Categoria Brasil

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Música: Zeca Pagodinho faz 60 anos

A Música do Dia é “Casal Sem Vergonha”, de Arlindo Cruz e Acyr Marques

O sambista Zeca Pagodinho foi apadrinhado por Beth Carvalho quando participou de um disco dela em 1983.
Em 1986 saiu seu primeiro disco solo. Ao longo da carreira foram mais de 30 discos, contando o acústico MTV – um dos seus discos mais vendidos, discos ao vivo, e especiais e coletâneas.
O último disco de Zeca Pagodinho saiu em 2016, a terceira parte do “Quintal do Pagodinho”. Zeca Pagodinho participou da abertura das Olimpíadas Rio 2016. Entre os primeiros sucessos dele está “SPC”, de autoria dele e Arlindo Cruz. Outro sucesso é “Casal Sem Vergonha”, de Arlindo Cruz e Acyr Marques.A Música do Dia é “Casal Sem Vergonha“.

Produção e apresentação – Luiz Cláudio Canuto
Fonte: Agência Rádio Câmara
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Após veiculação nacional pelo Fantástico da Globo, Governo da Paraíba emite nota sobre prestação de serviços hospitalares

NOTA GOVERNO DO ESTADO

A respeito de matéria veiculada neste domingo no Fantástico, da Rede Globo, o Governo do Estado da Paraíba reafirma sua posição em continuar trabalhando para assegurar a manutenção da qualidade da prestação de serviços em todas as unidades hospitalares em funcionamento sob contratos com organizações sociais, protegendo a gestão e a aplicação correta dos recursos públicos. Como se sabe, os hospitais de alta complexidade na Paraíba atingiram patamares de qualidade muito diferentes do que registravam antes de 2011. E, neste sentido, o Governo vem ao longo de todos esses anos tomando medidas preventivas a fim de preservar e aprimorar as metas conquistadas. Estando pronto para cobrar que os contratos sejam seguidos na sua mais eficiente integridade, sem riscos para o erário público e, especialmente, para o bem estar da população.

 

Assessoria

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Tragédia de Brumadinho: Justiça mantém prisão de funcionários da Vale

A segunda instância da Justiça de Minas Gerais decidiu manter a prisão de três funcionários da mineradora Vale, presos na semana passada no âmbito das investigações do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). A decisão foi proferida pelo desembargador Marcílio Eustáquio Santos, na sexta-feira (1º).

No despacho, o magistrado entendeu que não há ilegalidades nos fundamentos apresentados pela primeira instância, que decretou a prisão do geólogo Cesar Augusto Grandchamp; do gerente de Meio Ambiente, Ricardo de Oliveira, e do gerente do Complexo de Paraopeba da empresa, Rodrigo Artur Gomes de Melo.

De acordo com o Ministério Público, os três funcionários estão diretamente envolvidos no processo de licenciamento ambiental da barragem. Dois engenheiros terceirizados que atestaram a estabilidade da barragem também estão presos.

Após o cumprimento dos mandados de prisão pela Polícia Federal (PF), a Vale divulgou nota à imprensa na qual informou que está à disposição das autoridades. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas.”

Na manhã de hoje (3), os bombeiros iniciaram o décimo dia de buscas por vítimas do rompimento da barragem. De acordo com balanço mais recente divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, 395 pessoas foram localizadas pelas equipes de buscas, 226 continuam desaparecidas e 121 morreram.

Agência Brasil

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Música: 110 anos de Carmen Miranda

Em fevereiro de 2019 lembramos os 110 anos de nascimento de Carmen Miranda.

Por isso o Curta Musical preparou um especial sobre a pequena notável, que, depois de muito sucesso no Brasil, se mudou para os Estados Unidos e virou febre mundial.

Para encerrar o programa, a música escolhida foi “Disseram Que Eu Voltei Americanizada”, um dos grandes sucessos de Carmen Miranda, lançado em resposta às críticas que sofreu em terras brasileiras depois do sucesso internacional.

 

Carmen Miranda

 

Fonte: Rádio Senado

 

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“Colhemos os frutos da coerência”, diz Efraim após o DEM vencer eleições

O deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) comemorou bastante a vitória de colegas de partido, nas eleições para as mesas diretoras das principais casas legislativas do País. Considerado peça chave nas articulações que levaram Rodrigo Maia (DEM-RJ) à reeleição na Presidência da Câmara dos Deputados, e também o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) ao comando do Senado Federal, o parlamentar paraibano frisou que as conquistas elevam o Democratas ao papel de protagonista nas discussões políticas no país.

“Essa vitória fortalece o Democratas, que passa a exercer um papel de protagonista na nova Agenda do Brasil 2019. Tenho muita fé e confiança que poderemos contribuir bastante para a retomada do desenvolvimento do Brasil e uma Paraíba ainda melhor”, disse o deputado.

Para Efraim, a “vitória plural” de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre não vieram ao acaso. Segundo ele, a consolidação das duas eleições são frutos colhidos de um trabalho sério, coerente e articulado promovido pela bancada do Democratas no Congresso Nacional.

“Colhemos os frutos da coerência em defender nossas bandeiras, de ter permanecido na oposição em quatro mandatos do PT, sem aderir a tentação do fisiologismo do poder, cortar na carne quando foi preciso e expulsar um governador (Arruda do DF) e um senador (Demóstenes Torres), enquanto outros partidos não tiveram essa coragem. Isso fez do Democratas um partido unido e coeso”, concluiu.

Efraim Filho esteve ao lado do pai, o ex-senador e presidente do Democratas na Paraíba, Efraim Morais, na comemoração pela vitória do novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, neste sábado (2), em Brasília. O evento contou com a presença do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também filiado ao DEM, entre outras lideranças do partido.

 

Com paraibajá

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Com corte de 21 mil cargos, governo quer economizar R$ 209 mi por ano

Decreto está previsto para sair ainda este mês

O governo pretende economizar R$ 209 milhões por ano com o corte de 21 mil cargos comissionados. Segundo a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, o decreto com a reestruturação de funções e gratificações técnicas em toda a Esplanada dos Ministérios será editado ainda este mês.

De acordo com a pasta, a iniciativa contribuirá para simplificar a gestão e enxugar a diversidade de cargos e comissões. O Ministério da Economia não detalhou a distribuição dos cortes por órgãos nem por tipos de cargos, mas informou que pretende extinguir algumas gratificações de legislação muito antiga, algumas que não estão sendo ocupadas e outras de baixo valor individual, que não representam função de chefia.

A mudança não necessariamente significará que 21 mil pessoas serão demitidas. Isso porque a maior parte dos cargos em comissão é ocupada por servidores concursados escolhidos para chefias ou funções de confiança. Segundo o Ministério da Economia, o decreto pretende adequar a estrutura às necessidades da administração pública e evitar, no futuro, a ampliação dos gastos com a ocupação dos cargos que ficaram vagos e as gratificações que deixaram de ser pagas.

Esplanada dos Ministérios
O governo pretende economizar R$ 209 milhões por ano com o corte de 21 mil cargos comissionados – Arquivo/Marcello Casal Jr.

Estatísticas

Segundo o Painel Estatístico de Pessoal do Ministério da Economia, o governo anterior terminou com 99.833 cargos comissionados, funções e gratificações técnicas. Desse total, o Poder Executivo Federal detinha 33.852 (33,9%); e as fundações federais, 14.629 (14,7%). As autarquias federais concentravam a maior parte: 50.804 (50,9%). A Secretaria Especial de Desburocratização não informou se o corte dos cargos, funções e gratificações ocorrerá apenas no Executivo Federal ou se também abrangerá as fundações e autarquias.

As informações de janeiro ainda não estão compiladas. Até agora, apenas o Ministério da Economia detalhou os cortes provocados pela fusão de quatro pastas das gestões anteriores – Fazenda; Planejamento; Indústria, Comércio Exterior e Serviços; e parte do Trabalho. A nova estrutura enxugou 2.987 cargos – 243 de Direção e Assessoramento Superior (DAS), 389 Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE), restrita a servidores concursados, e 2.355 funções gratificadas.

Fusões

O maior potencial de redução de cargos comissionados está nos ministérios nascidos da união de pastas antigas. Além da Economia, classificada como superministério, a nova estrutura da Esplanada dos Ministérios têm três pastas resultantes de fusões.

O Ministério da Justiça incorporou a pasta de Segurança Pública e a secretaria do Ministério do Trabalho que cuidava dos registros sindicais. O Ministério da Cidadania reuniu as antigas pastas de Desenvolvimento Social, Cultura e Esporte. O Ministério do Desenvolvimento Regional nasceu da junção dos antigos ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

 

Fonte: Agência Brasil

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MPPB deflagra segunda fase da Operação Calvário

Foi deflagrada, na tarde da última sexta-feira (1/02) a segunda fase da Operação Calvário, pelo Ministério Público da Paraíba, através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp).

O objetivo desta fase foi cumprir mandados de prisão preventiva de Daniel Gomes da Silva, Michelle Louzada Cardoso e Leandro Nunes Azevedo e mandados de busca apreensão contra Waldson Dias de Souza, Livânia Maria da Silva Farias e Analuisa de Assis Ramalho Araújo. A decisão foi do desembargador do Tribunal de Justiça, Ricardo Vital, presidente da Câmara Criminal.

Conforme informações do Gaeco, a operação investiga uma organização criminosa, comandada por Daniel Gomes da Silva, que é responsável por desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro, peculato através de contratos firmados junto a unidades de saúde do Estado, na ordem de R$ 1,1 bilhão.

Os mandados estão sendo cumpridos pelo Gaeco/MPPB com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Rio de Janeiro em João Pessoa, Conde e Rio de Janeiro.

Operação

A Operação Calvário investiga uma organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira – filial do Rio Grande do Sul, dentre outros organismos não-governamentais, incluindo o órgão central da Cruz Vermelha Brasileira, a filial da CVB no Estado de Sergipe e o Ipcep – Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional. A primeira fase foi desencadeada no dia 14 de dezembro.

Segundo a investigação, operando sob a denominação e o CNPJ destas entidades não-governamentais, a organização criminosa comandada pelo investigado obteve acesso a mais de R$ 1,1 bilhão em recursos públicos. Por intermédio desses mecanismos, foram desviados milhões em recursos públicos da saúde, no período entre julho de 2011 até agora, sendo certo que tal estimativa é muito inferior ao valor real do dano causado ao patrimônio público, dado que somente foram computadas as despesas da CVB-RS com uma pequena parcela de fornecedores que prestam serviços em unidades de saúde do Município e do Estado do Rio de Janeiro, notadamente não alcançando os desvios de recursos públicos decorrentes da atuação da organização criminosa no Estado da Paraíba, onde a mesma vem auferindo centenas de milhões de reais, desde o ano de 2011.

 

Assessoria de Imprensa – MPPB

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Revista ISTOÉ aponta esquema de propina que envolve a família Ribeiro

O PP é o partido com maior número de parlamentares investigados na Operação Lava Jato. Mas não é apenas com os propinodutos da Petrobras que o partido está envolvido. Denúncias recebidas por ISTOÉ apontam que o partido está ligado também a um esquema de propina envolvendo a saúde dos servidores públicos. O caso está sendo investigado na Polícia Federal no inquérito IPL 1227/2016-4. De acordo com a denúncia, integrantes do PP arrecadavam dinheiro com a cobrança de uma espécie de pedágio dos hospitais e fornecedoras de insumos hospitalares que mantêm convênio com a Geap Autogestão em Saúde, seguradora que gerencia os planos de saúde do funcionalismo público. Na Geap, ligada ao Ministério da Saúde, que desde o governo Dilma Rousseff era comandado pelo PP, os empresários precisavam descontar 10% dos valores que tinham a receber para destinar ao partido. Os principais beneficiários da propina foram ao longo dos anos os deputados Aguinaldo Ribeiro (PB) e Ricardo Barros (PR), ex-ministro da Saúde, o ex-deputado Paulo Maluf (SP) e o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI).

Propina de 10%

A Geap arrecada anualmente R$ 2,4 bilhões com o pagamento do fundo de saúde dos servidores repassado pelo governo federal. Assim, a propina paga pode alcançar a faixa de milhões de reais. Cada servidor recebe em média R$ 200, que são transferidos pela União à Geap e se destinam à quitação dos procedimentos médicos e hospitalares dos conveniados. E é aí que, segundo as denúncias, ocorre o esquema orquestrado pelo PP.

Para receber o valor da fatura do serviço prestado aos conveniados, não basta apenas o empresário dono de hospitais ou fornecedoras de insumos hospitalares comprovarem que prestaram os serviços. Eles precisam separar 10% para o PP. Enquanto não aceitam essa condição, o pagamento não sai. Num desses acordos feitos por debaixo dos panos, a Geap foi sobretaxada em R$ 7 milhões, só de juros, de uma dívida que estava praticamente perdida. O Conselho Administrativo da entidade (Conad) detectou falhas nos serviços prestados pelo Hospital da Bahia Ltda e recomendou que as faturas referentes ao período entre 2007 e 2011 não fossem pagas. Auditoria feita em 2009 detectou a existência de assinaturas falsas. A dívida com o Hospital da Bahia totalizava R$ 3 milhões, mas com os juros chegava a R$ 10 milhões. Apesar de todos os problemas apontados na auditoria, as quatro faturas do hospital foram pagas no apagar das luzes de 2017. Na ocasião, o diretor-executivo da Geap era Artur de Castro Leite Junior, que foi indicado pelo deputado e ex-líder do governo Temer na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Na Geap, afirma-se que o pagamento só saiu porque o hospital aceitou pagar a propina.

Em contrapartida, quem não aceitava reservar os 10% para o PP não conseguia ver seus processos andar. ISTOÉ obteve imagens de uma conversa de whatsapp nesse sentido. Em 2014, o advogado Fernando Motta, contratado das empresas SOS Coração e Supriline, conveniadas com a regional da Geap no Rio de Janeiro, procurou a gerente interina da unidade, Cristiane de Castro. Ela havia sido nomeada durante uma intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar que pretendia acabar com o esquema, mas não conseguiu. Na conversa, Motta faz um desabafo: não agüentava mais ser achacado pelos homens do PP. Menciona dois nomes – Kleber e Nilson – como os achacadores do partido. “Aqueles indivíduos Kleber e Nilson deram um xeque-mate no presidente da Supriline. Ou ele fechava com eles ou não teria pagamento. Doutor Paulo (presidente da instituição) resolveu encerrar a conversa e deixou claro que não iria se submeter a nenhuma ameaça”, disse o advogado. Na sequência, o advogado é explícito: “Falaram que têm um esquema com o superintendente da Geap e que os créditos que a empresa têm referentes aos protestos eles podem viabilizar desde que houvesse um acerto de 10%”, emendou.

Pressão política

A intervenção em todas as unidades da Geap foi realizada em 2013 e tinha como objetivo expurgar o PP da empresa. Porém, por pressão política, foi mantido na diretoria executiva da Geap Luís Carlos Saraiva, uma indicação de Paulo Maluf. A partir daí, o esquema floresceu novamente. E quem confirma isso a ISTOÉ é a própria Cristiane de Castro. “Quando acabou a intervenção e voltou tudo para as mãos dos políticos, eu saí de lá”, conta ela. “Eu cheguei a ser abordada por prestadores de serviços, que perguntaram como é que ia continuar o esquema”, emenda.

No governo Michel Temer, a tramóia continuou. O ex-ministro da Casa Civil Eliseu Padilha passou o comando da operadora de plano de saúde para as mãos do senador Ciro Nogueira, presidente do PP. Este tratou de esticar seus tentáculos para o Conad e indicou Laércio Roberto Lemos de Sousa para presidir o conselho. Laércio havia sido subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério das Cidades na gestão de Aguinaldo Ribeiro, entre 2012 e 2014.

O PP poderia indicar ainda outras duas vagas para o conselho. Assim Ricardo Barros, então ministro da Saúde, escolheu Rodrigo de Andrade Vasconcelos, que em seu primeiro ato votou pela terceirização do núcleo jurídico da Geap, que ficou a cargo do escritório Nélson Willians & Advogados Associados. O escritório passou a receber, por mês, R$ 2 milhões da Geap. Antes, a Geap pagava R$ 400 mil aos advogados do seu quadro de funcionários. Definitivamente, o PP não se limitou à dilapidar os cofres da Petrobras.

Em nota, “o deputado Ricardo Barros informa que não tem conhecimento de nenhum esquema envolvendo o hospital em questão. Como ministro da Saúde, ele não indicou ninguém para a Geap. Durante sua gestão no ministério, ele economizou R$ 5 bilhões aos cofres públicos e combateu diversas máfias que atuavam na Pasta.”

 

Redação com Click PB

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DIVERSIDADE: Quem são os novos parlamentares que defendem as minorias

Apesar de aumento de representantes entre mulheres e negros, Congresso continuará tendo mais homens e brancos

Foto: Agência Brasil

Dos 513 deputados eleitos, 437 são homens e 77 são mulheres, ou seja, são 26 deputadas a mais do que na legislatura anterior. Dentre eles, foram empossados um deputado cego, uma indígena e uma trans, o que mostra que a diversidade vai estar presente no Legislativo.

Mesmo que a representatividade feminina na Câmara dos Deputados tenha passado de 10% para 15%, ainda fica bem longe do índice de 51,5% que faz das mulheres a maioria da população brasileira, segundo o IBGE.

Além disso, o número de negros também é pequeno. No total, 125 deputados se autodeclaram negros, ou seja, 104 pardos e 21 pretos, o que corresponde a 24,3%. Já os brancos, chegam a 75%.

O doutor em Ciência Política Paulo Eduardo Rocha avalia como é discreto o crescimento de negros e mulheres. Já com relação aos jovens, o cientista político acredita que eles terão propostas de renovação, porém com traços não tão progressistas.

“A gente tem um crescimento discreto de negros e mulheres. No que diz respeito à formação geral, a gente tem observado aí um número maior de jovens que chegam com uma nova mensagem, com proposta de renovação, embora essa proposta de renovação hoje, ela tenha também traços, me parece, fortemente conservadores.”

Diferente destes parlamentares mais conservadores, o jornalista David Miranda, de 33 anos, é negro, gay e ativista do movimento LGBT. O deputado chega ao Congresso para ocupar o lugar de Jean Wyllys, que abriu mão do mandato por conta de ameaças de morte. David Miranda, que foi o primeiro vereador assumidamente gay do Rio de Janeiro, disse que pretende continuar defendendo os direitos da população LGBT e que está preparado para ocupar o cargo de deputado.

“Com certeza eu me sinto preparado. Eu sou um rapaz que vem da favela do Jacarezinho, enfrentei a violência do Estado, sou um LGBT que tem convivido com isso a minha vida inteira.”

Pela primeira vez na história, a Câmara vai contar com uma deputada indígena: Joênia Wapichana. Antes dela, somente o Xavante Mário Juruna havia ocupado uma vaga na Casa. Aos 43 anos, Joênia foi a primeira mulher indígena a se formar em Direito na Universidade Federal de Roraima. Segundo ela, sua trajetória foi marcada por muitos desafios.

“Na época em que eu entrei, foi numa época que não existia projeto nenhum, não existia cotas, não existia bolsa, não existia ingressos diferenciados. Então foi preciso que eu me formasse, primeiro, para poder defender isso para os próximos que viriam, né?”

O Senado Federal também vai contar com parlamentares que cuidam das minorias. Um exemplo é a senadora Mara Gabrilli, tetraplégica, que já exerceu o mandato como deputada federal. Ela afirma que vai seguir na luta pela defesa dos direitos da pessoa com deficiência.

“Defender os direitos das pessoas com deficiência é defender o público mais vulnerável desse país, e isso acabou me credenciando para defender o direito de todo o cidadão.”

O senador Fabiano Contarato, que já foi delegado da Polícia Civil e professor universitário, é o primeiro homossexual assumido a ocupar uma vaga na Casa. Ele, que tem um filho adotivo e foi campeão de votos no Espírito Santo, desbancou Magno Malta e defende a reforma do Código de Trânsito para acabar com a impunidade.

“Mesmo se o motorista matar hoje no trânsito, se estiver drogado, ele pode pegar a pena de 10 anos de cadeia, ele não vai ficar nenhum dia preso com a atual legislação. Essa é uma primeira modificação que eu pretendo introduzir no Senado para recorrigir essa desigualdade.”

Apesar de pautas voltadas para minorias, os novos parlamentares terão também a responsabilidade de discutir temas como as reformas previdenciária e tributária. Outro desafio será manter relação harmoniosa com o governo e com bancadas conservadoras.

 

Reportagem – Cintia Moreira

Fonte: Agência do Rádio

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Após duas votações e desistência de Renan, Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado

Democratas, agora, comandará as duas casas do Congresso Nacional, uma vez que a Câmara é presidida por Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Depois de muita polêmica, dois dias de discussões, decisões judiciais, discursos inflamados e, até mesmo, votação anulada, o Senado Federal, enfim, escolheu seu novo presidente. Será Davi Alcolumbre (DEM-AP), que recebeu o endosso de 42 senadores, na noite do último sábado (2).

Mas a história não é tão simples de ser contada. A eleição tinha sido iniciada na sexta-feira (1), mas foi suspensa após uma série de confusões relacionadas à condução da sessão, comandada por Alcolumbre. Outro fator que também contribuiu para o adiamento, foi polêmica em torno da possibilidade de a eleição ser decidida por votação aberta ou fechada.

Na sexta, os senadores entenderam por 50 votos a 2 que a eleição deveria ser aberta. No entanto, na madrugada deste sábado, o ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, acatou um pedido do MDB e determinou que a votação fosse fechada.

Só aí, voltamos para a sessão realizada na tarde e noite deste sábado. Sob o comando do senador José Maranhão (MDB-PB), aliado de Renan Calheiros (MDB-AL), os trabalhos foram iniciados com a leitura da decisão de Toffolli, comunicando o Plenário de que a votação seria secreta.

Oito candidatos se apresentaram para a vaga: Regufffe (sem partido- DF), Angelo Coronel (PSD-BA), Major Olimpio (PSL-SP), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Esperidião Amin (PP-SC), Renan Calheiros (MDB-AL) e Simone Tebet (MDB-MS).

Porém, na reta final para a eleição, três candidatos decidiram se retirar da disputa para fortalecer a candidatura de Davi Alcolumbre e enfraquecer o nome de Renan Calheiros. Foram eles, Major Olímpio, Álvaro Dias e Simone Tebet. A articulação foi tramada com antecedência, na manhã deste sábado, no gabinete do senador Tasso Jeiressati (PSDB-CE).

Terminada a votação, outro impasse. Com 81 senadores, a eleição registrou 82 votos. Foram 80 cédulas em envelopes fechados e outras duas cédulas depositadas na urna sem envelope. O problema gerou a revolta de alguns parlamentes. Espiridião Amin (PP-SC) chegou a solicitar a presença de um juiz de direito para avaliar o caso.

“É um voto fraudulento indiscutível e não é um que produzam os dois está prejudicado estou prejudicado do voto obviamente eu invoco a presença aqui de uma juíza de direito para quem pessoal sob vigilância sob vigilância ela é evidente pessoal”.

Menos revoltados, outros parlamentares pediam apenas a anulação das duas cédulas depositadas sem envelope. Mas, o impasse foi resolvido com outra eleição.

Todos os 81 senadores voltaram as urnas. O problema é que 30 deles, já haviam declarado sua escolha no ato da votação anterior. Alguns parlamentares que não haviam tomado a mesma decisão se sentiram constrangidos, como foi o caso do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República, Jair Bolsonaro.

“Eu, como filho do presidente, do chefe de outro poder, havia tomado a iniciativa de não abrir o meu voto na primeira votação. Após esse fato lamentável, eu não tenho como, não tenho outra alternativa, a não ser abrir meu voto e deixar bem claro para todo o Brasil em que eu estou escolhendo para ser o presidente desta casa, Davi Alcolumbre”.

Na sequência da fala de Flávio Bolsonaro, Renan Calheiros pediu a palavra e anunciou que estava renunciando da própria candidatura. Renan, acusou o processo de não ser democrático, uma vez que além de Flávio, a bancada do PSDB, com oito parlamentares, anunciou que votaria em Alcolumbre, o que não havia ocorrido na primeira votação.

“Então para demonstrar que esse processo não é democrático, eu queria lhe dizer, que o Davi não é Davi. O Davi é o Golias. Ele é o novo presidente do Senado e eu retiro a minha candidatura”.

Com a saída de Renan, o caminho ficou mais fácil para Alcolumbre, que já era o favorito da disputa. No fim, Davi Alcolumbre recebeu 42 votos, Esperidião Amin ficou 13, Reguffe com seis votos, Ângelo Coronel alcançou oito e o ex-presidente Fernando Collor obteve três votos.

Com a eleição de Alcolumbre, o Democratas, agora, comandará as duas casas do Congresso Nacional, uma vez que a Câmara é presidida por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Casado e pai de dois filhos, o novo presidente do Senado nasceu em Macapá (AP), em 19 de junho de 1977. A carreira política teve início em 2001, quando Alcolumbre se elegeu vereador na cidade natal. Dois anos depois, assumiu o cargo de deputado federal, função que ocupou até assumir uma cadeira no Senado, em 2014. Ano passado disputou governo do Amapá, mas acabou ficando com o 3º lugar.

 

Reportagem – João Paulo Machado

Fonte: Agência do Rádio