Categoria Cultura

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Ideal do Bem

No dia 30 de janeiro, completam-se 73 anos do assassinato do líder pacifista indiano Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948). Num mundo marcado pela violência, é sempre bom recordar o exemplo vitorioso do Mahatma (“grande alma”) ao alcançar, por meio da filosofia da não violência, a independência da Índia.

Em 1891, Gandhi formou-se em Direito na Inglaterra e voltou à Índia, onde exerceu a profissão. Dois anos depois, iniciou um movimento na África do Sul — àquela altura colônia britânica —, no qual objetivava lutar contra o racismo e pelos direitos dos hindus.

Em 1914, voltou a seu país e difundiu seu movimento, cujo método principal era a resistência passiva, pregando a não violência como forma de luta. Em 1922, foi detido após organizar uma greve contra o aumento de impostos, sendo condenado a seis anos de detenção. Porém, foi libertado em 1924. Em 1930, liderou a marcha para o mar, uma caminhada de 320 quilômetros para protestar contra os preços dos tributos britânicos e a proibição aos indianos de fabricar sal (…). Finalmente, em 1947, foi proclamada a independência da Índia. Gandhi trabalhou também para evitar o embate entre muçulmanos e hindus, que estabeleceram um Estado separado, o Paquistão, dividido em duas frações, uma das quais, anos depois, se tornou Bangladesh. Acusado pela divisão territorial da Índia, atraiu o ódio dos nacionalistas hindus. Um deles o assassina a tiros no ano seguinte, quando Gandhi tinha 78 anos. Na época, mais de um milhão de indianos compareceram ao seu funeral.

Civilização civilizada? Só com diálogo!  

Numa entrevista que concedi à jornalista portuguesa Ana Serra — quando lancei, em Portugal, a minha obra Reflexões da Alma (Editora Pergaminho, 2008) —, ressalto que Religião, Filosofia e Política não rimam com intolerância. A Ciência, idem. Observem a reflexão de Voltaire (1694-1778): “A tolerância é tão necessária na política como na religião; só o orgulho é intolerante”.

E outra coisa: jamais se deve pregar um Criador que apavore as criaturas, porém que as deixe mais responsáveis e fraternas.

Dias desses, li — na obra Farmácia de Pensamentos, da pesquisadora Sonia de Aguiar, com a qual fui presenteado pelo saudoso jornalista gaúcho Luiz Carlos Lourenço* — a seguinte sentença do dinâmico cantor e compositor Gilberto Gil“A arte, a religião e a ciência são maneiras diferentes para atingir os mesmos fins. Mas, no fundo, todas elas procuram respostas para as mesmas perguntas”.

Indagações que apenas serão elucidadas quando a Fraternidade Ecumênica se tornar o fundamento do diálogo religioso, político, filosófico e científico numa sociedade planetária que se arvora civilizada. Diante disso, cabe aqui esta palavra do velho Goethe (1749-1832): “Aquele que tem vontade firme molda o mundo à sua imagem”.

Luiz Carlos Lourenço — (1943-2019)

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.  

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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Religião não é chave de intolerância

Não adianta apenas cuidar do corpo, é igualmente necessário medicar a Alma. Vou repetir para deixar mais claro: zelar pela Alma — com a magia do Amor Fraterno, imanente do Novo Mandamento de Jesus (“Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” — Evangelho do Cristo, segundo João, 13:34 e 35) — torna a criatura ética, fraterna, solidária, que não entende Religião como chave de intolerância, que vê a Política como o caminho para a segurança dos povos, a Ciência como mãe do progresso e a Economia como fartura para as multidões, pois sente compaixão pelos que sofrem. Daí pregarmos o Ecumenismo do Afeto. Inspirados em quem?! No Jesus Ecumênico. Não se trata do “Jesus” instrumento de discussões que não levam a nada. Ele não deve ser odiosamente interpretado. Antes de tudo, é para ser vivido, porque trouxe o Mandamento Novo do Pai-Mãe Celestial. Por isso, Alziro Zarur (1914-1979), o Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, dizia: “O Novo Mandamento de Jesus é [justamente] a Essência de Deus”. E Zarur fala em suas pregações libertadoras do Deus que é Amor, de acordo com Jesus, o Religioso Celeste.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor. 

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado da Paraíba empossa nova diretoria

SATED-PB, Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado da Paraíba, tem a honra de convidá-lo para solenidade de posse da nova diretoria desta entidade sindical do triênio 2021/2024.

Local: Evento on-line, através do aplicativo Google Meet.

Data: 17/01/2021 (domingo)

Horário: início 17h – O link será enviado 1 (uma) hora antes da solenidade

Pedimos confirmar presença até 15h do dia 17/01, pelo e-mail contatosatedpb@gmail.com e aguarde nossa orientação.

Chapa Eleita – ConvocAção

 

Diretoria:

Presidenta – Sheilla Verônica Silva Martins

Secretária – Cláudia Pereira de Lima

Tesoureiro – Wanilson Pantera de Vasconcelos Costa

 

Suplentes:

1º Suplente – José Alberto Silva

2º Suplente – Erasmo Rafael da Costa

3º Suplente – Antonio Lira de Ó Júnior

 

Delegado Sindical à FITEDECA – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Difusão Cultural e Artística:

1º Delegado – José Alexandre Ferreira Guedes

2º Delegada – Sheilla Verônica Silva Martins

 

Conselho Fiscal:

Titulares:

1º Conselheiro – José do Nascimento Soares

2º Conselheiro – Alberto Quirino Dos Santos

3º Conselheiro – Sergio Ricardo da Silva Aguiar

 

Suplentes:

1º Suplente – Maria Marta Santana do Nascimento

2º Suplente – Apollo Pantera Lima de Vasconcelos Costa

3º Suplente – Ricardo Gomes Barbosa

 

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Assessoria
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Vai ter Live de Luan Estilizado e sorteios na inauguração da concessionária Honda Motos de Campina, nesta quinta 14. Confira!

A inauguração nesta quinta-feira (14/01) às 20h, pelo Grupo Pau Brasil, em Campina Grande-PB, de sua concessionária Honda Motos, localizada na Av. Pref. Severino Bezerra Cabral, 759 – no bairro José Pinheiro, promete muitas novidades. Uma delas será uma Live do cantor Luan Estilizado, além de sorteios e a explanação do que representa a nova unidade do grupo, que inova, sendo a primeira do Brasil a atender ao novo layout estabelecido pela Honda.

“A Pau Brasil Motos inaugura a sua concessionária de Campina Grande. Uma grande notícia merece, claro, uma grande festa, mas sem aglomerar. Neste sentido, vai ter Live de Luan Estilizado e sorteios”, diz o anuncio, destacando que todo o público interessado poderá conferir a Live do cantor, os sorteios e detalhes desse grande investimento, que chega a Campina pelas redes sociais do cantor, da Pau Brasil de Campina e nas redes do presidente do grupo, Zenildo Oliveira:

Youtube Luan Estilizado

https://www.youtube.com/c/LuanEstilizado /

 

Pau Brasil Campina

https://instagram.com/paubrasilmotoscg?igshid=fgkoz2myfrl5

 

Zenildo Oliveira

https://instagram.com/zenildorodriguesdeoliveira?igshid=exyet4au3lp3

INVESTIMENTO EM CAMPINA – Com uma área total de 2.000 m², a Honda Motos, do Grupo Pau Brasil, foca na comodidade e diferenciação, em um ambiente único para os clientes. “O showroom da nova Honda Motos será atualizado constantemente, com objetivo de tornar o local não apenas um ponto de vendas da marca, mas também de encontro entre os apaixonados pelo mundo Honda.

No pavimento principal, o público contará com diversos espaços: o inovador Conceito Dream para as motocicletas de alta cilindrada; outro para os demais modelos da marca; uma área dedicada aos produtos, além da oficina no pavimento inferior. “Estamos felizes em poder gerar na cidade mais de 100 novos empregos diretos”, afirmou Zenildo Oliveira, presidente do Grupo Pau Brasil.

As instalações contam com prédio totalmente novo, com grande integração de espaço, dispondo de showroom de vendas, colaboradores capacitados, oficina para atendimento personalizado e boutique de roupas e acessórios.

Serviço:

Grupo Pau Brasil – Honda Motos

Av. Pref. Severino Bezerra Cabral, 759 – José Pinheiro, Campina Grande – PB, 58407-475

Fone: (83) 3337-2774

www.paubrasilmotos.com.br

 

Assessoria Grupo Pau Brasil

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Veneziano lamenta a morte do cantor Genival Lacerda: “uma das maiores referências da cultura paraibana

O senador Veneziano Vital do Rêgo lamentou, na manhã desta quinta-feira (07) o falecimento, em Recife, do cantor e compositor paraibano Genival Lacerda, vítima de complicações decorrentes da Covid-19, aos 89 anos. Veneziano postou foto com o artista nas redes sociais e destacou o seu legado como ilustre paraibano de destacada atuação na música brasileira.

“Hoje perdemos não apenas um grande artista, mas uma das maiores referências da nossa cultura paraibana, ícone do forró e exemplo para muitas gerações. O cantor e compositor Genival Lacerda deixa um legado de dedicação à música e de amor pela sua terra natal”, afirmou Veneziano.

Veneziano finalizou agradecendo ao legado deixado por seu Vavá e externando solidariedade aos familiares e fãs do paraibano. “Mais um grande amigo que parte para a Vida Eterna. Nossa gratidão pelo que fizestes em vida e nossa solidariedade aos familiares e milhares de fãs. Vai com Deus, Seu Vavá”.

Assessoria de Imprensa

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Dia da Liberdade de Cultos

Sete de janeiro marca o Dia da Liberdade de Cultos. O ilustre escritor Jorge Amado (1912-2001), então deputado federal, apresentou um projeto de lei à Assembleia Constituinte de 1946 que aprovou essa meritória data comemorativa.

Naturalmente, para fazer cumprir-se uma lei, que visa coibir hostilidades milenares, torna-se indispensável um esforço conjunto. A Legião da Boa Vontade, desde que surgiu com Alziro Zarur (1914-1979), no programa Hora da Boa Vontade, em 1949, vem pautando seus propósitos em prol do direito de cada um expressar sua fé e do entendimento de todos pelo bem comum. Uma de suas primeiras iniciativas foi a Cruzada de Religiões Irmanadas, abrindo assim o inter-relacionamento religioso no país, cuja reunião inaugural ocorreu no Salão do Conselho da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), na capital fluminense, em 7 de janeiro de 1950, após sucessivas reuniões preparatórias realizadas no mesmo local, nos meses de outubro, novembro e dezembro de 1949, na sala da diretoria da prestigiada Associação.

Diversidade religiosa e direitos humanos  

No ano de 2013, a Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, publicou a cartilha Diversidade religiosa e direitos humanos, conscientizando o povo da necessidade de respeito entre os diferentes credos. Nela constam também citações de líderes religiosos e defensores dos direitos humanos que exaltam ideais fraternos e solidários. Oportunamente, agradeço o destaque que a referida cartilha deu a este pequeno trecho do meu artigo “Religião não rima com intolerância”:

Compreendo Religião como Fraternidade, Solidariedade, Entendimento, Compaixão, Generosidade, Respeito à Vida Humana, Salvação das Almas, Iluminação do Espírito, que todos somos. Tudo isso no sentido mais elevado. Creio na Religião como algo dinâmico, vivo, pragmático, altruisticamente realizador, que abre caminhos de luz nas Almas e que, por essa razão, deve estar na vanguarda ética. Não a vejo como coisa abúlica, nefelibata, afastada do cotidiano de luta pela sobrevivência que sufoca as massas. Não a entenderia, se não atuasse também, de modo sensato, na transformação das realidades tristes que ainda atormentam os povos.

Quatro Pilares do Ecumenismo  

Ainda no campo da boa coexistência entre as criaturas, ao desenvolver a concepção que temos sobre duas terminologias criadas por Zarur — Ecumenismo Irrestrito e Ecumenismo Total, podemos agora, indo adiante, destacar:

O Ecumenismo Irrestrito prega o perfeito relacionamento entre todas as criaturas da Terra. Trata-se de um caminho aberto à Paz, pois deplora a intolerância e afirma que ela não precisa rimar com religião. O Ecumenismo Total preconiza a consciente e fraterna aliança da humanidade da Terra com a do Mundo Espiritual Superior. Afinal de contas, os mortos verdadeiramente não morrem. Eles são, agora, o que seremos amanhã. O célebre pastor evangélico norte-americano Billy Graham (1918-2018) escreveu: “A morte não é o fim, mas o começo de uma nova dimensão de vida — a vida eterna. (…) Pela Sua ressurreição dentre os mortos, Jesus demonstrou — sem qualquer sombra de dúvida — que existe vida após a morte”. Deve-se contar também, por puro raciocínio, qualquer civilização que possa haver no Espaço. Por que não?! Todo o Universo está aí para que apenas o fiquemos — à exceção dos astrônomos, pensadores e poetas — ociosamente apreciando?! E olhe lá, quando nos lembramos de erguer os olhos para ele… Seria pretensão de nossa parte admitir a impossibilidade da existência de outras formas de vida no Cosmos. Outro ponto: nem tudo (ou todos) que lá por fora exista tem por obrigação parecer conosco. Quando o ser humano isso compreender, estará mais apto a vivenciar os outros dois pilares: Ecumenismo dos Corações e Ecumenismo Divino.

Voltaremos ao assunto.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.  

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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O mais belo discurso de José do Patrocínio

Humberto de Campos relata que, na Academia de Letras, casa a que o formidável tribuno pertenceu “o senhor Félix Pacheco leu um amplo e substancioso estudo sobre a vida do Grande Negro, citando, a título de informação, os autores brasileiros que têm analisado a existência e a obra do Negro Redentor. E foi quando, agradecendo uma referência justa que fizera ao seu nome, o senhor Coelho Neto se ergueu para um daqueles seus improvisos magistrais e começou:

— Senhor presidente, a obra que a figura de Patrocínio reclama ainda está por escrever. Só nós, os que o conhecemos de perto, poderíamos esculpir o gigante magnífico. Ainda assim, precisaríamos recorrer, para isso, ao trovão e ao relâmpago’.

“E recordou fatos, desenhou cenas, restaurou episódios. Lembrou Patrocínio enfermo, num catre de palhoça suburbana, coberto por um xale azul, mortalha alegre que a esposa lhe atirara sobre os ossos. Recordou-o, épico, erguendo-se, montanha de ferro diante de montanha de mármore, na luta com Rui Barbosa. E descreveu, para findar, este espetáculo, digno de grandes varões:

“‘— É na noite de 13 de maio de 1888, Patrocínio, que discursara o dia inteiro, chega à redação do A Cidade do Rio e atira-se, afônico, e semimorto de cansaço, em um sofá de seu gabinete de diretor. Amigos e companheiros cercam-no, impondo-lhe repouso. O titã não receberá mais ninguém, não atenderá mais a ninguém. Venha quem vier. E começam a tomar precauções nesse sentido, quando um dos redatores entra no gabinete e comunica:

— Está aí embaixo o doutor Benjamim Constant, em companhia dos cegos do Instituto’…

“Entreolham-se todos. A homenagem é tão comovente que ninguém tem coragem de propor uma recusa.

— Pede-lhes que subam… — sussurra Patrocínio, fazendo-se entender mais pelo gesto do que pela palavra’.

“Momentos depois alinham-se no gabinete desarrumado dez ou doze cegos, que se põem em fila, pisando-se aflitamente uns aos outros. Tomando a dianteira deles, Benjamim diz, comovido:

— Patrocínio, os meus alunos, os cegos do Instituto, pediram-me que os trouxesse aqui para ver-te… Emprego de propósito este verbo, Patrocínio, e repito-o: meus cegos vieram te ver’.

“O Grande Negro abre a boca para falar. A barba treme-lhe, hirsuta, mas nenhum som lhe sai dos lábios grossos. Os olhos enchem-se-lhe d´água. E, desatando em soluços, mas, sem proferir palavra, atira-se, com o rosto lavado de pranto, nos braços de Benjamim Constant.

“Cena soberba e patética. Todos, em torno, têm os olhos úmidos, ou choram abertamente. Os cegos, em fila, quietos, interrogam o silêncio, adivinhando o que ele esconde. Ao cabo de alguns minutos, porém, o futuro proclamador da República volta-se, emocionado, para eles, e diz-lhes, a voz trêmula:

 “— Meus filhos, acabais de ouvir o mais belo discurso que este grande homem já pronunciou e que se poderia pronunciar no mundo. Fostes testemunhas de uma cena que só o coração pode compreender…Vamos!’” (…)

Um outro tipo de cegueira

Mais de cem anos se passaram. Eis que aquilo que as pessoas com deficiência visual souberam “ver” na cena magistralmente descrita pelo autor de Carvalhos e Roseiras, outro tipo de “cego”, hoje, nem mesmo percebe. A independência ou o cativeiro de um povo origina-se de sua intimidade moral e intelectual. Daí a famosa advertência de Jesus: “Conhecereis a Verdade [de Deus], e a Verdade [de Deus] vos libertará” (Evangelho, segundo João, 8:32).

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor. 

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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“Andarilho” anuncia EP de estreia de Lucas Bezerra

Cearense que durante anos viveu em João Pessoa e hoje reside no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Lucas Bezerra lança na próxima quarta-feira (16) o single Andarilho em todas as plataformas digitais. É uma das faixas de seu primeiro EP, Transito, em fase de finalização e com lançamento previsto para março de 2021 através de parceria entre o selo discográfico Cantores del Mundo e a Ingrooves Music Group,  distribuidora ligada à Universal Music no Brasil.

Assistente social formado pela UFPB, Lucas tem dado seus primeiros passos na arena da música. Lançou em maio deste ano seu primeiro single, Café, resultado de sua parceria com Arthus Fochi, cantor e compositor fluminense, também responsável pela produção musical do EP Transito.

Andarilho indica uma interlocução orgânica de Lucas com referências musicais de sua região de origem. Sua proposta é a de dialogar, simultaneamente, com elementos da tradição da música popular brasileira e de sua contemporaneidade. Antecipa, ainda, que seu novo lançamento diz muito sobre a sonoridade de seu disco de estreia, no qual inclui, entre suas referências sonoras, artistas paraibanos como Cátia de França, Zabé da Loca e Totonho.

“Andarilho é uma canção de água e terra, apaixonada e migrante. Foi uma das primeiras que compus, o que me faz ter especial carinho por ela. É dançante, suave, alegre, embora carregue consigo alguma dose de lirismo. Gosto sobretudo do sujeito que a canção revela: brasileiro vivo, viajante inquieto. Lembro como se fosse hoje: rascunhei letra e melodia, cantarolei e, meio tímido, apresentei a Jaelson Farias [violonista paraibano, de Campina Grande], que era meu professor de violão. Em poucos minutos ele sugeriu uma harmonia. Foi um gesto lindo e emocionante. Aliás, preservamos muito de sua harmonia na versão que gravamos”, relata Lucas.

A principal referência rítmica do novo lançamento é o ijexá, amplamente difundido na música popular brasileira, presente em canções de expoentes como Dorival Caymmi, a dupla Antonio Carlos e Jocáfi, Gilberto Gil, Djavan e Moraes Moreira. Lucas menciona que a escolha de Andarilho como single que antecipa o EP deve-se, sobretudo, à necessidade de se ter esperança e coragem ao fim de um ano marcado por muitas dificuldades.

“Andarilho é uma música para se cantar e se dançar levinho. Nela há algo de esperançoso porque fala de quem caminha. Tranco e barranco sempre existe, não é verdade?! A vida tem disso, mil desatinos, e nós seguimos porque é preciso seguir. Não acredito que esta mensagem seja bobeira. Ela urge e estou francamente feliz de poder transmiti-la, através de uma canção, antes que 2020 acabe. É um gesto de carinho às pessoas que vão ouvi-la”, diz.

A faixa conta com Rafael Barros nas percussões, Ceci Penido na flauta, Pablo Arruda no baixo, Arthus Fochi no violão, na guitarra e nos vocais de apoio junto com Caro Petersen. A produção é de Arthus e foi mixada e masterizada por Gui Marques no Estúdio Frigideira (RJ). Quem assina a capa é a designer paraibana Iramaya Rocha, que se valeu de fotografia feita por Rafaela Fernandes.

Sobre o lançamento do EP, Lucas antecipou que a produção está bem encaminhada e confessa estar satisfeito com o resultado. Há apenas uma faixa a ser gravada, que contará com participação especial de Juliana Linhares, cantora e compositora potiguar radicada no Rio de Janeiro, integrante da banda Pietá, do projeto Iara Ira e que lançou recentemente seu primeiro trabalho solo, o EP Perdendo o Juízo.

A perspectiva de Lucas é a de, após o período de vacinação contra a Covid-19, realizar apresentações em algumas cidades brasileiras, incluindo as capitais João Pessoa, Recife, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Assessoria de Comunicação – Selo Cantores del Mundo

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Dia Nacional da Família

Em 8 de dezembro comemoramos, no Brasil, o Dia Nacional da Família. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo 16, podemos ler: “A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado”.

Em nossos pensamentos diários, observemos sempre se estamos dando o justo valor à família. Um país melhor, mais feliz e, por consequência, uma humanidade equilibrada dependem dos núcleos familiares bem constituídos, devidamente prestigiados por seus integrantes e valorizados pela comunidade. A importância da família transcende a compreensão mais comum. Nela, a vida humana encontra o seu refúgio, a exemplo da criança especial, que tem o seu dia celebrado em 9 de dezembro. É na família que devem florescer os sentimentos mais ternos e sublimes do ser humano.

Apostemos nas famílias

O ilustre Espírito dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900), que foi prefeito da cidade do Rio de Janeiro no tempo do Império, numa mensagem por intermédio do Sensitivo Cristão do Novo Mandamento Chico Periotto, deu ênfase ao nosso tema de hoje. Peço-lhes a atenção para suas palavras:

“A existência na Terra é de luta — não há outra denominação melhor —, mas a tranquilidade de Alma existe quando vemos que as Forças Benditas envolvem a família e os casais, elevando-os a patamares de compreensão, buscando as sementes que germinaram os frutos da semeadura, por intermédio dos filhos.

“Apostemos na ideia das famílias unidas pelo Cristo de Deus. Apostemos nisso. Que a palavra da Boa Vontade de Deus possa fazer o trabalho preponderante do Bem e ser ouvida e seguida na Terra. (…)

“Falamos sobre a importância da egrégora familiar, assunto recorrente e sempre de necessária abordagem, porque necessitamos oferecer condições de segurança, principalmente às mulheres (na humanidade), às mulheres esposas e às crianças, com a parede, com a muralha dos bons sentimentos e das boas ações, fazendo descer sobre elas a cachoeira espiritual de bons fluidos que vem do Etéreo.

“Muitos casais e muitas famílias se desfazem porque não se preocupam com o diálogo salutar, com a compreensão mútua, enfim, com a presença do símbolo da unidade familiar, cujos arroubos sempre causam transtornos perigosos, problemáticos e danos irreparáveis aos que postulam a sedimentação da família no planeta Terra.

“Constituímos nossas vidas, também no Etéreo, pelo espírito de família que trazemos dos laços aflorados e traduzidos em harmonia e união advindos da matéria. Somos mais felizes no Espaço quando encontramos o nosso verdadeiro Amor na Terra.

“Se Jesus aproximou, uniu e fez com que frutificasse o Amor por intermédio dos filhos, dos felizes filhos que desabrocham, temos que trabalhar para suprir as deficiências do cotidiano, da convivência, do livre-arbítrio e de raciocínios que, às vezes, fogem do verdadeiro prumo necessário ao desenvolvimento da família. (…)

“Saibam que, na Pátria da Verdade, não nos descuidamos das lutas em que todos estão envolvidos no mundo. Mas queremos ainda maior afinação dos seres terrestres com seus Anjos da Guarda. Não deixem vícios humanos atingir seus Espíritos nem suas famílias, principalmente esses vícios que são fartamente divulgados nas mídias. Desde um simples cigarro, aparentemente inofensivo, às drogas, às bebidas. Blindem, blindem suas Almas. O corpo, o vaso físico que todos recebem na encarnação presente, é instrumento de Deus emprestado, inclusive os órgãos genitais, pois procriam, interagem a energia do homem com a da mulher para a evolução, a continuidade na Terra”.

Dr. Bezerra — muito conhecido também como “o Médico dos Pobres” — continua vivo no Céu, no Mundo Espiritual, como Espírito, Anjo da Guarda, Nume Tutelar, enfim, há vários nomes que definem a mesma condição de prosseguir existindo. O princípio de tolerância, que deve reger a convivência em sociedade, nos inspira este raciocínio: ainda que nem todos acreditem na possibilidade da Vida Eterna ou que exista diálogo entre Céu e Terra, hão de levar em consideração o conteúdo da mensagem. É um texto sensato e que merece reflexão. A segurança material e, sobretudo, espiritual de nossas famílias significa a boa guarda de nós mesmos.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor. 

paivanetto@lbv.org.br— www.boavontade.com

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Prefeitura de Cajazeiras abre mês natalino com instalação de presépio em praça

A cidade de Cajazeiras entrou no clima natalino, desde o dia primeiro deste mês, com o projeto de decoração posto em prática pela Prefeitura Municipal, por meio das secretarias de Cultura, Educação e Infraestrutura.

Praças, rotatórias e outros pontos da cidade, estão contemplados com o projeto, que visa deixar a cidade bem mais iluminada e aconchegante para as festividades de final de ano, e que tem como principal atração o espetáculo do Auto de Natal, programado para o próximo dia (22), em live, para se evitar concentração de público, em respeito as orientações das autoridades sanitárias.

O prefeito Zé Aldemir disse que a gestão mantém o compromisso de preparar a cidade para a população viver intensamente a tradição do Natal.

Assessoria