Categoria Rural

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Paraíba: Projeto Dom Helder Câmara tira mais de 2,7 mil famílias da pobreza no semiárido

Uma parceria do Governo do Estado, por meio da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), e o Governo federal vem contribuindo para retirar 2.704 famílias da extrema pobreza na Paraíba, criando condições para que possam produzir e comercializar seus produtos agrícolas nas comunidades rurais onde residem, além de participar dos programas sociais de comercialização do Governo federal. Trata-se do Projeto Dom Helder Câmara que tem presença efetiva em 53 municípios inseridos no Semiárido, distribuídos nas regiões do Sertão, Cariri, Curimataú e Agreste.

Um exemplo de sucesso com a utilização dos recursos e da assistência técnica proporcionados pelo Projeto Dom Helder Câmara encontra-se no Sítio Barro Vermelho, em Vieirópolis, onde o agricultor familiar Francisco Domingos da Silva há pouco mais de um ano trabalha com a produção de hortaliças, usando irrigação por gotejamento em agroecologia. São os produtos como alface, couve, melancia, melão, abóbora, maracujá, batata-doce e coentro, que comercializa na feira livre da cidade e nas portas das casas.

O cultivo de hortaliças é uma atividade iniciada com os recursos do Projeto Dom Helder, mas ele mantém na propriedade uma pequena criação de bovinos e, em período de inverno regular, plantava feijão e milho. A hortaliça é irrigada pelo sistema de micro aspersão, utilizando água de um poço amazonas.

“Trata-se de um produtor receptivo às tecnologias e orientações, que vem seguindo corretamente as boas práticas de cultivo de hortaliças, daí vem os bons resultados que está obtendo. Mesmo que ele nunca tenha trabalhado com essa atividade”, comentou o extensionista Manuel Chagas, de Vieirópolis. A produção tem o acompanhamento do gerente regional da Empaer em Sousa, Francisco de Assis Bernardino, que informou que a unidade produtiva está sendo utilizada como projeto piloto para outros agricultores do município.

O produtor disse que sempre teve vontade de cultivar hortaliças, mas foi o projeto Dom Helder que está dando essa oportunidade. E agora está se preparando para comercializar seus produtos junto aos programas sociais do governo – Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Também planeja ampliar a área de plantio.

Jovem rural – Outro produtor de Vieirópolis que está sendo beneficiado com os recursos do Projeto Dom Helder é o jovem Matheus de Oliveira Moreira, do Sítio Riacho dos Alcindos, que está iniciando o cultivo de hortaliças. Antes, trabalhava com o seu pai Francisco de Assis Estrela Moreira na criação de pequeno rebanho bovino e cultivando outras culturas como feijão, milho e algodão.

Estimulado pela assistência técnica, iniciou suas atividades sem usar nenhum tipo de inseticida, somente usando produtos naturais. A meta agora é obter o selo de orgânico do Instituto Brasileiro de Biodinâmica. Ele está sendo inserido nas políticas públicas de compras governamentais para comercializar seus produtos ao PAA e Pnae. Seu pai está integrado ao Projeto Algodão Paraíba, com o cultivo de 1,7 hectares.

Contemplando sua horta, Matheus Moreira demonstra interesse em continuar trabalhando a terra. “Mesmo em face das dificuldades, vale a pena como jovem morar no campo, no semiárido”, disse, adiantando que “já fui embora para tentar a vida lá fora, mas voltei e quero ficar aqui porque vale a pena morar no semiárido, onde há terra muito boa”.

Sistema participativo – O Projeto Dom Helder Câmara na Paraíba é executado pelo Governo do Estado, por meio da Empaer, empresa vinculada à Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), que assessora as famílias desde o final de 2017, numa parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), entidade criada pelo Governo Federal para mediar e gerenciar as ações de Assistência Técnica e Extensão Rural.

As metodologias utilizadas são participativas, com atenção voltada para todos os membros da família onde as ações são realizadas. Desde quando iniciou suas ações, já foram realizadas mais de nove mil visitas para assessoramento técnico-social com 105 capacitações sobre comercialização dos produtos da agricultura, elaboração de mil projetos produtivos para o acesso aos recursos do Fomento das Atividades Produtividades Rurais.

Cada família recebe uma dotação de fomento de R$ 2.400,00 para a implantação de atividades produtivas que possam gerar renda familiar. Está sendo feito um mapeamento da ação que visa mostrar as potencialidades e as principais dificuldades enfrentadas pelas famílias. A partir deste diagnóstico, buscam-se alternativas e políticas públicas que diminuem as dificuldades das pessoas que moram e trabalham no semiárido paraibano.

A previsão é de que o projeto seja finalizado em abril de 2020 e até esta data serão feitas mais de 100 capacitações, 1.800 visitas, como também vão ser criadas Unidades Demonstrativas de Inovações geradas para a agricultura familiar e convivência com o semiárido adaptadas à realidade local, servindo de referência para que as famílias possam desenvolver suas atividades.

Segundo o diretor Técnico da Empaer, Jefferson Morais, este é um programa de ações referenciais de combate à pobreza e apoio ao desenvolvimento rural sustentável no semiárido. Lembrou que o projeto está embasado no conceito de convivência e articulado de acordo com as dimensões sociopolíticas, ambientais, culturais, econômicas e tecnológicas por processos participativos de planejamento, gestão e controle social.

O Projeto Dom Helder Câmara na Paraíba consolidou sua atuação, fundamentalmente, por desenvolver uma proposta de assessoria técnica permanente, multidimensional, diferenciada e concebida como uma ação contínua e sistêmica, focada nas demandas, objetivos e áreas de resultado de interesse das famílias beneficiadas e referendadas em posicionamento técnico e avaliações participativas que garantem a viabilidade das proposições apresentadas.

A equipe de execução do Projeto Dom Helder na Paraíba é formada pelos extensionistas Eduardo Lucas Farias, Carlos José de Araujo Filho e Francisco de Assis Vilar, com o acompanhamento do presidente da Empaer e da Asbraer, Nivaldo Magalhães, e do diretor Técnico da Empaer, Jefferson Morais.

Secom-PB

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Justiça condena a 3 anos de reclusão homem que plantava maconha em sua residência, no Sertão paraibano

A Justiça de Teixeira condenou a 3 anos, 3 meses e 29 dias de reclusão, em regime aberto, além de 167 dias-multa um homem acusado de plantar maconha em sua propriedade. A pena foi substituída por duas restritivas de direitos, concernente na prestação gratuita de serviços à comunidade e prestação pecuniária, de acordo com sentença prolatada pelo juiz Carlos Gustavo Albegaria Barreto, nos autos da Ação Penal nº 000813-05.20015.815.0391.

Na denúncia, o Ministério Público relata que no dia 21 de junho de 2015, por volta das 21h, no Município de Desterro, o denunciado Damião Medeiros de Souza cultivava em sua propriedade 13 pés de maconha, sem a devida autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, com o fim de comercializar. Ele foi incurso no artigo 33, § 1º, II, da Lei nº 11.343/06.

“A materialidade delitiva está comprovada pelo auto de apresentação e apreensão, pelo laudo de exame químico-toxicológico, bem como pelos depoimentos testemunhais colhidos em juízo e perante a autoridade policial”, destaca o juiz na sentença. Já sobre a autoria, afirmou que também se encontra devidamente comprovada, uma vez que foram localizados na residência do acusado 13 pés da planta “Cannabis sativa L” (maconha), estando quatro deles prontos para consumo e os outros nove ainda em fase de formação.

Um policial militar ouvido em juízo afirmou que recebeu denúncia anônima dando conta da existência da plantação na residência do réu. Relatou, ainda, que ao se deslocar até o local encontrou os pés de maconha. “Vale salientar que testemunhos de policiais merecem credibilidade e aceitação, sendo dotados da presunção de veracidade, por tratar-se de agentes públicos, não havendo no caso dos autos contradição ou indícios aptos a macular a referida presunção. Ademais, é sabido o temor que a sociedade tem em relatar delitos dessa natureza”, ressaltou o juiz Carlos Gustavo.

Dessa decisão, cabe recurso.

Assessoria de Imprensa – Tribunal de Justiça da Paraíba

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Produção da cachaça no Brasil é marcada por informalidade e domínio mineiro, aponta levantamento

80% dos produtores da bebida não são registrados pelo governo, avalia diretor do Ibrac. Anuário servirá para criação de políticas de incentivo à formalidade

Créditos: Valter Campanato - EBC

Um levantamento inédito no País revelou dados sobre a produção da bebida alcoólica mais brasileira de todas, a cachaça.

De acordo com a publicação “A Cachaça no Brasil – Dados de Registro de Cachaças e Aguardentes”, feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), os produtores de cachaça e aguardente somados representam cerca de um quarto do total de produtores de todas as bebidas registradas e produzidas em território nacional.

Em números reais, são 6,3 mil produtores das duas bebidas, registrados no ministério. A produção está em 800 municípios, de 26 Unidades da Federação – exceto Roraima.

O levantamento mostra que existem 3,6 mil cachaças e 1,8 mil aguardentes de cana registradas pelo governo.

Apesar da representatividade no setor de bebidas, o mercado da cachaça é marcado pela informalidade. Durante a divulgação do anuário, na última terça-feira, em Brasília, o diretor executivo do Ibra, Carlos Lima, revelou números expressivos sobre a situação de alguns produtores que estão na clandestinidade, levantados na comparação entre dados do anuário e do Censo Agropecuário do IBGE.

Segundo Lima, 80% dos produtores de cachaça estão na informalidade. O diretor do instituto acredita que, com a formalização e a continuidade do anuário, a situação pode ser ‘trabalhada e melhorada’.

“O anuário passa a ser mais uma ferramenta para traçarmos políticas públicas, vermos o porquê de tal clandestinidade. Por que esses produtores não estão vindo para a formalidade? O que precisamos mudar em termos de cenário regulatório? Será que é a tributação que está impedindo a formalidade? Será que falta um trabalho de conscientização com esses produtores? Falta alguma capacitação para eles? Então agora nós começamos a traçar essas estratégias com base em dados oficiais”, explica Lima.

Outro ponto chave do documento está na distinção entre cachaça e aguardente. De acordo com o ministério, a aguardente é uma bebida com graduação alcoólica de 38% na 54% , feita a 20 graus através do rebaixamento do teor alcoólico destilado de maneira simples ou mistura fermentada.

Já cachaça é uma aguardente feita de cana e com graduação alcoólica entre 38% e 48%. Basicamente, atesta o anuário, toda cachaça é aguardente, mas nem toda aguardente é cachaça.

O evento de lançamento foi realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade representante dos produtores do agronegócio brasileiro. Na apresentação, o presidente da confederação, João Martins, destacou que a cachaça é exportada para mais de 60 países, gerando uma receita de mais de US$ 14 milhões.

Para Martins, a profissionalização da produção de cachaça pode ser um ‘trunfo’ para a expansão de mercado composto, em sua maioria, segundo por micro e pequenos empresários.

“Para aumentar a competitividade do setor é necessário desenvolver políticas públicas, iniciativa por parte do setor privado, o que pode permitir a inclusão do produto no mercado internacional e nacional”, defende Martins.

O levantamento também abordou a situação geográfica da produção da cachaça. E aí, surge uma soberania. De acordo com os dados, Minas Gerais é o estado com mais empresas produtoras de cachaça e aguardente com 421 e 155 estabelecimentos respectivamente.

Créditos: ítalo Novaes - Agência do Rádio Mais

No registro de produtos do tipo cachaça, Minas também lidera, com 1,4 mil produtos registrados, contra 424 produtos de São Paulo. Para os produtos aguardente a soberania mineira continua, com 397 registros, contra 248 no Ceará.

 

Repórter Raphael Costa – Agência do Rádio

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Café da manhã com parlamentares e lançamento de Frente em Brasília teve a participação da Paraíba através da Asplan

O 3º café da manhã do setor sucroenergético, organizado pela Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), foi realizado nesta quinta-feira (30), em Brasília, e teve a participação da Paraíba, através da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) que, na ocasião, foi representada pelo vice-diretor técnico, Pedro Neto. A proposta do evento, realizado a cada quatro anos, no início das novas legislaturas, é apresentar para os novos parlamentares as demandas e dificuldades da produção de cana-de-açúcar e a necessidade de políticas públicas para o setor.

Com a participação de parlamentares de vários estados do país, da Paraíba prestigiaram o evento os deputados federais, Julian Lemos e Gervásio Maia Filho, e o ex-senador, Efraim Morais. Além de deputados e senadores, o momento contou ainda com a participação de representante da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e do Sindalcool-PB.

Além do café da manhã, hoje, em Brasília, foi lançada a Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético. A Frente foi criada pelo deputado Arnaldo Jardim (SP) e tem o objetivo de defender as bandeiras de um dos setores mais importantes da economia nacional, com destaque para pautas como o Renovabio, a venda direta de álcool das indústrias para os postos, o pagamento de royalties das variedades de cana, a flexibilização do acesso ao crédito, entre outros temas.

O diretor da Asplan, Pedro Neto, que representou o presidente da entidade, José Inácio de Morais, destaca a importância de eventos como esses e da Frente. “É preciso mostrar aos parlamentares as peculiaridades e relevância do setor para o desenvolvimento do país e, a partir daí, despertar neles a importância de direcionar projetos, ações e investimentos, além de propor políticas públicas para o setor e essa Frente terá também esse papel mobilizador”, afirma Pedro Neto, que além de participar do café da manhã prestigiou o lançamento da Frente ao lado do deputado federal, Efraim Filho, um dos parlamentares mais atuantes na Paraíba em prol do setor sucroenergético.

 

Assessoria de Imprensa

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Comissão aprova criação de delegacias rurais em municípios com mais de 95 mil habitantes

A Comissão de Agricultura da Câmara aprovou proposta (PL 365/19) que cria delegacias rurais em municípios com mais de 95 mil habitantes.

O autor da proposta, deputado Alceu Moreira, do MDB gaúcho, lembrou que o projeto já foi apresentado na legislatura passada. Mas, na proposta atual, o número de habitantes foi reduzido para garantir que as delegacias estejam presentes longe dos grandes centros urbanos.

Segundo dados da Confederação Nacional da Agricultura, nos últimos dois anos apenas nos estados de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais foram registrados 70 mil 966 furtos e roubos em propriedades rurais.

O relator da proposta na Comissão de Agricultura, deputado Lúcio Mosquini, do MDB de Rondônia, afirmou que a existência de delegacias rurais vai ajudar a diminuir o número de casos de roubo e furtos além de controlar a invasão de terras que muitas vezes leva à morte de pessoas.

“A delegacia vai ser especializada nisso. Então ela vai conhecer uma quadrilha que age com furto de gado, conhecer uma quadrilha que rouba trator, ela vai conhecer uma quadrilha que faz sequestro rural. Então como é uma delegacia especializada, os policiais dessa delegacia vão se dedicar a isso. Então se você se aprofundar em qualquer assunto você vai ter subsídios para tomar decisões e essa delegacia como é especializada na violência rural, na violência do campo ela vai cuidar desses processos e produzir resultados.”

A proposta tinha sido apresentada originalmente para municípios com mais de 200 mil habitantes que são apenas 149 no Brasil. Com a mudança no número de habitantes para 95 mil, as delegacias deverão ser instaladas em 331 municípios brasileiros.

A proposta que cria delegacias rurais ainda vai ser analisada pelas comissões de Segurança Pública, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça.

Reportagem – Karla Alessandra
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Frente Parlamentar da Água e da Agricultura Familiar da ALPB entregará ao governador documento propondo políticas para o setor

Com os dados e sugestões colhidas em audiências públicas, realizadas em diversas cidades do interior paraibano, entre os meses de fevereiro e abril deste ano, a Frente Parlamentar da Água e da Agricultura Familiar da ALPB, presidida pelo deputado estadual Jeová Campos (PSB), vai realizar um grande evento reunindo agricultores de vários municípios. A proposta do encontro, que vai acontecer no Espaço Cultural, no próximo dia 19 de junho, é entregar para o governador João Azevedo um documento com sugestões e propostas de políticas públicas para melhorar a agricultura familiar na Paraíba.

“A montagem deste projeto foi feita a partir de sugestões de quem vive da terra, espelha a realidade do campo em nosso estado, os anseios de quem vive o dia a dia da agricultura familiar, de quem sabe o que mais precisa, ou seja, sem dúvida nenhuma, esse documento vai traduzir o que é realmente necessário e fundamental para que a agricultura familiar no estado se desenvolva de forma mais ordenada, eficaz e eficiente”, afirma o parlamentar.

E neste projeto, a Frente Parlamentar da Água e da Agricultura Familiar da ALPB tem tido a parceria do secretário de Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido, Luiz Couto, que participou de todas as audiências, e o apoio da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado da Paraíba (Fetag-PB), que mobilizou seus associados para participarem das audiências.

Ascom

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Frei Anastácio pede providências sobre contaminação de água, por agrotóxicos, em 92% dos municípios

O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) pede providências aos Ministérios do Meio Ambiente e da Saúde para apurar denúncias de que 92% dos municípios brasileiros estão com água contaminada por veneno. O relatório foi divulgado por entidades independentes, a exemplo da ONG Repórter Brasil e Ministério Público de Santa Catarina e denuncia que para cada brasileiro existem 5,2 litros de veneno no Brasil.

“Os dados existentes no Ministério da Saúde são de difícil entendimento. Assim, coube a entidades independentes, a exemplo da ONG Repórter Brasil e Ministério Público de Santa Catarina, fazer um mapa e um relatório mais claro sobre a presença de agrotóxicos na água. Esses dados estão divulgados em vários portais, na Internet. Queremos uma posição oficial dos Ministérios”, disse o deputado.

O mapa revelou que 75% dos municípios tinham veneno na água, em 2014. Três anos depois, o percentual já era de 92% das cidades. Entretanto, mais da metade dos 5.570 municípios brasileiros, 2.931, não realizaram testes sobre a contaminação por agrotóxicos, entre os anos de 2014 e 2017.

A legislação determina que os fornecedores de água devem realizar os testes a cada seis meses. Mas, os testes não são feitos, ou os dados não são divulgados.

“Não estou falando apenas de cidades do interior, a Capital Federal, por exemplo, não tem dados sobre a quantidade de venenos que na água é usada para fazer comida e o café que tomamos pela manhã. Pelo que sabemos, é difícil haver um município brasileiro onde a água potável não tenha agrotóxicos. Mas, não sabemos quais venenos, nem sua quantidade exata”, alertou.

Apenas 27 agrotóxicos monitorados

Mesmo os municípios que monitoram os agrotóxicos, controlam apenas 27 deles, dentre os mais de 300 comercializados no Brasil. Desses 27 pesticidas, 16 são classificados como altamente tóxicos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e 11 associados a doenças como câncer, disfunções hormonais, doenças crônicas e malformação fetal.

Um problema adicional, segundo o deputado, é que as medições são feitas pelas mesmas empresas ou prefeituras que fornecem a água. Provavelmente, algumas terão interesse em falsificar os dados, por displicência ou algum interesse político ou financeiro. A inserção dos dados no Ministério da Saúde é de responsabilidade dos gestores locais.

“Sou deputado pelo Partido dos Trabalhadores, e priorizo a saúde da maioria, não os lucros de uma minoria. O atual Executivo vai em direção contrária, e continua autorizando a comercialização de novos agrotóxicos, sem avaliar os riscos que estamos correndo. Só no governo Bolsonaro, já foram liberados quase 200 novos agrotóxicos. O Brasil está tomando um banho de veneno”, lamentou.

O sistema de tratamento convencional não é capaz de remover os agrotóxicos da água, então à prevenção é a única solução. Mas, a legislação brasileira é muito permissiva, e está há mais de 10 anos sem revisão, despreparada para novos venenos que todos os anos entram no mercado, e nos nossos corpos.

Um terço dos agrotóxicos usados no Brasil são proibidos na União Europeia. O Brasil, que ficava em segundo lugar mundial no uso de agrotóxicos, superou os Estados Unidos, e agora é o que mais venenos lança em suas terras, águas e ares. Para cada brasileiro, cabe uma média de 5,2 litros de venenos por ano, o equivalente a mais de dois pacotes de latas de cerveja.

O problema não é restrito aos municípios dependentes do agronegócio. Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e até Manaus, no meio da Amazônia, bebem água envenenada. Em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, quase todas as cidades apresentaram os 27 tipos de pesticidas na água. São Paulo, por exemplo, reúne mais de 500 cidades com todos os 27 pesticidas identificados na água. Cidades históricas, como a pequena Mucugê, perdida no interior da Bahia, ao lado de um Parque Nacional, oferece água envenenada a seus moradores.

Desses 27 pesticidas testados e detectados, 21 são simplesmente proibidos pela União Europeia. O glifosato, agrotóxico mais vendido no Brasil e provável cancerígeno, é permitido na água brasileira numa quantidade 5.000 vezes maior do que é tolerado pela legislação europeia.

Se já é perigoso misturar remédios, mais perigoso ainda é beber diariamente uma combinação de agrotóxicos. Se considerarmos os gastos com saúde pública, e o número de vidas perdidas ou arruinadas, veremos que o ganho com a produtividade da lavoura não compensa essa tragédia.

Não sentimos gosto de veneno na água, nem ficamos doentes de imediato. Mas ao longo do tempo, a intoxicação é inevitável, levando a distúrbios neurológicos que podem causar até suicídios. Muito do estresse e cansaço que sentimos pode ter origem química.

Esse tipo de informação é de interesse público. Talvez os jornais devessem veicular, além da cotação do dólar e a previsão do tempo, o índice de envenenamento da água.

“Associações e sindicatos patronais ligados ao agronegócio contestam os dados, e atacam os jornais que os divulgam com a publicação de notas, memes e matérias pagas. O jogo é pesado. Mas nós, do PT, estamos onde sempre estivemos: ao lado da população, e não ao lado dos interesses de uma minoria que lucra com a doença dos brasileiros. Minoria que, infelizmente, é defendida pelo Governo atual”, disse.

Assessoria de Imprensa – Frei Anastácio (PT)

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Zoonoses e Vigilância Ambiental de Cajazeiras intensificam busca ativa por animais com suspeita de leishmaniose em áreas de risco

A Coordenação Municipal de Zoonoses e a Vigilância Ambiental estão intensificando os serviços de coleta nos bairros da cidade com o intuito de identificar animais com suspeita de leishmaniose (o calazar).

De acordo a coordenadora do setor de zoonoses, Cléo Moura, o trabalho vem sendo feito em parceria com a Vigilância Ambiental, que disponibiliza a equipe de para que sejam realizadas as coletas todas as terças-feiras nos bairros e áreas de risco, sobretudo nas periferias, onde tem uma grande quantidade de animais domésticos.

“Todas as terças-feiras são coletadas vinte amostras, que são enviadas ao Lacen, em João Pessoa, e quando esses resultados retornam, os positivos são recolhidos pelo Núcleo de Zoonoses e realizado o procedimento de eutanásia pelo veterinário”, explicou.

Segundo ela, a Zoonoses está sempre ativa, em parceria com a Vigilância Ambiental, realizando os testes de leishmaniose canina.

Finalizando, ela ressaltou que qualquer pessoa pode encaminhar casos suspeitos de calazar até o Núcleo, onde o veterinário faz a avaliação, com coleta sanguínea e um teste rápido que, dando positivo, é enviado a João Pessoa e, retornando, é obrigação da Zoonoses fazer o recolhimento do animal e o procedimento de eutanásia.

Secom-Cz

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Produtores de cana ampliam conhecimentos sobre como combater melhor os fungos que atacam suas plantações

Os produtores de cana paraibanos conheceram, na manhã desta terça-feira (28), um pouco mais sobre os desafios de manter suas plantações longe de fungos como o Puccinia kuehnii, causador da ferrugem alaranjada, e o Thielaviopsis paradoxa, causador da podridão abacaxi na cana-de-açúcar. O encontro, promovido pela Centro de Treinamento da Adama – CTA e a Agromape, aconteceu no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), foi aberto pelo presidente da Asplan, José Inácio de Morais, e contou com uma palestra técnica de Álvaro Sanguino, Doutor em Fitopatologia pela Esalq – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz,  e que possui mais de 50 anos de atuação no campo. Ele destacou a observação de sintomas na planta, o tempo e a aplicação certas para a primeira ação como formas importantes de lidar com as doenças.

Na oportunidade, o palestrante explicou como os fungos encontram as condições ideais para se instalar na planta e como eles atuam inibindo o desenvolvimento da cana, principalmente, a ferrugem alaranjada. “Não existe produto curativo. Temos que observar a planta para que ela receba o produto no momento certo e com as condições certas para acertar seu foco. No caso do fungicida, ele vai atuar na inibição da germinação dos esporos que pode acontecer em temperaturas amenas, mas também numa faixa muito ampla que pode ir até os 34 graus”, disse ele, destacando que isso deve ser feito logo no aparecimento dos primeiros sintomas nas folhas da cana.

“Os primeiros sintomas são pequenas pontuações amareladas que evoluem gradativamente para pústulas salientes, de cor laranja ou marrom. O ponto que mais aparece é e na superfície da folha e no ponto de inserção da folha ao colmo, afinal, é nesse ponto que se acumula água”, afirmou o doutor, mostrando uma tabela de evolução da doença na planta e que o segundo estágio já era recomendado o fungicida.

O principal agente de disseminação da ferrugem alaranjada é o vento. Assim, Álvaro também lembrou que a plantação em níveis é uma forma de controle. “Plantas em encostas mais altas que outras é uma forma de prevenção. Na parte mais alta, os ventos são mais fortes do que as que estão mais abaixo, sendo assim, as mais baixas, mais suscetíveis”, disse, apresentando imagens de cana em São Paulo com nítida diferença de coloração das folhas. “A mais alta está mais verde do que a parte mais baixa”, comentou.

Para finalizar, o palestrante deixou o que os produtores avaliassem se o custo de um fungicida valia a pena em suas plantações. “O fungo destrói a sacarose da cana. Ele ataca a parte mais rica da planta. Isso é importante vocês saberem para que vocês vejam o custo com base no prejuízo que podem ter”, frisou, salientando, porém, que o mais importante é não perder tempo quando observarem os primeiros sinais da ferrugem na planta. “O time é o que importa para não ter que fazer várias aplicações. Uma aplicação bem feita, estende o tempo para a próxima até 60 dias, mas isso deve ser feito até 10 dias de se notar os sintomas”, enfatizou.

Pesquisas para o NE

O engenheiro agrônomo Benon Barreto, que possui também anos de atividade e ampla experiência nos campos nordestinos, falou na ocasião, salientando que o Nordeste precisa de pesquisa específica, tendo em vista que em se tratando de fungos, as condições de temperatura, principalmente, são muito diferentes das encontradas no Centro-sul do pais. “Sou muito cético quando ao tratamento foliar no Nordeste.  A bainha sempre foi determinante na absorção foliar na região. Aqui temos temperatura, umidade diferente de outras regiões. Em pleno inverno mesmo, temos veranico de 20 dias”, argumentou Benon, acrescentando que existe, na verdade “dois Brasis”.

“Não podemos comparar nossas plantações com as do centro-sul. Temos que fazer nossas próprias pesquisas. Existe um enxame de produtos novos, mas é uma incoerência colocar aqui um fungicida sendo que o solo aqui das 11h às 14h a gente não aguenta no solado do sapato, de tão quente”, comentou o engenheiro, abrindo uma reflexão para o produtor de cana paraibano.

Azimut

Depois da palestra, a Adama apresentou o  Azimut, que já é um produto reconhecido no mercado pelo seu amplo espectro – usado em cerca de 20 culturas – no centro-sul do pais. Na ocasião, O engenheiro agrônomo Fábio Amaral, do setor de desenvolvimento de mercado para a cana da Adama, apresentou os resultados do Azimut em campo.  Vale destacar que a podridão abacaxi da cana-de-açúcar, causada pelo fungo Thielaviopsis paradoxa, pode causar quedas de até 50% na brotação e de 42% na produtividade de colmos. Já o Puccinia kuehnii, que causa a Ferrugem Alaranjada, interfere bastante na fotossíntese das folhas, comprometendo todo o desenvolvimento e produtividade da planta.

Assessoria de Imprensa

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Secretária visita agroindústria produtora de polpa de frutas na zona rural de Cajazeiras

A secretária Municipal de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Branquinha Abreu, realizou visita técnica à agroindústria localizada no sítio Coxos, Zona Rural de Cajazeiras, com estagiários do curso técnico em meio ambiente do IFPB.

A agroindústria é formada pela Associação dos Produtores Rurais da Região de Boqueirão de Cajazeiras- ASPRUBOC, composta por agricultores familiares que se uniram e conseguiram o registro e hoje, produzem a única polpa de fruta do município com o registro de qualidade do Ministério da Agricultura.

A visita foi realizada informalmente, tendo em vista que não era dia de produção das polpas, pois nos dias de produção só é permitido adentrar com os equipamentos e vestimentas adequadas”, esclareceu a secretária.

Ela informou também que será realizada uma seção na Câmara Municipal de Cajazeiras, para a apresentação dessa importante conquista e atuação desses agricultores familiares, assim como uma solenidade de lançamento da produção de polpas de frutas, que carrega o nome de CAJAFRUT.

Secom-Cz