Categoria CULTURA

Sousa: São João do Povo dessa quinta-feira (21) tem Gustavo Lima como principal atração musical

As festividades juninas na cidade de Sousa, no Sertão paraibano intitulada por “São João do Povo”, organizada pela Prefeitura Municipal daquela cidade traz logo mais à noite, às atrações musicais: Gustavo Lima, Douglas Pegador, Trio Nordestino e Emiliano Por Deus. Vale a pena prestigiar!

Redação – fmrural.com.br

Comissão define detalhes da 4ª Cavalgada e da Missa do Vaqueiro que serão realizadas no aniversário de Cajazeiras

Uma reunião realizada na manhã de ontem, quarta-feira (20) serviu para definir detalhes da 4ª Cavalgada de Cajazeiras e da Missa do Vaqueiro, que serão realizadas no dia 18 de agosto, dentro das programações da semana de aniversário da cidade. Os eventos contam com o apoio da Prefeitura Municipal de Cajazeiras, através da Secretaria de Cultura e Turismo.

Segundo informações do secretário de Cultura e Turismo, Ubiratan de Assis, a Cavalgada acontecerá no dia 18 de agosto, dentro da semana da cidade, e terá sua concentração às 8 horas no Estádio Perpetão, seguindo até a Igreja da Sagrada Família.

Após a Cavalgada, será realizada uma missa no pátio da Igreja Sagrada Família, com todos os rituais da Missa do Vaqueiro, com aboiadores e sanfoneiros. Logo em seguida, participação de banda de forró, com violeiros e cantadores. Esta é a quarta Cavalgada que será realizada em Cajazeiras, sendo que duas foram feitas na gestão do ex-prefeito Antônio Quirino.

A comissão organizadora dos eventos é composta pelo ex-prefeito Antonio Quirino, professor José Antônio de Albuquerque, Padre Francivaldo, Padre Mendes, Padre Jackson, Marcos do Riacho do Meio, Francinaldo Abreu, ex-prefeito Vituriano de Abreu, Sitonio, Padre Josinaldo Pereira, Coronel Cunha, Moacir das Cavalgadas, Naldo das Barreiras, e os secretários José Anchieta e Ubiratan de Assis.

 

Secom 

Professor e produtor artístico faz explanação em audiência pública na Câmara de Cajazeiras sobre festividades juninas e cultura popular

A Câmara Municipal de Cajazeiras através do Vereador Jucinério Félix (PPS), autor da propositura que realizou na noite da última terça-feira (19), uma audiência pública para debater e em tempo, homenagear as festividades juninas e, cultura popular regional.  

Houve ainda o depoimento de pessoas da sociedade, produtores culturais, artistas de teatro, músicos e apresentações artísticas locais.

Em entrevista ao repórter Luiz Vilar da Rádio Rural, o professor e produtor cultural – Daniel Dantas fez uma explanação sobre os fazeres culturais e suas fundamentações. Escute!

 

Redação – fmrural.com.br

CULTURA: No Dia do Cinema Nacional, relembre filmes que fazem parte da história brasileira

Especialista defende mais investimento em produções brasileiras

Já se passaram 110 anos desde que o Brasil lançou seu primeiro longa-metragem. O drama policial “Os Estranguladores” foi o primeiro filme a ser produzido e exibido no Brasil. A trama se passa no Rio de Janeiro, cidade que até hoje é palco de grandes filmes produzidos nacionalmente. Desde então, as telonas brasileiras já foram palco de muita história.

O filme “Minha Mãe é Uma Peça”, protagonizado por Paulo Gustavo, é um exemplo de sucesso. A série, que já possui dois lançamentos nas telonas, é a que tem a maior bilheteria nesta categoria: mais de 15 milhões de ingressos foram vendidos durante as exibições nos cinemas brasileiros.

Acontece que, mesmo com essa aceitação, os filmes nacionais ainda não são muito valorizados entre os brasileiros. Bilheterias de filmes internacionais costumam ser muito mais altas. De acordo com o especialista em cinema da Universidade de Brasília, Alex Calheiros, isso pode ser explicado pela falta de incentivos financeiros para esse setor.

“Em outros países que têm políticas específicas voltadas para o cinema, que é uma indústria poderosa, inclusive de geração de emprego, de renda, capital e exportação, têm políticas específicas incentivando para que os filmes sejam passados nos cinemas nacionais e, portanto vistos. Eu acho que há preconceito, mas o preconceito não advém da qualidade. O preconceito vem da falta de políticas específicas voltadas para a nossa produção cinematográfica.”

Mas nem a falta de incentivos foi um empecilho para que filmes nacionais fossem indicados ao maior prêmio de cinema mundial. O longa-metragem “Cidade de Deus”, dirigido por Fernando Meirelles, foi indicado em 2004 às categorias de melhor diretor, roteiro adaptado, edição e melhor fotografia do Oscar.

E a tradição brasileira no cinema não para por aí. Quem se lembra de Chicó e João Grilo? O Auto da Compadecida marcou e ainda marca a vida de muitos brasileiros com risadas, frases inesquecíveis e faz completa referência à cultura nordestina. Esse foi um dos filmes que levou a consultora de eventos Iris Grijó a se apaixonar pelos filmes nacionais. Ela conta que, na família dela, “a promessa sem jeito de Chicó” faz o maior sucesso até hoje.

“Eu gosto muito do fato da gente não precisar ler legenda, da gente se identificar com muitas coisas da cultura, da gente se identificar com muitos locais conhecidos. Eu acho que essa é uma das coisas que eu mais gosto em relação aos filmes nacionais.”

Se você não assiste filmes nacionais há algum tempo e bateu aquela curiosidade para sabe como anda o mercado, essa é a oportunidade. Nesta quinta-feira (20) tem estreia nos cinemas. O filme Mulheres Alteradas conta a história de quatro mulheres com rotinas diferentes que fazem de tudo para sobreviver em meio ao caos.

 

Reportagem: Sara Rodrigues

 

Seis artistas paraibanos recebem título de “Mestre das Artes” em cerimônia no Espaço Cultural

Contemplados por meio da Lei Estadual nº 7.694/2004, seis artistas paraibanos passam a ter registro no Livro de Mestre das Artes (Rema), gerido pelo Governo do Estado da Paraíba, por meio do Conselho Estadual de Política Cultural (ConseCult-PB). A Lei, também conhecida como “Canhoto da Paraíba”, visa reconhecer, proteger e valorizar os conhecimentos, fazeres e expressões das culturas tradicionais do Estado.

Os novos Mestres e Mestras das Artes são: Antônia Ribeiro de Mendonça (artesã de renda labirinto); Domerina Nicolau da Silva (“Vó Mera”, cirandeira), Ismael Freire da Silva (cordelista); Pedro Acelino de Lima (“Seu Cícero”, cirandeiro e luthier); Salete da Silva Araújo (artesã/santeira) e Sebastião Trajano da Silva (“Basto do Acordeom”).

A cerimônia de titulação dos artistas aconteceu na última segunda-feira (18), no Auditório I do Espaço Cultural José Lins do Rêgo. Com essas posses, a lista dos 30 nomes registrados no Livro do Rema passa a ficar completa. “A Lei Canhoto da Paraíba prevê um benefício vitalício no valor de dois) salários mínimos para os 30 contemplados. A ideia é que seja um auxílio para medicamentos, mobilidade, instrumentos e materiais para suas artes, etc. Em contrapartida, os beneficiários devem transferir seus conhecimentos e técnicas aos alunos e aprendizes, através de programas de ensino e aprendizagem. Além disto, o Governo do Estado pode incluí-los em projetos e programações culturais”, afirma Lau Siqueira, secretário da Cultura e presidente do Conselho Estadual de Política Cultural (ConseCult-PB).

Edital – Os novos Mestres e Mestras das Artes foram contemplados por meio do Edital Público nº 001/2017, que abriu seis novas vagas para o Rema. Como o benefício é vitalício, as vagas só podem ser remanejadas em caso de falecimento de um dos Mestres.

Segundo Bia Cagliani, conselheira do ConseCult-PB e membro da Comissão de Análise de Requerimento do Rema, foram usados como critérios de avaliação os itens elencados na própria lei, mas a comissão se ateve principalmente ao tempo de atuação na área, que é de pelo menos 20 anos, e também à relevância da sua obra para a cultura paraibana. “Realizamos visitas nas residências e locais de trabalho de 17 dos 26 candidatos e candidatas e os entrevistamos, a fim de conseguir preencher lacunas que constavam nos processos de inscrição. Observamos muitos detalhes para chegar nos seis nomes da lista final”, explicou.

Os candidatos a Mestres e Mestras das Artes devem ser indicados por representantes da Assembleia Legislativa da Paraíba, Conselho de Proteção dos Bens Históricos Culturais – Conpec e entidades sem fins lucrativos sediadas no Estado.

Confira a lista atual de Mestres e Mestras das Artes da Paraíba:

– Antônia Ribeiro de Mendonça (Artesã de renda labirinto)

– Catarina Maria de França (Cantora, compositora e instrumentista – Cátia de França)

– Clóvis Martins Bezerra (Babau “Teatro de Bonecos” – Mestre Clovis)

– Domerina Nicolau da Silva(Cirandeira – “Vó Mera”)

– Fernando Valentim dos Santos (Marcheteiro – Mestre Valentim)

– Francisca da Conceição Barbosa (Indaiá – Ceguinha de Campina Grande)

– Francisco Alves (Quadrilheiro – Coroné Chico Tripa)

– Francisco Pedrosa Galvão (Poeta – Chico Pedrosa)

– Geraldo Jorge Mousinho (Cantor de Embolada de Coco)

– Ismael Freire da Silva (Cordelista)

– João Benedito Marques (Cantor, compositor e percussionista – Benedito do Rojão)

– João Gonçalves de Araújo (Cantor e Compositor)

– José Altino de Lemos Melo (Xilogravurista – Zé Altino)

– José Enoch Ramos (Bailarino)

– José Hermínio Caeira (Rabequeiro – Zé Hermínio)

– José Nunes Filho (Poeta e Escritor – Zé de Cazuza)

– José Pedro Fernandes (Baixinho do Pandeiro)

– José Ribeiro da Silva (Instrumentista, compositor e luthier – Mestre Duduta)

– Lindalva Maria Andrade Neri (Bonequeira – Dona Lindalva)

– Manoel Alexandre Filho (Artista Plástico)

– Maria Ivoneide Ferreira da Silva (Artesã – Lucinha dos Bichos)

– Maria José do Nascimento (Artesã – Dona Zefinha)

– Oliveira Francisco de Melo (Poeta, repentista e cantador – Oliveira de Panelas)

– Pedro Acelino de Lima (Cirandeiro e luthier – Seu Cícero);

– Regina Barbosa (Poroca – Ceguinha de Campina Grande)

– Salete da Silva Araújo (Artesã/santeira)

– Sávio Max Sobreira Rolim (Ator)

– Sebastião Trajano da Silva (Músico – Basto do Acordeom)

– Terezinha da Silva Carneiro (Teca do Coco de Roda)

– Tomaz Cavalcanti da Silva (Cantor de Embolada de Coco – Cachimbinho).

Secom – PB

Romero Rodrigues participou neste sábado da 5ª Cavalgada Junina

A Prefeitura de Campina Grande e o “Clube Manga Larga Marchador” realizaram na manhã deste sábado, 16, a 5ª Cavalgada Junina. Os cavaleiros em número de 100 participantes, saíram da Estação Velha, desfilaram pela ruas centrais da cidade, passaram pelos monumentos dos pioneiros e do sesquicentenário, em seguida se dirigiram para o Centro de Exposição de animais no bairro do Ligeiro.

O prefeito Romero Rodrigues foi um dos cavaleiros do evento, que contou com outras autoridades, entre elas, o deputado estadual Bruno Cunha Lima, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Fábio Nogueira (organizador da Cavalgada) e os secretários municipais, Fábio Medeiros (Agricultura) e Teles Albuquerque, Esporte, Juventude e Lazer (Sejel).

A Cavalgada, que nasceu sob a inspiração dos Tropeiros da Borborema, ficou conhecida como um dos eventos culturais mais prestigiados da programação junina de Campina Grande e que atraiu uma multidão de expectadores, que a todo instante aplaudiu os participantes, onde cerca de 30 deles eram mulheres (amazonas).

O cavaleiro Valdenor Cavalcante participante da cavalgada desde a primeira edição, disse que cavalgada é “uma coisa que está no sangue”, ele esteve montado no cavalo “Batuke” o mesmo que o cantor Mano Walter gravou um vídeo e que já tem mais 2,7 milhões de visualizações, nas redes sociais do artista.

O prefeito Romero Rodrigues, afirmou que participar da cavalgada junina é voltar no tempo e na história de Campina Grande, visto que a cidade se originou com as tropas de burros e seus tropeiros, fato que faz parte da cultura campinense.

Romero também aproveitou a oportunidade para fazer uma avaliação da primeira semana do Maior São João do Mundo, ele disse que todos os índices da festa já se apresentam de forma positiva, incluindo a presença de público e a parte econômica, que segundo o SindCampina já apresenta uma tendência de crescimento e de reação positiva.

O organizador da Cavalgada, Fábio Nogueira destacou que este é um evento que busca resgatar a história da cidade e fazer a integração do cavalo com o homem, com a sociedade. Fábio Nogueira disse em suas palavras que aproveitava a oportunidade para fazer um agradecimento incondicional e irrestrito a prefeitura de Campina Grande, que se fez presente com a Sejel, Sesuma, STTP e com a Secretaria de Saúde, para ele sem esta estrutura, não seria possível a realização do evento.

Teles Albuquerque, secretário de Esportes de Campina Grande, um dos entusiastas da Cavalgada Junina, descreveu a cavalgada como sendo um momento cultural e histórico e que traduz a história de Campina e dos tropeiros que contribuíram com desenvolvimento da cidade, segundo ele isto é uma forma de dizer a nova geração com Campina Grande se desenvolveu.

 

Ascom

Festival de Quadrilhas Juninas começa neste sábado em Santa Rita

Neste sábado (16), Santa Rita dará início aos festejos juninos no município com a realização do XI Festival Santarritense de Quadrilhas Juninas. Serão dois dias de apresentações das principais juninas da cidade (16 e 17 de junho), a partir das 19h, na Praça do Povo.

O evento é organizado pela Prefeitura Municipal, em parceria com a Liga de Quadrilhas Juninas (Liquaj), e conta com uma grande estrutura com pavilhão, arquibancadas, segurança, serviços de saúde, entre outros.

SERVIÇO: Festival Santarritense de Quadrilhas Juninas

DATA: 16 e 17 de junho

HORÁRIO:  a partir das 19h

LOCAL: Praça do Povo, Tibiri Fábrica – Santa Rita/PB

Secretaria de Comunicação Institucional

Seis artistas paraibanos recebem o Título de “Mestre das Artes” em cerimônia no Espaço Cultural

Contemplados através da Lei Estadual nº 7.694/2004, seis artistas paraibanos passam a ter registro no Livro de Mestre das Artes (REMA), gerido pelo Governo do Estado da Paraíba através do Conselho Estadual de Política Cultural (ConseCult-PB). A Lei, também conhecida como “Canhoto da Paraíba”, visa reconhecer, proteger e valorizar os conhecimentos, fazeres e expressões das culturas tradicionais do Estado.

Os novos Mestres e Mestras das Artes são: Antônia Ribeiro de Mendonça (artesã de renda labirinto); Domerina Nicolau da Silva (“Vó Mera”, cirandeira), Ismael Freire da Silva (cordelista); Pedro Acelino de Lima (“Seu Cícero”, cirandeiro e luthier); Salete da Silva Araújo (artesã/santeira) e Sebastião Trajano da Silva (“Basto do Acordeom”).

A cerimônia de titulação dos artistas acontecerá segunda-feira (18), a partir das 14h, no Auditório I do Espaço Cultural José Lins do Rêgo. Com essas posses, a lista dos 30 nomes registrados no Livro do REMA passa a ficar completa. “A Lei Canhoto da Paraíba prevê um benefício vitalício no valor de 02 (dois) salários mínimos para os 30 contemplados. A ideia é que seja um auxílio para medicamentos, mobilidade, instrumentos e materiais para suas artes, etc. Em contrapartida, os beneficiários devem transferir seus conhecimentos e técnicas aos alunos e aprendizes, através de programas de ensino e aprendizagem. Além disto, o Governo do Estado pode incluí-los em projetos e programações culturais”, afirma Lau Siqueira, Secretário de Estado da Cultura e Presidente do Conselho Estadual de Política Cultural (ConseCult-PB).

Edital Público nº 001/2017

Os novos Mestres e Mestras das Artes foram contemplados através do Edital Público nº 001/2017, que abriu seis novas vagas para o REMA. Como o benefício é vitalício, as vagas só podem ser remanejadas em caso de falecimento de um dos Mestres.

Segundo Bia Cagliani, Conselheira do ConseCult-PB e membro da Comissão de Análise de Requerimento do REMA, “foram usados como critérios de avaliação os itens elencados na própria lei, mas a comissão se ateve principalmente ao tempo de atuação na área, que é de pelo menos 20 anos, e também à relevância da sua obra para a cultura paraibana. Realizamos visitas nas residências e locais de trabalho de 17 dos 26 candidatos e candidatas e os entrevistamos a fim de conseguir preencher lacunas que constavam nos processos de inscrição. Observamos muitos detalhes para chegar nos seis nomes da lista final.”

Os candidatos a Mestres e Mestras das Artes devem ser indicados por representantes da Assembleia Legislativa da Paraíba, Conselho de Proteção dos Bens Históricos Culturais – CONPEC e entidades sem fins lucrativos sediadas no Estado.

Confira a lista atual de Mestres e Mestras das Artes da Paraíba:

– Antônia Ribeiro de Mendonça (Artesã de renda labirinto)

– Catarina Maria de França (Cantora, compositora e instrumentista – Cátia de França)
– Clóvis Martins Bezerra (Babau “Teatro de Bonecos” – Mestre Clovis)

– Domerina Nicolau da Silva  (Cirandeira – “Vó Mera”,)
– Fernando Valentim dos Santos (Marcheteiro – Mestre Valentim)
– Francisca da Conceição Barbosa (Indaiá – Ceguinha de Campina Grande)
– Francisco Alves (Quadrilheiro – Coroné Chico Tripa)
– Francisco Pedrosa Galvão (Poeta – Chico Pedrosa)
– Geraldo Jorge Mousinho (Cantor de Embolada de Coco)

– Ismael Freire da Silva (Cordelista)
– João Benedito Marques (Cantor, compositor e percussionista – Benedito do Rojão)
– João Gonçalves de Araújo (Cantor e Compositor)
– José Altino de Lemos Melo (Xilogravurista – Zé Altino)
– José Enoch Ramos (Bailarino)
– José Hermínio Caeira (Rabequeiro – Zé Hermínio)
– José Nunes Filho (Poeta e Escritor – Zé de Cazuza)
– José Pedro Fernandes (Baixinho do Pandeiro)
– José Ribeiro da Silva (Instrumentista, compositor e luthier – Mestre Duduta)
– Lindalva Maria Andrade Neri (Bonequeira – Dona Lindalva)
– Manoel Alexandre Filho (Artista Plástico)
– Maria Ivoneide Ferreira da Silva (Artesã – Lucinha dos Bichos)
– Maria José do Nascimento (Artesã – Dona Zefinha)
– Oliveira Francisco de Melo (Poeta, repentista e cantador – Oliveira de Panelas)

– Pedro Acelino de Lima (Cirandeiro e luthier – Seu Cícero);
– Regina Barbosa (Poroca – Ceguinha de Campina Grande)

– Salete da Silva Araújo (Artesã/santeira)
– Sávio Max Sobreira Rolim (Ator)

– Sebastião Trajano da Silva (Músico – Basto do Acordeom)
– Terezinha da Silva Carneiro (Teca do Coco de Roda)
– Tomaz Cavalcanti da Silva (Cantor de Embolada de Coco – Cachimbinho).

 

Amanda  Falcão Evangelista
Assessora de Comunicação da Secult-PB

Karate é uma arte marcial que educa

Sou partidário da Educação inclusiva, da aculturação pela Arte e da disciplina pelo Esporte. Assim ocorreu comigo na adolescência. Praticava Karate e salto em distância e, algumas vezes, era chamado para correr 200 metros rasos. Pude perceber, com o tempo, que a minha intimidade com os livros me levava a lugares cada vez mais distantes na imaginação. Apreciei a poesia de cordel muito cedo, através do meu pai. E me tornei atleta amador treinando saltos nas poças d’água do bairro onde nasci em Fortaleza, no famoso Carlito Pamplona.

Da disciplina do esporte e do Karate herdei uma obstinação de lutar pela vida, pelos meus objetivos e por um mundo melhor. Fui me indignando, desde cedo, com a exclusão fruto da ausência do Estado na construção de uma cidadania plena. Como filho de pais pobres, meu pai era militar da Marinha e minha mãe era “do lar”, nunca entendi esta denominação como qualidade, mas como dominação e afastamento da mulher das atividades produtivas remuneradas – tive que me superar pelos estudos. E minha mãe era uma “Samurai” sem saber. Sua obstinação em viver com alegria me inspirou a dar boas gargalhadas! Foi a maior herança que ela me deixou, a alegria. Pena que não tenha estudado. Como pobre, não alcançou e superou a barreira das dificuldades por que passam os pobres. Morreu cedo! Sua dignidade era exemplo para todos. Uma guerreira com as armas da alegria, uma fera quando lhe afrontavam a maternidade. Por isso, somos, eu e meus irmãos, leões de uma força e garra que em poucos vi. E temos ou sabemos ser doces. A poesia e a música acalmaram nossas almas.

Quando iniciei a prática do Karate, na década de 70, eram tempos de Bruce Lee no cinema. Além de ídolo, sua história indica uma das maiores determinações que já vi. Filósofo, pensador nas artes marciais e atleta de uma capacidade extraordinária de superação, Bruce Lee ouriçou a juventude da minha época. E foi inspirado nele que me tornei karateca. Naquela época, não existia essa coisa de pula-pula, de perninha doendo, braço na tipoia por qualquer pancadinha. O Karate forjava o corpo e o espírito do praticante que se dedicasse aos treinos e aos estudos. Lamentável que parte dos praticantes não quisessem ou pudessem estudar para desenvolver também a civilidade. Eram homens brutos, em sua maioria, que ensinavam através da dor e da teimosia. Com a evolução das sociedades, o Karate ganhou polidez, mas perdeu em filosofia, budô como alguns conhecem. E entraram em cena os cartolas do Karate. Fundaram-se inúmeras federações, confederações e a essência foi sendo diluída nos egos dos senhores do Karate. Hoje, com o Karate na Olímpiada, dificilmente será recuperada a essência perdida. O comércio que gira em torno do esporte vai coisificar o Karate e torná-lo um negócio rentável, como já vem sendo feito, em outros esportes.

Ainda crendo na possibilidade de se treinar um Karate de raiz, guardando a essência da origem e a tradição, voltei a treinar há 15 anos, depois de um período afastado por conta da minha dedicação ao estudo e ao trabalho. E treinei intensivamente, porque sabia dos benefícios que o Karate poderia me proporcionar. Parece que adivinhei que meu corpo precisaria de um fortalecimento para enfrentar uma cirurgia grave como a que me ocorreu. Duas safenas e uma mamária num coração obstruído seria fatal, caso meu corpo não estivesse preparado para uma auto recuperação.

Recebi a faixa preta e abri uma academia, o Torayama Karate Clube. Mas era preciso ir, além disso, troquei os poucos trocados que recebia dos alunos por um Projeto de Extensão na UFCG, Projeto Karate Campeão. Como tem o caráter extensivo, o Projeto de Karate que coordeno e ministro aulas é gratuito e atende a muitas crianças e jovens de escola públicas e privadas de Cajazeiras. Fundado em abril de 2013, o Projeto Karate Campeão formou uma faixa preta, três faixas marrons, oito faixas roxas e inúmeros atletas de faixas menos graduadas.

Depois de alguns cursos realizados por mestres reconhecidos no Karate Nacional, o Projeto Karate Campeão está colhendo frutos e proporcionando alegria aos pais dos alunos. Tivemos campeões brasileiros, norte/nordeste, paraibano e regionais, tendo destacada a atleta Catarina Ferreira Pontes, bicampeã brasileira pela CKIB, e que integrou a equipe brasileira campeã mundial, no 4º WJKA Word Championship, que ocorreu na cidade de Remscheid, Alemanha, obtendo dois quartos lugares.

Recentemente, estivemos em Barbalha, participando da IV Copa Yoshitaka, de onde trouxemos muitas medalhas na bagagem. O detalhe inspirador é que três dos atletas participantes nunca haviam competido em campeonatos. Como recompensa pelo esforço de treinarem com dedicação, trouxeram não só o título de campeões em suas categorias, trouxeram orgulho para os pais, para o Projeto Karate Campeão e para a cidade de Cajazeiras. Oss!

 

Carlos Gildemar Pontes*

*Escritor, professor da UFCG e coordenador do Projeto Karate Campeão.

 

Maior São João do Mundo garante passeio gastronômico por sabores do Nordeste brasileiro

Entre as grandes atrações promovidas pelo Maior São João do Mundo está o encontro com os sabores tipicamente nordestinos. Em Campina Grande, durante os 31 dias de forró no Parque do Povo, as opções de pratos e petiscos para campinenses e turistas vão desde a tradicional pamonha até o acarajé baiano, num verdadeiro e saboroso passeio gastronômico pelo Nordeste brasileiro.
Sempre animada pelos trios de forró pé de serra, que se apresentam diariamente nas palhoças e no Palco alternativo do “Quartel-General do Forró”, a área onde está concentrada a maioria dos restaurantes, bares e quiosques do evento se inicia logo após a Pirâmide do Parque do Povo. Ao todo, são 200 barracas onde funcionam bares e restaurantes, 52 quiosques de comidas e bebidas variadas, 80 vendedores ambulantes de diversos produtos e 147 ambulantes de bebidas.
Para quem vai ao Parque do Povo desejando experimentar as tradicionais comidas de milho, típicas do Nordeste, encontramos pamonha e canjica ao preço de R$ 5,00 cada. No quiosque “Boteco da Pamonha”, localizado próximo à réplica da Catedral, a expectativa é vender 100 unidades de pamonha e 80 de canjica por noite.
“Vendo pamonha, canjica, bolo de milho e aquele queijinho de coalho assado para acompanhar. Isso desde o início do São João de Campina Grande. Em média, trago 100 pamonhas por noite e vendo tudo bem rápido”, explicou Socorro, quiosqueira do Boteco da Pamonha.
O milho cozido está sendo vendido no evento de forma itinerante, em carrinhos com grandes caldeirões que circulam pelo Parque do Povo. Segundo Neide, umas das vendedoras ambulantes de milho, por noite ela chega a vender uma mão e meia, o que equivale a 125 espigas. O preço é convidativo e também tem aquele desconto. “Vendo um milho por três reais e dois por cinco”, explicou ela.
Mas, se a noite está mais para um jantar, no Parque do Povo também estão restaurantes com os mais variados pratos salgados da culinária regional. Num rápido passeio pelas barracas é possível observar que um dos mais pedidos é o da carne de sol, outra iguaria do Nordeste, que vem acompanhada por feijão verde, farofa, vinagrete e macaxeira. Os preços variam entre R$ 55,00 e R$ 98,00 (dependendo do tamanho da porção).
“A cidade é muito convidativa. Estamos todos em clima de festa e amanhã vamos conhecer a Vila São João. Hoje estamos passeando pelo Parque do Povo e viemos comer a carne de sol, que vale a pena”, disse Deilton Martins, funcionário público que reside em João Pessoa e veio pela segunda vez para o São João de Campina Grande.

E o passeio gastronômico pelo Parque do Povo ainda passa por espetinhos variados, buchada de bode, pastéis, crepes, tapiocas recheadas e até acarajé, uma das iguarias mais conhecidas da culinária da Bahia, outro estado nordestino.Quem desejar apreciar essas iguarias da culinária do Nordeste, aliada ao som dos festejos juninos, basta apreciar toda a programação do Maior São João do Mundo, que segue até o dia 8 de julho em Campina Grande. O evento terá ainda shows de Fagner, Elba Ramalho, Wesley Safadão, Bell Marques e muitas outras atrações no palco principal. Tem ainda o forró pé de serra nas palhoças, as quadrilhas juninas na Pirâmide e as apresentações culturais no palco alternativo Ton Oliveira. Os portões do Parque do Povo abrem diariamente às 18h.

Codecom – Campina Grande