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Musical “Ópera Do Pandeiro” em homenagem à Jackson do Pandeiro entra em cartaz neste fim de semana no Theatro Santa Roza

O Espetáculo musical “Ópera do Pandeiro” que ressalta a representatividade do maior ícone Paraibano Jackson do Pandeiro aterrissa no Theatro Santa Roza neste sábado (08) e domingo (09). O Grupo Teatral Bichoderruma assina a realização da “Ópera do Pandeiro” um espetáculo narrativo poético-musical com sessões às 20h.

“Ópera do Pandeiro” inicia-se como um auto de natal paraibano para contar o nascimento do menino José, o Jackson do Pandeiro, na cidade de Alagoa Grande, denominada terra onde o sapo não canta. Evidencia-se, assim, um guerreiro aboiador e sua narrativa cordelesca, um profeta que anuncia o predestinado. Além de brincantes, bufões e muita celebração para a chegada do menino.

O pós-nascimento mostra as suas passagens, a começar pelo presságio de uma cigana, a sua primeira escola na feira com a mãe, Flora Mourão tocando ganzá. Em seguida, o Cassino Eldorado em Campina Grande, a rádio Tabajara em João Pessoa, a explosão do seu primeiro sucesso em Recife e a culminância no Rio de Janeiro. “A peça que encena o nascimento e vida, propõe uma viagem para eternizar na lua conforme um dos seus sucessos. A encenação que é feita ao vivo por atores, dançarinas e cantores vislumbra a autenticidade regional, uma linha autoral com artistas locais e letras eternizadas por Jackson e seus ritmos diversos. Dezesseis artistas se revezam durante 60 minutos entre vertigens e encantamentos mergulhados na essência de Jackson e cultura nordestina”, declara o diretor Mizael Batista.

Com cenários práticos e adereços diversificados, o espetáculo resgata, não apenas, a trajetória do rei do ritmo, mas também a cultura nordestina com elementos regionais, além dos brincantes.

O objetivo da montagem da Ópera do Pandeiro é proporcionar ao público, uma vivência da vida e obra do ícone da música Brasileira, Jackson do Pandeiro. “Visibilizar essa originalíssima produção cultural, autêntica expressão paraibana, é o que pretende o Projeto: UFPB NO SEU MUNICÍPIO através do NAC – Núcleo de Arte Contemporânea”, pontua o produtor Valdir Santos.

Neste ano que é celebrado o centenário de Jackson do Pandeiro, o Grupo Teatral Bichoderruma recebeu convite para se apresentar na Alemanha e em várias cidades do Brasil.

Os ingressos estão à venda no valor de R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (estudante) através do número (83) 98690-5825 ou no Theatro Santa Roza nos dias das apresentações da “Ópera do Pandeiro”.Contato e mais informações na rede social do Instagram @Operadopandeiro

Sobre:

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Misael Batista

Produção: Valdir Santos

Assist. de Produção: Dani Costa

Assessora de Comunicação: Grupo

Direção Musical: Jozam Domingos

Coreografia e Figurino: Claudio Correia

Cenografia: Claudio Correia

Músicos: Chris Mauricio (violão)

Jozam Domingos (violão)

Honorato Irmão (sanfona)

Adalberto Fernandes (percussão)

Vocal: Stella Maris /Jozam Domingos / Chris Mauricio

Iluminação: Nilson Silva

Contra regra: Grupo

Elenco: Isaias Vicente, Maria Betânia, Mariana Arruda, Ailma Alves, Honorato Irmão, Claudio Correia, Luciana Oliveira, Leneeton Oliveira, Marcus Vinicius, Jaciara Xavier, Fabiana Palmeira, Mylene Martins, Jozam Domingos, Alcemy Araújo, Lucíola Fernandes, Adalberto Fernandes, Mizael Batista.

SERVIÇO

“Ópera do Pandeiro”

História de Jackson do Pandeiro

Sábado, 08 de Junho, às 20h

Domingo, 09 de junho, às 20h

Local: Theatro Santa Roza – Praça Pedro Américo, S/N – Centro, João Pessoa/PB.

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (estudante)

Vendas: No local ou pelo telefone (83) 98690-5825

Apoio: PRAC, COEX, NAC e NTU

Classificação: Livre

Realização: Grupo Teatral Bichoderruma

 

Imagens: Reprodução/divulgação.

Assessoria de Imprensa

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Caixa reduz juros do financiamento habitacional a partir desta segunda-feira (10)

Além disso, o banco anunciou a renegociação de dívidas imobiliárias de pessoas físicas

Foto: Prefeitura de Búzios-RJ

Boa notícia para aquelas pessoas que sonham em comprar a casa própria. A partir desta segunda-feira (10), a Caixa Econômica Federal vai reduzir as taxas de juros cobradas no financiamento imobiliário com recursos da poupança.

De acordo com o vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Jair Luis Mahl, a nova taxa passou para 8,5% ao ano.

“Agora, ela (Caixa) está reduzindo a taxa de juros para financiamentos habitacionais que não estão enquadrados no Minha Casa, Minha Vida – que são aqueles recursos que são oriundos da poupança. Então, foram esses financiamentos habitacionais que nós, agora, reduzimos a taxa para até 8,5% ao ano”, conta.

As novas taxas vão valer não apenas para a aquisição de imóveis novos, mas também para o financiamento de imóveis usados, a compra de terreno para construção, a construção em terreno próprio, além de ampliações e reformas.

Além disso, a Caixa anunciou a renegociação de dívidas imobiliárias de pessoas físicas. Segundo o vice-presidente de Habitação do banco, Jair Luis Mahl, essa medida vai servir para que a população consiga colocar seus financiamentos em dia, saiam do endividamento e parem de pagar juros.

“O cliente pode pagar à vista o valor da entrada, que geralmente é uma prestação atualizada, e ainda incorporar as demais parcelas nas próximas prestações que irão vencer. Além disso, o cliente continua podendo usar, em alguns casos, seu próprio FGTS para fazer o pagamento quando tem alguma prestação atrasada – neste caso, não mais de três. E outra possibilidade é o cliente mudar a data do vencimento da prestação. Isso também faz com que consiga colocar a prestação em dia”, ressalta.

Segundo a Caixa Econômica Federal, essa renegociação vai beneficiar quase 600 mil famílias devedoras.

 

Repórter Cintia Moreira – Agência do Rádio

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Presidente da Asplan participa de sessão para instalação de Frente Parlamentar do Biocombustível e fala da falta de políticas para o setor

Representantes do setor canavieiro e sucroalcooleiro da Paraíba marcaram presença em sessão especial da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) para a instalação da Frente Parlamentar de Biocombustíveis e Energias Renováveis, nesta quinta-feira (06). A iniciativa foi do deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) que defendeu sua propositura mostrando a importância do setor na geração de emprego e renda no estado, bem como a necessidade de se investir em energia limpa como medida de proteção ao meio ambiente. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, também esteve presente e destacou a falta de política públicas para fortalecer a geração do biocombustível no Brasil. Todos acreditam que a sociedade precisa “acordar” para novas e boas práticas.

Incentivar as práticas sustentáveis, tendo em vista que o futuro do país também depende da proteção de seus recursos naturais, além da proteção de todos os trabalhadores que sustentam suas famílias através do emprego e da renda gerados pelo setor na Paraíba foi o norte do lançamento. “Na Paraíba, o setor sucroalcooleiro, que é a principal matriz energética do nosso Estado, fatura em torno de R$ 1 bilhão e gera 44 mil postos de trabalho (diretos e indiretos)”, iniciou Tovar, presidente da nova Frente Parlamentar.

Para o deputado, a Frente deve ser um “palco de debates” para fortalecer práticas de produção e consumo de energias limpas. “Temos inúmeras pesquisas, muitos estudos, não nos faltam matérias-primas, mas precisamos de vontade política, organização e mais consciência ecológica”, afirmou o deputado, acrescentando que é preciso pensar no futuro. “Esse é um tema que sempre trago para a assembleia, até mesmo antes da instauração dessa Frente. É uma pauta mundial. A Alemanha mesmo tem várias ações nesse sentido, por exemplo, e podemos avançar também”, comentou Tovar.

Segundo o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, a Paraíba, na década de 1980, chegou a uma safra de 7 milhões de toneladas de cana e mesmo com seca o setor conseguiu manter seus números e produzir um combustível limpo. No entanto, depois vieram outros governos que reduziram a sua importância, valorizando o petróleo. “Das três grandes culturas desse estado, o algodão, o sisal, migraram para a Bahia. A cana ficou gerando emprego, renda e produzindo o combustível limpo. Eu lembro da criação da Agência Nacional do Petróleo. Ali houve uma discriminação. A agência era para ser Agência Nacional de Combustíveis. Dai, temos ela que manda no petróleo, no etanol, em tudo, com um nome já direcionado ao petróleo”, frisou José Inácio, elogiando a ação do deputado Tovar, em criar a Frente Parlamentar para defender o biocombustível.

“A gente tem que falar de combustíveis renováveis sim, em biomassa, na energia solar, futuro do Brasil e preservar, cada vez mais, o emprego de milhares de trabalhadores e incentivar o uso do combustível limpo. Aqui estamos unidos, é uma parceria, fornecedor, produtor independente, trabalhador, usineiros, para fortalecer um setor que gera emprego e renda, faz uma agricultura sustentável, ambientalmente correta e socialmente justa”, continuou o dirigente da Asplan.

Aumento do consumo de etanol

O presidente do Sindicato da Indústria e Fabricação do Álcool – Sindálcool, Edmundo Barbosa, também apresentou dados importantes a respeito das usinas e do consumo de etanol na Paraíba. Segundo o dirigente, o consumo de etanol na Paraíba está 70% maior do que no ano passado. “Precisamos incentivar esse consumo, porque ele tem que ser uma mudança de hábito. O setor é protagonista em diversas frentes. É uma atividade intensa em recursos naturais, intensa intelectualmente, intensa na geração de emprego e renda. Enquanto que a gasolina só é prejudicial”, destacou Edmundo, acrescentando o malefício do combustível fóssil, inclusive à saúde.

“Nele deveria incidir, inclusive, mais impostos, visto que possui benzeno em sua formula, que é cancerígeno e também aumenta a temperatura no nosso planeta. Com o incentivo do consumo de etanol, cerca de 413 milhões de partículas de CO2 podem deixar de ir para a atmosfera”, comentou. Durante sua exposição, Edmundo também agradeceu ao Governador João Azevedo pela isenção de ICMS para a produção de Biogás para a geração de energia elétrica e também entregou ao presidente da frente Parlamentar, o deputado Tovar, o Marco Regulatório do Biogás.

A União

O representante da Federação dos Trabalhadores da Agricultura – Fetag, João Alves, citou a parceria entre trabalhador e empregador no setor sucroalcooleiro. “O trabalhador que atua na cana recebe em média um salário e meio. Tem carteira assinada, décimo terceiro salário, tudo direitinho. Usa EPI, tem almoço, transporte. Ou seja, o setor está organizado. Ninguém vive sem o trabalhador. Aliás, nenhum trabalhador vive sem seu empregador e nenhum empregador sem seu trabalhador”, esclareceu João Alves, apoiando as falas dos fornecedores de cana e também dos usineiros, representados pelo Sindalcool.

O deputado Walber Virgolino, que também acompanhou a sessão, elogiou a iniciativa de Tovar e ressaltou que é preciso a união de esforços que contribuam com o tema e a vida das pessoas. “Nós estamos cumprindo o nosso trabalho e as exigências da população. O estado da Paraíba precisa crescer, mas só crescerá com a união do parlamento com a população e com a classe empresarial. Para que possamos melhorar a vida do povo temos que gerar emprego e renda e não vejo outra saída se não for abraçando as tecnologias renováveis e preservando o meio ambiente”, disse Walber.

Ao final, Tovar agradeceu a presença de todos e declarou aberta a Frente Parlamentar do Biocombustível e Energias Renováveis. “Espero que agora tenhamos um espaço amplo para o debate de soluções para o setor”, disse o deputado, confiante no novo passo que a ALPB acaba de dar rumo ao futuro e à proteção de um dos segmentos que mais emprega no estado.

Além do presidente da Asplan, José Inácio de Morais, também representaram a Asplan, os diretores financeiros e ex-presidentes da entidade, Murilo Paraíso e Oscar de Gouvêa. No setor industrial, estiveram presentes, além do dirigente do Sindálcool, os empresários Clodoaldo de Oliveira, da Usina Monte Alegre, e Bruno Tavares, da Giasa. Além deles, também enriqueceram o debate o professor Euler Macedo, vice-presidente do Centro de Energias Alternativas e Renováveis da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, que falou sobre o potencial da Paraíba para a produção de energia solar, e Aristeu Chaves, Coordenador do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú (Procase), do Governo do Estado, além dos deputados Cabo Gilberto, Estela Bezerra, Moacir Rodrigues, Camila Toscano e Ricardo Barbosa.

Ascom

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Procon autua empresas funerárias por publicidade enganosa, em Campina Grande

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon), através da diretoria regional em Campina Grande, autuou três empresas que atuam no segmento econômico de assistência familiar vida e pós-vida, com serviços de velório e sepultamento. O órgão ministerial constatou, após análise do material publicitário das empresas, que as empresas estão promovendo propaganda enganosa de produtos e serviços ofertados, omitindo informação primordial para a lícita celebração do negócio.

De acordo com o diretor regional, promotor de justiça Sócrates da Costa Agra, a equipe de fiscalização do MP-Procon constatou que a empresa Cemitério Memorial Vale da Saudade, que atua em quatro estados brasileiros, está promovendo maciça publicidade nos mais variados meios de comunicação da cidade, especialmente na rádio e na televisão, além da distribuição de panfletos e do marketing digital via redes sociais, ofertando a comercialização de jazigos em cemitério particular que estaria “chegando em Campina Grande”.

Contudo, é sabido que o serviço funerário é de titularidade do Município, podendo este, facultativamente, delegá-lo a particular, mediante processo licitatório, fato este que não correu no município de Campina Grande, que possui atualmente dois cemitérios administrados por particulares. Diante desse fato, percebeu-se, rapidamente, que os serviços de Ossuário, Jazigo e Sepultamento ofertados pelo Cemitério Memorial Vale da Saudade, diretamente ou por intermédio dos seus parceiros comercias na cidade de Campina Grande, quais sejam, a Paflan – Plano Assistencial e A Viagem – Funerária e Velório não seriam prestados, de fato, em Campina Grande, como deixa a entender explicitamente a publicidade realizada.

Na verdade, o empreendimento, já em fase de construção, fica localizado no município de Puxinanã, distante 20,9 KM do município de Campina Grande, conforme licença de instalação emitida pela Sudema e alvará de construção emitido pelo referido município, evidenciando, desse modo, a violação ao art.37§1º do código de proteção e defesa do consumidor que reputa ser proibida toda publicidade enganosa ou abusiva, sendo considerada enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

“A informação clara, correta e precisa do local onde será edificado e cemitério é basilar, essencial e imprescindível para a celebração do contrato, porquanto a omissão dessa informação, ocorrente em todos os meios publicitários analisados, enseja, sem sombra de dúvidas, o induzimento dos consumidores ao erro, na medida em que estes poderão adquirir os produtos e serviços das empresas na perspectiva de que eles sejam oferecidos, notadamente o de sepultamento, no município de Campina Grande”, disse o promotor de Justiça.

Ainda, segundo Sócrates Agra, a prática identificada pelo MP-Procon está atingindo, diariamente, número expressivo e indeterminado de consumidores em potencial. “Isso está violando o direito à informação, que tem por objetivo assegurar ao consumidor uma escolha consciente, permitindo que suas expectativas sobre o produto ou serviço se concretizem, comumente denominado de vontade qualificada ou consentimento informado, sendo válidos os contratos, tão somente, quando a informação for prestada ao consumidor de forma adequada, isto é, gratuita, útil e completa”.

As empresas terão o prazo de 10 dias para, querendo, apresentar defesa por escrito acerca dos fatos constatados na autuação, consoante determina a Lei Complementar Estadual nº126/2015, sem prejuízo da imediata celebração de Termo de Ajustamento de Conduta para cessar a prática abusiva.

Assessoria de Imprensa – MPPB

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Prorrogada por 90 dias atuação da Força Nacional no Ceará

O Ministério da Justiça e Segurança Pública prorrogou por 90 dias a atuação da Força Nacional de Segurança Pública no com o objetivo de conter a criminalidade e reduzir o índice de homicídios. Os militares vão atuar no apoio à Polícia Civil do Estado, compondo Força Tarefa de Polícia Judiciária. A autorização está em portaria publicada na edição de hoje (6) do Diário Oficial da União.

O pedido de prorrogação foi feito pelo governo do Ceará. A portaria informa que o prazo de permanência da Força Nacional poderá ser ampliado, se necessário, e mediante novo pedido do órgão apoiado.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública já havia autorizado a atuação da Força Nacional no Ceará no período de 30 de outubro de 2018 a 28 de abril de 2019.

Agência Brasil

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Guerra entre facções criminosas está relacionada a alto número de homicídios no Norte e Nordeste, sugere estudo

O Atlas da Violência foi divulgado nesta quarta-feira (5), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

Foto: EBC

O patamar de 31,6 homicídios por 100 mil habitantes, registrado nos últimos dois anos no Brasil, pode ser explicado – principalmente nas regiões Norte e Nordeste – pela guerra entre facções criminosas.

A constatação vem do Atlas da Violência, divulgado nesta quarta-feira (5), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O coordenador de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia do Ipea, Hélder Ferreira, analisa que esse agravo de homicídios por conta de facções nas regiões Norte e Nordeste pode ser notado nos massacres que ocorridos em presídios.

“Isso faz com que trabalhamos com a hipótese de que uma das principais explicações para o homicídio no Norte e Nordeste está relacionada a essa guerra de facções criminosas.”, confirma Ferreira.

O atlas mostra que o número de pessoas assassinadas com armas de fogo cresceu 6,8% no país, entre 2016 e 2017. Em 2017, 65 mil mil pessoas foram mortas no Brasil, sendo que 47,5 mil (72,4%) foram vitimadas por tiros.

Segundo Ferreira, o estudo indica que o Estatuto do Desarmamento teve uma importância para contenção ainda maior das taxas de homicídio. “Um outro estudo de um dos participantes indicou que uma maior prevalência da arma de fogo leva um aumento de homicídios”, completa.

Já o número de armas em posse de civis só aumenta desde 2017. Até abril de 2019 houve alta de 10% em relação a 2018 nos registros para a posse de armas concedidos pela Polícia Federal.

Estados

O levantamento aponta um crescimento nos índices de assassinatos em sete estados: Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Espírito Santo, Acre, Amazonas .

O destaque vai para o Ceará e para o Acre, com alta de 48,2% e 39,9%, respectivamente.

O atlas registrou uma diminuição em 15 Unidades da Federação, como Rondônia e no Distrito Federal – que tiveram baixas de 22% e 21,4%.

Os motivos dos crimes explicados por Ferreira são a posse de arma de fogo, o uso e tráfico de drogas ilícitas e resolução violenta dos conflitos interpessoais.

Já no Acre, mais de 10 rotas do tráfico de drogas vindas do Peru e da Bolívia determinariam o rumo tomado pelas mortes – a maioria ligada ao rastro violento deixado pela disputa de poder entre traficantes.

Para Ferreira, há a necessidade de uma estruturação de políticas do estado para diminuir as taxas de homicídios, com ações preventivas focadas na infância e juventude, em territórios mais vulneráveis.

“Cada vez mais as informações têm avançado no sentido de permitir identificar, nas cidades que tem mais taxas de homicídios, quais são os bairros que os homicídios têm acorrido em montante maior. [É preciso] Investir em políticas que envolvam questões de mediação de conflito, o aumento do trabalho de inteligência policial. Acho que isso é importante para gente conseguir mudar essa realidade”, explica.

Violência com pessoas LGBTI+

O Atlas também traz pela primeira vez uma análise para mostrar a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTI+).

No último ano, houve crescimento de 127% de denúncias de homicídio contra a população LGBTI+.

O levantamento foi feito com base em dados do Disque 100, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e dos registros administrativos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. O Disque 100 analisa e encaminha denúncias de violações de direitos humanos desde 2011.

 

Repórter Juliana Gonçalves – Agência do Rádio

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Acabar com obrigatoriedade das cadeirinhas nos veículos mostra despreocupação de Bolsonaro com a vida, diz Veneziano

O Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) comentou a polêmica em torno dos perigos à integridade física das crianças, após a entrega, na última quarta-feira (05), do projeto de lei, à Câmara dos Deputados, por parte do presidente Jair Bolsonaro, que muda regras de trânsito e propõe, entre outras novidades, o fim da multa para motoristas que transportarem crianças de zero a sete anos e meio sem dispositivos de retenção, as chamadas cadeirinhas. Veneziano demostrou preocupação com o projeto, ao analisar dados que mostram que o maior número de mortes para crianças de 0 a 14 anos se dá no trânsito.

“Mais de 3,7 mil crianças entre 0 e 14 anos morreram no ano passado no Brasil, só no trânsito. Destas fatalidades, 40% são relacionados à ausência de equipamentos de retenção, que são as cadeirinhas. Então, quando o presidente da República se predispõe a enviar à Câmara dos Deputados uma proposta para tornar não obrigatória a utilização desse utensílio de retenção, mostra, por completo, o seu desapreço à vida, o seu desrespeito à vida. E nós não podemos, de maneira alguma, deixar que isso aconteça”, disse o Senador paraibano.

Segundo dados recentes da ‘ONG Criança Segura’, fora da cadeirinha o risco de morte de crianças aumenta para 75%, em acidentes de carro. A pesquisa lembra que, como a cabeça da criança é proporcionalmente maior que a cabeça do adulto, durante uma freada brusca, ou acidente, a projeção do corpo sempre será pela cabeça.

Assessoria de Imprensa

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Há 30 anos houve o massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim

A Música do Dia é “Ren Jian Dao“, de Jacky Cheung.

Produção e apresentação – Luiz Cláudio Canuto
Agência Rádio Câmara
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Ipea: homicídios de mulheres cresceram acima da média nacional

Entre 2012 e 2017, crimes dentro das residências cresceram 17,1%

A edição do Atlas da Violência deste ano mostra que a taxa de homicídio de mulheres cresceu acima da média nacional em 2017. O estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que, enquanto a taxa geral de homicídios no país aumentou 4,2% na comparação 2017-2016, a taxa que conta apenas as mortes de mulheres cresceu 5,4%. Apesar disso, o indicador continua bem abaixo do índice geral (31,6 casos a cada 100 mil habitantes), com 4,7 casos de mortes de mulheres para cada grupo de 100 mil habitantes. Ainda assim, é a maior taxa desde 2007.

Atlas da Violência 2019 divulgado pelo IPEA
Atlas da Violência 2019 divulgado pelo IPEA – Arte EBC

Em 28,5% dos homicídios de mulheres, as mortes foram dentro de casa, o que o Ipea relaciona a possíveis casos de feminicídio e violência doméstica. Entre 2012 e 2017, o instituto aponta que a taxa de homicídios de mulheres fora da residência caiu 3,3%, enquanto a dos crimes cometidos dentro das residências aumentou 17,1%. Já entre 2007 e 2017, destaca-se ainda a taxa de homicídios de mulheres por arma de fogo dentro das residências que aumentou em 29,8%.

O Ipea mostra ainda que a taxa de homicídios de mulheres negras é maior e cresce mais que a das mulheres não negras. Entre 2007 e 2017, a taxa para as negras cresceu 29,9%, enquanto a das não negras aumentou 1,6%. Com essa variação, a taxa de homicídios de mulheres negras chegou a 5,6 para cada 100 mil, enquanto a de mulheres não negras terminou 2017 em 3,2 por 100 mil.

“A gente tem o crescimento da violência contra a mulher e todas estão sendo atingidas, mas as mulheres negras estão sendo atingidas com uma força muito maior”, disse Samira Bueno, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Negros

De cada quatro pessoas assassinadas no Brasil em 2017, três eram negras, segundo os dados do Ipea. A taxa de homicídios para esse grupo da população chegou a 43,1 para 100 mil habitantes, enquanto a dos não negros fechou o ano em 16 por 100 mil.

O Instituto aponta que houve uma piora na desigualdade racial nesse aspecto entre 2007 e 2017, já que a taxa cresceu 33,1% para os negros e 3,3% para os não negros. Apenas entre 2016 e 2017, a taxa de homicídios de negros no Brasil cresceu 7,2%.

Em números absolutos, o país registrou 49.524 assassinatos de negros em 2017, um aumento de 62,3% em relação a 2007 e de 9,1% ante 2016. Quando são analisados os não negros, os números absolutos tiveram queda de 0,8% em relação a 2016 e alta de 0,4% perante 2007, fechando 2017 em 14.734 mortes.

O coordenador da pesquisa, Daniel Cerqueira, chamou a atenção para o fato de que a desigualdade de crimes sofridos entre negros e não negros está aumentando.

“A gente tem no Brasil uma desigualdade na letalidade por raça que é escandalosa”, disse ele, afirmando que esse dado não chega a ser novo. “E essa boca [distância entre os números de homicídios no gráfico] continua se alargando”.

LGBTI+

O Ipea incluiu pela primeira vez no atlas a violência contra a população de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e intersexuais. A avaliação é de que a situação tem se agravado e que a população sofre de invisibilidade na produção oficial de dados e estatísticas. Para o estudo, foram usados dados das denúncias registradas no Disque 100 e de registros administrativos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde.

“Existe um verdadeiro apagão estatístico no Brasil sobre violência contra a população LGBTI”, disse Daniel Cerqueira.

O número de homicídios denunciados ao Disque 100 subiu de 5 em 2011 para 193 em 2017. Já as lesões corporais aumentaram de 318 em 2016 para 423 em 2017, passando por um pico de 783 casos em 2012.

Para o Ipea, o aumento não se deve apenas à maior divulgação do Disque 100, porque não foi verificado comportamento semelhante nos dados de outras minorias que buscaram o serviço, como idosos, moradores de em situação de rua e crianças e adolescentes.

Já os dados do Ministério da Saúde apontam que entre 2015 e 2016 aumentou o número de episódios de violência física, psicológica, tortura e outras violências contra bissexuais e homossexuais, sendo a maioria das vítimas solteiras e do sexo feminino. Já em relação aos autores das violências, 70% eram do sexo masculino. Ao todo, foram notificadas 5.930 situações de violência contra a população LGBTI+.

Perfil das vítimas

Outro dado sobre as vítimas de homicídio que consta no Atlas é o nível de escolaridade. Segundo o Ipea, 74,6% dos homens e 66,8% das mulheres assassinadas entre 2007 e 2017 tinham até sete anos de estudo.

A pesquisa também mostra que 68,2% dos homens foram mortos em ruas ou estradas, enquanto 15,9% foram assassinados em suas residências entre 2007 e 2017. No caso das mulheres, 44,7% morreram na rua/estrada e 39,2% foram mortas em casa.

Os meses do ano com mais homicídios são dezembro, janeiro e março, enquanto junho e julho têm o menor número de registros. Em relação aos dias da semana, de acordo com o estudo, o sábado requer maior atenção ao policiamento preventivo.

Para os homens, é mais provável a ocorrência de homicídios entre 18h e 2h da manhã, enquanto para mulheres os casos se distribuem de forma mais uniforme ao longo do dia.

Armamento

O Ipea se debruçou sobre o número de homicídios cometidos com armas de fogo no Brasil entre 1980 e 2017, traçando dois cenários alternativos a partir de 2003, ano em que foi aprovado o Estatuto do Desarmamento.

O instituto aponta que a taxa de homicídios por armas de fogo crescia em média 5,44% ao ano nos 14 anos anteriores à aprovação do estatuto, e esse ritmo caiu para 0,85% no período entre 2003 e 2017.

A partir disso, o Ipea estimou que, se o ritmo de crescimento tivesse continuado semelhante ao dos 14 anos anteriores ao estatuto, o número de homicídios cometidos com armas de fogo teria chegado perto de 90 mil em 2017, um patamar superior aos 47.510 que foram registrados naquele ano.

Agência Brasil

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Programa de TV divulga foto de suposta briga entre Neymar e mulher em Paris

Pai do jogador confirmou a veracidade da imagem

No fim da tarde desta quarta-feira (05) o Cidade Alerta, da TV Bandeirantes, divulgou uma imagem da suposta agressão de Neymar contra a mulher que o acusa de estupro. A foto teria sido tirada do celular da vítima no Hotel Sofitel em Paris.

O apresentador Bacchi telefonou para o pai do jogador que confirmou a veracidade da imagem apresentada no Cidade Alerta. Neymar disse que o filho estava tentando se proteger de uma agressão. A mulher estaria tentando atingi-lo com uma garrafa de vinho.

No programa também foi mostrada a presença de uma advogada de Neymar na 6ª Delegacia da Mulher, em Santo Amaro. A profissional disse que não poderia dar declarações sobre o caso.

iG Esporte