Categoria Brasil

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Prazo para se aposentar com fórmula 85/95 está acabando; entenda

A lei que criou a fórmula prevê que ela mudará para 86/96 a partir de 31 de dezembro deste ano, ou seja, a soma da idade com contribuição subirá

O trabalhador que pretende se aposentar por tempo de contribuição ao INSS tem menos de dois meses para utilizar a fórmula 85/95, considerada mais vantajosa. Hoje, a aposentadoria por tempo de contribuição pode ser calculada pelo fator previdenciário ou pela fórmula 85/95. Como o fator previdenciário achata o valor do benefício, especialistas recomendam que a utilização do fator 85/95 para quem atingiu os requisitos necessários.

A fórmula 85/95 consiste na soma da idade com o tempo de contribuição. No caso das mulheres, a soma deve atingir 85 desde que tenha cumprido o tempo mínimo de contribuição de 30 anos. Exemplo: uma mulher com 55 anos e 30 anos de contribuição poderá se aposentar com benefício integral, pois atingiu os requisitos da fórmula 85/95. Já o homem precisará de 35 anos de contribuição e 60 anos de idade, cuja soma é 95.

A lei que criou a fórmula 85/95 prevê que ela mudará para 86/96 a partir de 31 de dezembro deste ano. Ou seja, será preciso uma idade maior para conseguir a aposentadoria com valor integral.

A fórmula continuará subindo, até alcançar o fator 90/100 em 2027. Com a elevação dos requisitos, a vantagem da fórmula em relação ao fator previdenciário acabará deixando de existir.

Veja como a fórmula 85/95 vai subir:

ano mulheres homens
2019 a 2020 86 anos 96 anos
2021 a 2022 87 anos 97 anos
2023 a 2024 88 anos 98 anos
2025 a 2016 89 anos 99 anos
2027 90 anos 100 anos

Quem atingir a somatória, terá o direito de receber a aposentadoria integral. Tanto na fórmula 85/95 ou com a incidência do fator previdenciário, não existe idade mínima à aposentadoria. Mas quem não atingir a somatória da fórmula, que hoje é 85/95, não se aposenta com o benefício integral.

Pelo fator previdenciário, o cálculo do benefício leva em conta a idade do trabalhador, o tempo de contribuição e a expectativa de vida. Dessa forma, quanto mais jovem a pessoa, menor será o benefício, pois ela passará mais tempo recebendo aposentadoria.

 

Veja – Economia

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Marina Silva anuncia voto em Haddad no segundo turno das eleições

Candidata da Rede à Presidência da República no primeiro turno, a ex-ministra Marina Silva divulgou uma nota na última segunda-feira (22) na qual afirmou que dará “voto crítico” ao candidato do PT, Fernando Haddad. Ele disputará o segundo turno com Jair Bolsonaro (PSL).

Após o primeiro turno, a Rede Sustentabilidade recomendou aos filiados que não votem em Jair Bolsonaro (PSL), mas não manifestou apoio a Haddad.

Na nota desta segunda-feira, Marina afirma que dará o voto a Haddad porque o petista “não prega a extinção dos direitos” nem a repressão aos movimentos.

“Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, ‘destroem sempre que surgem’, ‘banalizando o mal’, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, ‘pelo menos’ e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad”, afirmou Marina na nota.

Após Marina divulgar a nota, Fernando Haddad publicou a seguinte mensagem no Twitter:

“O voto de Marina Silva me honra por tudo que ela representa e pelas causas que defende. Nossa convivência como ministros foi extremamente produtiva e até hoje compartilhamos amizades de brasileiros devotados à causa pública. Esse reencontro democrático me enche de orgulho.”

No último dia 7, primeiro turno da eleição, Marina já havia dito que, independentemente de quem for eleito, ela fará oposição ao novo presidente.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no primeiro turno, Marina recebeu 1 milhão de votos (1%) e ficou 8º lugar.

Respeito

Na nota desta segunda-feira, Marina afirma que Bolsonaro “minimiza a importância de direitos e da diversidade existente na sociedade”, promovendo a “incitação sistemática ao ódio, à violência, à discriminação”.

“[O projeto de Bolsonaro] é um projeto que mostra pouco apreço às regras democráticas, acumula manifestações irresponsáveis e levianas a respeito das instituições públicas e põe em xeque as conquistas históricas desde a Constituinte de 1988”, afirmou.

“É um engano pensar que a invocação ao nome de Deus pela campanha de Bolsonaro tem o objetivo de fazer o sistema político retornar aos fundamentos éticos orientados pela fé cristã que são tão presentes em toda a cultura ocidental. A pregação de ódio contra as minorias frágeis, a opção por um sistema econômico que nega direitos e um sistema social que premia a injustiça, faz da campanha de Bolsonaro um passo adiante na degradação da natureza, da coesão social e da civilização”, acrescentou Marina Silva.

Íntegra

Leia abaixo a íntegra da nota de Marina Silva:

MARINA SILVA: POSICIONAMENTO NO SEGUNDO TURNO

Neste segundo turno a Rede Sustentabilidade já recomendou a seus filiados e simpatizantes que não votem em Bolsonaro, pelo perigo que sua campanha anuncia contra a democracia, o meio-ambiente, os direitos civis e o respeito à diversidade existente em nossa sociedade.

Do outro lado, a frente política autointitulada democrática e progressista não se mostra capaz de inspirar uma aliança ou mesmo uma composição. Mantém o jogo do faz-de-conta do desespero eleitoral, segue firme no universo do marketing, sem que o candidato inspire-se na gravidade do momento para virar a própria mesa, fazer uma autocrítica corajosa e tentar ser o eixo de uma alternativa democrática verdadeira.

Alianças vêm de propósitos comuns, de valores políticos e éticos, de programas e projetos compartilhados, que só são possíveis em um ambiente de confiança em que, diante de inaceitáveis e inegáveis erros, a crítica é livre e a autocrítica é sincera.

Cada um de nós tem, em sua consciência, os valores que definem seu voto. Sei que, com apenas 1% de votação no primeiro turno, a importância de minha manifestação, numa lógica eleitoral restrita, é puramente simbólica. Mas é meu dever ético e político fazê-la.

Importa destacar que, como já afirmei ao final do primeiro turno, serei oposição, independentemente de quem seja o próximo presidente do Brasil, e continuarei minha luta histórica por um país politicamente democrático, economicamente próspero, socialmente justo, culturalmente diverso, ambientalmente sustentável, livre da corrupção, e empenhado em se preparar para um futuro no qual os grandes equívocos do modelo de desenvolvimento sejam superados por uma nova concepção de qualidade de vida, de justiça, de objetivos pessoais e coletivos. O meu apoio à Operação Lava-jato, desde o início, faz parte dessa concepção, na qual o Estado não é um bunker de poder de grupos, mas um instrumento de procura do bem público.

Vejo no projeto político defendido pelo candidato Bolsonaro, risco imediato para três princípios fundamentais da minha prática política: primeiro, promete desmontar a estrutura de proteção ambiental conquistada ao longo de décadas, por gerações de ambientalistas, fazendo uso de argumentos grotescos, tecnicamente insustentáveis e desinformados. Chega ao absurdo de anunciar a incorporação do Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura. Com isso, atenta contra o interesse da sociedade e o futuro do país. Ademais, desconsidera os direitos das comunidades indígenas e quilombolas, anunciando que não será demarcado mais um centímetro de suas terras, repetindo discursos que já estão desmoralizados e cabalmente rebatidos desde o início da segunda metade do século passado. Segundo, é um projeto que minimiza a importância de direitos e da diversidade existente na sociedade, promovendo a incitação sistemática ao ódio, à violência, à discriminação. Por fim, em terceiro lugar, é um projeto que mostra pouco apreço às regras democráticas, acumula manifestações irresponsáveis e levianas a respeito das instituições públicas e põe em xeque as conquistas históricas desde a Constituinte de 1988.

Por sua vez, a campanha de Haddad, embora afirmando no discurso a democracia e os direitos sociais, evocando inclusive algumas boas ações e políticas públicas que, de fato, realizaram na área social em seus governos, escondem e não assumem os graves prejuízos causados pela sua prática política predatória, sustentada pela falta de ética e pela corrupção que a Operação Lava-Jato revelou, além de uma visão da economia que está na origem dessa grave crise econômica e social que o país enfrenta.

Os dirigentes petistas construíram um projeto de poder pelo poder, pouco afeito à alternância democrática e sempre autocomplacente: as realizações são infladas, não há erros, não há o que mudar.

Ao qualificar ambos os candidatos desta forma, não tenho a intenção de ofender seus eleitores, milhões de pessoas que acreditam sinceramente em um deles ou que recusam o outro, com muitas e justificadas razões. E creio que os xingamentos e acusações trocados nas redes sociais e nas ruas só trazem prejuízos à democracia, mas é visível que, na maioria das vezes, essas atitudes são estimuladas pelos discursos dos candidatos e de seus apoiadores. A política democrática deve estar fortemente aliançada no respeito à Constituição e às instituições, exercida em um ambiente de cultura de paz e não-violência.

Outro motivo importante para a definição e declaração de meu voto é a minha consciência cristã, valor central em minha vida. Muitos parecem esquecer, mas Jesus foi severo em palavras e duro em atitudes com os que têm dificuldade de entender o mandamento máximo do amor.

É um engano pensar que a invocação ao nome de Deus pela campanha de Bolsonaro tem o objetivo de fazer o sistema político retornar aos fundamentos éticos orientados pela fé cristã que são tão presentes em toda a cultura ocidental. A pregação de ódio contra as minorias frágeis, a opção por um sistema econômico que nega direitos e um sistema social que premia a injustiça, faz da campanha de Bolsonaro um passo adiante na degradação da natureza, da coesão social e da civilização. Não é um retorno genuíno ao mandamento do amor, é uma indefensável regressão e, portanto, uma forma de utilizar o nome de Deus em vão.

É melhor prevenir. Crimes de lesa humanidade não tem como se possa reparar. E nem adianta contar com o alívio do esquecimento trazido pelo tempo se algo irreparável acontecer. Crimes de lesa humanidade o tempo não apaga, permanecem como lição amarga, embora nem todos a aprendam.

Todas essas reflexões me inquietam, mas mostram o caminho da firmeza, do equilíbrio na análise e a necessidade de pagar o preço da coerência, seja ele qual for.

E assim chegamos, neste segundo turno, ao ponto extremo de uma narrativa antiga na política brasileira, a do “rouba, mas faz” e depois, do “rouba, mas faz reformas”, mas ajuda os pobres, mas é de direita, mas é de esquerda etc. De reducionismo em reducionismo, inauguramos agora o triste tempo do “pelo menos”.

Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, “destroem sempre que surgem”, “banalizando o mal”, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, “pelo menos” e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad.

G1

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Litro da gasolina terá redução de 2% nas refinarias a partir desta terça-feira (23)

Com isto, o valor a ser negociado será de R$ 2,06

Foto: EBC

A Petrobras anunciou que, a partir desta terça-feira (23), o litro da gasolina terá redução de 2% nas refinarias. Com isto, o valor a ser negociado será de R$ 2,06.

De acordo com a estatal, essa é a sétima queda consecutiva do preço, desde 22 de setembro.

O preço do litro do combustível atingiu maior valor nas refinarias no dia dia 14 de setembro, quando a Petrobras passou a cobrar pelo litro da gasolina R$ 2,25, preço que se manteve por 12 dias.

Já o óleo diesel cobrado nas refinarias está em R$ 2,36, o litro, desde o dia 30 de setembro, quando o preço foi reajustado.

 

Reportagem: Cintia Moreira

 

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No sufoco, Palmeiras vence mais uma e segue na liderança

Fla goleia fora de casa e segue na caça ao Verdão

O Brasileirão 2018 entrou na reta final e, por isso, todo jogo tem cara de final. A trigésima rodada movimentou a tabela com nove partidas disputadas neste fim de semana.

O giro do fim de semana começa com o líder Palmeiras, que derrotou o Ceará por dois a um. A partida, no entanto, passou longe de ser tranquila para os alviverdes. Apesar dos dois gols de Bruno Henrique ainda na primeira etapa, a expulsão de Deyverson pouco antes do intervalo complicou a vida do líder. Arthur ainda descontou para os visitantes, mas a reação parou por aí. Palmeiras líder com 62 pontos dois, Ceará um.Bruno Henrique marcou duas vezes e garantiu a vitória palmeirense

Quem vem na cola do Verão é o Flamengo, que atropelou o lanterna Paraná por quatro a zero. O Mengão está na vice-liderança com 58 pontos. Paqueta, Vitinho, Uribe e Dourado marcaram para o Fla. Para o time paranaense, a derrota significou um recorde negativo: a equipe soma 16 jogos sem vitória na Série A, maior sequência sem vitória na era dos pontos corridos.
Diante do seu torcedor, o São Paulo tropeçou de novo. O tricolor, que vê o sonho do título cada vez mais longe, não saiu do zero a zero com o Atlético Paranaense.

Feliz da vida e com o bolso cheio de dinheiro por conta do título da Copa do Brasil, o Cruzeiro bateu a Chapecoense sem dificuldades: três a zero para a Raposa.

No Barradão, Vitória e Corinthians empataram em dois a dois, resultado ruim para ambas as equipes. O Fluminense venceu o Atlético Mineiro no Maracanã por um a zero e voltou a respirar no campeonato.

No sábado, o América de Minas empatou em um a um com o Grêmio. Na Ilha do Retiro, o Sport venceu o Vasco por dois a um e segue na luta para fugir do rebaixamento. Outro carioca que foi derrotado foi o Botafogo, diante do Bahia: um a zero em pleno Engenhão.

Uma partida encerra a rodada nesta segunda. Querendo retomar a segunda posição, o Internacional recebe no Beira-Rio o Santos, que está de olho numa vaga na Libertadores. Os dois times se enfrentam às oito da noite, horário de Brasília.

 

Reportagem: Raphael Costa

 

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INDICADORES: Soja e milho registram queda nos preços nesta segunda (22)

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve redução de 1,21% e é negociada a R$ 35,21

Indicadores

A saca de 60 quilos da soja começou a segunda-feira (22) com queda de 0,86% no Paraná, onde grão é vendido a R$ 83,32. Na cidade de Bebedouro, em São Paulo, o produto é comercializado a R$ 92. Enquanto em Dourados, no Mato Grosso do Sul a mercadoria é vendida a R$ 83, a cidade goiana de Rio verde negocia a soja a R$ 81.

Já a saca de 50 quilos do arroz vendido do Rio Grande do Sul teve redução de 0,76% no preço. O produto em terras gaúchas é negociado a R$ 44,50. Enquanto isso, o valor do açúcar registra aumento de 0,60% na cidade de São Paulo e chega a R$ 65,90.

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve redução de 1,21% e é negociada a R$ 35,21. Em Campinas, em São Paulo, o produto registrou queda de 1,40% no valor e a saca é comercializada a R$ 34,59. Em Cascavel, no Paraná, o preço é R$ 33. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o produto é vendido a R$ 24. Em Barreiras, na Bahia, o preço à vista é R$ 32,75. Os valores são do Canal Rural e Cepea.

 

Reportagem: Marquezan Araújo

 

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INDICADORES: Boi gordo começa a semana com elevação no preço

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial tem redução de 0,85% e o produto é negociado a R$ 5,94

Indicadores

A cotação da arroba do boi gordo começou a segunda-feira (22) com queda de 1,74% no preço e o produto é negociado a R$ 146,70 no estado de São Paulo. No Norte de Minas Gerais, a arroba é vendida à vista a R$ 142. Já no Espírito Santo, o valor é R$ 143. O Sul da Bahia, por sua vez, comercializa a arroba a R$ 140 à vista.

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial tem redução de 0,85% e o produto é negociado a R$ 5,94. Em São Paulo, o preço do suíno vivo continuou o mesmo e a mercadoria ainda é vendida a R$ 3,82. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 3,43.

O preço do quilo do frango congelado não sofreu variação e o produto ainda é vendido a R$ 4,34 no estado de São Paulo. O preço do frango resfriado também não mudou e a mercadoria é comercializada a R$ 4,40. Os valores são do Canal Rural e Cepea.

 

Reportagem: Marquezan Araújo

 

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Presidente do TSE: “Não descobrimos o milagre para coibir fake news”

Ministra Rosa Weber ainda criticou as acusações de fraudes no sistema eleitoral através de urnas eletrônicas

A ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comentou no último domingo (21), em coletiva de imprensa, sobre as ações de combate às chamadas ‘fake news’. Ela defendeu os trabalhos da Corte para inibir a disseminação de notícias falsas na internet.

A magistrada afirmou que mentiras e “excessos” nas propagandas eleitorais sempre existiram, no entanto, a rapidez e intensidade que elas são espalhadas atualmente são um “fenômeno novo”, ao qual ainda não foram encontradas soluções definitivas.

Na ocasião, a presidente do TSE ressaltou que “não descobrimos o milagre para que se coíbam fake news”.

A ministra ainda criticou as acusações de fraudes no sistema eleitoral, principalmente sobre lisura do voto através de urnas eletrônicas. Segundo Rosa Weber, “o TSE está preocupado com um tipo diferente de ‘fake news’, não mais aquelas que confrontam candidatos e candidaturas, mas sim as que abalam e colocam em risco a credibilidade do sistema de votação eletrônico”.

Sobre a representação movida por Fernando Haddad (PT) contra Jair Bolsonaro (PSL), acusado de ser beneficiado por disparos em massa via WhatsApp, a magistrada informou que o caso está sob investigação da Polícia Federal. Ao ser questionada sobre o assunto, se limitou a dizer que “há um tempo para a resposta responsável” e que “a Justiça Eleitoral dá as respostas responsáveis no âmbito das ações judiciais que lhe são propostas.”

Em relação ao Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições, constituído em 2017 com o objetivo de preparar a justiça brasileira para lidar com esse tipo de problema, a ministra afirmou que ainda não foi encontrada uma solução definitiva que levasse em consideração a amplitude dos princípios brasileiros de liberdade de manifestação e de expressão. Ou seja, ainda não se encontrou uma forma de combater fake news sem ser considerada “censura prévia”.

 

Reportagem: Marquezan Araújo

#Eleições2018

 

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PB é o 2º estado do NE e um dos 10 no país com menor taxa de homicídios, aponta levantamento

Levantamento do Monitor da Violência aponta a Paraíba como o 2° estado do Nordeste com menos mortes violentas no mês de agosto. Com 2 homicídios por cada 100 mil habitantes, o Estado ficou atrás apenas do Piauí (1,58 mortes por 100 mil habitantes), na região, durante o mês analisado.

O estado mais violento do Brasil no mês de agosto foi o Rio Grande do Norte, que faz divisa com a Paraíba pelo Norte, com 4,64 de mortes por 100 mil habitantes. Os outros dois estados que fazem fronteira com a Paraíba, Pernambuco e Ceará, também registraram números piores que a Paraíba: 3,01 e 3,88, respectivamente.

No Brasil, apesar de ter ficado acima da média, que foi de 1,65 homicídios por cada 100 mil habitantes, a Paraíba ficou no top 10 de estados menos violentos em agosto. Superaram, além do Piauí, Rio Grande do Sul (1,77); Mato Grosso do Sul (1,24); Minas Gerais (1,11); Roraima (1,04); Distrito Federal (0,94); Santa Catarina (0,78); e São Paulo (0,57).

Para ver o mapa completo, clique aqui.

Sobre

O Monitor da Violência é uma parceria do Portal G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número consolidado contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

G1

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Bolsonaro lidera entre católicos e evangélicos; Haddad possui preferência de ateus

Nos votos totais, Bolsonaro lidera com 50%, enquanto Haddad ficou com 35%

Os presidenciáveis Jair Bolsonaro e Fernando Haddad se movimentaram, na última semana, em busca de votos entre o eleitorado religioso. O candidato do PSL visitou o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, e assinou documento que se compromete em defender valores conservadores. O do PT divulgou uma carta aos evangélicos, afirmando ser vítima de fake news.

E, no segmento religioso, as pesquisas de intenção de voto apontam o predomínio de Bolsonaro, Segundo o último levantamento do Datafolha,
o candidato possui maior percentual de votos entre os entrevistados que se declararam católicos ou evangélicos, os dois maiores grupos religiosos do país de acordo com o Censo de 2010, do IBGE.

De acordo com o Datafolha, Bolsonaro possui 46% da preferência entre os católicos, enquanto Haddad é citado por 39% desse segmento. Segundo o Censo de 2010, 65% da população brasileira declarou ser católica. Ainda de acordo com o IBGE, o segundo maior grupo religioso do país são os evangélicos, 13,4% dos brasileiros. Nesse segmento, Bolsonaro também possui maior intenção de votos. O candidato do PSL foi citado por 61% desse público, enquanto Haddad teve 26% de citações. Entre os que declararam não possuir religião, Haddad é a opção de 45%, enquanto Bolsonaro de 38%. Segundo o Censo de 2010, 8% da população brasileira declarou não seguir nenhuma religião.

Entre os espíritas kardecistas e espiritualistas, Bolsonaro possui 51% da preferência dos entrevistados, 35% preferem Haddad. 2% da população se declarou espírita de acordo com o Censo de 2010. O candidato do PT lidera entre os que declararam fazer parte da umbanda, candomblé e outras religiões afro, com 56%, Bolsonaro tem 30% das intenções desse segmento. Haddad também lidera entre os ateus, com 43%, Bolsonaro possui 37.

Bolsonaro lidera entre homens e mulheres

De acordo com a última pesquisa Datafolha, divulgada em 18 de outubro, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, lidera a intenção de votos tanto entre os homens quanto entre as mulheres. Bolsonaro cresceu um ponto percentual na preferência de ambos os gêneros em comparação a última pesquisa realizada pelo instituto, no dia 10 de outubro. Entre o eleitorado masculino, Bolsonaro saiu de 57% para 58%. Entre as mulheres, o candidato do PSL passou de 42% para 43%.

Fernando Haddad caiu de 33% para 32% da preferência entre os homens e se manteve estável entre as mulheres, com 39% tanto na pesquisa do dia 10 quanto na do dia 18.

Votos totais

Nos votos totais, Bolsonaro lidera com 50%, enquanto Haddad ficou com 35%. Em relação aos votos válidos, Bolsonaro também lidera. O candidato do PSL aparece com 59%, enquanto Haddad tem 41%. No levantamento anterior, do dia 10 de outubro, Bolsonaro tinha 58% e Haddad, 42%. Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos.

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% dos resultados retratarem a realidade. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais, ou para menos.

 

Por Paulo Henrique Gomes

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Cerca de 85% das delegacias brasileiras não possuem servidores suficientes para realizar suas atividades

Segundo o levantamento, 98,9% das unidades policiais do Piauí estão com o quadro de pessoal insuficiente

Segundo levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público, divulgado pelo canal de TV por assinatura Globonews, 84,8% das delegacias de todo o país não possuem servidores suficientes para realizar suas atividades.

O Piauí possui o pior índice. Segundo o estudo, 98,9% das unidades policiais do estado estão com o quadro de pessoal insuficiente. Em seguida aparece o Espírito Santo, com 96,2%, seguido de Minas Gerais, com 95,4%, e Amazonas, com 95,2%.

Ainda de acordo com o Conselho Nacional do Ministério Público, 72% dos distritos policiais, em todo o país, estão com inquéritos em andamento a mais de dois anos. No Rio de Janeiro, 95% dos processos estão nessa situação. No Mato Grosso, o índice é de 93,4%. Em seguida aparecem Rondônia, com 92,1%, Pernambuco, com 91,7% e o Distrito Federal, com 89,8%.

O prazo para conclusão de um inquérito geralmente leva 30 dias, e nesses casos estão há pelo menos 720 dias sob análise.

Reportagem: Paulo Henrique Gomes