Ato contra o governo reúne milhares de pessoas em Roma

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Ato contra o governo reúne milhares de pessoas em Roma

Encurralado, PD busca formas de se recuperar

Ato contra o governo reúne milhares de pessoas em Roma

Derrotado nas eleições de 4 de março, o centro-esquerdista Partido Democrático (PD) realizou neste domingo (30) uma manifestação na Piazza del Popolo (Praça do Povo), no centro histórico de Roma, para tentar iniciar seu renascimento e protestar contra o governo.

Após meses de divergências entre suas lideranças, a legenda conseguiu reunir dezenas de milhares de pessoas – 70 mil, segundo a organização -, além de seus principais expoentes, os ex-primeiros-ministros Matteo Renzi e Paolo Gentiloni, o ex-ministro do Desenvolvimento Econômico Carlo Calenda e o atual secretário da sigla, Maurizio Martina.

“Essa é uma praça que pede união, mas sobretudo uma praça que diz que existe um povo que rechaça o governo dos perdões fiscais e dos subsídios. Provavelmente eles ainda são maioria, mas há uma parte do país que diz ‘não’ às medidas de assistencialismo”, declarou Renzi.

O ex-premier fazia referência à lei orçamentária para 2019, que incluirá uma elevação do déficit para financiar promessas eleitorais, como a renda de cidadania, que pagará subsídios para pessoas desempregadas, e a renegociação de dívidas tributárias.

Antes de chegar a Roma, Renzi havia escrito no Facebook que o PD precisa superar as divisões internas e organizar “formas de resistência civil contra a deriva venezuelana” dos vice-primeiros-ministros Luigi Di Maio (M5S) e Matteo Salvini (Liga).

“Me parece um bom renascimento não apenas para o PD. Vi muita gente que não é do PD, mas quer se opor a esse governo populista”, declarou Calenda, um liberal de história recente no partido, mas que se tornou um de seus quadros mais populares.

“Fazia 25 anos que eu não ia a uma manifestação”, revelou.    Depois de ter governado a Itália por cinco anos, com três primeiros-ministros diferentes (Enrico Letta, Renzi e Gentiloni), o PD sofreu uma dura derrota nas eleições de março, alcançando menos de 20% dos votos e se reduzindo à terceira força do Parlamento, atrás do M5S e da Liga.

ANSA

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