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SAÚDE NA ESCOLA: Tema aborda importância da vacinação

Até a sexta-feira, 12 de abril, mais de 22 milhões de estudantes em 91 mil escolas vão realizar atividades lembrando a importância da vacinação e do autocuidado.

Essa será uma semana especial na maioria das escolas públicas do país. Até a sexta-feira, 12 de abril, mais de 22 milhões de estudantes em 91 mil escolas vão realizar atividades lembrando a importância da vacinação e do autocuidado. É a Semana Saúde na Escola, que faz parte do Programa Saúde na Escola, uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação. A coordenadora-Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa, explica que todos que fazem parte do ambiente escolar serão envolvidos.

“O Ministério da Saúde Ministério da Educação envia um guia para como trabalhar essa temática para as secretarias municipais de saúde educação, e há um grupo intersetorial nos municípios que preparam e diversos tipos de atividade ou rodas de conversas com escolares, ou palestras, ou visitas, ou é um diálogo com os pais e mães, cada escola identifica qual a melhor forma de abordar a temática“

Nessa semana, as equipes de saúde e de educação vão trabalhar juntas ações de prevenção à saúde envolvendo os estudantes, professores, pais e funcionários. Além de apresentar o que são as vacinas, para que servem e a importância delas para a saúde, as atividades sensibilizam a comunidade sobre a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, com explica Michele Lessa.

“Será feito todo no trabalho de estimulo as equipes Saúde da Família e as escolas para trabalharem juntos com os pais dos escolares as mães falando sobre a importância da imunização, quais são as doenças que são prevenidas pela vacinação e como é importante os pais levarem os escolares nas unidades básicas de saúde para serem vacinados.”

A vacina é a forma mais eficaz de prevenir as doenças, por isso, vamos ficar alertas e manter sempre a caderneta de vacinação em dia. Só assim podemos evitar que doenças como o sarampo voltem a circular no país.

 

 Reportagem: Luiza Tiné/Agência do Rádio

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Após tragédia, governo vai revisar segurança das escolas de São Paulo

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo anunciou a revisão dos procedimentos de segurança nas 5,3 mil escolas da rede estadual e a elaboração de um projeto para reforçar a proteção dos colégios mais vulneráveis. As aulas em todas escolas públicas estaduais e municipais de Suzano estão suspensas até amanhã(15), data na qual os professores da rede discutirão as propostas pedagógicas para acolhimento, na próxima semana, dos alunos e da comunidade escolar.

“Estamos revisando os nossos procedimentos e vamos ouvir nossos especialistas para saber o que podemos fazer do ponto de vista da segurança. Não podemos ficar só nesse debate, mas a secretaria vai trabalhar muito para essa revisão. Da mesma forma vamos focar muito nosso trabalho em formar nossos profissionais e para termos  condições para apoiar o professor, toda equipe e a família”, disse o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, que esteve hoje (14) em Suzano.

A secretaria informou que a Escola Estadual Professor Raul Brasil será reaberta na próxima segunda-feira (18) apenas para professores e funcionários e que não haverá aulas durante toda a semana. Entretanto, a partir de terça-feira estará aberta também a alunos e familiares que desejarem ir à escola para participar de projetos pedagógicos, como atividades livres, oficinais, apoio psicológico, rodas de conversa, depoimentos e compartilhamento de boas práticas.

Secretário de Educação, Rossieli Soares.
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

A comunidade escolar contará com o apoio de equipe de especialistas das secretarias Estadual e Municipal Educação, equipes técnicas da prefeitura municipal e profissionais de instituições, como o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPES). De acordo com as informações da Secretaria de Educação, a estrutura interna da escola será pintada e revitalizada para mudar o ambiente.

Sinais

Soares destacou que o fato ocorrido em Suzano não indica que somente a escola esteja falhando, porque o aluno permanece por um momento na instituição de ensino. Segundo ele, se o aluno “está bem ali”, a escola não consegue identificar problemas. Para ele, é preciso que a família também observe os jovens e indique para a escola sinais que devem ser notados. Além disso é preciso investir na formação de professores e de todos os profissionais que atuam na unidade escolar para que possam detectar possíveis avisos.

“É preciso perceber os sinais para que que possamos providenciar soluções. Por isso estamos ouvindo tantos especialistas. É um desafio. E olhar para a formação de todos os profissionais será muito importante. São todos, desde a pessoa que serve a merenda ao inspetor de pátio e ao professor. Pais, mães e todos que convivemos com jovens precisamos estar atentos a esses sinais”, afirmou.

Com relação às medidas para reforçar a segurança, o secretário reforçou que já havia uma discussão em andamento de ações voltadas para escolas que apresentam indicador de vulnerabilidade maior. Entre as medidas estão a instalação de sistemas eletrônicos e a  presença de policiais. “Mas esta não é a principal e mais efetiva ação para este tipo de problema. Temos que lembrar que, para combater esse tipo de coisa, temos que ir para o lado humano, discutir com os jovens a solução”, argumentou.

Depressão

Segundo Soares, os problemas de segurança são diferenciados dentro das escolas e o que aconteceu na Raul Brasil “vem de um problema muito mais sério e mais na raiz “. Por isso, ele ressalta que a família é importante para identificar o problema a fim de que a escola possa dar suporte para alunos que tenham, por exemplo, depressão ou sofrido bullying.

Questionado sobre a possibilidade de haver uma ordem para que os portões das escolas fiquem fechados, o secretário disse que esse é um dos procedimentos que serão revistos. “A escola tem um atendimento, neste caso, especial, com núcleo de línguas que acontecia com entrada por ali. E ele era um ex-aluno que teria sua entrada autorizada para ir na secretaria”.

Soares ponderou que a tragédia de Suzano poderia ter sido evitada se o perfil do ex-aluno Guilherme Taucci Monteiro tivesse sido identificado há pelo menos três anos, se a escola soubesse de suas dificuldades, ou se o possível bullying sofrido por ele tivesse sido comunicado.

 

Agência Brasil