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Morre aos 78 anos o jornalista Gil Gomes

Ele sofria com mal de Parkinson e passava por complicações de saúde

O jornalista Gil Gomes morreu, na manhã desta terça-feira (16), após uma série de complicações de saúde. Ele tinha 78 anos, sofria com mal de Parkinson e estava internado no Hospital São Paulo.

Gil Gomes ficou bastante conhecido por utilizar o bordão “Aqui agora”, no final de suas reportagens para o programa televisivo de mesmo nome, veiculado no SBT, na década de 90.

Na noite de ontem (15), passou mal em casa e chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou até a unidade médica. A confirmação da morte ocorreu nesta madrugada.

De acordo com informações do site Metrópoles, atualmente, o jornalista contava apenas com o apoio da família. Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento.

Na internet, profissionais e fãs lamentaram a morte:

Mílton Jung

@miltonjung

Morreu o comunicador e radialista Gil Gomes aos 78 anos — soube como poucos usar o rádio para mexer com a imaginação do ouvinte

M’Boi Mirim@mboimirim1

Morre Gil Gomes aos 78 anos em São Paulo . O ex-repórter policial estava internado no Hospital São Paulo. Uma grande perda para comunicação e história do radio. Descanse em paz!

criador de memes@marthinetto

Faço parte da geração que morria de medo mais da voz do Gil Gomes narrando as histórias que o povo conta do que da própria história em si

 

Por Noticia ao Minuto

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Os números da 1ª pesquisa Ibope da disputa entre Haddad e Bolsonaro no 2º turno

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (15) os números da sua primeira pesquisa sobre o segundo turno da eleição presidencial. Resultado é animador para a campanha de Jair Bolsonaro (PSL).

O candidato de extrema-direita tem 59% dos votos válidos, enquanto Fernando Haddad (PT) soma 41%.

A pesquisa Ibope foi feita entre os dias 13 e 14 de outubro com 2.506 entrevistados em todo o Brasil.

O intervalo de confiança da pesquisa é de 95%. Segundo o Ibope, isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.

VOTOS VÁLIDOS

JAIR BOLSONARO — 59%
FERNANDO HADDAD — 41%

Os votos válidos são aqueles usados pela Justiça Eleitoral para determinar o resultado da eleição. São os votos dados diretamente em um dos candidatos, descontados os brancos e nulos.

No primeiro turno, Bolsonaro teve 46,03% dos votos válidos (quase 50 milhões de votos). Haddad ficou com 29,28% (cerca de 30 milhões de votos).

VOTOS TOTAIS

JAIR BOLSONARO — 52%
FERNANDO HADDAD — 37%
Brancos e nulos — 9%
Indecisos — 2%

Os números da pesquisa Ibope divulgados hoje são semelhantes aos do levantamento do Datafolha publicados na semana passada (relembre aqui).

Ou seja, passados mais de 7 dias do início do segundo turno turno, nada mudou.

 

Ibope

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Em visita ao Bope, Bolsonaro afirma que “quem vai mandar no Brasil serão os capitães”

Declaração foi dada pelo candidato ao prestar continência ao tenente-coronel Alex Benevenuto Santos, comandante da tropa especial da PM do Rio

Em agenda de campanha, Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL, visitou nesta segunda-feira (15) a sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, no Rio de Janeiro.

Foto: Redes Sociais de Jair Bolsonaro

No encontro, o presidenciável lembrou que tem a segunda maior bancada em Brasília, “sem televisão, sem fundo partidário, sem nada”. Disse também que é preciso acreditar, tentar mudar e buscar fazer a coisa certa. Se eleito, o militar afirmou ainda que colocará “um dos nossos lá em Brasília”.

Ao saudar o comandante do Bope, tenente-coronel Alex Benevenuto Santos, o candidato brincou e disse que apesar de estar “dando continência para o coronel, quem vai mandar no Brasil serão os capitães”.

No Twitter, o candidato também mandou um recado aos professores de todo o país nesta segunda-feira (15). Na rede social, disse que a inversão de valores dificulta a autoridade do profissional em sala de aula, o que gera agressão, desrespeito e humilhação. Bolsonaro enfatizou ainda que resgatar a referência que os professores sempre representaram é também uma forma de valorizá-los.

Reportagem: Cintia Moreira

 

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Senadores eleitos acumulam dívida de R$ 65 milhões com a União

Levantamento foi feito com os 54 parlamentares que conseguiram a vitória nas urnas esse ano

Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) revelam que pelo menos 12 dos 57 senadores eleitos ou reeleitos estão inscritos na dívida ativa por pendências previdenciárias e outros tipos de tributos não pagos. O levantamento, feito pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, inclui dívidas vinculadas ao CPF e CNPJ de empresa nas quais os eleitos são sócios.

Com a maior dívida contraída em nome de pessoa jurídica, o senador reeleito pelo Pará, Jader Barbalho (MDB), acumula 57 milhões e setecentos mil reais em débitos. Em segundo lugar, como pessoa física, aparece o estreante Oriovisto Guimarães, do Podemos. Com patrimônio declarado de R$ 239 milhões, o novo senador deve 5 milhões e quinhentos mil reais.

Além de dívidas com a União, alguns senadores também respondem a ações movidas na Justiça do Trabalho, como é o caso de Eduardo Girão (PROS), eleito pelo Ceará. O parlamentar é alvo de cinco processos por meio de companhias dos ramos de segurança e distribuição. As ações tramitam no Tribunal Regional do Trabalho da 3.ª Região (TRT-3), em Minas.

Reportagem: Lorena Fraga

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Questionado a respeito de indulto a Lula, Haddad diz ver processo frágil

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, voltou a afirmar, ao ser questionado sobre a possibilidade de conceder indulto a Lula, que isso não é o que o ex-presidente deseja.

“Ele não pede. É engraçado vocês me pedirem para me posicionar sobre algo que o presidente não está pedindo. Ele está pedindo um julgamento justo”, disse Haddad, em entrevista publicada no último domingo (14) pelo jornal El País.

Ele acrescentou que “a maioria vê uma fragilidade enorme” no processo sobre o ex-presidente. Lula está preso desde abril, e a hipótese de indulto já chegou a ser discutida dentro do PT. A legislação prevê a possibilidade de o presidente dar esse benefício a condenados, mas a iniciativa de maneira individual é rara.

Também neste domingo, Haddad questionou a difusão de notícias falsas pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL). “Aí eles dizem: ‘mas eu não posso me responsabilizar’. Mas quem está pagando por tudo isso? Será que custa barato fazer essa campanha por WhatsApp?”

Haddad listou mentiras das quais seria vítima. Ele questionou o comportamento de Carlos Bolsonaro, filho do adversário, que reproduziu uma notícia falsa dizendo que o petista defendera o incesto.

A publicação –um tuíte com um texto do escritor Olavo de Carvalho– dizia que o petista pregava a derrubada do tabu do incesto. Carvalho apagou o texto, explicando-se depois. Mas Carlos Bolsonaro o manteve com a pergunta: “É isso que você quer ver governando o país?”.

“Qual o limite da loucura do meu adversário? Acusar um oponente de defender o incesto?”, questionou Haddad.

Ele também reagiu a declarações de Bolsonaro de que, se eleito, transformará o Brasil na Venezuela: “É jogo de cena para desviar a atenção sobre o passado dele, que elogia torturador, que diz para uma colega de Parlamento que não a estupra porque ela não merece”.

O presidenciável afirmou ainda que Bolsonaro não o enfrenta em debate porque seria confrontado sobre a origem de mentiras difundidas nas redes sociais.

 

FOLHAPRESS

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Insatisfeito no PSDB, Romero pode trocar o ninho tucano pelo PSL de Bolsonaro

Não é de hoje que o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) demonstra insatisfação com a legenda. Há um tempo, Romero vem defendendo uma reoxigenação do partido e avaliando a possibilidade de deixar a sigla.

Passado o período eleitoral, a saída do prefeito do ninho tucano é dada como certa. Romero é amigo pessoal do vice-presidente nacional do PSL e deputado federal eleito, Julian Lemos. Através do deputado eleito, o prefeito se aproximou bastante de Bolsonaro nos últimos meses.

A migração ainda não é certa, mas nos bastidores, comentam-se sobre a hipótese de Rodrigues se filiar ao partido de Jair Bolsonaro. A troca de afagos entre o presidenciável e Romero tem sido uma forte sinalização da mudança.

 

Anderson Soares

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Lira diz que vitória de Bolsonaro em capitais e grandes cidades do Nordeste refletirá para ampliar votação no interior

O Senador Raimundo Lira (PSD-PB) afirmou, durante discurso na última quinta-feira (11) na tribuna do Senado Federal, que a expressiva votação dada ao candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) em capitais e grandes cidades do Nordeste refletirá positivamente para ampliar a votação que ele terá no segundo turno destas eleições, nas cidades do interior nordestino.

Lira agradeceu a votação que Bolsonaro obteve em João Pessoa e Campina Grande, as duas maiores cidades da Paraíba, e citou a votação do candidato do PSL em outras capitais do Nordeste, onde Bolsonaro saiu vencedor. “Quero agradecer à Paraíba, dizer que essas duas grandes metrópoles vão, com certeza, influenciar o voto das cidades do interior, porque o interior, à medida que visualizar essa votação expressiva da capital, vai também dar uma votação expressiva a Bolsonaro”.

O Senador lembrou que, das nove capitais nordestinas, cinco deram a vitória a Bolsonaro no primeiro turno. “É uma situação em que o Nordeste merece ser, portanto, agradecido, porque deu ao candidato opositor ao Bolsonaro 10 milhões de votos a menos do que teve o candidato adversário, no primeiro turno das eleições de 2014”.

Assessoria de Imprensa

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João Azevêdo critica declaração de Bolsonaro que pode prejudicar a Paraíba em uma eventual gestão do PSL: “Discriminação”

Governador eleito da Paraíba, João Azevêdo (PSB) criticou ontem o que classifica como “discriminação” do candidato Jair Bolsonaro aos estados que lhe fazem oposição. É que o jornalista Boris Casoy fez a seguinte pergunta ao candidato do PSL: “Como o senhor vai se relacionar com os governadores de oposição? [na hipótese de ser eleito]”.

Resposta: “Vamos priorizar os governadores mais afinados conosco. Governadores que fazem oposição, pretendemos dar tratamento secundário”. Para o socialista, “Um cidadão que pretende ser presidente da República não pode fazer uma afirmação dessa, é discriminação. Ele já vai com essa intenção?”, questionou.

Veja o questionamento feito por Boris Casoy a Bolsonaro e a resposta do candidato do PSL: https://youtu.be/uXn8u6c25DU

 

 

Redação – fmrural.com.br

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Assassino de capoeirista nega motivo político para homicídio em Salvador

O barbeiro Paulo Sérgio Ferreira de Santana, 36 anos, assassino confesso do homicídio do capoeirista Moa do Katendê, alegou à imprensa local que não cometeu o crime por questões políticas.

Em vídeo de entrevista à imprensa, Paulo Sérgio diz que foi ofendido pelo capoeirista e pede desculpas aos familiares da vítima.

O capoeirista morreu na última 2ª feira (8.out.2018) após ser esfaqueado 12 vezes, em Salvador, por uma discussão. Segundo testemunhas, a briga aconteceu por divergências políticas, após o capoeirista defender o voto no PT. A polícia já havia dito que o crime não teve motivação política.

Jair Bolsonaro, candidato ao Planalto pelo PSL, lamentou o ocorrido e comentou sobre o crime em uma entrevista coletiva na 3ª feira (9.out).

 

Poder360

 

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Por que o Dia das Crianças é comemorado em 12 de outubro no Brasil?

No dia 12 de outubro de 1923, o Rio de Janeiro, então capital federal, sediou um evento que reuniu estudiosos de infância e políticos de vários países. Era o Congresso Sul-Americano da Criança, cuja pauta discutia questões educacionais, alimentares e de desenvolvimento.

Um político notou a comoção provocada pelo tema na época. No ano seguinte, o recém-eleito deputado federal Galdino do Valle Filho (1879-1961) propôs uma lei instituindo, no 12 de outubro, o Dia das Crianças no Brasil.

Em 5 de novembro de 1924, o então presidente da República Arthur Bernardes (1875-1955) sancionou o Decreto 4.867. “Artigo único. Fica instituído o dia 12 de outubro para ter lugar, em todo o território nacional, a festa da criança, revogadas as disposições em contrário”, diz o texto.

E, assim, foi criado o Dia das Crianças.

Mas a data custou a pegar. Não havia feriado e o comércio não atentava para ela.

Em 1940, o presidente Getúlio Vargas (1882-1954), criou um novo decreto. Por pouco, o Dia das Crianças não “mudava” de data.

Na lei de Vargas, que “fixava as bases da organização da proteção à maternidade, à infância e à adolescência em todo o País”, o artigo 17 do capítulo 6 dizia: “será comemorado em todo o País, a 25 de março de cada ano, o Dia da Criança”.

“Constituirá objetivo principal dessa comemoração avivar na opinião pública a consciência da necessidade de ser dada a mais vigilante e extensa proteção à maternidade, à infância e à adolescência”, dizia o texto.

Mas o 25 de março não saiu do papel.

Nos anos 1950, uma intensa campanha de marketing criou, de fato, o Dia das Crianças no Brasil.

Bebê robusto

Foi uma promoção conjunta entre duas gigantes da indústria: a fábrica de brinquedos Estrela e a Johnson & Johnson. Em 1955, elas lançaram a Semana do Bebê Robusto. Era uma ação para aumentar as vendas dos produtos, é claro. Mas envolvia a população, pois os clientes eram convidados a enviar fotos de seus filhos – de 6 meses a 2 anos. E os pais do “bebê Johnson do ano” embolsavam um prêmio, enquanto o rebento tinha o rosto e a fofurice estampados em revistas e jornais.

Com a adesão de outras empresas, em pouco tempo a Semana do Bebê Robusto se tornou Semana da Criança. Foi quando os fabricantes decidiram concentrar os esforços em uma única data. Recuperaram o decreto de 1924 e, desde então, todo brasileiro sabe: dia 12 de outubro é dia de presentear a criançada.

Menina com pincel na mão e boneca no chão com o corpo pintado com tintas coloridasDireito de imagem: MAURICIO GRAIKI / GETTY IMAGES

“Essas datas surgem pois o comércio precisa conseguir vender também em épocas de baixa sazonalidade”, contextualiza a administradora de empresas Mariana Munis, especialista em marketing e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas.

“Do meu ponto de vista, algumas datas comemorativas pegam mais do que outras porque surgiram primeiro. Dia das Crianças, Natal, Dia dos Namorados e Dia das Mães são exemplos bem-sucedidos.”

“Também acho que o Dia das Crianças desperta sentimentos de nostalgia. Aproxima os pais dos filhos”, acrescenta Munis. “É quando os pais, em meio a uma vida tão corrida, querem dar algo para os filhos. Por isso acabou se tornando uma data tão importante para o calendário brasileiro.”

Comércio paulistano

De acordo com o economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo, o Dia das Crianças “não tem peso significativo para o comércio” – ao contrário de datas como Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados.

Por outro lado, ele afirma que “como o Dia das Crianças se encontra em um período próximo ao Natal, ele representa para os lojistas um termômetro “de como vai ser o fim do ano”.

“Se no Dia das Crianças as vendas de brinquedos forem boas, por exemplo, é sinal de o comércio está mais aquecido e isso deve se refletir positivamente no Natal”, exemplifica.

Solimeo ressalta que, depois da forte crise econômica, o comércio vem se recuperando. E isto já pode ser notado pelas vendas em datas comemorativas. “Acreditamos este ano em um crescimento na casa dos 3% em relação a 2017 no movimento de vendas do varejo paulistano no Dia das Crianças”, prevê.

“É um ritmo moderado e aproximado ao que o setor tem apresentado: no período acumulado de janeiro a agosto de 2018, as vendas cresceram em média de 2,8%. Importante lembrar que a realização do primeiro turno das eleições no fim de semana anterior ao Dia das Crianças pode diminuir o movimento nas lojas, já que a atenção do consumidor tende a estar voltada para o cenário político e à escolha dos candidatos”, lembra ele.

Ainda de acordo com os dados da Associação Comercial, nos últimos anos, o Dia das Crianças sentiu quedas bruscas nas vendas – de 6,9% em 2016 e 13% em 2015. “Em 2017 o movimento voltou a crescer, 3%, mas sobre uma base muito fraca”, salienta o economista.

Três meninos em brinquedo de parqueDireito de imagem: EDISON VEIGA
A Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) reconhece o dia 20 de novembro como o Dia Mundial da Criança

Outros países

Ao redor do mundo, outros países também celebram o Dia das Crianças, mas em outras datas. Em 1925, houve uma Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança em Genebra, na Suíça. Ali ficou instituído o dia 1º de junho como o Dia Internacional da Criança – e esta data entrou para o calendário de diversas nações, como Portugal, China, Eslovênia, Polônia e Angola.

Já a Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) reconhece outra data. Dia 20 de novembro é considerado o Dia Mundial da Criança porque foi neste dia, em 1959, que foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos da Criança. Finlândia, França, Trinidad e Tobago, Reino Unido e Canadá estão entre os países que levam em conta esta data.

Imagem mostra crianças dentro de uma bolha de sabão observadas por grupo de adultos, em uma praça na EuropaDireito de imagem: MARIANA VEIGA
Data é comemorada em diferentes períodos ao redor do mundo

Mas há muitos exemplos diferentes. A Austrália instituiu como Dia da Criança a última quarta-feira de outubro. Na Argentina, é o segundo domingo de agosto. Na África do Sul, o primeiro sábado de novembro. Países da África Central – Congo, Chade, Camarões e outros – comemoram a data junto ao Natal, 25 de dezembro. O Japão tem uma data para meninas (3 de março) e outra para meninos (5 de maio). Na Hungria, é o último domingo de maio.

Arquidiocese de Brasília realiza missa solene e procissão durante Festa da Padroeira - Nossa Senhora Aparecida, na Esplanada dos Ministérios, em 2017Direito de imagem: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
O feriado brasileiro de 12 de outubro não tem nada a ver com o Dia das Crianças, mas com a padroeira, Nossa Senhora Aparecida

Nossa Senhora Aparecida

Mas não se engane. O feriado brasileiro de 12 de outubro não tem nada a ver com o Dia das Crianças. A data foi criada em 1980 por causa de outra comemoração de 12 de outubro: Nossa Senhora Aparecida.

A santa já era oficialmente padroeira do Brasil desde 1930, após decreto papal. Em 30 de junho de 1980, João Paulo II (1920-2005) se tornava o primeiro papa a pisar em solo brasileiro. O presidente João Figueiredo (1918-1999), último da ditadura militar do Brasil, aproveitou a data para declarar feriado nacional o dia da Padroeira, 12 de outubro.

A partir daquele ano, portanto, ficou “declarado feriado nacional o dia 12 de outubro, para culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil”, conforme o texto da lei.

“O Dia das Crianças, no meu entender, não ofusca a festa de Nossa Senhora Aparecida. As celebrações, entre crianças e a padroeira, são compartilhadas”, acredita o pesquisador e estudioso da vida de santos José Luís Lira, fundador da Academia Brasileira de Hagiologia. “Vez por outra, vemos até a imagem de Nossa Senhora Aparecida estilizada para crianças.”

 

BBC Brasil