Categoria Crônicas

porpjbarreto

Livro de jornalista paraibano é selecionado pela Amazon para promoção “Especial Não Ficção”

O livro “Emagreça bebendo cerveja”, do jornalista paraibano Felipe Gesteira, foi selecionado pela Amazon para fazer parte da promoção “Especial Não Ficção”. O ebook estará até esta sexta-feira (10) sendo vendido pela metade do preço, no valor promocional de R$ 7,99, diretamente neste link.

A obra é um relato autobiográfico sobre a busca do autor por adotar um modo de vida mais saudável, sem abrir mão de pequenos prazeres. “Não há fórmulas exatas aqui, rotinas de treinos, dietas mirabolantes a seguir.

Há, sim, um princípio onde cada um pode encontrar seu próprio caminho, com pequenas concessões, e até emagrecer sem cortar a cervejinha do fim de semana”, diz Gesteira na apresentação do livro.

Nesta promoção da Amazon, o livro do paraibano aparece junto a obras de autores consagrados, como “O universo numa casca de noz”, de Stephen Hawking, e “As veias abertas da América Latina”, de Eduardo Galeano.

Edição em inglês

Lançado em setembro de 2019, “Emagreça bebendo cerveja” recebeu sua primeira tradução no mês passado. Publicado com o título “How to Get Fit Even Drinking Beer”, o livro foi traduzido por Krys Carneiro. Ambas as edições têm prefácio de Phelipe Caldas e capa de William Medeiros. A edição em português tem revisão de Cadu Vieira.

Sobre o autor

Felipe Gesteira é jornalista formado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e mestre em Computação, Comunicação e Artes pela mesma instituição. Casado e pai de dois meninos, é apaixonado por corrida de rua, futebol, videogames e fotografia, além de não dispensar biscoitos, pizza e cerveja. Atua como consultor político, é editor no portal Termômetro da Política e escreve semanalmente para o jornal A União.


Assessoria

porpjbarreto

Tratado Geral da Imbecilidade

Alguns escritores e pensadores contemporâneos têm se dedicado ao tema com preocupação e procurando respostas que estão sendo maturadas no campo das reflexões de ordem filosófica, sociológica e poética. O campo cultural, onde podemos realizar interseções de ordem reflexiva, aponta para um novo muro de contenção, a ignorância. Com a queda do Muro de Berlim, a dissolução administrativa e política da União Soviética e o desmembramento da Iugoslávia, rompemos de vez com a Guerra Fria e passamos a viver a era do Capitalismo estratificado.

Uma nova ordem e a imposição de modelos para estreitar distâncias e economizar esforços foram implementados pelos países de economia sólida e conquistas tecnológicas sedimentadas. Restou aos países periféricos e subdesenvolvidos uma reinvenção para escapar da degola econômica e social. América Latina, África e Ásia aceleraram esse processo e revelaram que alguns países conseguiram retroceder nas conquistas do mundo globalizado.

Ser o maior produtor de soja, ter reservas minerais incalculáveis e ser detentor da maior biodiversidade do planeta não tornou o Brasil um país competitivo e ordenador de políticas internacionais inclusivas. É aí que entra o título deste artigo. Nosso povo, sem identidade que possa atingir o conhecimento da história e das virtudes do país, tornou-se refém de políticos e de sub-religiões. Duas formas de bestializar e subalternizar as mentes. Em outras palavras, o cultivo da educação e das riquezas culturais do país ficou sufocado pela falta de uma identificação do povo com a sua própria história.

As corporações que fabricam as riquezas e flutuam nos mercados frágeis, como sanguessugas, conhecem o potencial de investimento de países continentais e populosos como o Brasil. Do subproduto cultural das décadas de 70 e 80, que recebíamos dos Estados Unidos, ao boom das redes sociais inclusivas, fomos substituindo a nossa liberdade por um aprisionamento consentido num computador ou num smartphone. Bibliotecas e Museus foram virtualizados, mas não frequentados pela acessibilidade. Os equipamentos culturais de tijolo e alvenaria estão cada vez mais abandonados, trocados por horas a fio nas redes sociais. São, pelo menos, cinquenta anos de lavagem cerebral. Começou na ditadura militar e prosseguiu com os governos neoliberais de FHC, Lula e Dilma, com avanços e recuos na ordem da ruptura desse modelo alienador. Mas o povo não foi levado às escolas que foram construídas. O sentimento de pertencimento ao país que venceu parte da crise não foi explorado como parceria entre governo e povo. Eis por que o fracasso das alianças políticas entre um governo de esquerda e a direta podre resultou na cassação da Dilma e na prisão do Lula. Eles foram incapazes de romper o sistema podre, preferindo a adesão “ingênua” e suicida para manutenção no poder. Os mesmos insatisfeitos com a política de diminuição tímida entre ricos e pobres, reagiram voltando-se para o que tinham de trunfo como elemento distintivo, o poder aquisitivo. Só um lembrete necessário: ricos e classe média no Brasil não são sinônimos de aculturados e intelectualizados cidadãos de “bens”. Ao contrário, a maioria destes empapuçados de grana são tão estúpidos de conhecimento, que muitos creem que a terra é plana, o que não dá mais para continuar a definição. Essa crença por si só já lhes define.

O problema da esquerda é o sectarismo, agravado com a chegada ao poder. Conheço muitos que se dizem lutadores sociais que disputam cargos de terceiro escalão com altos índices de trairagem e golpismo, modos presentes e costumeiros na direita.

O que mais me preocupa e se trata de uma questão de sobrevivência de um povo, é a expansão da estupidez como prática comum entre as visões sobre a convivência humana. Ricos que ostentam patrimônio como virtude, desfilam seus carrões em meio a uma pandemia (que restringiu o acesso às aglomerações por recomendação dos órgãos de saúde internacionais) e o fazem por direito de não deixarem de ganhar dinheiro daqueles que exploram como trabalhadores e consumidores. É a lógica do extermínio da galinha dos ovos de ouro. Podem morrer muitos infectados pelo coronavírus, mas a reposição destes mortos se fará facilmente com a reserva de mercado.

Lembra do primeiro parágrafo, quando falei de capitalismo estratificado? Pois é isso. O capitalismo selvagem está tão atuante nas sociedades sem educação que, se não bastasse uma Reforma da Previdência que retira direitos dos mais pobres, o surgimento de uma pandemia de um vírus letal como o Covid-19 revela ainda mais a desinformação do povo e a morbidade gulosa dos capitalistas mais ignorantes de cultura geral.

O que fazer para não ser ignorante em meio a esta pandemia de estupidez? Não adianta eu tentar repetir a fórmula do sucesso neurológico dos que venceram pelo estudo. Vencer não significa se humanizar – que fique claro. Talvez um choque profundo na alma apague o egoísmo, a ganância e a estupidez, tornando, quem precisa de luz, um palito de fósforo, em busca de uma barreira de fósforo para se transformar em luz e se acender.

 

(Primeira Parte)

Carlos Gildemar Pontes*

*Doutor em Letras – UERN, Professor da UFCG. Membro da Academia Cajazeirense de Artes e Letras – ACAL.

porpjbarreto

Professor e poeta Carlos Gildemar Pontes lança livro “O Olhar Tardio de Maria”. Confira!

O professor e poeta cearense Carlos Gildemar Pontes, irá fazer o lançamento de mais um trabalho literário de sua autoria, na oportunidade, o poeta convida amigos e sociedade para se fazerem presentes no próximo dia (12) de dezembro, às 19 horas, na Livraria Universitária, localizada à Praça Major José Marques, 45 – Centro – Cajazeiras/PB.

Redação

porpjbarreto

Delzinho: da surpresa à realidade de um grande presidente

Houve quem duvidasse, houve quem não acreditasse, houve até os que pagaram para ver! Mas o fato é que o atual presidente da Câmara de Cajazeiras, “Deuzinho da Arara” (PTC), vem tendo um desempenho considerado de ótimo à excelente, à frente do Poder Legislativo Municipal.

São inúmeras as ações que fazem da sua gestão uma das mais produtivas daquela casa legislativa e que coloca “Deuzinho” no rol dos principais presidentes que já dirigiram aquele poder.

Dentre os muitos destaques está a implantação do painel eletrônico que permite a dinamização dos trabalhos, além do acompanhamento mais apurado e controle de presenças dos parlamentares, dando maior visibilidade do plenário que ganhou ares de grandes parlamentos.

A construção do arquivo no próprio prédio da Câmara é outra grande conquista do presidente, que realizou uma promessa antiga de outros administradores, preservando assim, a memória da Casa.

A aquisição de um novo elevador que vai resolver de vez o problema das pessoas que não conseguem se locomover pelas escadas será um marco da administração de “Deuzinho”, que a partir de 2020 não vai mais locar veículos, pois o presidente tem dito que está adquirindo um carro e uma motocicleta, para realização dos serviços necessários.

Por essas e outras ações tão importantes, “Deuzinho da Arara” deverá ter o seu nome marcado na história da Câmara Municipal – como um dos maiores benfeitores do Poder Legislativo cajazeirense.

 

Por Eutim Rodrigues

porpjbarreto

Rio Piranhas pede socorro urgente

O nosso alerta vai para os senhores políticos, administradores e povo em geral que também pode se manifestar e cobrar a quem de direito nas regiões de Sousa e Cajazeiras. Veja minha gente o grande problema, talvez esquecido por muitas autoridades, mas que merece toda a atenção. A rede de esgoto gerada na cidade de São José de Piranhas está sendo lançada atualmente nas águas do Rio Piranhas, não está afetando totalmente a cidade de São José de Piranhas, mas de forma indireta parte da área urbana vem sendo afetada, principalmente as residências próximas do riacho da CAGEPA.

Esse afluente do Rio Piranhas é atualmente o maior receptor da rede de esgotos da cidade. Podemos observar que em algumas áreas, as residências ficam a menos de 40 metros da margem do Riacho, o mau cheiro apresentado é desagradável e prejudicam as famílias que residem às margens do Riacho da CAGEPA, como exemplo, o lar dos idosos que fica a aproximadamente 50 metros da borda do Riacho.

Temos que lembrar que os detritos dos esgotos passam em correntezas misturados com água, prossegue até o Rio Piranhas e se lança nas águas do açude de Boqueirão. Durante o período chuvoso, momento em que o rio está em correnteza, estes detritos poluídos se misturam com a água e caem direto no açude de Boqueirão. As últimas observações de analistas ambientais, concluíram que o açude de Boqueirão corre um grande risco de contaminação, e poderá ser atingido totalmente em poucos anos.

A rede de esgoto de uma cidade afeta sempre os vizinhos de baixo, mas no caso de São José de Piranhas a coisa muda, está prejudicando os ribeirinhos do rio Piranhas, e em um futuro breve o açude de Boqueirão, onde 75 % de suas águas, detentora de grande serventia ficam no município de São José de Piranhas. Se aumentar a contaminação no Açude, as cidades de Cajazeiras, Marizópolis, Sousa e sues distritos serão afetadas diretamente, por que atualmente recebem todo o consumo de água do açude de Boqueirão.

Alguns anos a traz foi liberada uma verba superior a 8 milhões de reais para a construção do esgotamento sanitário de São Jose de Piranhas, a obra foi iniciada e feita aproximadamente 50 %, a firma que estava executando os serviços foi embora e até nunca mais. Com a conclusão desta obra, teremos a solução definitiva do problema. O prefeito Chico Mendes e outros representantes estão na luta para a conclusão do esgotamento sanitário de nossa cidade. Sabe em 2018, houve uma licitação para a continuação da obra, mas até o momento não tivemos o ar da graça de vê-la iniciada. É claro, se em pleno final de 2019 ainda não foi iniciada, o retorna das obras para finalizar o esgotamento sanitário de São Jose de Piranhas, está embaraçado. Com essa obra concluída e seguindo os tramites de manutenção da lagoa de estabilização que será construída no final da tubulação, chega-se a solução e salvação do Rio Piranhas e do açude de Boqueirão. Esperamos que quem de direito conclua esta obra tão importante para a nossa região sertaneja.

Temos que lembrar aqui que os investimentos em tratamento de esgoto e preservação da água têm um alto valor, mas não podemos deixar de lembrar também que um grande manancial de água como o açude de Boqueirão posse a ser contaminado por falta de atenção e cuidado dos nossos representantes. Tal montante de dinheiro para a construção de um sistema de proteção na cidade de São José de Piranhas, ponto inicial do problema, seria a maior solução.

Como aumento da população urbana na cidade de São José de Piranhas, consequentemente aumentou o número de residências e redes de esgotos domésticos na cidade. Não sei se essa é uma preocupação dos nossos representantes, mas é uma preocupação dos que lidam com o meio ambiente em nossa região, e principal os problemas ecológicos que os nossos Rios enfrentam. Esgoto doméstico causa a morte ou polui totalmente os Rios. O crescimento da população humana e sua concentração nas cidades geram graves impactos ambientais, e principalmente onde os administradores não tomam as providencias e prevenções. As prefeituras precisam se prevenir para enfrentar tais situações. Um dos maiores problemas consiste na construção de residências e o aumenta a quantidade de esgoto doméstico, rico em matéria orgânica que são lançadas nos rios, provoca a contaminação e a morte dos peixes e de outros organismos aquáticos. Vale também lembrar, o que elimina os peixes não é tanto a presença de substâncias químicas tóxicas que muitas vezes são inexistentes nos esgotos domésticos, mas a falta de oxigênio, consumido pelos microrganismos decompositores (fungos e bactérias) que se alimentam da matéria orgânica biodegradável. Esses microrganismos conseguem sobreviver no rio poluído porque necessitam de menores concentrações de oxigênio, apenas 1 mg/l ou menos, já os peixes precisam aproximadamente de 3 a 4 mg/l.

Além do esgoto doméstico, existem outras fontes de matéria orgânica poluidoras dos rios, como: matadouros, cuja seu saneamento comumente é lançado direto e em afluentes dos rios de nossa região, esgotos de hospitais, outras casas de saúde e clínicas médicas. Seu efeito pode ser agravado dado à presença de muitos produtos de natureza química usado nestes locais.

Fontes de poluição da água: A água pode conter barro, areia e outras impurezas. Um grande perigo de contaminação da água está, por exemplo, na presença de produtos químicos tóxicos, que por sinal é muito usado às margens do Rio Piranhas e açude de Boqueirão, como o famoso mata mato, usado pelos agricultores que deixaram a enxada de lado, existem ainda muitos tipos de microrganismos que tornam a água poluída. Ainda existem outras fontes de poluição, a consequência falta de tratamento de esgoto – O grande número de dejetos dos populosos núcleos residenciais, descarregado em córregos, rios provocam a poluição e a contaminação das águas. Estas contaminações podem provocar doenças como: Febre tifoide, hepatite, cólera e muitas verminoses, além de outras doenças contagiosas e prejudiciais à população, e algumas destas doenças pode provocar a morte.

Francisco Inácio de Lima Pita é Radialista e Professor Licenciado em Ciências e Biologia pela UFPB e UFCG respectivamente. Atualmente é professor aposentado por tempo de serviço em sala de aula, escritor dos livros CONCEITOS E SUGESTÕES PARA VIVER BEM O MATRIMÔNIO, AS DROGAS E A RETA FINAL DA VIDA E VARIAÇÕES POÉTICAS e tem outros livros em andamentos, mora atualmente na cidade de São José de Piranhas – PB. Produz e apresenta todos os sábados o Jornal Terra News pela Rádio Terra Nova FM, 88.7 MHz. E-mail: pittadoradio@gmail.com

 

Por Francisco Inacio Pita

porpjbarreto

Chico César: uma pedrada após a outra em “O Amor é Um Ato Revolucionário”

“Eu quero que o sistema se foda” (Chico César)

Hoje quero compartilhar um ato revolucionário, quero compartilhar o amor, quero compartilhar “O Amor é Um Ato Revolucionário”, novo álbum do Chico, do nosso Chico, o Chico César. Estamos diante da incrível música paraibana que, como diz Totonho, “é música universal”. Aqui falo de um novo som, novo que já é um clássico da Música Popular Brasileira. Verdade, não sou conhecedor de música, é exatamente por esse motivo que faço tal afirmação, quem afirmou ser um clássico foi meu coração, que não analisou técnica, que sentiu cada pedrada, que dançou, que sorriu, que chorou.

Não lembro de tal sentimento com uma música, muito menos com uma música que eu nunca tinha escutado, que não remete a nenhum fato específico, mas “Minha Morena” bateu com uma força, com uma energia, que foi junto com o coração e as lágrimas que corriam pelo rosto até encontrar meu canto de boca sorrindo.

Com o corpo ainda sensível, a barba molhada e os olhos vermelhos, mas firme como os fios do cânhamo fumado em “Luzia Negra”, o corpo foi lavado a dançar, a sentir o baque e o amor incondicional sem fim que segue com “As Negras” das origens de “onde se banham as almas” e “De Peito Aberto” falando sobre liberdade e gênero.

Chico conecta as origens da “Mama África” com o “Like” e o “History” de uma atualidade marcada pelas redes sociais, tudo isso em um gingado que a vontade que vem é de dançar agarradinho – com um “tremelique de tanto gostar”.

Logo depois ouvir o “O Homem Sob O Cobertor Puído”, na mesma perfeita sonoridade, cantando a hipocrisia da atual conjuntura (sem virar panfleto), vem “Mulher” que fortalece a vontade coletiva de Nero em “colocar fogo no fórum”. Daqui para frente não tem tempo para respirar, “Eu Quero Quebrar” convida para sair do coma para o cometa e “tirar a ira do papel”, convite aceito!

Quando você acha que deu, aí vem um reggae “Pedrada” sobre a “república dos parentes” – resultado do “ovo da serpente fruto do cinismo” –  e a palavra de ordem de “fogo nos fascistas”. Não seguiremos sendo “carne humana para moer”. Mas não para, segure o fôlego, ainda tem “Cruviana” levando “os telhados de vidro” até chegar a faixa bônus “Eu Quero Quebrar”, que fecha quebrando a porra toda, botando o bloco na rua e metendo o louco geral. Quem vamos?

porpjbarreto

E agora, Jeová? Seguirás a tempestade ou o vento?

Umbilicalmente ligado ao prefeito de São José de Piranhas, Chico Mendes, que além do espólio eleitoral na cidade tem mais de mil funcionários em suas empresas, o deputado estadual Jeová Campos, do PSB, não é um ponto de interrogação e, nesse racha entre Ricardo e João, segue Chico Mendes e fica com o governo.

E isso não é nenhuma surpresa. Jeová tem que seguir para onde o vento sopra em sua base e decidir ao contrário equivaleria a virar biruta de aeroporto desgovernada.

Argumentos não faltam ao deputado para invocar coerência e, além do desejo da base, tem o de que foi eleito pra ser governo e incoerente seria romper sem motivos com o governador que elegeu, intempestivamente.

Vento ou tempestade? Eis o dilema de Jeová, tentado permanentemente no deserto.

Por Dércio Alcântara

porpjbarreto

Analfabeto Funcional: Coluna “A Faisqueira” desta sexta-feira (13). Leia!

Ano Eleitoral – Algumas regras do Projeto, que vão mudar nas eleições de 2020, a que mais preocupa é o fim das coligações proporcionais e o  Senado tem apenas 21 dias para aprovar o projeto, que já passou pela Câmara, tendo em vista o início do ano eleitoral.

Nada de Coleguismo – Nas eleições de 2020, cada partido terá que atingir o quociente eleitoral (número de votos válidos dividido pelas vagas a serem preenchidas). Em 2018, a coligação permitia que os partidos com mais candidatos e votos favorecessem na eleição os bem votados dos pequenos partidos. Agora, cada partido tem que se rebolar. Mas tudo leva a crer que a regra vai beneficiar os partidos com mais candidatos e quem tiver um bom fundo eleitoral.

Analfabeto Funcional – O prefeito Zé Aldemir se encontra na relação dos milhões de brasileiros que estão aprendendo a usar, sem cometer erros/enganos, as redes sociais. Esta semana teria passado por um “perrengue” ao tentar enviar uma mensagem para um grupo privado de assessores, mas a postagem “caiu” num grupo público. Deu um “moído” infeliz.

Com os Olhos no Futuro – O deputado e presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, teria anunciado a sua saída do PSB. Tem partido de sobra querendo-o, mas ele impõe uma condição: ser presidente da legenda, onde ele possa dizer: aqui posso e mando. Está com os olhos voltados para o futuro.

Adesões – O deputado Adriano Galdino anunciou ainda que tem duas deputadas estaduais que irão “migrar” para a base do governo. Uma delas, com certeza, será Dra. Paula Meireles, que já vem fazendo e recebendo de volta “mimos” do governo do estado. O deputado federal Aguinaldo Ribeiro estaria alicerçando a entrada do prefeito Zé Aldemir no Palácio da Redenção.

Ricardo x João – Tem mais gente tocando fogo do que botando água na “briga” entre a criatura e o criador. Alguns afirmam que não tem “cura”, outros que pregam a paz. O fato é que Ricardo e João Azevedo estão distanciados um do outro. ‘Pras’ bandas de Cajazeiras, os dois grupos políticos vivem esta expectativa com o coração na boca.

Sem Chance – A “cisão” entre João e Ricardo poderia dar dores de cabeça em quem tem cargos comissionados, indicados pelas lideranças de Cajazeiras, mas como ninguém é “maluco” de romper com o governo que tem apenas oito meses de existência, tudo fica d´antes no quartel de Abrantes.

Tem Saída? O povão, que votou duas vezes em Ricardo e uma vez em João, ao ser questionado em torno desta atual “rixa” entre os dois vem se manifestando nas esquinas e bares de Cajazeiras, com um ar de exclamação, “tão cedo assim?!!” Ou, os dois deviam criar juízo, se trancarem num quarto e brigarem até suar a camisa, depois se abraçarem e se beijarem em nome da Paraíba e do grande projeto do PSB que vem dando certo e servindo de exemplo para o Brasil. O Povão é sábio!

Crescimento – A vocação comercial de Cajazeiras cada vez mais se torna patente: brevemente a cidade vai ganhar um novo shopping, com perspectivas para cinquenta lojas, salas para cinema e uma moderna área para refeição. O empreendimento tem a assinatura três empresários vitoriosos de Cajazeiras.

A Lenda – Elair Diniz Brasileiro, que ganhou seis eleições para prefeito de Santa Helena, durante 24 anos, com a caneta na mão, construiu a História de sua terra, deixando um legado imensurável, faleceu neste último dia 11 de setembro, aos 80 anos de idade. O povão de Santa Helena chora a sua partida para as alamedas da eternidade.

Zé Mangueira – O prefeito de Triunfo, mesmo diante de inúmeras dificuldades e comendo broxa com arame farpado, teve suas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, por unanimidade, relativas ao ano de 2018.  A cidade continua em colapso de água e suas finanças sangradas pelos bloqueios de seus recursos, mas Zé continua firme e forte como uma frondosa mangueira.

 

Fonte: Jornal Gazeta do Alto Piranhas

Edição: sexta–feira (13/09/2019)

porpjbarreto

Tarcio Teixeira critica tentativa de acabar com o projeto “Praia Acessível”

Deficiência Não é Crime, Preconceito Sim!

Inaceitável a postura preconceituosa de algumas pessoas que tiveram a audácia de ir pessoalmente a Câmara Municipal de João Pessoa na tentativa de impedir a ida de pessoas com deficiência para praia do Cabo Branco.

Nosso repúdio vai além dessas pessoas representarem quase 30% da população paraibana, poderia ser uma única pessoa e deveria ter seu direito respeitado, democracia não é necessariamente maioria, mas respeito e cuidado.

Nós sabemos de onde as pessoas estão tirando coragem para tirar seus preconceitos do armário e ter a audácia de ir em uma instituição pública pedir para que uma vereadora pratique um crime, sim impedir qualquer pessoa de ter acesso a um espaço público como nossa linda praia do Cabo Branco é crime, não pode ser visto de outra forma. A vereadora Helena Holanda foi muito feliz em não deixar essa postura no silêncio, pois esse absurdo precisa ser enfrentado publicamente para impedir que se amplie, parabéns.

Nossa solidariedade a todas as pessoas com deficiência. Um dos poucos acertos da Prefeitura de João Pessoa, o projeto Praia Acessível, deve ser ampliado, não extinguido como alguns tiveram a audácia de solicitar.

Não deixemos a escuridão da fumaça que queima nossa floresta tomar conta dos nossos corações. Que na contramão do ódio crescente vença a diversidade, o respeito e o amor. Eu acredito, tenho que acreditar.

Tárcio Teixeira
Gente, como qualquer outra gente.

porpjbarreto

Democracia, Direitos, Saúde Mental ou Bolsonaro?

“Choro compulsivo, riso histérico
Euforia, vertigens
Estados alterados da mente
Devaneios, delírios, desvarios
Estados alterados da mente” (Titãs)

 

Estou com dois intensos temas na cabeça, não sei por onde começar esse texto: de um lado quero escrever sobre o emocional de várias pessoas, de como adoeceram com a falta de perspectiva diante do desGoverno Bolsonaro e como, por vezes, querem buscar em mim a energia e receita para sairmos do buraco que nosso Brasil entrou; do outro lado pretendo tratar das declarações desumanas, da postura criminosa,  do crime confessado por Bolsonaro ao dirigir suas declarações ao Felipe Santa Cruz, Presidente da OAB, sobre seu pai Fernando Santa Cruz, executado pela ditadura militar. Verdade, os temas se cruzam, mas não são a mesma coisa, veremos onde chegaremos. Só tenho uma certeza, vai virar textão.

Tive a honra de conhecer Dom Helder Câmara na missa de formatura do curso de Serviço Social da minha tia, não lembro em qual igreja, mas lembro do sorriso daquele homem, da energia e da paz que ele transmitia, do sorriso fácil e cativante. Não sabia eu que, anos depois, também terminaria meu curso de Serviço Social, que teria oportunidade de trabalhar no Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec) e, menos ainda, que viveria tempos tão sombrios de entrega da soberania nacional, ataques contra a democracia e desmonte dos direitos sociais.

Conheci Marcelo Santa Cruz, irmã de Fernando Santa Cruz, quando trabalhei no Cendhec. Foi doloroso ler as palavras de Marcelo (“É como se Fernando tivesse sido morto outra vez”) diante da confissão de Bolsonaro (“Ele não vai querer saber a verdade”) de que encobre crimes da Ditadura Militar. Toda minha solidariedade, e luta, para família Santa Cruz.

Impeachment?

Sim, impeachment! O Bolsonaro, ao tratar da execução Fernando Santa Cruz, não se limita a ataca as emoções e posições políticas de Felipe Santa Cruz, Bolsonaro ataca a emoção de várias famílias e de um povo que já disse NÃO para ditadura militar. Bolsonaro confessa que, no exercício do mandato, encobre os crimes da ditadura. Além deste crime, ele ainda reitera o apoio a tortura, afrontando diretamente a Constituição e o Estado Democrático de Direito, isso sim é CRIME DE RESPONSABILIDADE. Não é a primeira vez que ele ataca a Constituição em seus princípios, o ataque aos nordestinos foi um ato de xenofobia e um ataque contra a Federação.

Adianta Debater ou Somos Estátuas?

Sim, não só adianta como é necessário debater, não podemos cair na tese do caos implantada por eles, as pessoas, por mais que estejam em “estados alterados da mente”, não são estátuas em suas posições sobre a realidade. Da semana passada para cá conversei mais intensamente com várias pessoas que votaram em Bolsonaro, afirmo, sem medo de errar, que a maioria já não mais apoia Bolsonaro, falam: do filho embaixador; das declarações de que não existir mais fome; dos ataques ao Nordeste; da perseguição aos jornalistas; do ataque a aposentadoria do povo; dos cortes e agora das OS na educação; da ampliação do desemprego; da entrega da soberania nacional (visto para EUA sem contra partida para o Brasil, Base de Alcântara, venda do nosso patrimônio…); do não reconhecimento do assassinato de indígenas; de como ele instiga violência contra os povos tradicionais; dos cargos para família da esposa, do recorde em ;decretos, dos ataques aos conselhos de direitos; da redução do poder de compra do salário mínimo; dos milhões em emendas para deputados aprovarem a deforma da previdência; da ameaça iminente de demissão de servidores; da desordem causada até nas propostas sobre trânsito; na vinculação de sua família com a corrupção e com as milícias; do desmonte das leis trabalhistas; de manter Moro após os escândalos revelados pela vaza jato… Vou parar aqui para seguir com nossas reflexões, do contrário o texto não tem fim.

Resumindo, as pessoas estão sentindo na pele o desgoverno de Bolsonaro. Fosse qualquer outro governo, já teria caído, mas parte do Parlamento barganha com a crise, tenta atender as demandas do mercado ao buscar aprovar a deforma da previdência e outras pautas de interesse pessoal ou coletivo de certos deputados e senadores. Mas para o azar desses parlamentares, o Bolsonaro acha que poderá governar, ou se sustentar, com o mesmo método que o fez ganhar as eleições (com horas de exposição na TV; fake news; e controle de dados pessoais, como nos EUA), aí abre a boca e diz o que pensa para causar o caos.

A diferença é que agora: a “bolha” foi furada e as ações do Bolsonaro (diferente da campanha) possuem efeitos práticos em nossas vidas; as pessoas estão mais vigilantes nas informações; as denúncias do The Intercept descortinaram a parcialidade da lava jato e as criminosas relações e ações de Moro e Dellagnol na Justiça e Ministério Público Federal.

Tod@s Abandonaram Bolsonaro?

Não, claro que não! Existem as pessoas que pensam como Bolsonaro em sua postura violenta, preconceituosa, entreguista e de desmonte dos direitos sociais. Alguns defendem as medidas de Bolsonaro mesmo impactando negativamente em seus empregos e na vida de suas famílias.

Acredito que ainda existem aqueles e aquelas que foram com muita sede ao pote, defenderam o indefensável. Aqueles que, sem argumento algum, repetiam a ladainha de “a culta é do PT”, “Lula tá preso, babaca”, “Bolsonaro diz isso porque é eleição, na hora não vai fazer”, “vai acabar a mamata”, “ele vai acabar com essa pouca vergonha de homem ficar se agarrando”, “vai acabar a doutrinação”, “absurdo a mamadeira de piroca”.

Para alguns não será fácil fazer o caminho de volta, seja pela arrogância, seja pela vergonha ao saber que: Moro mentiu; a mamadeira de piroca nunca existiu; Bolsonaro segue defendendo a tortura e perseguindo opositores e jornalistas; a homofobia virou crime; a mamata segue nos cartões corporativos e no nepotismo; Bolsonaro tenta acabar com a educação pública (não com a doutrinação).

Esperemos, muitos outros/as vão abandonar Bolsonaro, menos aqueles que se beneficiam da mamata e quem tem os mesmos princípios fascistas de Bolsonaro, os demais acordarão.

Adoecer ou Reagir?

Claro, sabemos que as pessoas não escolhem adoecer. Mas também sabemos que eles sabem que é possível agir para deixar as pessoas doentes. Façamos com disse a Deputada Luíza Erundina (PSOL-SP), lutemos contra a tentação do desânimo.

Façamos como na luta contra o Assédio Moral e a Violência Sexual, rompamos o Silêncio, não guardemos em nossos corações. Transformemos nossas angustias e dores em tratamento, em denúncia, em luta! Se alguém tem que adoecer são os algozes do povo, aqueles e aquelas que descumprem as leis, que rasgam a Constituição e o Estado Democrático de Direito.

Eles não Respeitam as Leis, o Que Fazer?

Eles rasgaram nossa Constituição, partiram para o vale tudo, foi assim na lava jato e é assim agora com Bolsonaro desfazendo a Constituição por decreto ou atacando frontalmente o Estado Democrático de Direito, em um claro Crime de Responsabilidade. O Parlamento finge não perceber e toca a aprovação das propostas antipovo defendida por Bolsonaro e pelo Mercado. Eles não cumprem a constituição e instalam o ódio na sociedade, a violência amplia a cada declaração de Bolsonaro.

Enquanto eles descumprem as leis e atropelam o povo, nós ficaremos só olhando ou protegeremos nossa Constituição e o Estado Democrático de Direito? Precisamos fazer mais do que fizemos na época de Fernando Henrique Cardoso, aquele que Moro não quis melindrar. Precisaremos mais que grandes atos saindo de uma praça para outra. Não podemos deixar Bolsonaro, seus parlamentares e ministros dormirem.

Fora Bolsonaro!

 

Por Tárcio Teixeira – Presidente Estadual do PSOL/PB