DIVERSÃO EM PAUTA: Violência e crítica social marcam “A Primeira Noite de Crime”

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DIVERSÃO EM PAUTA: Violência e crítica social marcam “A Primeira Noite de Crime”

Uma noite em que todos os crimes são liberados, sem nenhuma punição. Assassinatos, estupros, torturas. Tudo isso é permitido durante as 12 horas da chamada noite do Expurgo. E se você já assistiu “Noite de Crime”, filme de 2013 com Ethan Hawke, essa premissa deve bem soar familiar.

Mas agora essa história tem uma novidade: “Primeira Noite de Crime” é o lançamento desta semana nos cinemas e conta a história de como começou a tradição sanguinária do Expurgo.

Para quem não conhece, Uma Noite de Crime é uma série de filmes que trata justamente sobre essa noite de violência sem punições. E após a produção de três filmes que tinham tudo para dar certo, mas que foram massacrados pela crítica, “Primeira Noite de Crime” chega para tentar “expurgar” todas as más reações aos filmes anteriores.

Assim, o quarto filme da série relata um experimento social de um novo partido político dos Estados Unidos, o New Found Fathers of America. O experimento é feito na cidade de Staten Island, e os moradores não são obrigados a participar. No entanto, para quem aceita fazer parte do experimento, o governo oferece uma quantia de 5 mil dólares.

Apesar de carregar o peso das críticas negativas dos outros longas da série, a “Primeira Noite de Crime” foi bem produzido e dirigido. Se fosse uma trama isolada da sequência, talvez não trouxesse tantos preconceitos para quem já assistiu aos outros. As cenas de ação e as explícitas de violência ilustram bem a principal premissa do filme.

Além disso, o elenco também merece um elogio pelas atuações convincentes. O filme faz fortes críticas sociais ao tipo de mundo em que estamos inseridos e isso nos leva a refletir sobre atitudes dos governantes e da própria população. As claras referências ao governo Trump, nos Estados Unidos, tornam a narrativa muito mais interessante.

A discussão central do filme também é importante. Apesar de projetar um cenário exagerado, é possível identificar situações absurdas que não são vivenciadas apenas nos Estados Unidos. Durante as noites de crime, os moradores podem assaltar, estuprar e matar quem quiserem. E, segundo o governo, essa é uma necessidade que todos os cidadãos tem para expressar seus verdadeiros sentimentos.

Mas será que esse é um desejo dos cidadãos, ou um desejo do próprio governo? Você vai precisar assistir para saber! Basta procurar o cinema mais próximo e garantir seu ingresso.

E também tem novidade no cinema nacional. O filme Coração de Cowboy conta a história de Lucca, um cantor sertanejo conhecido pelas músicas “chicletes” compostas a partir das demandas que a empresária encomenda. Ele percebe que não escreve sobre o que realmente sente ou o que ama, e decide voltar para o interior para se reencontrar.

Nesse meio tempo, ele se depara com seu amor de infância que também foi sua parceira de canções. Juntos, os dois descobrem novas melodias. Aí vai um spoiler: se você ama a música “Evidências” de Chitãozinho e Xororó, você não pode perder esse filme!

Já a Netflix lança o suspense Noite de Lobos nesta sexta-feira (28). O filme é sobre um naturalista que, durante um inverno sombrio do Alasca, tenta encontrar respostas para o assassinato de um garoto. Tudo indica que ele foi morto por lobos. A partir daí, ele começa a investigar e viver em mundo de mistérios.

E se você tinha dúvidas sobre o que fazer no final de semana, agora não tem mais desculpas! Aproveite nossas dicas com muita pipoca!

 

Reportagem: Sara Rodrigues

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