PARAÍBA: Empresas que investem em saúde e segurança no trabalho podem aumentar produtividade

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PARAÍBA: Empresas que investem em saúde e segurança no trabalho podem aumentar produtividade

Taxa de acidentes nas companhias do estado diminuiu quase 8%

O número de acidentes de trabalho reduziu na Paraíba, de acordo com dados da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda. Entre 2015 e 2017, a taxa de acidentes nas companhias diminuiu quase 8%, chegando, no ano passado, a 3.975 casos. Além disso, a taxa de incidência, que era de 10,16 ocorrências a cada mil vínculos empregatícios em 2013, caiu para 7,92 em 2016.

Na avaliação da gerente Executiva de Saúde e Segurança na Indústria do SESI-PB, Grinete Pinheiro de Melo, as ações de investimento nas áreas de saúde e segurança no trabalho contribuíram para a redução do número de ocorrências.

“O nosso propósito é, sobre esse número, nós podermos traçar novas metodologias, trabalhar com inovações. Porque o nosso objetivo é que a gente tenha dados primários e que a gente possa dar uma resposta para a indústria paraibana dizendo: a atuação do SESI reduz o número de acidentes, melhora a qualidade de vida do trabalhador, reduz o número de afastamento por doença ou por acidente.”

Para o consultor na área de Segurança do Trabalho, Antônio Carlos Vendrame, o investimento na saúde e segurança dos empregados também ajuda a reduzir os valores de taxas pagas pelas companhias.

“Se o meu desempenho coletivo com outra empresa também for bom, o meu seguro de acidente de trabalho também tende a cair. Então veja que é um universo muito grande de aumento e redução de imposto que eu posso ter. Imagina, 17,5% da folha de pagamento, quanto dinheiro que não significa e eu podendo manipular isso de forma a reduzir essas condições.”

Em todo o país, o destaque é para o setor industrial. De acordo com a Confederação Nacional de Indústria, a CNI, um dos fatores que mostra o bom desempenho é a relação do número de empregados formais, que cresceu 20,7%, com o de acidentes típicos, que ao mesmo tempo diminuiu 21,9%.

Além disso, segundo a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, em atividades como da indústria de transformação, por exemplo, a quantidade de acidentes caiu 40,9% entre 2007 e 2016.

A CNI também fez um estudo que aborda o tema. Um dos pontos do balanço aponta que é necessário que o serviço médico da empresa, por exemplo, possa subsidiar a perícia médica do INSS.

A medida, segundo a Confederação, aumenta a transparência do processo e dá maior efetividade à decisão do perito, que terá informações complementares. Isso poderia gerar um impacto direto na redução de custos previdenciários.

 

Reportagem: Marquezan Araújo

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