Categoria Internacional

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João Azevêdo apresenta potencialidades da Paraíba à missão russa e recebe convite para Fórum do Brics

O governador João Azevêdo se reuniu, nesta quinta-feira (25), no Palácio da Redenção, em João Pessoa, com o presidente do Conselho Municipal de São Petersburgo, Mikhail Cherepanov, e representantes do evento Brics. Na ocasião, ele apresentou os potenciais econômicos e turísticos da Paraíba e recebeu o convite para a participação do Estado no 1º Fórum Internacional dos Municípios de Países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que será realizado entre os dias 19 e 23 de setembro, em São Petersburgo, na Rússia.

Durante a reunião, o chefe do Executivo estadual fez uma apresentação sobre o Polo Turístico Cabo Branco e a instalação do estaleiro para reparos navais no município de Lucena e destacou as iniciativas do Governo nas áreas da infraestrutura e recursos hídricos. “Essas ações tornam o Estado capaz de receber investimentos da iniciativa privada em vários segmentos da economia, seja no turismo, na agricultura ou na indústria têxtil. Além disso, somos o primeiro Estado do Nordeste no ranking de competitividade, o que é extremamente importante para o nosso desenvolvimento”, frisou.

O gestor também destacou a importância da realização do Fórum Internacional dos Municípios de Países do Brics. “Essa é uma forma diferente da tradicional porque permite a troca de experiências, o que é fundamental, e essa visita de hoje traz para a Paraíba o convite e a apresentação de um projeto para fazer com que as ideias de diversos municípios que compõem os países do Brics possam ser compartilhadas, permitindo investimentos de parte a parte”, comentou.

Por sua vez, Mikhail Cherepanov apresentou ao governador a proposta do Fórum, que visa estimular a cooperação internacional entre os municípios localizados nos países do Brics para fomentar as relações de negócios. O representante do governo russo ressaltou ainda que a ideia do evento é promover um espaço para o fortalecimento dos municípios a partir da apresentação de ações estratégicas em diversas áreas da economia. “Muitos investidores buscam projetos para desenvolvê-los e essa troca de informações viabiliza a execução deles, elevando o patamar de investimentos porque o nosso objetivo é fazer com que a iniciativa privada ajude os projetos públicos a saírem do papel”, declarou.

O advogado representante do evento Brics na Paraíba, Adailton Costa, disse que o convite formulado ao Estado confirma a importância da Paraíba no atual cenário econômico. “A Paraíba tem uma localização geográfica estratégica e é dotada de uma economia diversa, com um grande potencial para o turismo, agronegócio e pesca e ainda apresenta muitas oportunidades de investimentos em infraestrutura e desenvolvimento social, e esse evento, que ocorrerá em setembro, permitirá a participação dos municípios em rodadas de negócios para que sejam apresentados projetos viáveis e interessantes para os investidores internacionais”, explicou.

O 1º Fórum Internacional dos Municípios de Países do Brics foi desenvolvido pelo município Kupchino, de São Petersburgo, e prevê fóruns de discussões e mesas de reuniões em diversas áreas.

Os secretários Deusdete Queiroga (Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente); Marialvo Laureano (Fazenda); e Gilmar Martins (Planejamento, Orçamento e Gestão) estiveram presentes no encontro.

Também participaram da reunião Valter Costa (advogado representante do evento Brics na Paraíba); Henrique Domingues (representante do evento Brics no Brasil); Nilo Gouveia e Eugênio Gondim (representantes do evento Brics no Nordeste); Viktoriia Krylova (1ª secretária do Conselho Municipal de São Petersburgo) e os empresários Sérgio Gama e Sérgio Gama Filho.

Fotos: José Marques/Secom-PB

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Deputado Chió (REDE) destaca participação da ALPB em missão paraibana em busca de investimentos na China

O deputado estadual Chió (REDE), que representou a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) em comitiva paraibana na China, no início deste mês, destacou a participação do Poder Legislativo Estadual na missão em busca de investimentos para o Estado. Liderado pela vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), durante 10 dias, o grupo que cumpriu extensa agenda nas cidades chinesas de Zhoushan, Hangzhou e Pequim.

Além de buscar investimentos nas áreas de inovação, energias renováveis e tecnologia, a comitiva potencializou ações nas áreas de turismo, produção agrícola e pesqueira.

“A presença do Poder Legislativo participando dessa construção foi e é muito importante. O nosso mandato segue com a responsabilidade de pautar nas Comissões e com os demais pares da Casa a elaboração de todo um arcabouço legal que ofereça condições para a efetivação desses grandes investimentos, que irão gerar emprego e renda para o nosso povo”, comentou o deputado.

A comitiva paraibana também cumpriu um protocolo assinado pelo Governo Estadual junto aos chineses, que aguardavam uma delegação para visita técnica ao maior e mais produtivo estaleiro de reparos navais do mundo – o IMC YY, semelhante ao que deve ser implantado em Lucena, no litoral norte do estado.

“A visita técnica foi essencial para que o Estado testemunhasse as condições essenciais de operacionalização e infraestrutura para um investimento desse porte. Além disso, o mapeamento das cadeias produtivas e do tipo de mão de obra necessária permitirá ao Estado investir em capacitações, que garantam empregabilidade e renda local, a partir dos potenciais paraibanos em tecnologia e inovação”, acrescentou Chió.

Assessoria de Imprensa – APLPB

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Em 2005, Jean Charles de Menezes foi morto por agentes da Scotland Yard que o confundiram com um terrorista

A Música do Dia é o trecho final do filme “Jean Charles”, de Nitin Sawhney.

Produção e apresentação – Luiz Cláudio Canuto
Agência Rádio Câmara
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Professor de Física lembra importância e detalhes do feito da chegada do homem à Lua que completou 50 anos em (20) de julho

O ano de 2019 marca o 50º aniversário do pouso lunar da Apollo 11, quando  astronautas da agência espacial norte-americana foram enviados para a Lua e  caminharam sobre o astro gerando a tão famosa foto tirada no dia 20 de julho de 1969. Ano passado, para lembrar da chegada do homem à Lua, a NASA divulgou uma série de imagens e vídeos restaurados da missão Apollo 11. As imagens são incríveis e fazem cair a antiga crítica e a famosa teoria da conspiração de que a missão da Apollo não existiu e de que as imagens foram feitas em estúdio ou algo do gênero. “O feito dos americanos é um fato histórico para a humanidade e um acontecimento extraordinário que será difícil ultrapassá-lo. Ela só será suplantada, acredito, pela descoberta de vida fora da Terra”, argumenta o professor de Física do Colégio GEO de João Pessoa, Sandro Marques.

“Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”. Essas palavras, proferidas pelo astronauta americano Neil Armstrong entrou para história junto à famosa foto dele, que se tornou o primeiro ser humano a caminhar sobre a Lua, seguido pelo astronauta Edwin “Buzz” Aldrin, seu companheiro de missão. Em todo o mundo, cerca de um bilhão de pessoas assistiram à cena televisionada, testemunhando o que viria a ser uma das maiores conquistas tecnológicas de todos os tempos e um marco do progresso científico.

Mas, cinquenta anos depois de conseguir a grande façanha, por que não voltamos à Lua? Essa pergunta permeia a mente de muita gente no mundo e leva também à uma das mais clássicas – e duradouras – teorias da conspiração: a de que o homem, na verdade, nunca foi ao nosso satélite natural. Segundo algumas teorias, a missão lunar teria sido filmada pelo cineasta Stanley Kubrick (2001: Uma Odisseia no Espaço) em um deserto dos EUA, afinal, de acordo com essa teoria, só a areia do deserto, bem molhada, resultaria nas pegadas bem definidas deixadas pelos tripulantes da Apollo 11. Mas, são inúmeras as justificativas para levarem as pessoas a acreditarem que tudo não passou de uma farsa, tendo em vista o objetivo político dos EUA em conseguir vencer a corrida espacial contra a União Soviética.

O professor de Física do GEO, Sandro Marques, explica que desde a Segunda Guerra Mundial, quando aconteceu a chamada corrida armamentista e os EUA confeccionaram sua bomba de fissão e os soviéticos também armas nucleares, iniciou-se também uma guerra tecnológica. As duas nações investiram em tecnologia pesadamente. O cenário político internacional das décadas de 1950 e 1960 foi fundamental para o desenvolvimento da tecnologia necessária para a chegada do homem à Lua. As constantes tensões entre os Estados Unidos e a União Soviética contribuíram para uma disputa científico-tecnológica que canalizou grandes investimentos para as áreas de pesquisa e inovação nas duas nações. A abundância de recursos e o desejo de estabelecer sua hegemonia sobre o mundo, principalmente no pós-guerra (início da Guerra Fria) levaram as superpotências a uma frenética corrida pela conquista do espaço.

Assim, em 1957, Sandro Marques conta que a União Soviética conseguiu colocar em órbita sua primeira missão, com o satélite Sputinik 1. Depois seguiu-se a Sputnik 2, em 1957 também, com a cadela Laika à bordo e, em 1961, com Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem a orbitar a Terra. “Apenas 12 anos mais tarde, com Kennedy presidente e assumindo o compromisso de investir no projeto de enviar o homem à lua, que os americanos conseguiram, em 1969, ter sucesso e enviar, finalmente o homem à Lua”, lembra Sandro, justificando que tudo foi produto de muita pesquisa e investimento dos dois países, durante anos. A façanha de Armstrong, portanto, colocou os Estados Unidos à frente, sendo os americanos coroados em sua batalha pela corrida espacial com a então União Soviética.

Dada à extrema necessidade de se “vencer” a corrida ao espaço, seria, então, os EUA capaz de forjar tal fato? Segundo os criadores da teoria, algumas questões na famosa foto “provariam” a farsa: a bandeira tremeu na hora da foto (mas não há vento na lua); não aparecem a luz das estrelas na foto; não há reflexo de outro fotografo no visor de Armstrong, dentre outras, como o próprio fato de os EUA não ter enviado até hoje outras missões à Lua.

“Eu digo aqui alguns fatos que derrubam a teoria da conspiração. O primeiro deles é que na NASA já atuava com os melhores cientistas do mundo. Quando eles mandaram Armstrong à Lua, será que eles não pensaram na bandeira? Em como ela não ficaria hasteada se não tivesse um mecanismo para tal? Obvio que não. Assim, ela tem uma haste na parte de cima também, o que faz com que ela fique aberta e não “mexendo” como muitos pensaram. Outra coisa: não voltamos lá novamente porque não havia necessidade. Na época a questão era política. Hoje, para fins de pesquisa, temos sondas. Por fim, isso não aconteceu de repente. A primeira missão a orbitar a Terra foi em 1957. Os americanos só conseguiram levar o homem à Lua 12 anos depois”, detalhou o professor Sandro.

A própria NASA, segundo o professor do GEO, também já explicou essas questões dizendo que o tecido da bandeira “tremeu” porque o astronauta torceu a bandeira; que as estrelas não aparecem devido à luz que a superfície da Lua reflete, o que explica também as sombras “mais claras” e as fontes de luz difusas; que a marca das botas dos astronautas foi resultado dos grãos finos (como os de solos vulcânicos) que compõem o chão lunar; que é impossível ver os rostos porque eles estão longe do alcance de qualquer telescópio na Terra ou no espaço e que  os EUA não vão mais à Lua porque não há necessidade: a Guerra Fria acabou, nada lá pode ser explorado comercialmente e as missões espaciais são muito caras.

Mas, será que as superpotências vão ficar fora dessa? O fato é que a ciência evolui em linha reta. Os americanos colocaram espelhos na Lua e, daqui da Terra conseguimos ver seu reflexo e mais ainda, através dele, conseguimos calcular a distância entre o satélite e a Terra. Mas, isso só comprovou outro pensamento evoluído. O cálculo dessa distância, já tinha sido formulado por Johanes Kepler e referendada depois pela Lei da Gravitação Universal de Isaac Newton, que estudou a fundo as descobertas de seu antecessor.  E assim também fez Albert Einstein, por exemplo, que partiu das descobertas de Newton para formular a Teoria da Relatividade. Ou seja, cada descoberta leva a uma outra, que leva a outra e assim por diante.

O professor Sandro lembra que os EUA pensam, daqui a dez anos, ir à Marte. “Outro projeto muito caro, difícil ser aprovado pelo Congresso Americano”, destaca ele, lembrando que em relação a Lua, dificilmente, outra missão espacial será custeada por cofres públicos. “Acredito ser muito difícil que voltemos à lua por força de algum governo. Acho que se isso voltar a acontecer será pela iniciativa privada, daqui a alguns anos porque é muito dispendiosa essa viagem e para fins de pesquisa já temos outros meios”, finalizou o professor.

News Criação

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Beneficiados no governo federal, Maranhão e Daniella evitam opinar sobre indicação de filho de Bolsonaro para embaixada

Só um dos três senadores da Paraíba tem opinião formada sobre a possibilidade de indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos. A ideia tem sido defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Entre os três senadores paraibanos somente Veneziano Vital do Rêgo, do PSB, é contra. Ele disse ser um “despropósito e um desrespeito com a carreira diplomática e a todos que se preparam para a diplomacia. ”

Os outros dois senadores paraibanos, Daniella Ribeiro (PP) e José Maranhão (MDB) evitaram se posicionar sobre o assunto. Ambos disseram que só vão se manifestar se Eduardo for de fato indicado e a matéria chegar para a apreciação do Senado. Dados recentes revelam que tanto José Maranhão como Daniella Ribeiro têm indicado aliados para compor o governo do presidente Jair Bolsonaro.

No caso de Maranhão ele indicou em fevereiro deste ano o seu sobrinho Benjamin Maranhão para a Direção do Departamento de Fomento à Inclusão Social e Produtiva Rural da Secretária Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania.

Já sobre a senadora do PP da Paraíba, ela via seu irmão o deputado federal e líder da maioria na Câmara Aguinaldo Riberio (PP) teve recentemente revelado pela imprensa nacional que o presidente Bolsonaro estaria negociando cargos com Daniella em troca de apoio em prol da reforma da Previdência. Veja detalhes:

http://www.paraibaradioblog.com/2019/04/05/bolsonaro-negocia-cargos-com-o-pp-de-daniella-em-troca-de-votos-para-reforma-da-previdencia/

Sobre a polêmica, a Associação dos Diplomatas Brasileiros emitiu uma nota pública repudiando essa indicação que pode ser conferida abaixo:

A Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB) recorda que, atualmente, mais de 1.500 diplomatas representam o País e defendem os interesses nacionais nas embaixadas, consulados e delegações junto a organismos internacionais, além de trabalharem em diversos órgãos do governo federal — inclusive na Presidência da República -, nos quais se encontram, hoje, mais de sessenta diplomatas cedidos.

Os diplomatas atuam em questões fundamentais nas áreas cultural, ambiental, econômica, comercial, proteção e defesa dos direitos humanos, cooperação, paz e segurança internacionais, dentre outras.

Iniciamos a carreira com uma formação ampla e consistente, por meio de um dos concursos mais rigorosos da administração pública, proporcional às exigências da atuação que precisamos ter dentro e fora do País.

Embora ciente das prerrogativas presidenciais na nomeação de seus representantes diplomáticos, a ADB recorda que os quadros do Itamaraty contam com profissionais de excelência, altamente qualificados para assumir quaisquer embaixadas no exterior.

Há mais de 100 anos os diplomatas brasileiros têm a construção da imagem e do desenvolvimento do País como seu objetivo maior, pelo qual norteiam, todos os dias, o seu desempenho. Esse é o papel para o qual foram e continuam sendo diligentemente treinados e preparados.

 

Associação dos Diplomatas do Brasil

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Estação Espacial Internacional lançará 100 “minicérebros” humanos ao espaço, neste domingo (21)

Trata-se de uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia e que conta com trabalho do cientista brasileiro Alysson Muotri

Uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, se prepara para lançar ao espaço um caixa com “minicérebros” humanos. O lançamento será realizado pela Estação Espacial Internacional, neste domingo (21).

O cientista brasileiro Alysson Muotri faz parte da equipe responsável pelo projeto. Ele explicou que a ideia é estudar o cérebro humano em ambiente com pouca ou nenhuma gravidade, medir o estresse e estímulos, e a resistência das células cerebrais no ambiente espacial.

Os “minicérebros” são versões do órgão mais complexo do ser humano, reproduzidos de forma reduzida, sem consciência. No entanto, o “minicérebro” tem a mesma organização celular do cérebro comum e, por isso, é usado em pesquisas.

Cerca de 100 “minicérebros” serão lançados e ficarão no espaço por três semanas.

 

Repórter – Cristiano Carlos

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O saxofonista John Coltrane morreu em 17 de julho de 1967

A Música do Dia é “In a Sentimental Mood“, de Irving Miilss, Manni Kurtz e Duke Ellington.

Produção e apresentação – Luiz Cláudio Canuto
Agência Rádio Câmara
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Brasil concorre a título de Cidade Criativa com quatro municípios

Prêmio da Unesco destaca práticas com foco no desenvolvimento social

Quatro municípios brasileiros concorrem, este ano, ao título de Cidade Criativa, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A certificação é uma forma de reconhecer práticas que coloquem as indústrias criativas e culturais a serviço do desenvolvimento social local. Três capitais – Belo Horizonte, Fortaleza e Aracaju – disputam nas categorias gastronomia, design e música, respectivamente, e o município interiorano de Cataguases, em Minas Gerais, na de cinema.

 Abertura oficial do 20º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental.
Uma das categorias do prêmio é cinema, na qual concorre o município mineiro de Cataguases – Arquivo/Agência Brasil

Além das quatro categorias,a disputa inclui as categorias artesanato, artes folclóricas, literatura e artes midiáticas. De acordo com a Unesco, a relação dos vencedores será anunciado no final do ano.

Com 15 anos de existência, a Rede de Cidades Criativas congrega 180 cidades de 72 países, das quais oito estão no Brasil. Belém e Florianópolis, por exemplo, ganharam destaque na área da gastronomia, ao passo que Brasília e Curitiba entraram para a lista da Unesco devido à sua produção no campo do design.

Fábrica do Futuro

O diretor do Instituto Fábrica do Futuro, César Piva, relembra como Cataguases, cidade com cerca de 75 mil habitantes, tornou-se um polo de cinema. O movimento vem ocorrendo desde 2002, quando representantes de vários setores se aproximaram para fazer a ideia engrenar. Juntaram-se, em torno do mesmo desejo, lideranças locais, instituições do terceiro setor, fundações, grupos culturais, empresas privadas e gestores municipais. Naquele ano, o plano já dava frutos à comunidade, com a inauguração do Centro Cultural Humberto Mauro, que dispõe de um cineteatro de 272 lugares, um memorial que homenageia o cineasta, considerado um dos pioneiros do cinema brasileiro, e uma galeria de arte.

“Esse grupo anunciou um programa de cultura e desenvolvimento local que tinha a cultura, especialmente o audiovisual e as novas tecnologias, como uma diretriz para uma nova possibilidade de desenvolvimento para a região: o desenvolvimento social, cultural e econômico. A partir de lá, vários estruturantes foram realizados, essa rede de cooperação local, projetos de eventos, festivais de cinema, programas de formação de público, residências criativas, projetos experimentais junto a jovens talentos da região, programas de formação e capacitação. Ou seja, foi feito todo um trabalho de preparação da cidade para implantação do polo”, disse Piva, que também está à frente da agência do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais.

Piva destacou que uma obra, especificamente, ajudou a dar ainda mais projeção à iniciativa que coletivamente ganhava intensidade. Segundo ele, um dos fatos que chamaram a atenção do governo federal foi o lançamento da refilmatem de Meu Pé de Laranja Lima, em 2012. O longa-metragem foi rodado em Cataguases e tem direção de José de Abreu e Marcos Bernstein, que assinou, com João Emanuel Carneiro, o roteiro de Central do Brasil.

O diretor da Fábrica do Futuro ressalta que a recompensa pela mobilização chegou na forma de novas parcerias e de um edital, firmado com colaboração da Agência Nacional do Cinema (Ancine), no valor de R$ 10,5 milhões. Além disso, profissionais de toda a cadeia de produção puderam viajar Brasil afora e para o exterior, para ampliar seu conhecimento, acrescentou Piva. “Ou seja, um pequeno município que tem feito um trabalho estruturador, há quase 20 anos, se estabelece como um centro de produção audiovisual, reúne parcerias, instituições públicas e privadas e políticas públicas e se torna um arranjo capaz de atrair grandes produções para serem realizadas na região. Agora vamos lançar o edital, provavelmente um dos maiores do Brasil, no dia 2 de agosto, para que as produções continuem se realizando aqui. A previsão é de triplicar o número de filmes nos próximos anos.”

Balanço do Núcleo Inteligência Empresarial do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que, de 2008 a 2018, foram realizadas na cidade 27 produções audiovisuais. Somente este ano, 14 obras deverão ser produzidas, das quais seis são longas-metragens e cinco, curtas. Há, ainda, previsão de que uma série de televisão seja gravada no local.

O levantamento também indica que, no período, as produções geraram 1,5 mil empregos diretos e R$ 14 milhões em investimentos, provenientes de isenções fiscais de âmbito federal e estadual. No total, injetaram-se R$ 29 milhões na economia da região.

Para César Piva, a economia criativa é um ramo que produz “impactos importantíssimos na economia de qualquer país”, por fazer girar oportunidades. “É uma indústria limpa, ela é inesgotável, é sustentável, promove a autoestima de um país, de uma cidade, promove nosso patrimônio cultural, nossa diversidade cultural. Ela é considerada, no mundo todo, uma grande possibilidade de diversificação, inclusive, do desenvolvimento. Isso, por si só, deveria ser entendido como um grande valor a ser incentivado por qualquer pessoa no Brasil, no mundo e no governo. E acho que a gente está confirmando isso. A Rede Cidade Criativas confirma que, no Brasil, essa dimensão continental, essa riqueza regional, plural, essa diversidade cultural existe em todos os lugares, não só nos grandes centros, mas também nas pequenas e médias cidades.”

Agência Brasil

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Música: Há 30 anos morreu o maestro Heribert von Karajan

A Música do Dia é “Marcha Radetzky“, de Johann Strauss, regido por Karajan, na Filarmônica de Berlim.

Produção e apresentação – Luiz Cláudio Canuto
Agência Rádio Câmara
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Em Montevidéu: Senador Veneziano toma posse no Parlasul e já debate acordo comercial entre Mercosul e União Européia

O Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) tomou posse nesta segunda-feira (15) como membro do Parlasul – o Parlamento do Mercosul, que reúne parlamentares – Senadores e Deputados – de quatro países: Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. A posse ocorreu na sede do Parlamento Legislativo, em Montevidéu, capital do Uruguai.

“Tive a oportunidade e honra de poder tomar posse no Parlasul, que reúne parlamentares – Senadores e Deputados – dos quatro países que compõem o Mercosul: Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina”, destacou Veneziano. “Para a nossa satisfação e honra estaremos a colaborar, a aprender, a sugerir e representar, como é o nosso dever, à altura, o parlamento nacional brasileiro”, complementou.

Logo após a posse, o Senador paraibano e demais membros do Parlasul iniciaram as discussões que estavam previstas para a sessão desta segunda-feira, tendo como tema principal as relações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia, cujo acordo foi firmado em Bruxelas, no dia 28 de junho, mas que começou a ser negociado no ano de 2000, representando o maior pacto comercial já firmado por ambas as partes, com a criação de um mercado de 780 milhões de consumidores.

Segundo Veneziano, participar do Parlasul é, além de uma honra, a oportunidade de poder contribuir para a evolução dos principais temas da política externa, buscando um fortalecimento econômico, comercial e institucional do Brasil. “Todos os assuntos atinentes às relações entre os países, não apenas do Mercosul, da América do Sul, mas intercontinentais, com outros mercados, são tratados, também, aqui no Parlasul”.

Sobre o Parlasul – O Parlasul – Parlamento do Mercosul foi criado no ano de 2005, com a aprovação do seu Protocolo Constitutivo, como órgão de representação dos povos do Mercosul. O Parlamento do Mercosul é órgão unicameral, independente e autônomo e substituiu a Comissão Parlamentária Conjunta.

Assessoria de Imprensa