrário, a maioria destes empapuçados de grana são tão estúpidos de conhecimento, que muitos creem que a terra é plana, o que não dá mais para continuar a definição. Essa crença por si só já lhes define.

O problema da esquerda é o sectarismo, agravado com a chegada ao poder. Conheço muitos que se dizem lutadores sociais que disputam cargos de terceiro escalão com altos índices de trairagem e golpismo, modos presentes e costumeiros na direita.

O que mais me preocupa e se trata de uma questão de sobrevivência de um povo, é a expansão da estupidez como prática comum entre as visões sobre a convivência humana. Ricos que ostentam patrimônio como virtude, desfilam seus carrões em meio a uma pandemia (que restringiu o acesso às aglomerações por recomendação dos órgãos de saúde internacionais) e o fazem por direito de não deixarem de ganhar dinheiro daqueles que exploram como trabalhadores e consumidores. É a lógica do extermínio da galinha dos ovos de ouro. Podem morrer muitos infectados pelo coronavírus, mas a reposição destes mortos se fará facilmente com a reserva de mercado.

Lembra do primeiro parágrafo, quando falei de capitalismo estratificado? Pois é isso. O capitalismo selvagem está tão atuante nas sociedades sem educação que, se não bastasse uma Reforma da Previdência que retira direitos dos mais pobres, o surgimento de uma pandemia de um vírus letal como o Covid-19 revela ainda mais a desinformação do povo e a morbidade gulosa dos capitalistas mais ignorantes de cultura geral.

O que fazer para não ser ignorante em meio a esta pandemia de estupidez? Não adianta eu tentar repetir a fórmula do sucesso neurológico dos que venceram pelo estudo. Vencer não significa se humanizar – que fique claro. Talvez um choque profundo na alma apague o egoísmo, a ganância e a estupidez, tornando, quem precisa de luz, um palito de fósforo, em busca de uma barreira de fósforo para se transformar em luz e se acender.

 

(Primeira Parte)

Carlos Gildemar Pontes*

*Doutor em Letras – UERN, Professor da UFCG. Membro da Academia Cajazeirense de Artes e Letras – ACAL.

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Em edição digital, Feira Internacional de Negócios Criativos e Colaborativos divulga programação de palestras com cases de sucesso brasileiros

Evento, promovido pelo Sebrae Paraíba, tem início na próxima segunda-feira (4)

Artesanato, literatura de cordel, práticas circenses, poesia, moda, música e gastronomia. Todos esses segmentos, que têm a criatividade em sua essência, serão representados e discutidos durante a segunda edição da Feira Internacional de Negócios Criativos e Colaborativos (FINCC), que devido à pandemia provocada pelo coronavírus será realizada em formato totalmente digital este ano. Promovido pelo Sebrae Paraíba, com apoio do Governo do Estado e parceria da Rede Mundial de Cidades Criativas da Unesco, o evento será realizado entre os dias 4 e 10 de maio e contará com palestras ministradas por cases de sucesso nacionais.

Conforme a programação, ao todo serão realizadas 21 palestras com cases de sucesso, durante os sete dias de evento, proporcionando ao público inspiração e networking. Uma dessas palestras será ministrada pela artesã e empreendedora paulista Fernanda de Nadai. Ela é mentora de negócios artesanais e criativos e fundadora da Academia do Artesanato, cuja missão é ajudar outras artesãs a transformarem seus trabalhos manuais em um negócio estruturado, capaz de gerar renda e lucros.

Outro destaque da programação será a palestra “Um Encontro de Palhaços”, a ser conduzida pelo cantor, palhaço e produtor cultural Xisto Siman. Ele é um dos criadores do Circovolante, projeto de Minas Gerais que tem como objetivo pesquisar e difundir as práticas circenses no país. Já na área da gastronomia, uma das participantes convidadas é a empreendedora paraibana Luciana Balbino, da Comunidade Chã de Jardim, no município de Areia, que vai apresentar a experiência da região com o empreendedorismo rural e o turismo criativo.

De acordo com a gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae Paraíba, Regina Amorim, a programação de palestras da FINCC também conta com mais cases de sucesso da Paraíba e de outros estados, que trarão inspiração ao público. “Participar das palestras técnicas e das palestras com casos de sucesso será uma grande oportunidade de atualizar conhecimentos e ter a certeza de que as potencialidades do ser humano precisam ser mais valorizadas que as suas carências”, pontuou Regina, ao destacar que o período de crise pode ser o melhor momento para se reinventar.

Além disso, a gestora também destacou que a programação da FINCC vai contar com outras atividades, como rodadas de negócios, oficinas, shows musicais e lançamento de livros, abrangendo todos os setores da economia criativa. Para acompanhar a programação e conferir mais detalhes sobre o evento, os interessados devem acessar o site oficial da feira, no endereço https://fincc.com.br/.

 

Assessoria

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Encontro das Cidades Criativas Brasileiras da Unesco será sediada pela FINCC 2020

Ecriativa Virtual acontece no dia 5 de maio para 1000 pessoas, de forma Digital. No evento serão discutidos projetos inovadores, impactantes e compartilháveis

Criar ações inovadoras e compartilháveis que possam movimentar a economia em tempos de crise, esse é o pedido da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação), para as 246 cidades que constituem a rede mundial de Cidades Criativas. Na atual situação pandêmica do mundo, se configura ainda mais urgente a necessidade de medidas inovadoras e diversificadas para movimentar a economia, principalmente das pequenas e médias empresas. É preciso se destacar no mercado para ser visto e vender. Pensando nisso, João Pessoa, uma das cidades da rede, tomou a iniciativa de promover a Ecriativa Virtual (Encontro das Cidades Criativas Brasileiras). O encontro acontecerá no dia 5 de maio, das 15h às 17h, e será sediado pela FINCC 2020 (Feira Internacional de Negócios Criativos e Colaborativos, do Sebrae Paraíba), que irá ser realizada entre os dias 4 e 10 de maio de forma 100% digital e gratuita.

O grupo de cidades Brasileiras que fazem parte da rede mundial, é formado por 10 cidades, em cinco categorias, são elas: Belém (PA), Florianópolis (SC), Paraty (RJ), Belo Horizonte (MG) na Gastronomia; Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) no Design; João Pessoa (PB) no Artesanato e Artes Folclóricas; Salvador (BA) na Música; e Santos (SP) no Cinema. No Ecriativa, que será mediado por Marianne Góes, cada cidade tem o direito de escolher dois representantes, com 10 minutos disponíveis para apresentar até três projetos desenvolvidos, que sejam inovadores, impactantes e compartilháveis, em qualquer área da economia criativa.

A primeira edição do encontro nacional, foi realizada em março de 2018, em João Pessoa, que foi a responsável pela ideia de promover uma reunião apenas com as cidades do Brasil. Esse ano, o evento aconteceria em Salvador, na Bahia, mas foi adiado, devido a pandemia da Covid-19 (novo Coronavirus), sem data definida. A iniciativa de realizar o evento de forma digital, também partiu da capital paraibana. “Nosso desejo é que todas as cidades participem, o que não é obrigatório, mas acreditamos que que todas elas possuem iniciativas interessantes à serem compartilhadas, e estamos trabalhando para que isso aconteça”, disse Eduardo Barroso, Coordenador do Labin (Laboratório de Inovação Cultural de João Pessoa) e um dos responsáveis pela coordenação do evento.

Eduardo ressaltou a importância do evento na atual crise enfrentada pelo mundo. Ele considera que conhecer ideias novas e ter bons exemplos é um ótimo meio de pensar em soluções para a crise de forma criativa. “O nosso desejo é possibilitar uma rede de compartilhamento de práticas e bons projetos que possam ser reproduzidos em cada uma das cidades que fazem parte da rede. Conhecer os projetos que as cidades estão desenvolvendo, como é o principal desejo da UNESCO”, relatou ele.

O objetivo do evento é fazer com que esses projetos sirvam de estímulos e exemplo para as demais cidades, e para o público que estará assistindo ao encontro e poderá interagir através de perguntas em chat. As inscrições serão realizadas pelo site da FINCC (https://fincc.com.br/),  e as vagas são limitadas.

A FINCC – Conforme a organização do evento, a programação desse ano da Feira Internacional de Negócios Criativos e Colaborativos contará com 14 palestras técnicas, 24 palestras de casos de sucesso de pequenos negócios, além de shows culturais, lançamentos de livros, desfiles, workshops e muitas promoções.

Todos os segmentos de economia criativa serão contemplados, como artesanato e arte popular, artes visuais, audiovisual e cinema, design, música, teatro, circo, literatura, games, arquitetura, moda, museus, comunicação, publicidade, websites e startups. Informações aqui: www.fincc2020.com.br

Assessoria

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Design no Artesanato para Valorização da Produção Local é tema de mesa redonda virtual na FINCC 2020

Será no dia 6 de maio, das 14h às 15h, pelo link da feira na internet

A Feira Internacional de Negócios Criativos e Colaborativos (FINCC), edição 2020, já está com as inscrições abertas e começa a formatar sua programação. Está confirmada uma mesa redonda virtual para o dia 6 de maio, das 14h às 15 h, com o tema: Design no Artesanato para Valorização da Produção Local.  Serão debatedores Manoel Ernesto Acosta, da Colômbia; Carlos Alvarado, do México; e Renato Imbroisi, do Brasil –  grandes designers com expressiva e internacional atuação no artesanato.  Cada um deles vai apresentar sua experiência como caso de sucesso. O coordenador da atividade estará com o consultor Eduardo Barroso, mestre em Design Urbano, pela ECAL/Lausanne – Suíça.
Na mesa redonda poderão entrar até oito participantes simultaneamente, em cada apresentação. No próprio site da feira, até mil internautas assistindo e fazendo perguntas via chat.
A FINCC será 100% digital, trazendo grandes possibilidades para o mercado. Vários segmentos de economia criativa serão contemplados, como artesanato e arte popular, artes visuais, audiovisual e cinema, design, música, teatro, circo, literatura, games, arquitetura, moda, museus, comunicação, publicidade, websites e startups.
O local online servirá de promoção e comercialização de produtos e serviços de qualidade nos segmentos de artesanato e arte popular, nas artes visuais, no audiovisual/cinema, no design (gráfico, moda, interiores), na música, fotografia e na gastronomia, teatro, circo, literatura, games, websites, arquitetura, moda, museus, comunicação, publicidade, startup digital e turismo criativo.
As inscrições estarão abertas entre  os dias 8 a 20 de abril e o evento acontece de 4 a 10 de maio. O valor é R$ 100 para empresas e o cadastro é feito por CNPJ, no link https://loja.sebraepb.com.br/loja/evento/2038966
Serviço: 
FINCC 2020 
Inscrições: de 08 a 20 de abril 2020
Data: 4 a 10 de maio 2020
Valor: R$ 100
Informações: (83) 99981-1486