Categoria Rural

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‘Mercado de Carbono é uma nova moeda e setor produtivo de biocombustível tem que estar preparado’ afirma especialista na área durante evento na Asplan

“O Renovabio valoriza a eficiência e a eficiência de produção significa eficiência de custo e tem um viés ambiental que é extremamente importante porque hoje isso não é uma questão de marketing, mas de mercado de carbono que é uma nova moeda que a gente tem disponível e vai gerar muitos recursos para o setor produtivo que estiver preparado para saber lidar com essa situação”. Foi com essa afirmativa que o Chefe Geral da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, abriu sua fala durante um encontro, em João Pessoa, na quarta-feira (06). O evento foi promovido pelo Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool), com apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan)  aconteceu no auditório da Associação.

Segundo explicou Marcelo Morandi, o Renovabio é uma política que estabiliza o mercado, que valoriza a eficiência de produção, não é uma certificação ou um processo simplesmente para ganhar um selo e também não muda o mercado físico de Etanol. “Com o Renovabio o mercado continua tendo o produtor de cana, a usina, o fornecedor, o distribuidor de etanol, os postos, o consumidor. O que nós criamos com o programa é a possibilidade de ter um outro mecanismo de renda neste processo todo. Quem estiver preparado e entrar neste mercado vai continuar produzindo e comercializando o etanol, mas com a vantagem de gerar um outro ativo financeiro que é o crédito de carbono”, disse ele.

O crédito de carbono, segundo o especialista, está muito relacionado à confiabilidade do sistema de produção. “É isso que permite que o Renovabio tenha um potencial de, de fato, fazer a diferença não só no mercado interno, mas ter uma influência no mercado externo, no sentido de mostrar que esse mercado de carbono é eficiente e real. Para isso era preciso ter uma metodologia de medir isso para poder gerar esse crédito de descarbonização”, afirmou Marcelo.

Esse crédito de descarbonização, segundo o representante da Embrapa,  é aferido a partir de uma metodologia denominada ‘Análise do Ciclo de Vida’, que faz uma contabilidade ambiental de todo o processo de produção, ou seja, contabiliza tudo do berço a roda, comparando desde a extração do petróleo para gerar a gasolina ou o óleo diesel, até quando ele é colocado no tanque do veículo e queimado, como desde a produção dos insumos que  serão usados para plantar cana, fertilizantes, insumos, etc, até que esse etanol vá para o tanque do carro e seja queimado. Esse comparativo é basicamente o que a Renovacalc faz.

A calculadora denominada Renovacalc é quem vai medir e contabilizar tudo, a partir de um conjunto de parâmetros que são importantes e vão influenciar a nota da empresa com capacidade de produção de um biocombustível com menor capacidade de efeito estufa, seja ele produtor ou usina. Ambos, de acordo com a explanação de Marcelo, terão acesso e conseguirão fornecer as informações para efeito de cálculo de eficiência. “A calculadora é um processo de contabilidade ambiental que calcula a nota de eficiência do processo. Para mostrar que meu processo é eficiente, eu tenho que ter a organização das informações. Esse é um ponto importantíssimo do Renovabio porque ele traz a possibilidade dos produtores também se familiarizarem no sentido de ter um maior controle de seu processo de produção, seja ele usina ou fornecedor de cana. Esse é um ganho que esse processo traz”, explicou a Dra. Nilza Patricia Ramos, pesquisadora da Embrapa, que junto com Marcelo participou do encontro, em João Pessoa, que reuniu produtores de cana, industriais e pesquisadores de universidades.

O modelo do Renovabio, segundo os expositores do encontro, tem um diferencial comparado, por exemplo, ao adotado na Califórnia (EUA). “No modelo americano, há faixas que igualam todo mundo. Aqui, no Brasil, a forma como foi feito e a existência da Renovacalc permite que o produtor descreva seu processo e faça a contabilidade de seu sistema produtivo de forma individual e assim identificar onde ele pode intervir para melhorar seu sistema e, consequentemente, melhorar sua nota para obtenção dos créditos de Carbono”, lembrou a Dra. Nilza.

Eles explicaram também que a emissão de CO² do combustível fóssil está muito concentrada na queima do motor, porque a extração do petróleo, o refino e a distribuição tem uma emissão de particulados relativamente menor. A grande emissão está na queima dele. O biocombustível é o contrário, pois na queima do veículo a emissão é pequena, a emissão maior está no processo de produção, desde a fase agrícola até a industrial, principalmente, na fase agrícola. E um fator importantíssimo no processo de emissão de gases do efeito estufa pelo biocombustível é a mudança de uso da terra, ou seja, o processo de uso do solo, é onde está a grande emissão da produção de biocombustível, por isso o Renovabio traz alguns critérios chamados de elegibilidade.

Entre os critérios de elegibilidade que vai assegurar a emissão de créditos de carbono, destaca-se a necessidade da matéria-prima vir de uma área regularizada. Quem quer entrar no programa deve estar regularizado no CAR. A produção da biomassa que vai virar biocombustível e gerar créditos de descabonização não pode suprimir vegetação nativa. “Você não pode querer ganhar um crédito de descarbonização numa área que acabou de desmatar. Isso é uma incoerência muito grande porque a maior emissão no caso de biocombustíveis está na origem do uso do solo”, disse Morandi, lembrando que no caso da cana, há ainda um terceiro critério de elegibilidade para que se entre no Programa, que é a exigência do zoneamento agroecológico que evita que se plante cana em áreas inadequadas ao plantio. “Esses três critérios é que asseguram que o processo de produção vai gerar, mais na frente, um indicativo de confiabilidade para que se que possa emitir um crédito de descarbonização, que será um ativo financeiro que será comercializado no mercado”, explicou Marcelo.

De acordo com a Dra. Nilza, o Renovabio é um programa voluntário, com a menor participação possível do estado, que incentiva a sociedade a tomar parte de um processo que interessa ao mundo todo, que vai reconhecer o desempenho destas empresas que vão procurar esse crédito, levando a uma maior eficiência. Mas, para participar do Programa é preciso passar por algumas etapas. A primeira é fazer um contrato de certificação de biocombustíveis entre a firma inspetora que vai fazer a auditoria e a usina produtora do biocombustível, segundo essa firma inspetora vai fazer um projeto e explicar como serão os processos a ANP e depois fazer as auditorias in loco, com base em amostragens, e depois das auditorias esses dados serão colocados em consulta pública. “Os dados que estão no Renovacalc serão públicos para que a sociedade possa verificar que aquela nota não é fraudada.”, disse a representante da Embrapa, lembrando que há várias planilhas que a empresa deverá preencher. Ainda segundo ela, quem vai receber a certificação é a usina, assim como quem vai apresentar todos os dados, já que é ela quem vai ter que contratar o Programa. Entre os dados que terão que ser apresentados, estão a área queimada, qual o consumo de calcário e gesso, quais os fertilizantes usados, combustível utilizado, etc.

O presidente da Asplan, José Inácio, que abriu o encontro, reforçou a importância da organização dos produtores para fins de se adequar às exigências do Programa. “O Renovabio veio para ficar. É um programa que vai estimular a produção de biocombustíveis e melhorar o mercado e embora não sejamos indústria, somos parte importante deste processo porque disponibilizamos a matéria-prima que será processada, portanto, quanto mais organizado estiver o mercado, melhor para toda a cadeia produtiva e o Renovabio vem para melhorar essa organização, inclusive, com uma remuneração extra que são os créditos de descarbonização, além da própria contribuição ao meio ambiente”, disse José Inácio.

O dirigente da Asplan lembrou que na Paraíba, 45% de toda a cana processada é oriunda de produtores e os 54% restantes são de cana própria de usinas. Segundo José Inácio, ainda não se sabe de que forma os produtores serão beneficiados com esses cálculos de Notas de Eficiência Energético-Ambiental por meio da RenovaCalc. “Está tudo no início, mas, como nós estamos inseridos nesta cadeia produtiva, inevitavelmente, devemos ter nossa parcela de ganho calculada também”, finalizou ele. O diretor executivo do Sindalcool, Edmundo Barbosa, também participou do evento.

Assessoria

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ONG Milagre Sertão cria espaço no interior da Paraíba

“Fazenda Milagre Sertão” é projeto idealizado por voluntários para auxílio de famílias sertanejas

Entre muitas ações, projetos sustentáveis e educativos e iniciativas de arrecadação de alimentos e fundos, a ONG Milagre Sertão inicia a trajetória de construção de um novo espaço destinado as famílias sertanejas afetadas pela seca no interior da Paraíba: a Fazenda Milagre Sertão. Localizada na comunidade Xique-xique, Zona Rural de Monteiro, o local fica aproximadamente a 23km do Centro do município.

O ambiente  é baseado na premissa da sustentabilidade e do apoio social e educacional que a ONG promove para a comunidade sertaneja, como explica a voluntária Marcele Jardim. “Tudo foi pensado de forma que se contemple a produção consciente, o armazenamento e escoamento da produção desenvolvida na área. As famílias terão livre a acesso a fazenda, que está sendo projetada para usufruto deles. Queremos que estejam envolvidos em todas as instâncias, desde o plantio, coleta, armazenamento, distribuição passando também pela parte administrativa e manutenção. A ideia é trabalharmos a independência deles”, detalha.

As responsáveis pelo projeto da Fazenda Milagre Sertão são as arquitetas Rafaela Barros, Alessandra Menezes e Isabella Padilha, da Mais Arquitetura, que fizeram tudo de forma voluntária. Em contato com a voluntária Marcele Jardim, a parceria se firmou e a elaboração de um espaço arquitetônico funcional, acessível e que representasse as raízes do sertão foi priorizado. “A inspiração para o projeto veio a partir das tradicionais fazendas antigas, com uma edificação voltada para o estilo campestre, mantendo assim a rusticidade e contato com a natureza, tudo através do uso de materiais naturais, como esquadrias em madeira”, explica Rafaela.

O prédio principal deve atender cerca de 50 pessoas. Possuirá dois dormitórios, sendo um masculino e um feminino, uma sala de convívio, uma cozinha com refeitório, um auditório, uma sala para reuniões e uma área de lazer. Contará ainda, em espaço separado, com galpões de armazenamento para depósito das colheitas, além de vestiários para os beneficiados.

Ainda em processo de maturação e de desenvolvimento da estrutura, juntamente as futuras atividades a serem realizadas na fazenda, a ONG prevê dedicação a esse projeto durantes os próximos quatro anos, em conjunto com voluntários, parceiros e apoiadores de toda a região.

A ONG Milagre Sertão fica localizada na Rua Antonio Rabelo Júnior, nº 81 Sala 01 e 02 – Miramar. Outras informações, no site milagresertao.org/ ou pelo número (83) 3021-9891. O Instagram é @milagresertao.

 

Assessoria de Imprensa

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Unida não quer cobrança por mais tempo de cultivares em uso

Os ajustes sobre as novas regras dos cultivares debatidas durante uma reunião no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no último dia 31, tem o apoio da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), que concorda com a cobrança. De acordo com as regras atuais, as empresas privadas e públicas podem cobrar sobre o uso de novas variedades de cana. Contudo, a Unida discorda da elevação do período de cobrança para as variedades já em uso.

O presidente da Unida, José Inácio de Morais, afirma que a ampliação do prazo de validação e revalidação do uso dos cultivares das novas variedades, por um prazo de até 25 anos, conforme propostas de lei em tramitação no Congresso Nacional, é um pleito justo das empresas. “Nós achamos que é importante essa cobrança, até para custear despesas e investimentos nas pesquisas, mas queremos que essa ampliação de prazo não atinja as variedades que já estão sendo utilizadas”, reitera José Inácio. Pela lei vigente, tais empresas podem cobrar dos produtores pelo uso dessas plantas por até 15 anos.

Ainda segundo o dirigente da Unida, como não houve consenso nesta reunião do Mapa, porque as empresas estão insistindo na ampliação do prazo e na cobrança de todas as variedades da cana, independente de já estarem em uso há algum tempo pelos agricultores, outros encontros serão agendados para debater essa questão e definir como ficará cobrança.

Fonte: AFCP

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Sindalcool e Asplan promovem encontro para debater planilha do Renovacalc e procedimentos para emissão de certificados de Biocombustíveis

Com a resolução que regulamenta a Lei nº 13.576/2017 (RenovaBio) quanto aos critérios para Certificação da Produção Eficiente de Biocombustíveis, empresas interessadas poderão solicitar credenciamento como firmas inspetoras para certificação da produção ou importação eficiente de biocombustíveis. Produtores e importadores de biocombustíveis poderão calcular as suas Notas de Eficiência Energético-Ambiental por meio da RenovaCalc e contratar firmas inspetoras credenciadas pela ANP para realizar o processo de certificação de sua produção, que culminará na emissão do Certificado da Produção Eficiente de Biocombustíveis.

 Para entender melhor como funcionará a planilha do Renovacalc e a preparação para a certificação e emissão destes certificados, o Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool), com apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) realizam nesta quarta-feira (06), um encontro com técnicos da Embrapa e Agroicone. O evento que acontece no mini auditório da Asplan, a partir das 9h, é direcionado aos produtores de cana-de-açúcar e industriais interessadose terá a participação do Chefe Geral da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, e a Dra. Nilza Patricia Ramos, pesquisadora da referida empresa. Ambos participam da elaboração do RenovaBio desde o princípio.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembra que o RenovaBio é a política nacional para os biocombustíveis que tem como objetivos fomentar o aumento da produção em padrões mais sustentáveis e contribuir para o cumprimento das metas de redução de emissões com as quais o Brasil se comprometeu no Acordo de Paris. “Embora essa questão de certificação e cálculos de crédito de biocombustíveis ser inerente à indústria, porque ela é quem produz o biocombustível, é um assunto intrinsicamente ligado ao setor primário que é quem fornece a matéria-prima para produção. Ainda não sabemos de que forma os produtores serão beneficiados com esses cálculos, mas, como estamos inseridos nesta cadeia produtiva, inevitavelmente, deveremos ter nossa parcela de ganho calculada também”, destaca José Inácio.

 

Assessoria

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Crea-PB vai fiscalizar manutenção das barragens

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) participou, na tarde da última sexta-feira (1), de reunião junto ao Ministério Público Federal e outras entidades para instauração de novo procedimento de gestão administrativa com o objetivo de acompanhar como está sendo realizada a política de barragens no estado.
Segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), cerca de 160 mananciais do estado apresentam categoria de risco ou dano potencial associado. O número representa 30% do total de 525 barragens de água cadastradas atualmente na Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa).
Segundo o engenheiro ambiental Juan Ébano, gerente adjunto de Fiscalização do Crea-PB, esse tipo de empreendimento requer um monitoramento periódico através de laudos técnicos elaborados por engenheiros. “Através deles, serão constatados quais tipos de serviços devem ser executados para que seja feita a manutenção adequada, prolongando a sua vida vida útil”, explica.
A Lei que estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens exige que os estudos, planos, projetos, construção, fiscalização e demais relatórios emitidos pelo empreendedor devem ser acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, documento emitido pelo Crea para certificar que um profissional habilitado pelo Conselho está efetuando a obra/serviço de Engenharia em conformidade com a legislação federal. Por isso, foi solicitado pelo MPF um levantamento das ART’s emitidas pelo Crea-PB para os serviços em barragens, que será entregue no próximo dia 13, quando ocorre a segunda reunião entre as entidades.
O engenheiro agrônomo Raimundo Nonato, assessor técnico do Conselho, lembra ainda que, além da emissão da ART, cabe ao Crea, de acordo com Decisão Normativa do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, fiscalizar se o profissional que está assinando o documento de fato tem participação ativa na execução da obra/serviço. “A sociedade não aceita mais um serviço meramente cartorial. Nossa atuação deve assegurar que serviços tão importantes como os de Engenharia não sejam suplantados por interesses escusos”, afirma.
Dentre os encaminhamentos da reunião, ficou definido ainda que o Dnocs, Aesa e Secretaria de Estado da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente apresentarão relatórios de vistorias em barragens, realizadas nos últimos dois anos, bem como uma proposta de calendário de novas vistorias que deverão começar prioritariamente pelas barragens identificadas como “mais críticas” ou que já tenham passado por inspeção há muito tempo.
Grazielle Uchôa
Assessoria de Comunicação do Crea-PB
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MPF entra com ação judicial para preservar sítio arqueológico no Sertão da Paraíba

Itacoatiaras estão ameaçadas pelo lançamento de esgoto em riacho que deságua nas pinturas rupestres

O Ministério Público Federal (MPF) em Patos (PB) ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar, para que o município de Junco do Seridó (PB), localizado no Sertão paraibano, a 230 km da capital, pare imediatamente de despejar esgotos residenciais no riacho do Chorão que deságua no sítio arqueológico Itacoatiaras, localizado no município.

Conforme o MPF registra na ação, o problema da degradação do sítio Itacoatiaras é antiga preocupação dos estudiosos da matéria e moradores da região. A inquietude com a degradação ambiental sofrida pelo sítio arqueológico é exposta na mídia “há, pelo menos, dez anos”, cita o Ministério Público.

A continuidade da situação degradante do sítio Itacoatiaras foi documentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2018, durante visita realizada ao sítio. Os técnicos do Iphan constataram o sério risco de continuidade dos danos, especialmente pelo esgotamento de resíduos da cidade de Junco do Seridó para ao riacho do Chorão e a consequente submersão de parte das pinturas. O sítio está localizado a aproximadamente 150 passos da primeira residência da área urbana.

Também em 2018, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) documentou o lançamento de resíduos com destino ao riacho do Chorão. Na ocasião, a Sudema deu 30 dias para o município de Junco do Seridó adotar medidas para sanar o lançamento dos afluentes líquidos no riacho. O órgão ambiental ainda constatou a existência de um “fossão” sanitário desativado e sem manutenção há vários anos, que transbordaria e acumularia afluentes no sítio arqueológico.

Projeto de recuperação – O MPF pede que o município apresente projeto sustentável de tratamento de resíduos sólidos e líquidos e evite, permanentemente, o despejo de esgotos no riacho do Chorão. Também pede que o município apresente à Sudema projeto para recuperação da área degradada, com cronograma de recuperação a ser definido pela Sudema, e a completa execução do cronograma custeada pela própria prefeitura. O MPF também pede a fixação de multa pessoal, de mil reais por dia de atraso, ao prefeito de Junco do Seridó, por eventual descumprimento da obrigação.

Importância arqueológica – O sítio Itacoatiaras de Junco do Seridó contém arte rupestre com gravuras a céu aberto e é considerado de grande significância pelo Iphan. O local é um dos cinco sítios arqueológicos com gravuras rupestres no Vale do Sabugi paraibano. Os outros estão localizados em São Mamede (Sítio Tapera e Sítio Tapuio) e São José do Sabugi (Sítio Pedra Lavrada e Sítio Tapuio). Na avaliação técnica do Iphan, esse tipo de patrimônio arqueológico possui caráter finito e não pode ser recuperado em caso de degradação ou destruição.

Itacoatiaras – A palavra ‘itacoatiara’ tem origem no tupi guarani Ita (pedra), cutiara (risco, desenho, inscrições, garatujas), e significa pedra escrita, riscada. As pinturas reconstituem a vida dos grupos humanos, retratando a vida cotidiana dos indígenas que habitaram o local em tempos ancestrais. Segundo a pesquisadora Niéde Guidon, toda a região abriga uma das maiores concentrações de sítios catalogados com pinturas rupestres do mundo. O mais famoso exemplo arqueológico das artes rupestres na Paraíba é o mundialmente famoso sítio de Itacoatiaras da Pedra do Ingá, no município de Ingá (PB).

Confira a íntegra da ação

ACP nº 0800033-37.2019.4.05.8205

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República na Paraíba

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INDICADORES: Boi gordo tem baixa no preço enquanto frango não sofre variação no valor

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial apresentou baixa de 2,05% e o produto é negociado a R$ 5,74

A cotação da arroba do boi gordo começou a segunda-feira (4) com queda de 2,02% no preço e o produto é negociado a R$ 150,20 no estado de São Paulo. Em Goiânia, a arroba é vendida à vista a R$ 139. No norte do Mato Grosso, o valor é R$ 133. Já Barretos e Araçatuba, em São Paulo, comercializam a arroba a R$ 152 à vista.

O preço do quilo do frango congelado não sofreu variação e o produto ainda é vendido a R$ 4,17 no estado de São Paulo. O preço do frango resfriado também não sofreu variação e a mercadoria é comercializada a R$ 4,15.

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial apresentou baixa de 2,05% e o produto é negociado a R$ 5,74. Em Minas Gerais, o preço do suíno vivo registrou baixa de 0,53% e a mercadoria é vendida a R$ 3,72. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 3,52. Os valores são do Canal Rural e Cepea.

 

Reportagem – Paulo Henrique Gomes

Fonte: Agência do Rádio

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Tragédia de Brumadinho: Justiça mantém prisão de funcionários da Vale

A segunda instância da Justiça de Minas Gerais decidiu manter a prisão de três funcionários da mineradora Vale, presos na semana passada no âmbito das investigações do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). A decisão foi proferida pelo desembargador Marcílio Eustáquio Santos, na sexta-feira (1º).

No despacho, o magistrado entendeu que não há ilegalidades nos fundamentos apresentados pela primeira instância, que decretou a prisão do geólogo Cesar Augusto Grandchamp; do gerente de Meio Ambiente, Ricardo de Oliveira, e do gerente do Complexo de Paraopeba da empresa, Rodrigo Artur Gomes de Melo.

De acordo com o Ministério Público, os três funcionários estão diretamente envolvidos no processo de licenciamento ambiental da barragem. Dois engenheiros terceirizados que atestaram a estabilidade da barragem também estão presos.

Após o cumprimento dos mandados de prisão pela Polícia Federal (PF), a Vale divulgou nota à imprensa na qual informou que está à disposição das autoridades. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas.”

Na manhã de hoje (3), os bombeiros iniciaram o décimo dia de buscas por vítimas do rompimento da barragem. De acordo com balanço mais recente divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, 395 pessoas foram localizadas pelas equipes de buscas, 226 continuam desaparecidas e 121 morreram.

Agência Brasil

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Sobe para 115 número de mortos na tragédia de Brumadinho

A Defesa Civil de Minas Gerais informou hoje (1º) que aumentou o número de mortos e desaparecidos entre as vítimas do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte. O balanço revelou 115 mortos, 248 desaparecidos e 395 localizados. Dos mortos, 71 foram identificados.

Segundo a Defesa Civil, aumentou o número de desaparecidos a partir de informações transmitidas ao serviço de ouvidoria da empresa Vale. Por isso, foram incluídos mais dez nomes na relação de desaparecidos.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, Pedro Aihara, avaliou que o ritmo de identificação dos corpos deve diminuir. A partir de agora, o trabalho fica mais complexo por se tratar de vestígios de mais difícil acesso abaixo da lama.  “Agora os trabalhos são mais delicados, de escavação. É necessário fazer toda a nivelação do solo. E mesmo com o corpo encontrado, por conta da decomposição é necessário um trabalho minucioso”, explicou.

Ele comentou que os bombeiros não podem eliminar a chance de encontrar pessoas com vida, mas que, diante das dimensões do desastre, a possibilidade de isso ocorrer é “pequena”.

Aihara não deu previsão de até quando os trabalhos de busca devem continuar. No caso de vítimas posicionadas dentro de estruturas, exemplificou, o raio de procura seria menor. Já aquelas pessoas que estavam no campo aberto podem ter sido projetadas para distâncias maiores.

Diante dessas situações diversas, acrescentou, é difícil prever. O representante do Corpo de Bombeiros lembrou que em Mariana as equipes designadas mantiveram as buscas por três meses.

Polícia

A Polícia Militar informou que 950 homens fazem os trabalhos de segurança da região de Brumadinho. Pela manhã, foi encerrado o trabalho de varredura da área rural. De acordo com o porta-voz da corporação, Jamor Flávio Santiago, um homem foi preso em Belo Horizonte ao tentar dar um golpe nos comerciantes fazendo-se passar por agente federal atuando nos resgates.

O porta-voz da PM acrescentou que é analisada a hipótese de pedir reforço policial para equipes que atuam no interior de Minas Gerais. De acordo com ele, a integração das forças de segurança será mantido por tempo indeterminado.

O delegado da Polícia Civil, Arlen Bahia, afirmou que a delegacia de Brumadinho vai funcionar de 8h à meia-noite todos os dias, incluindo o fim de semana, para atender as pessoas que precisam fazer carteira de identidade. Segundo ele, uma equipe de agentes vai se deslocar para Parque da Cachoeira para atender os atingidos pela tragédia.

Segundo o delegado, foram coletadas amostras para buscar a identificação de 20 corpos. Até o momento, há 71 corpos identificados e restam 19 pré-identificados – quando ainda falta a última conferência feita pelo Instituto Médico Legal.

Vídeo

Questionado sobre as imagens divulgadas apenas hoje mostrando o curso da lama após o rompimento da barragem, o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Pedro Aihara, afirmou que o comando unificado integrado pelas diversas corporações envolvidas nas buscas já tinha conhecimento dos vídeos. Contudo, optou por não torná-las públicas pelo receio do impacto delas caso houvesse alerta de risco de uma nova tragédia em outras barragens.

“A decisão de não divulgar as imagens é decisão que visou sobretudo a garantia do bem estar da população e o não ocasionamento do pânico geral. Passamos para Vale e Polícia Civil investigar o vazamento das imagens”, explicou o porta-voz.

Vale paga auxílio-funeral a famílias de vítimas de Brumadinho

Prefeitura de Brumadinho recomenda cuidados com a saúde da população

Igreja se transforma em lavanderia para higienizar fardas de bombeiros

 

Fonte: Agência Brasil

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Deputado Jeová Campos diz que a questão da agricultura familiar ocupará lugar de destaque em seu terceiro mandato

Reconhecido como um dos parlamentares mais atuantes da Assembleia Legislativa da Paraíba e um dos melhores representantes do parlamento estadual, o deputado Jeová Campos (PSB) foi empossado, nesta sexta-feira (01), em seu terceiro mandato na ALPB, junto com os demais 35 deputados eleitos em outubro passado. Como a sessão de posse antecedeu a da eleição da mesa diretora da Casa, não houve discursos dos parlamentares, mas Jeová adiantou que a pauta de agricultura familiar ocupará lugar de destaque em sua agenda na legislatura que se inicia.

“Sou filho de agricultores, conheço a realidade do homem do campo porque vivi isso com minha família a as lutas em prol da democracia e dos direitos dos trabalhadores, me aproximou da Fetag e de Liberalino, o presidente da Federação, especialmente, nos últimos dois anos reavivando em mim o desejo de estar mais próximo desse segmento produtivo que é a agricultura familiar e o farei ao longo dos próximos quatro anos”, disse o parlamentar.

A questão das águas, uma pauta permanente na agenda do deputado na última legislatura, também ocupará lugar de destaque em suas ações no atual mandato, haja vista que a obra principal da transposição no Eixo Norte ainda não foi concluída, assim como algumas obras complementares. “Essa é outra pauta importante para a Paraíba, especialmente, para os sertanejos, que fará parte de minha agenda, não apenas no que se refere a transposição, mas também no tocante ao ramal do Piancó, entre outras”, disse Jeová.

 “Retorno meu trabalho na ALPB com a disposição de um principiante, mas com a experiência de um veterano que já atuou no legislativo paraibano em dois outros mandatos e prometo ao povo da Paraíba ser um guerreio incansável na luta pelos direitos do trabalhador, dos mais humildes, pela Educação, por mais postos de trabalho, por uma política com mais ética e compromisso com o coletivo”, finaliza o deputado que foi eleito com 31.017 votos.

Sobre o resultado da eleição da Mesa Diretora que elegeu Adriano Galdino como presidente da ALPB, para o primeiro e segundo biênio, o deputado limitou-se a dizer que como já havia divulgado, anteriormente, votou em Adriano para o primeiro biênio e, em Hervázio Bezerra, para o segundo.

Assessoria